28 de agosto de 2015

Diferente por favor!

Iluminura de por ai
Pesquisei no Google e indicou que é de um ilustrador Russo
Mas sem precisão prefiro não dar o crédito errado
Registro meu gostar que foi certeiro assim que vi
E me lembrou meu irmão que tá na moda do barbudão
Que apassarinhado e desenhador é
E também me lembrou meu pai
Que quando tira a barba para mim fica estranho
E tem afinidades com barcos,passarinhos e lápis
Bati o olho no enunciado de uma matéria e não resisti, preciso sacudir minha bandeira do para que tá feio. A matéria falava da angústia dos homens por barbas perfeitas, ansiedade por a barba crescer e estarem em tempo na moda. 
Sério isso? Vi. um ator famoso, dia desses num anúncio, com uma barba cheia de falhas, estilo mendigo eu dei minha sentença. Que me perdoem os pobres mendigos, que imagino estão achando que a crise deve estar pegando pra ter tanto barbudo circulando por ai. Geral sem condições de ir no barbeiro. Piada a parte, tem homens que combinam, num conjunto e no estilo com barbas bem feitas, cuidadas e tal. Só acho! E isso de todo mundo igual é de última. Lembro que recentemente eu tava a fim de um óculos pop espelhado e desisti no dia que cheguei em um churrasco e numa mesma mesa cinco ou seis mulheres estavam todas com o mesmo óculos. Demais ou seria de menos? 

27 de agosto de 2015

Sonhos e realidades

Esse mês o curta Sonhos, da produtora que meu irmão faz parte (clicar aqui para ver e ler sobre o curta e colocando a palavra sonhos na busca tem mais resenhas), recebeu em terras paulistanas, dois prêmios no Festival ComKids Prix Jeunesse Iberoamericano: Segundo lugar na Categoria 7 a 11 anos e o Prêmio da Diversidade.
Esse tal Prêmio da Diversidade é concedido à produção mais inspiradora, com abordagem inovadora e responsável, que envolve direitos, respeito, inclusão e diferenças para crianças e adolescentes. Sonhar e realizar! Açúcar com canela! Reconhecimento numa categoria do que de fato o trabalho da Plano 3 filmes para mim representa e faz bem.
Do papel principal e açucarado desse curta e de tantos outros, parte da trupe, ex-eterno menino, hoje um rapaz, meu amigo Jonas Laborda, com quem tenho fotos, mas ainda não consegui um autógrafo, estará no comecinho de setembro, como cores e alegria de primavera, estreando nessa peça que o resumo acima fala por si, por mim e para qual convido aos soteropolitanos leitores e passantes a irem. Dias 3 e 4 de setembro às 20h, 5 e 6 de setembro às 17h , no Teatro Gamboa Nova.
A peça, da Companhia Novos Novos, através do circo, discute dentre temas adjacentes, um que permeia diversos problemas contemporâneos e fonte de diversas soluções: a tolerância. "Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e levam o público a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade, como guerras, ditaduras e imperialismo, uso do poder para a destruição, racismo, dentre outros."
Trecho descritivo entre aspas que recortei por ai e para aqui trarei descrições minhas, linhas e entrelinhas, imagens, histórias, sonhos e realidade de lá, a admiração vou levar no bolso, o bem querer carrego no coração por ele, por meu irmão e todos dessa trupe que é espetacular, todos tão diferentes e iguais.

26 de agosto de 2015

Do manual

Sabe essa de abaixo letra cursiva, maiúsculas e minúsculas, acento o computador põe e não sendo o texto digitado é perdoado, falta de concordância, palavras escritas erradas ser moda? Já viu ou ouviu falar de pra que escrever em papel? Breve vai ser coisa do passado tem quem diga. Contemporâneo do para que saber pregar botão, do: O que é untar forma? De zero de habilidades manuais e para "ajudar" sapatos de velcro e zíper para facilitar. Fala sério!
Pois é, aqui em casa tem um ser que digita na velocidade da luz, mas só escreve tudo pouco e abreviado, é fera em matemática, história, física, atualidades, inglês fluente e o português carece de acentuação e se perde nas siglas. Por ai sei tem muitos jovens tipo ele, tem também adultos. Os mesmos que não sabem fritar um ovo, tem dificuldades para destacar a fita vermelha que abre como mágica os pacotes de biscoito, latas então um drama e desejam que alguém, não eles que cansa, invente alguma forma de abrir as coisas mais prática e também um comprimido que substitua o protetor solar que é um saco passar espalhar e nem mesmo o de borrifar dá conta da preguiça e mania de reclamação.
A mim, se me pedir para abrir pacote de biscoito, garrafas ou uma embalagem qualquer que não seja tipo missão impossível eu digo, as vezes nem preciso dizer, pois após o pedido e meu olhar já vem o já já sei: "Imagine que você está no deserto e esse pacote ou lata e é a única coisa que você tem para comer".
E não sou ruim, nem chata, educar é isso. Ser esperto, multifuncional, interdisciplinar, antenado, com conectado do tipo que vale nos grandes centros ou cavernas, em NY ou na Chapada é saber fazer conta na máquina e na mão, falar através de textos, áudios, gestos, saber dar laço e nó, inclusive em pingo d´água, é ter habilidade para escrever um bilhete com carvão, pescar, se comunicar muito além de teclar. 

25 de agosto de 2015

Da dura mistura

É uma tal bandeira e orgulho hoje em dia de valer a mistura, tudo misturado, mas na teoria que na prática só observo. Numa dessas observâncias minhas a de que eu sempre estudei em colégio particular e sempre tive amigos e meus amigos tinham amigos que estudavam em colégio público, que moravam no mesmo prédio, em prédios vizinhos, amigos de amigos, familiares, tipo de andar um com outro que hoje seria tipo todos em um mesmo grupo do zap. fardas misturadas pra lá e para cá sabe?
Vejo hoje as pessoas muito em nichos, nunca (eu disse nunca e olha que meu olho é tipo visão de coruja) vi ninguém entrar ou sair aqui do prédio com farda de colégio estadual ou municipal, entre os meninos na porta da escola de meu filho, vejo poucos e raramente. Não estão misturados em shoppings, não se misturam. E como essa não mistura, tantas outras, as panelinhas cada vez mais se fazem, tipo óleo em água se achando fluidos sem serem.
Na real a mistura pregada é linda e a vivida é dura, não é homogênea, seja nos modos de vestir, nos grupos por profissões afins, gostos musicais, nas distinções de credos, classes. Me vejo as vezes pressionada a gostar de algo para pertencer ao papo, para ser da galera, parte do grupo, vejo as pessoas sendo pressionadas, vejo as pessoas sem personalidade, sem autenticidade. Dizer não gosto, não concordo, conviver com quem diz não, diferentes misturados e não coados, se faz urgente na prática em meio a tanta teoria, tanta confusão conceitual. Para ser livre e fluido o conviver e o viver, por mistura não ser todos todas as partes e sim cada um uma parte ou algumas partes, que se completam ou não, que podem e devem coexistir e interagir juntas, tendo opiniões, gostos, hábitos diferentes e não, não tendo opinião.

24 de agosto de 2015

Das serventias

Eis que eu soube que o Colégio onde meu filho estuda, ia levar esse mês uma turma para visitar um asilo, ele não se interessou, mas aos 45 do segundo tempo, depois de eu insistir, topou pela folia. Para mim ele ir já valia ouro, eu ter podido ir, foi coroa de flores de laranjeira. O lugar visitado se chama: Abrigo São Gabriel.
Lá chegando, conheci de cara uma senhorinha que era pura simpatia, disposta a papear, alegre, gentil, cheia de histórias, toda arrumada, que me encheu de elogios e eu que fui lá para elevar a estima deles, me senti uma pluma. Tinha muitas fãs de Roberto Carlos como eu, não pude então perder a chance de me enturmar e contar que faço aniversário no mesmo dia dele, meu filho sem restrições a estilos e canções tocou músicas do Rei no violão, até dançou o que é tipo um milagre.
Tinha um ex jogador de futebol, do time daqui que detesto, não menti para ele, porque menti é feio e aposto ele gostou de uma do contra se manifestar e todos os outros ficarem do lado dele, posarem para fotos, cantarem o hino. Alguns nem ai para nós e talvez para o mundo  todo a sua volta mas mesmo assim toque, cumprimentos. Um deles disse que não me via, só umas sombras, peguei na sua mão e disse que valia sentir para mim, perguntei se para ele valia, ele sorridente disse que sim. Lembrei ao escrever isso de uma senhora que já mencionei aqui, uma mãe preta que tive, Eurides, que cheirava tudo antes de comer (faço isso as vezes porque será hein), para quem liguei dia desses e ela falando que não enxerga mais, eu leve e gaiata, como ela sempre foi, perguntei: E cheiros você ainda sente? Sinto! ela respondeu, ai eu disse que bom, assim você pode me cheirar, cheira seus netos, filhas, cheira tudo antes de comer. Ela deu uma gargalhada e se surpreendeu e alegrou de eu ter essa lembrança dela ainda presente, além do hábito, que sempre feito, sempre ela é e será lembrada, Ver com o coração é certeza ter boa visão!
Voltando aos idosos do asilo, muitos amaram e toparam de cara colorir os desenhos que levei para eles estarem na modinha e dando cor aos desenhos, pensei, ia colorir ainda mais aquele dia. Sendo que depois da visita fica alegria e também a falta, deixei os lápis e uma porção de desenhos lá e tive ao sair a ideia de voltar, eu e quem topar, através de cartas. Vou depois trazer esse pedaço da história e proposta para cá. Todos os idosos, senhorinhas e senhorzinhos, velhinhos que não acho feio chamar, feio é abandonar, maltratar, não olhar nos olhos, querer que todos sejam do mesmo jeito, dizer que não tem tempo ir dar a mão, fazer uma visita nem que seja uma vez no ano, fazer uma projeto nas escolas, grupos de amigos, no trabalho, que proponha visitação individual e coletiva, para levar atenção, arte, alegria. Achar que só doar coisas, que já é alguma coisa, basta, é muito raso. Alimentos, roupas, material de limpeza são sim muito importantes e necessários, mas como pontuou o responsável por esse projeto o idealista, romântico e realista Irmão Gabriel, eles precisam por exemplo de pilhas para os radinhos e ninguém doa pilhas, tem que ache que nem servem mais para nada as pilhas e que usar rádio é demodê. Um senhor vai quando em vez concertar os rádios que sempre quebram, bem podia mais gente fazer esse serviço solidário e o de corte de cabelo, fazer as unhas das garotas, massagem e podologia.
Vi lá muitos vinis,ai pensei e aqui fica a dica para eles, que era uma boa ideia nessa onda retrô alguma alma caridosa e criativa propor com merchan e organização um bazar dos bolachões, por um preço bom para todo mundo, liberação de espaço por lá (tem muitos),para converter em verba para aquisição de telhas para a casa que está cheia de goteiras. A casa, fica na Boa viagem e é uma paisagem que tem no funo que eu parei lá por uns minutos só a imaginar como uma reforma, que desse para ficarem ali sentados em cadeiras ou redes seria terapia das bos. O mar bate as ondas em seus muros do fundo, muito perto e sem um mirante, estrutura e convites a com o olhar, desenhar, bordar, poetizar, desaguarem nas ondas, no azul, na areia e aroma daquela imensidão, lá ele fica tão longe.
Uma empresa de material de construção podia ler esse meu resenhar e doar telhas. Aos olhos e coração de Luciano Huck, algum dono de loja de móveis, de material hospitalar, de linhas, agulhas de bordar e tecidos, loja que vende jogos de tabuleiro, lápis de cor, ou sei lá, podia chegar e fazer servir o que teem de sobra, de verba para caridade, do mais que humano que há em nós. No discurso do gestor e idealizador, que por acaso não deve ser tem nome de anjo, uma queixa e questionamento que também me incomoda. Monges rezam e ficam internados em mosteiros, protegidos e bentos, com todo meu respeito e o dele que o foi, a todos e a beleza da fé e poderes da oração, mas não há ação em suas condutas e vidas, não estendem os braços, as mãos, para limpar e lavar mais que seus pertences e o local onde vivem, com tantos locais que precisam de suas presenças que seja, três vezes por semana, saírem da clausura, usarem a meditação e paz em beneficio do próximo. O mesmo vale para militares do exército como os novatos que vejo subirem e descerem por volta da minha rua cantando e marchando palavras de ordem, combate e cidadania. Como disse ninguém menos que Madre Tereza: "As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam" e o mesmo vale para lábios que só desejam, que repetem palavras de boa conduta. Intenção, emoção, sem atitude não faz o bolo crescer, a fila andar, o bem se multiplicar. Dividindo se soma, contradizendo a matemática dos números e em total precisão com a matemática do coração.
Ajudar crianças, se encantar com elas e seus sorrisos, alegria, cores, vida e esperança que carregam em si, até mesmo as doentinhas, é lindo, digno, positivo e prática com muito mais adeptos. 
Os idosos carregam amarguras, tem limitações, muitos não entendem que as tem e não adianta ser taxativo. Não tem peles macias e cabelos cacheados ou escorridos, tem rugas, cabelos ralos na maioria das vezes, não cheiram muitas vezes a lavanda e não é por falta de higiene, para falar com eles é preciso ter um diálogo diferenciado, sensibilidade, modernidades as vezes para nós já ultrapassadas até,não são uma realidade para eles, o serem referência de fim, serem desconfiados, não querem ou não poderem mais brincar, se locomover muitas vezes, enxergar. Repetem uma coisa mil vezes e fazer de conta que é a primeira é uma gesto de amor.
Pessoas de idade avançada, tem invariavelmente,pequenos ou grandes problemas de saúde,  pouca energia, mobilidade, dificuldade de se expressar, dificuldades cognitivas. A adaptação em casa,  ao processo de envelhecimento nem sempre é tranquila, em um situação de abandono como é a maioria das vezes em asilos assistenciais, há preocupação com o pesar dependência e deterioração física e mental, a restrição de sair, de contatos com outras pessoas,  o sucessão de perdas (amigos, cônjuge, irmãos, familiares, uma balançada na fé de muitos que podia sustentar, mas escolhe-se renegar. Há uma mudança do senso de humor, de controle das inovações, notícias, mudanças de ambiente, os casos de personalidade difícil tomam uma dimensão pesada, ego, arrogância, excessos e outras tantas mazelas cobram seu preço. O sentimento comum de que o tempo é Rei versus o deles de que o tempo é curto e os recados visíveis e nas entrelinhas que um idoso dá é consciente e inconscientemente um muro que feito ponte ajuda e adorna os dois lados. Dito tudo isso, resolvi arrematar com Drummond, porque coisas, lugares e pessoas velhas para mim tem serventia e muita valia, são poesia e como disse o poeta: "Se você procurar bem, vai encontrar não a explicação (sempre duvidosa) da vida, mas a beleza (inexplicável) dela."