28 de março de 2015

Do conter e estar contido

Concordo com a máxima de que o pior analfabeto é o que sabe lê, mas não lê. E sempre fui de achar válido ler desde livros a placas de trânsito ou bulas de remédio. Ressalvas ao teor dos escritos  que se não somam de alguma maneira (informação, distração, aprendizado, descontração,...) vide efeitos colaterais.
Esse papo introdutório é para dizer que acho legal, inteligente e interessante o cada dia mais popular hábito de leitura de rótulos, por algum problema de saúde ou cuidados com a saúde, além da validade e do que tem na composição das coisas, sendo que em alguns casos já se sabe o que tem contém e lê-se o rótulo para confirmar,cadastrar ou sei lá o que.
Mas, como diz o dito popular tudo de mais é sobra. Eu por exemplo, sempre comi passarinha, iguaria dos tabuleiros das baianas, de vista, sabendo ser calórico, mas não mudou nada o gostar e querer depois de eu saber que é o baço do boi. 
Não muda nada para mim também saber a composição da água maravilha que uso até hoje para pancadas, com efeito curativo satisfatório, gelo também vale, está contido no hábito, assim como beber água com açúcar para acalmar e de fato não saber se faz algum efeito, sem rótulo e calmante, me acalma tomar, ofereço, sem rótulo ou explicação.
Resenha com puxão de orelha as neuroses, aos aficionados em rótulos de plantão, ao rotular pessoas e lugares e tudo mais, com brinde de água com gás e amanhã tem mais.

27 de março de 2015

Por tarja branca pra geral

Que tal doses homeopáticas ou encorpadas de tarja branca?  Descobri sem querer um Documentário com esse nome: tarja Branca (clica aqui para assistir) que defende uma revolução pela brincadeira para crianças e adultos. "A liberdade é perigosa" e muitas vezes sobreposta a ela estão as metas, a austeridade, extremamente valorizadas no mercado de trabalho, nas escolas, nos relacionamentos, na adolescência e até na infância, em detrimento do lúdico, do ócio criativo, do fazer a gente mesmo, do sem conexão.
A ludicidade é um ferramenta importante, digo isso como professora, como mãe, tia, como quem teve infância e anda de mãos dadas com a criança que foi. Fiquei encantada com um projeto, que já vi os vídeos mil vezes e coloquei nos favoritos (veja e saiba mais aqui) e que iria a São Paulo só para participar se passagem custassem balinhas tipo troco antigo de mercearia.
Do encantamento a realidade que fico abismada, a falta de crianças e do brincar nas ruas que passo, nas quadras dos prédios, das escolas, assim como com a falta do bom e velho tempo livre da infância e juventude, que tem agenda cheia de domingo a domingo. “Ninguém nasceu para fazer vestibular, a gente nasceu para ser gente. As escolas deveriam ter muito mais tempo de recreio, mas quando defendemos o resgate do brincar as pessoas acham que é voltar no tempo”, palavras da educadora Lydia Hortélio, uma das entrevistadas do filme.
Eu sempre digo que brincar mais se faz urgente, para crianças, adolescentes e adultos. O mesmo vale para mais leituras lúdicas e para o olhar poético para as coisas da vida, o fazer algo novo, algo bobo e que na verdade, uma coisa puxa a outra. Piaget, considerado um dos mais importantes pensadores do século 20 dedicou-se dentre outros temas, ao estudo de como o desenvolvimento cognitivo se dá ao longo da vida. Ele criou, a partir de pesquisas e por meio da observação diária dos próprios filhos, a famosa Teoria Cognitiva, segundo ela a construção da personalidade se dá pela interação e pela completa utilização dos cinco sentidos da criança, e da infância se faz a vida adulta e se refaz se forem identificadas e trabalhadas as lacunas.
Os brinquedos de hoje estimulam variados sentidos? Visão e audição, quando em vez raciocínio sãos os sentidos utilizados ao jogar videogame e isso, digo sem ser especialista e essa brincadeirinha comoda e limitante vai resultar em uma geração com características físicas e psicológicas diferentes e pobres. Pouco ou nada lúdicas, ágeis, proativas e criativas.
Quem já participou de um processo seletivo em que uma das etapas era uma dinâmica de grupo envolvendo um jogo ou uma brincadeira? Pois bem, só nesse exemplo e baseada nessa falta de habilidades, de convívio porque não dizer, de trocas, frustrações, conquistas, de jogo de cintura reais, de muitos jovens, logo adultos, se quiserem de fato contratar as empresas vão ter que abolir esses testes. E eu não sou eu que estou jogando areia para fora da caixinha do parquinho não. A reflexão nesse tema levou à criação do Instituto Nacional da Brincadeira, nos estados Unidos em 1996 (fato que ratifica, como outros, que as coisas demoram a chegar aqui, não tem internet, nem passagens baratas que resolvam esse atraso social, oh Lord!).
O fundador da instituição, Stuart Brown, com seus mais  de 20 anos de prática clínica e pesquisas na área, afirma estar tudo muito claro (#gosteidessecara). Os empreendedores de sucesso, as inovações, os cientistas indicados ao prêmio Nobel, as crianças mais bem adaptadas a qualquer ambiente e as famílias mais felizes têm algo em comum: o entusiasmo pelo ato de brincar ao longo da vida. Brincar é tão fundamental quanto dormir e sonhar. 
Diante de todos esses pontos de observação e estudos que investigam como a brincadeira contribuiu para o desenvolvimento do cérebro humano ao longo do tempo, há um consenso absoluto: brincar é mais do que uma distração e divertimento, é uma parte central do crescimento e desenvolvimento neurológico, importante para formação de cérebros mais complexos, sensíveis, socialmente hábeis e cognitivamente flexíveis.
Sexta-feira dia de vestir branco na Bahia, de brincar, de bater papo, de relembrar e reviver a infância e a adolescência, dia de não tem aula amanhã (para poucas crianças), dia de fazer planos para o sábado e domingo ou eixar ao sabor do dia, do tempo, do humor. Dia do Circo hoje!
Fica então as reflexões e minha dica de ver o trailer do filme e o filme e meu desejo de muita tarja branca em nosso dias, que vire prática o brincar, que sejamos a mudança que queremos ver no mundo.

26 de março de 2015

Do Caderflex ao Smartphone

Vi em um jornal local aqui da Bahia, uma matéria na terça passada que o assunto era a dispersão em sala de aula e os muitos grupos de WhatsApp, jogos e vicio de crianças desde os 8 anos de idade com os smartphones, que muitos pais disponibilizam sem limitações. Uma garota de dez anos disse, que fazia parte de 12 grupos (imagina isso), ela disse nem gostar mas ter que participar e ler as coisas se não ela fica por fora de tudo, além do que o pessoal fica bravo.
Sobre o tal zap, soube outro dia e fiquei indignada, que crianças de um telhado vizinho, foram informadas do falecimento de um ente querido pelo zap, antes da mãe ou coordenadora falarem com jeitinho #semcomentários.
No mesmo dia da reportagem, em sintonia, recebi por e-mail de uma amiga blogueira, mãe de uma trupe, avó de outra, do tipo moderna e a moda antiga, que estraga e educada, a indicação de leitura de uma crônica que me identifique com algumas partes e nem tanto com outras. Daí, não trouxe trechos pra cá, resolvi garimpar lá e desenvolver a meu modo.
Lápis de tabuada era terminantemente proibido e uns com bandeirinhas, se bandeiras e países fossem o assunto de geografia, também. Vale pontuar, que nenhum pai ia lá reivindicar a liberdade do aluno. Os exercícios preparados no mimeógrafo as vezes vinham ilegíveis e ao meu olfato, sempre cheirando a escola, eu adorava. Para tirar dúvidas dessas falhas de impressão ou qualquer outra, o colega ao lado, o mais esperto e a professora.
Muitas conversas paralelas, eu era frequentemente trocada de lugar por conta disso e o assunto não era só a tarefa, falávamos de tudo com os que ali estavam, as vezes em grupinhos em que éramos adicionados, outros formávamos e também circulávamos por alguns com poucas identificações.
Tudo olho no olho ou escrito em bilhetes, nos questionários escritos repetidas vezes por alguém da sala com perguntas de comportamentos e gostos (tipo os testes da Revista Capricho). Recadinhos  (e colas ou pesca como se chama aqui) na borracha. Nada que fizesse barulho ou envolvesse mais (para que mais?) do que aqueles seres ali presentes. E as histórias ali vividas eram assunto com a turma da rua na hora de descer, com os colegas das outras classes no pátio, na ida pra casa e algumas coisas era tipo o que acontece em Vegas ( fica em Vegas). 
Sou do tempo do quadro negro que era verde e do giz branco (enfileirados em caixas de papelão os novinhos e usados até o cotoco), passado um tempo apareceram professoras e seus gizes coloridos e também uns antialérgicos. No Cursinho pré-vestibular conheci a lousa branca que se escreve com Piloto (marcador). Ai nas escolas de filho e num breve período que lecionei na alfabetização, fui apresentada a lousa digital, tão sem poesia, tão cheia de necessidades de enquadramento, eletricidade, acessórios, pré preparação, tão se sentindo mais espertas e com equipamentos melhores as crianças diante delas e dos professores.
Quadro negro era coisa de professor e a criança tinha um certo respeito e encantamento. Algumas pediam como presente para brincar de ser pró. Acho que um quadro de giz hoje seria capaz de manter as crianças vidradas nas explicações, pelo tão diferente e simples que é.
Só tive cadernos de espiral no segundo grau (com rima sem querer). Usei nas primeiras séries uns que se chamava: de brochura, colados por dentro (tinha uns mais populares grampeados e outros costurados). O chique e resistente se chamava Caderflex e cada matéria era em um, com a capa de uma cor.
Os de espiral eu lembro que desencadernava com tempo e paciência que sobravam e forrava a capa. Capas muitos iguais as de todo mundo eu achava ou não tinha muita escolha nas capas dos cadernos do camelô. Forrava também para reforçar, capa dura foi luxo no segundo grau, que o namorado hoje marido me deu alguns e na faculdade. Nos capas moles, eu colava um papel duro sobre a capa ou passava pra lá e pra cá fita durex sobre os furinhos e depois furava com algum objeto. Forrava e enchia de adesivos, recortes, cobertos de papel contact os recortes ou toda a capa.
E se fazia bolhas, furava com uma agulha as malditas e passava o dedo até o ar sair. Espiralava o bonito de novo e tirava onda. Dentro, meus cadernos eram disputados para tirar cópia, pela organização, por não faltar nada, pelos desenhos das aulas de biologia (zero de humildade essa minha declaração).
Apontador, o melhor era um de metal. Os de depósito super novidade, retangulares ou em formas de morango, capacete e tal, tiraram a ida a lixeira para esticar as pernas, procurar conversa, desfilar. E nada de assoprar o apontador se uma ponta ou as lasquinhas de madeira do lápis ficassem pressas, se soprasse cegava, eu não tinha como pesquisar essa informação no Google, obedecia (as vezes não).
Usei muito borracha cheirosa também e da branca comum no fundo dos lápis, a branca pequena, a verde retangular grande e a para lápis e caneta que a parte para caneta rasgava mais o papel que apagava.
Caneta Bic, quatro cores, Paper Mate e calculadora era ostentação e modernidade de ponta. Eu tive todas e as quatro cores tive umas paraguaias ou orientais de sei lá quantas cores que meia dúzia funcionava). Tive Play (que tinha borracha na tampa), Bic comum, Kilométrica (a caneta simpática por um preço milimétrico).
Lápis sempre foi uma paixão, para rabiscos e coleção. Eu adorava uns lápis que tinham pontas presas a pecinhas plásticas que tirávamos e colocávamos umas atrás das outras (essa descrição para os jovens antenados e sabichões é como quando nos explicam coisas que nem de longe conseguimos visualizar). Tive umas que me mandavam os parentes da Espanha, com botões, enfeites na ponta.
Tive diversos estojos: de madeira, de lona, de lata, tive aqueles importados que abriam pra todo lado e que quando emperravam lá se ia o diário no quadro que hoje tá no site ou é fotografado.
Daqui a pouco as crianças não vão mais escrever e vai acabar isso de assinar o nome, de letra cursiva. Vai ser tudo digital, sem impressão pessoal, sem coordenação motora, sem respeito e gratidão aos professores.
Nada de ir a escola, sem caixa de areia, sem areia prateada, sem massa de modelar, sem questões abertas, tudo de marcar ou de clicar. E da escola ficará a memória do celular, tablet ou note (que estarão jogados num canto qualquer, desatualizados, descarregados, pifados). Como Toquinho pediu para não fazermos com nossos cadernos e eu levo a sério. Desde o be-a-bá, rabiscos, recados, cartas, até hoje, um sol me sorri num papel.
Papel ofício, metro, tinta guache, lápis cera, papel crepon para fazer fantasias, babados em volta de cartolinas. Papel camurça, papel seda para embalar chocolate na páscoa e dar aos colegas com bilhetinho escrito a mão. Urgente! Ideal! De ontem, para sempre.
Nada de celular na sala de aula, de estudar com celular do lado, de ficar ansioso e viciado em jogos e grupos virtuais. Aqui nem som, nem tv é permitido na hora de fazer dever e não adianta ser maior que eu e falar grosso. Isso é do seu tempo ouço muito e respondo e sigo com a ladainha que ouvi de minha avó e mãe, quando você tiver sua casa, seu filho...

25 de março de 2015

#pfv #porcrescereaparecer

Eu se não falar morro como diz meu marido. Tão entalada que resolvi postar a noite. O assunto é Instagram, legendas, likes e comentários, que virão para cá em outros posts já programados (amanhã o zap vai puxar a prosa), pois as redes sociais e os comportamentos antissociais é assunto recorrente em todo canto.
Aqui em casa tenho um adolescente, na casa da cunhada outro, nas margens deles tantos outros, na casa de amigos e blogueiras vizinhas tem alguns de quem sei e vejo posts e comportamentos do tipo adolescentes, já fui adolescente e apesar da memória ruim para algumas coisas, lembro bem, que se não há com o que se aborrecer, se inventa, é uma rebeldia latente, com espaço de sobra em uns e diminuto em outros para leveza, afagos, humor, delicadezas e afins.
E eis que estou quase cortando os adolescentes por idade cronológica e os por idade mental e/ou comportamental de meus perfis. Tem uma de não é blog o Insta, nem Face, não é para comentar é só para curtir. No estilo bater roupa e boca de lavadeiras: Tá escrito onde para que é? Onde estão as regras de uso? Se não fosse para comentar não tinha a opção, é uma OPÇÃO, dar like ou não, comentar ou não, recomendar ou não #seliga #copiou #helooou #capitãoóbvio #nãosabebrincarnãodesceproplay.
Não quer comentar, okay, mas receber comentários e apagar é tipo assim falta de educação, é ser ouriço, ser esquisito no sentido feio da palavra. E isso de querer ser pop, famosinho, querer se fazer de o popular, a sexy é da vontade de alguns, tudo bem, mas tem limites também, tem o tom do ridículo e tem quem tenha quem alerte e ignora.
Ditar normas ao uso que eu faço do meu Instagram ou blog ou Face é algo fora da casinha #desculpatá e #nãodápraser. Eu não digo aos ditos adolescentes o quando é ridículo pedir likes, sdv (seguir de volta) nem peço like ou comentários nas fotos que marco eles, não ligo se não comentam, sabendo são gestos de carinho, faço o que sinto e minha parte, cabe a cada um a sua. Já é adolescente para ser livre querer isso e aquilo, é para ser maduro, sociável. 
Não posto, nem comento nada do tipo brega ou vergonhoso, porque tenho noção. E é por essas e outras que desejo, que nem o Vampiro Brasileiro, uma vingança maligna de que tenham esses cheios de ses, uma namorada, amiga, tia sem noção, tipo noção menos cinco. Surgida sei lá de onde, que a avó faça perfil, o pai e ainda que apaguem os comentários, repostem mil vezes e marquem todos os colegas, que publiquem fotos da infância nus ou vestidinhos de fantasias e roupinhas micosas para parar de serem #chatos #ouriços #semnoçãoachandoqueosoutrossão.
E aos adolescentes que tem educação, moderação, filtro, doçura, que respondem, agradecem, não apagam, não tem frescuras e regrinhas e normas #xatas, meu abraço, com pulinhos, selfie, poema e letra de música copiada e colada, carinhas, corações e emoções, porque se comentei ou se só curti o importante é que emoções senti, dividi, colhi e como meu insta é meu, faço o que quero e como quero, inclusive #desprezo pra vê se crescem. E tenho dito!

Tipo assim

Ilustração by Swanbones
Eu não sei se penso demais, observo demais, tenho senso crítico demais ou talvez seja poesia demais o que tenho e não tem cura, sei é que o coletivo está bem raso e não raciocina mais, não sente, não é coletivo.
Diziam nossos avós com a tal sabedoria popular (que anda meio emburrecida e renegada), que quando a cabeça não pensa o corpo padece. Nos dias atuais em que muitas cabeças não pensam e não tem filtro, as amizades, amores, corações, ações, andam padecendo e se empobrecendo.
Todo mundo com formações de grupinhos distintos que não se misturam, ou isolados nos seus quadrados, com práticas, linguagem e tratamentos rígidos que não cabem em contextos distintos.
É viral e congênita também a falta ou distorção de prioridades, penso que seja por não se saber para onde ir, por não valorizar as pessoas, as relações, por as vezes nem saber o que gosta, o que deseja, por mudar os quereres e gostares com facilidade. Se é longe, se a maioria não acha legal ou muda de ideia, se expõem fraquezas, não obrigada.
E assim é comum o uso de máscaras e aposta que tudo vai dar certo em alguma esquina, como que por milagre, pelo qual vale pontuar não se reza, além do não fazer por onde. Ouvidos, olhos, dedos cheios de informações, demandas, cliques, assuntos, possibilidades, amar, curtir. A vida na porta cobrando atitudes e geral empurrando com a barriga, ao sabor do tempo, das circunstâncias, conectados e desconectados com a realidade e demandas que fazem a roda girar. Responsabilidade é chato demais acham os adolescentes, nem imaginam as crianças, tem se encostando a esse muro os adultos, sem lembrar que a falta dela não aquece os pés nos dias frios, não faz ter comida em casa no inverno de cigarras e formigas.
E nessa, tá uma parcela significativa do mundo achando que está fazendo o necessário, se achando guerreiros, tri atletas, poderosos e na real vive-se em cordas bambas, fazendo malabarismo, sem a poesia do circo, deleta-se culpas ou noites mal dormidas, se ocupando e fugindo de se auto avaliar de refazer, de parar, de não maquiar ou fugir dos sofrimentos, porque, como uma das frases do pop e contemporâneo livro filme: A culpa é das estrelas, a dor precisa ser sentida. Chorar faz bem, como diziam os antigos. Muita alegria, sucesso, beleza, nada de coração na boca, frio na barriga, de sentimentalismo barato ou caro, de dar a cara a tapa, de se envolver. Para que tá feio!