3 de março de 2015

Ter nomes que gosto são muitos passos para ter minha simpatia, assim como quando não gosto de um, dá trabalho para gostar do dono ou da dona. 
Na sexta passada, fez a passagem um senhorzinho fofo, Seu Antônio, que vivia lá nas Gerais ao lado de sua inseparável e fofa companheira, Dona Sebastiana. Queridos por mim os nomes dos dois, com adornos de meu amar idosos, recheio de serem parentes de pessoas queridas, casal e seu cada qual de quem li histórias, do lado de fora do coração, que me fizeram querer bem ainda mais, ele, Dona Bastiana, a nora, os netos.
Como sempre faço aqui homenagens a escritores e artistas e a pessoas queridas de meu convívio que se vão, achei digno, necessário, valioso do tipo simples e verdadeiro, do tipo que era Seu Tonho e que o mundo precisa que hajam muitos iguais, fazer essa homenagem, tirar meu chapéu e trago para cá de novo um dos dele (clica aqui).
Deixei passar uns dias, pelos sentimentos de sua família que sempre me leem, para deixar ele se acomodar na lida do jardim celestial, processar trocar a terra amada e tão arada pelo ceú azul e infinito, como quem ama é, para dizer tchau sem nunca ter dito oi a ele, com leveza, poesia e piscadinha para o céu.

2 de março de 2015

Muito além da semântica

Racionamento, contenção hídrica, necessidade de rodízio, um problema que vai muito além da semântica como disse no Jornal global da manhã, o jornalista Chico Pinheiro, de quem a propósito gosto muito, assim como do mau humor e críticas inteligentes e ácidas de Diogo Mainardi do Manhattan Connection (adoro esse programa).
Enfim, voltando a água, a falta dela para ser mais precisa, fico de cara com a displicência das pessoas, brasileiro é muito desligado, inconsequente, é impressionante, baiano posso dizer é num grau avançado, gente alegre, guerreira, mas muito provinciana onde tudo desde a moda aos modos demora a chegar e na mesma prática tudo de evoluído demora a  pegar no Brasil. 
A economia do pais na bacarrota, juiz andando por ai com carro apreendido em causa judicial pop, crise de abastecimento de água e a notícia da possibilidade do Whats App ser vetado causa indignação e providencias de mobilidade. Sério isso! Quase loucura!
Pessoas em São Paulo estão tomando banho no trabalho, academia, faculdade, porque não tem água em casa, pessoas de várias classes, idades na grande metrópole passam dias sem água e as grandes empresas sem nenhuma política efetiva de cortes de gastos, o governo com mimimis para como falar que vai racionalizar e o caos se instalando. 
Ai geral por aqui e creio em outros estados dizem: Que drama! ou É em São Paulo isso! Aqui não vai ter isso não, economizo água (e louça para ser lavada a água jorrando e mangueiras abertas enquanto vai ali e volta já que é dali a horas). Aqui tem cordões de lâmpadas, tipo de quermesse acessas o dia inteiro desde o carnaval na ruas. Pode isso? Não pode! Energia é um bem precioso e tem gente sertão a fora que não sabe nem o que é isso. E alguém quer saber disso? Não!
Você se vê tomando banho de caneca não por reviver memórias de infância, mas todo dia, por necessidade, se vê levando shampoo, sabonete e toalha para o trabalho para chegar em casa "limpinho"? Não? Então é melhor acordar ou providenciar ir morar sei lá, na França.

1 de março de 2015

Então

Foto tirada a meu pedido por marido
Com rima e agradecimento
Essa é uma das muitas esculturas da Praia da Paciência
No Rio Vermelho
Bairro cult e boêmio aqui de Salvador
Ponto principal da festa para Rainha do mar todo 2 de fevereiro
Colônia de pescadores
Com cheiro de peixe, mar e acarajé
Morada de Jorge e Zélia
Para boas vindas ao mês de março
Que fecha com suas água o verão
Que tem datas que alegram meu coração
Que seja de mar, de amar
De Paciência
Perseverança
De paz e bem
Amém!

27 de fevereiro de 2015

Foto de uma barraca na Ceasa do Rio Vermelho
Feira popular de Salvador recentemente reformada
Amo ir a feiras!
"Todo mundo gosta de acarajé
O trabalho que dá pra fazer que é
Todo mundo gosta de abará
Ninguém quer saber o trabalho que dá"
Salve Caymmi!
Salve a Bahia!
Salve as baianas!
Canção pela prática do Slow food
Bom assunto para uma sexta-feira
Por cozinhar com produtos naturais e frescos
Por ter hortinha em casa
Por cozinhar com prazer e poesia
Comer saboreando
Experimentar
Sentir os aromas
Se interessar pelas propriedades dos alimentos
Glúten nada mais é que a proteína do trigo
Biomassa como resumiu Caetano na cozinha de Bela Gil 
Após a explicação é banana verde 8 minutos na panela de pressão
Por ter saúde nas panelas e pratos
Colocar a mesa com prazer
O pão de cada dia agradecer 

26 de fevereiro de 2015

Por filtros

Da agonia em mim pinga pinga, que é por sinal uma tortura oriental, ou batidas secas e constantes. E é nesse panorama com várias goteiras que vivemos e temos que tomar decisões, lanchar, ser românticos, objetivos, as vezes subjetivos e muitos etc. Ainda temos na contemporaneidade, para complicar ainda mais, a goteira digital, demandas de contatos e interação via Zap, Instagram, Facebook, e-mail´s.
E entre essas goteiras nossas e alheio, emmeio ao barulhento mundo que vivemos, é viral a falta de atenção completa e as vezes necessária para um bom aproveitamento da informação, tomada de decisões, do que está contido no que está misturado a um monte de inutilidades.
É um desafio usar filtros, criar atalhos, deletar, curtir sem publicar, publicar o poético e não só o comercial e corporativo, estar de olhos abertos e ao mesmo tempo fechados, concentração e abstração tudo junto e misturado. Boa sorte e muitos filtros para você!