18 de junho de 2017

Remember

De um post que fiz aqui e levei hoje para o mundo Face. Das referências, reverência, do que está em nós e o calendário puxa. 
Tradição nas noites de São João as pessoas irem de porta em porta perguntando: São João passou por aqui? 
E assim em cada casa, todos entram e comem alguma coisa, levam e deixam também, em prato descartável ou na vasilha mais bonita que tem em casa, coberta com pano bordado e rendado. Iguarias simplórias e fresquinhas: canjica, bolos, amendoim, pamonha, lelê, milho cozido, quentão, licor, tudo caprichado no sabor e no amor.
A história do dividir e multiplicar que acabei de ilustrar faz refletir de sobre um contar do compadre Mário Sérgio Cortella, em uma de suas muitas palestras e entrevistas, algumas repetidas muitas vezes, como comida que a gente gosta. Ele fala do hábito, cada dia mais raro, de as famílias ou grupos de amigos marcarem de se encontrar na casa de um e de outro, em datas festivas ou em dias de domingo e o combinado ser cada um levar um prato, uma colaboração e cada um levando uma coisa o gasto não fica para uma pessoa só, os sabores e temperos são variados, a fartura é certa e o mais interessante de tudo é que cada um só levando um pouquinho, leva pra casa sempre muito mais que levou. 
E nessa magia da partilha dos alimentos e dos sentimentos, dos domingos e do São João, que não nos falte o pão de cada dia, o papo no portão, o prato do dia ser agradecer por termos o que comer, com quem dividir, quem divida conosco. Tenhamos também mais prazer nos preparos, na escolha de onde ir almoçar quando for da vontade ou necessidade almoçar fora, prazer ao comer, olhando para quem tá do lado e não para as telas dos celulares, cada um com seu gosto, sem desperdícios, com etiqueta ou no modo comer de mão (adoro), com porções generosas de emoções, sensações, alimentando a memória afetiva dos alimentos, o saber o prato predileto, a sobremesa preferida de quem amamos, tudo junto e misturado, salpicado de fartura e ternura. 

16 de junho de 2017

Como Luis

Pergunta do marido preparando o café hoje:
"O pão é como Dona Maria ou como Seu Luis"
Como Luis, pedi 
É que voinha passava manteiga no pão dele raspando 
Longe 
Tipo economia 
Quando ela virava as costas, voinho completava com gosto, de fechar o pão, apertar e sair manteiga pelos lados 
Se pegava ele no flagra, perguntava:
Está fazendo o que  Luis?
Resposta com sorriso de canto de boca, amanteigado 
- Estou limpando a faca Maruja!

13 de maio de 2017

Eu mãe

Da série eu mãe 
Os personagens principais
E o coadjuvante 
Ou pode ser o personagem do curta 
E os dois do longa, da trilogia 
Enfim 
Os sem fins de mim 
#eleeeu 
#maridofilhoirmão
#meus 

16 de fevereiro de 2017

Do com viver (e sem tb)

Sem esperar o coletivo, imaginei se cada um começar a categorizar discussões como quem coloca etiqueta em pastas ou potes de plástico, ia ser a nova revolução mundial.
Menos nunca foi tão mais, na moda, na quantidade de informação (quem diria), no dar e ouvir opiniões, no ser seletivo em demasia pra comer, sem freio pra beber. Enfim e sem fins dos excessos de cada dia que andam tirando as coisas dos eixos, da ordem.
E assim, como trabalho de formiguinha, largar de opinar e postar tanto nos apps de papos e redes "sociais",  para abafar e se sobrepor ao sisisi dessa cigarrada que tá o mundo, um tal de opinar sobre tudo, tomar partido, tomar as dores, não há consenso sobre se um vestido claramente azul e preto é azul e preto! Olha onde chegamos!
A falta de pertencimento a causas diversas, das bobas as com sentidos e sentimentos e de maleabilidade com tudo que destoam de uma mesma convicção, crença, ideologia, tem erguido muros entre as pessoas, tão surreais quanto aquele que criticamos enquanto assistimos ao jornal ou damos um Google.
A Internet parece ter  credenciado o jornalista, psicólogo, médico, filósofo, sociológico não formado com a devida capacidade em cada um. Tenho inveja e admiração dos seus Tonhos e Tianas das roças mundo afora que não sabem nem quem é Trump, que diacho é Safadão, Neymar e sei lá mais quem.
Lidar de maneira minimamente respeitosa com nossas e certezas e com as dos demais, seja as de um mendigo ou de um juiz é como se diz, na verdade se dizia, porque ditado popular não é mais popular: "O direito de um começa onde termina o do outro". E tenho dito!

25 de janeiro de 2017

Salve São Paulo




Do meu me achar ao entrar
No infinito e particular de Sampa
Porque hoje é o aniversário dela
Cidade da garoa
Do velho e do novo
Que nunca dorme
Grafitada e variada
De gente por mim amada