23 de setembro de 2016

Sobre asas por dentro

Feito de varinhaa de madeira e papel seda
Graças as aulas de artes
Que muito além de habilidades e técnicas que podem ser úteis para um pintor ou um Doutor
Convidam e desenvolvem a sensibilidade
E foi também graças a geometria essa obra de arte
Sabe de onde vem e quem inventou, quem fez e quem vê, graças as aulas de história
Ou aos livros de literatura
Como voou as de física
Foi usado em uma apresentação teatral
Dessas que tem dança
Trabalho em grupo
Essas coisas que se aprende nas aulas de Educação física
Enfim
Cortes nas asas do educar essa reforma da educação
Que é e sempre será interdisciplinar
Além do que ensina para variados usos cada matéria, que parece não importar aos 14, 15, 16
Ensina a ouvir sem gostar
A buscar a nota para passar
Porque ter que aprender...se não vou usar em...
Porque conhecimento nunca é demais
Porque com base múltipla, múltiplos são os caminhos
Tarja branca para o ensino
Filosofia, poesia
Tarja preta para essa involução
Eu cá só observando
Lamentando
E agradecendo ter crescido nos anos 80
Além de uma raivinha de ter que aplaudir a Argentina
Inseriu essa semana mesmo, cinema ao currículo escolar 
Perdemos de goleada
O ato de ver não é coisa natural disse Rubem Alves
Precisa ser aprendido
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem
#doquevejopensosinto

21 de setembro de 2016

#adoro

Ai, hoje, em dos programas matinais globais
O estranho ser, uma criança gostar de hélices
O brincar construindo coisas, causar espanto
Necessitar reflexão
Qual nada
Não resisti resenhar
Ele gostava de brincar com o velotro de cabeça pra baixo
Dizia estava fazendo pipoca
Na varanda eu ligava o espremedor de laranjas e ele espremia a peça abelha giga do lego 
Era suco de abelha
Além da seção de cócegas na palma da mão
Brincou também com furadeira
Sem ligar tá
Chaves de fendas, martelo
Com escova de dentes limpava o ralador de queijo para ajudar o avô
E nas latinhas de refri vazias, com toda uma harmonia sqn a gente fazia o sambão do limadão
De me arrepiar aquele raspar mas superava porque ele amava
E se alguém achava estranho
Nem prestamos atenção
Lembro da pró de alfabetização dizendo com espanto que ele desenhou o sol na parte de baixo do papel
Ao que ele respondeu, que o sol dele estava se pondo
E eu pondo ela no lugar, arrrematei:
A senhora deixa?
Então
Enenzinho rolou
E sei lá quenzinhos
Que brincaram com as coisas "certas" não sei
Sei que ele
De 45 questões
Acertou 44
#diferenteébomdiferenteélindo
#diferentemudaomundo
#diferenteseiguais

15 de setembro de 2016

Das partidas repentinas

Sempre gostei de barcos 
Tenho por referência meu pai
Gosto das histórias
Dos caricatos piratas
Das lendas das águas
Com a novela global atual, conheci o Gaiola, o tal do Encantado
E me encantei mais uma vez com o moço, personagem principal
Que em outra, itambém ia e vinha em um barco
Além de fazer parte da Novela Cordel que amei
Ai
Para completar meu gostar
Era do Circo
Era
Triste saber
Se foi o moço, nas águas do Velho Chico
Quem viveu sob as lonas
Deve ter intimidade com estrelas
Num mergulho
O fim do espetáculo de um Palhaço
Minha singela homenagem
Pena não é só de alegrias que se vive a vida

7 de setembro de 2016

Haviam vigias no parquinho
E eu, subversiva, queria balançar
Mas adulto não pode
E não adiantava eu explicar que sou criança
Nem mostrar que eu não ia estragar o brinquedo
Ia só brincar
Impossível para mim, não lembrar de Rubem Alves, que muitas vezes falou de balanços em seus escritos, recomendou como terapia, sugeriu que as prefeituras criassem balanços em praças públicas para os adultos
O prazer inocente e inspirador de um balanço
O indepente da idade
Pq hj é 7 de setembro
Balanço amarelo 
Fresta de sol para alumiar
O desejar crianças nas Paradas
E menos crianças paradas
Mais adolescentes e adultos balançando a roseira do Brasil
E também porque hoje começam os jogos paralímpicos
E se a gente não puder voar, vale correr, andar
Seja de bengala, cadeira de rodas
Só não vale se deter
Não vale não sonhar
Não querer
#domeuamarbalanços
#dotantoquepensamosedesejamosnasidasevindasdecadadia

31 de agosto de 2016

Pingo de nanquim em mim

Não lembro de histórias minhas com carimbos. Acho que não me davam pois eu certamente tingiria as pontas de todos os meus dedos, barra dos vestidos, carimbaria papéis, tecidos, paredes, móveis.
Não lembro de histórias minhas com carimbos. Acho que não me davam pois eu certamente tingiria as pontas de todos os meus dedos, barra dos vestidos, carimbaria papéis, tecidos, paredes, móveis.Lembro sim das aulas de artes de um tal de Nanquim. E trabalhos de tinta tipo a de carimbos pingadas em pingos d´água sob o papel, formas diferentes. O cheiro me veio ao escrever e a cor azul marinho, me fez ir até o papel carbono, que eu adorava
Enfim e sem fins de mim. Lembrei que já tive vontade de ter um carimbo para marcar meus livros, algo tipo: Biblioteca particular de Tina. Ahhh!!! Lembrei também de mais, lembrei que meu filho usava o carimbo com nome e cpf do pai por entre os desenhos que fazia e que no fundo de papéis de carta, uns tipo notinhas, que ainda tenho, tem carimbado o nome da padaria de meus pais 
Adorei demais achar que não tinha histórias com carimbos e lembrar de tantas, cutucada dia desses pela amiga que tirou esse retrato meu, que ilustra o post,  um dos registros de nosso encontro na Bienal de SP, a colorir, tipo rabiscado e carimbando no passaporte imaginário mais um dia juntas que rendem memórias e histórias que se espalham tipo pingo de nanquim.