1 de novembro de 2014

Nove que é onze

Ilustração de André da Loba
Clica aqui para ver lá no Felicidário outras ilustrações

Tem uma para cada dia do ano
Com meu gostar de café
E a história de ter tudo a ver novembro ser o nome do mês nove e não ser
Porque o primeiro calendário da história começava em março 
E novembro, era o nono mês
Ai, na antiga Roma mudaram o início do ano para Janeiro
Em homenagem a Jano, Deus dos portões
Esse tal de Janos para quem não sabe, já que puxei essa proza
Tem duas faces em sentidos apostos 
Para os antigos romano, símbolo de transição
Olha uma estampa legal para uma camisa
Para decoração do ano novo, para sair do lugar comum
Enfim, Jano, com seu que de passado e futuro e de mudanças
Foi o responsável pelo começo do ano ser mudado
E a ele dado o nome de janeiro em sua homenagem
Alguém ai aceita um café?
Quer emendar algum assunto?
depois vale dar uma volta de onze por ai
Por aqui uma onze é uma paleta, que aprendi ser uma lapada em Maceió
A boa, conhecida e saudável caminhada

31 de outubro de 2014

De lanterna na cara

Com meu pedido de licença a modelo e ao fotografante, que desconheço
Imagem atribuída como semelhante a mim
Não sei se pelo andar disposto da garota
Pelo calçado vermelho
Pelo cabelo desse jeito amarrado
Por ser foto de costas que digo que gosto
#amei

Hoje é dia de Halloween
Dia do Saci
E tudo isso já veio pra cá e tá por ai
Ai, pra variar
E não tô variando das idéias
Trouxe para celebrar e compartilhar, um listar
De nomes de ruas por onde andei e ando
Para quem não é daqui conhecer
E quando vier aqui reparar
Quem já veio se alembrar
Quem é participar
Se identificar
E pelas memórias ou ruas perambular
Com rima, riso e rusgas na testa
Adoro os nomes cheios de poesia
Da minha cidade e suas muitas ruas, ruelas, becos, ladeiras, largos
Larga de criatividade, histórias, sonoridade
E o que isso tem a ver com dia das bruxas?
Lê ou pula os nomes que conto pra vosmicê
Mangueira, Bom Gosto, Jequitaia
Beco do Bambu
Gravatá, Beco do Peixe
Ladeira da Preguiça, Ladeira da Jaqueira
Largo do Hospício
Areal de Baixo e Areal de Cima
Barroquinha
Ladeira das Hortas de São Bento
Lapa, Beco dos Barbeiros, Portão da Piedade
Beco dos Sete Pecados
Rua da Alegria
Rua da Forca, Travessa do Rosário e Quebranças
Mangueira, Campo da Pólvora
Rua do Tingui
Rua da Jaqueira, Jogo do Carneiro
Ladeira do Alvo, Largo da Saúde
Rua do Jenipapeiro
Beco da Agonia
Ladeira do Desterro, Trás do Muro
Ladeira da Cova da Onça
Parando nessa cova, chamando Pedrinho de companhia
Pra caça do Saci ao invés de da onça
Pois essa é a parte da lanterna na cara
Tradição da contação dos contos de assombração
Pelo topo dessa ladeira passei incontáveis vezes
Fica ao lado da escola onde estudei da alfabetização ao último ano do segundo grau
E histórias verdadeiras e lendárias eram contadas
Não sei dizer se ainda são
Devíamos passar rápido
Coisas horríveis aconteciam por lá
Do famoso homem do saco a assaltos (#fato)
Eu obedecia, mas de fato nunca tive medo, nem passei nenhum perrengue por lá
Tive foi sapatos levados para o sapateiro que ficava no topo da ladeira
Fui na casa de umas colegas que moravam bem no meio dela
Em um casario velho e sem assombros
Marido tem histórias de subir e descer para jogar bola no Balbininho
Que ficava ao lado da hoje reformada e gigante Arena Fonte Nova
Um espaço para esportes, eventos escolares e culturais
Um mini estádio ao lado do grande
Que foi derrubado, com desprezo e maldade tipo da Cuca
Enchi a minha cuca de histórias
Vou aqui pedir doces e fazer travessuras
A cara de sexta-feira isso
Fui!
Bu!

30 de outubro de 2014

À moda da casa

À Moda da Casa, foi um dos programas de tv pioneiros de culinária que ensinava receitas para as donas de casa na década de 80, apresentado pela atriz Etty Fraser. Sou anos 80, mas não lembro disso, descobri numa pesquisa que fiz da expressão que eu me peguei dizendo dia desses, escrita com a tal crase, ambas, a frase e a crase pouco usadas hoje em dia, seja no falar, em cardápios ou letreiros que anunciam os pratos nas portas de bares e restaurantes, ai resolvi trazer ela pra cá, para quem viveu o habitual uso da expressão ou assistiu ao programa, comigo compartilhar a lembrança e o divagar.
Essa cobertura branca de anis em pães espiralados de chocolate é à moda de meu pai para mim, tradição nas roscas e tranças do vinduro Natal, as minhas feitas sem frutas cristalizadas, que não gosto, são só com passas, numa padaria aqui perto, ano passado fizeram umas mini roscas só com nozes, nevadinhas de calda de anis.
E enquanto escrevia tive uma ótima idéia, à moda da Tina (ver coisas, ouvir falar e lembrar, desejar e aguar), de já que está nas vitrines, ruas e afins adereços natalinos, vou sugerir a meu pai uma rosca de nozes feita por ele para ver se fica boa. Alguém aceita um pedaço?

29 de outubro de 2014

Felicidade sim

Ilustração do calendário Felicidário do dia de hoje

Penso, logo desisto
Esse é o lema de vida de muitos idosos
Digo isso por obervação
Por reflexão do quanto é difícil mesmo
Pela falta de acesso
De acolhimento
E muitas vezes por questões pessoais além das sociais
Por tabus culturais
E por isso trouxe um vídeo de um projeto
Clica aqui para assistir
Eu, que tenho candor por sotaques, amei além da história
O contar aportuguesado
Para mim o portuga tem um que de Saramago
Cheiro de padaria
E todo um parentesco com nossa língua
Sobre o projeto, mais um que devia ser viral
Sigo na vibe de ontem, com esperança de contagiar
Posts em blogs vizinhos
Compartilhamento em redes sociais
Projetos locais iguais
Em prol da felicidade não ter idade, cor, rótulo
Do ser e fazer feliz
Felicidário: um calendário, um movimento, um site, vídeos e vida
Criado com o propósito de motivar os maiores de 65 anos
Muitas vezes colocados e resignados a margem da nossa sociedade 
Uma proposta para que sejam realizadores e felizes 
E essa senhora do vídeo que linkei dá um testemunho de envelhecimento ativo
É uma de muitas histórias de pequenas e grandiosas felicidades

28 de outubro de 2014

Sobre ser diferente ser legal

"Todo mundo tem seu jeito singular
De ser feliz, de viver e enxergar
Se os olhos são maiores ou são orientais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em oportunidades, em direitos, coisa e tal
Seja branco, preto, verde, azul ou lilás
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem seu jeito singular
De crescer, aparecer e se manifestar
Se o peso na balança é de uns quilinhos a mais
E daí, que diferença faz?

Todo mundo tem que ser especial
Em seu sorriso, sua fé e no seu visual
Se curte tatuagens ou pinturas naturais
E daí, que diferença faz?"

Vi dias desses uma campanha, dessas que deviam ser mais divulgadas e apoiadas em detrimento de outras ou paralelamente e resolvi trazer para cá, fazer minha parte, trabalho de formiguinha.
A campanha se chama: Ser Diferente é Normal, uma iniciativa do Instituto Metasocial para promover a conscientização sobre a igualdade, com colaboração musical de Lenine. Clica aqui para ouvir a canção de onde recortei os trechinhos da introdução.

27 de outubro de 2014

Que

Que as facilidades
Felicidades
E fé que nos guia 
Sejam maiores e mais fortes 
Que as dificuldades, faltas e falhas que nos cercam 

24 de outubro de 2014

Um dia de muitos

Amanhã para mim é um dia de muitos com meu parceiro de jornada, mais anos já temos juntos de vida, que sozinhos. Para mim, o dia do aniversário dele é também meu, um dia que marca a minha vida, uma vez que as nossas vidas são misturadas. Tenho lembrança dos presentes, das comemorações, fotos, daria para escrever um livro selecionando só essa data e suas histórias e eu acho isso muito legal.
Adoro contar histórias, adoro ser coautora da história dele e tê-lo como coautor da minha, para lembrar o que as vezes esqueço, para abonar, para completar, para reviver junto, para ver com os olhos de agora o que já vimos e vivemos e para ver com os olhos de ontem e eternamente o que se passa hoje e se passará diante de nós.
Juntos, passamos pelas fases do segundo grau, vestibular, faculdade, primeiro emprego e todos os seguintes, por essa janela da foto que ilustra o post, vi ele chegar e sair várias vezes para ir estudar e trabalhar e ele a mim, vimos nosso pequeno infante andar, ouvimos ele brincar, ir e vir da escola. Dessa e de tantas outras janelas, tantos lugares, com tantas pessoas, tantos acontecimentos, histórias nossas, de família, de amigos, da história, modinhas, tv, marcas, lugares. Dizem que a gente tem que se casar com alguém que goste de conversar porque um dia será basicamente essa a rotina, assunto sei, não irá nos faltar.
Minha felicitação pública, com essa pequena declaração de parceria e amor e a seguir, finalizando. um texto que peguei emprestado da amável, poética e adorável Ana Jácomo, pois aprendi não sei onde nem com quem, mas pratico e ensino, que em eventos tipo dia do casamento, virada de ano, ou em comemoração de algo importante, tem que ter algo nosso, algo emprestado, algo novo e algo usado. Usei então um pouco de tudo e fica aqui no mural por todo final de semana esse post, com o axé das sextas-feiras.
"Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito"...que a gente continue tendo valentia e amor suficientes para não abrir mão de se sentir e fazer feliz". Tomara!