1 de janeiro de 2017

Oi 2017

Do meu amar pulseiras, azul, prata, asas, búzios
Na medalhinha, um miúdo e lindo detalhinho:
Um passarinho
Por leveza, lindezas, liberdade
Paz e amor
2017 eu estou aqui
#detalhesquemetraduzem
#pormaismiudezas

30 de dezembro de 2016

Ai
Hoje
Última sexta do ano
É dia de ir no Bonfim
De branco
Fazer um balanço
E agradecer
Na primeira sexta do ano novo
É dia de pedidos
De fitas novas
3 nós
Uma crença
Em 2017
A primeira sexta cai no dia de Reis
Muito auspicioso
Para saudar a tradição
A fitinha de alguém que quero bem partiu as vésperas do ano partir 
Assim
Na sintonia
Pequenas grandes alegrias
Porque tudo depende da importância que a gente dá
"E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá"
E que "toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas"
#quevenha2017
#porbonsfins

19 de dezembro de 2016

Brinde

Um brinde de Fanta Uva
Que meu marido acha, faço parte de um diminuto grupo, que gosta
Assim como uva passa
E memórias com traça
Falar e lembrar de quem já se foi
Querer viver o agora além do porvir

Enfim
E sem fins de mim
Que me senti brindada nas palavras de um poeta amigo
E trouxe para compartilhar
Brindar
Com quem em partes ou totalmente se identificar
Me identifiquei muito e quem me conhece me reconhecerá
Donos do mundo, é o nome do poetar

Para quem for o total oposto
Maiorias quiçá
Um brinde de...sei lá

"aos que soltam pipas
aos que chutam latas
aos que pedem fanta uva
aos que tomam chuva;

aos que abraçam (e beijam) árvores
aos que imitam desenho animado
aos que criam bichos
aos que separam o lixo;

aos que jogam paciência
aos que têm muita miopia
aos que vivem de brisa
aos que tiram a camisa;

aos que chupam pirulitos
aos que fazem algodão-doce
aos que compram pipoca e praliné
aos que esperam o sol nascer;

aos que caminham a esmo
aos que alimentam os pombos
aos que catam migalhas
aos que perdem as sandálias;

aos que falam sem pensar
aos que pensam sem dizer
aos que imitam passarinho
aos que falam sozinhos
aos que riem muito alto
aos que se fantasiam
aos que dão vexame e gorjetas
aos que não trancam gavetas;

aos que esquecem as chaves
aos que perdem a hora e a carteira
aos que fazem a festa surpresa
aos que sobem na mesa;

aos que jogam bola, bola de gude
aos que jogam jogo de botão
aos que jogam o jogo da verdade
aos que nunca jogam verde;

aos que olham nos olhos
aos que fazem letra e música
aos que vestem laranja
aos que tocam uma canja;

as que levam balas nos bolsos
aos que dão bom dia a estranhos
aos que gargalham no filme do carlito
aos que acham esquisito bonito;

aos que erram na conta
aos que fazem castelos na praia
aos que estouram o espumante
aos que não se desenganam antes.
aos que não ligam pra blusa furada
aos que costuram meias
aos que ainda usam chapéus
aos que tiraram os véus;

aos que atiram pétalas, pérolas
aos que abrem a casa, tomam um porre
aos que desligam o celular
aos que ligam, mesmo a cobrar;

aos crédulos, livres de espírito
aos meio crianças ainda
aos de alma de orgulho desprendida
aos que tentam o mais leve da vida
levem, pois este mundo lhes pertence."

Marcílio Godoi

18 de outubro de 2016

Oi!

Passando para tirar o pó do blog, que já teve um post por dia. O que houve? Vou contar...
Minha alegria e constância de postar foram sendo minadas pelas muitas partidas e poucas chegadas de leitores. Pela preferência coletiva gradativa por outras redes sociais., tal e coisas, coisas e tal.
Um diário, um ensaio, um querer, poder, ser ou vir a ser escritora, um descobrir e me descobrir na poesia, a necessidade e o gostar de me expressar, conversar, trocar idéias, opiniões. Um contar  da vida em crônicas, em fotos, em fatos e fantasias. Cotidiano, passado, presente, futuro. Assim para mim era e ainda é esse espaço.
Uma caixinha,  as vezes quintal, de descobertas, alinhamentos, desalinhos, amizades, terapia, filosofias, futilidades, temas sérios e amenidades. O que não gosto. O amar por conhecer, o amar exatamente por não conhecer (pessoas, lugares, coisas).
Estou aqui, a garimpar o que já postei, tenho pensado apostar no  idealizado e tão sugerido livro, talvez. Tirando coisas das gavetas, guardando no sótão, me desfazendo de algumas, inventando outras. Porque a vida é assim, muitos era uma vez, é a vez, serão as vezes, com páginas sempre a serem escritas.

1 de outubro de 2016

Eu noveleira e escritora

Ai, quando eu soube não tinha ainda um fim gravado para a novela Velho Chico que dentre as tragédias ambientais e humanas contadas teve uma real, me ocorreu um final, uma homenagem ao moço palhaço e poético, um olhar para rio com o desafio de desassociar essa perda e mostrar as tantas que ele, o rio, foi submetido.
Post para quem assiste novela, por gosto ou companhia, por ter assunto com a mãe, vó, tias, rodas de amigos.
Dos meus personagens dessa novela que assisti por ser tão sertão, as melhores atuações para mim, foram as de Bento dos Anjos (nasceu pra ser ator o cabra) e de Seu Zé Pirangueiro (me ganhou desde o nome). Pensei então, em um papo dos dois com uma carranca feita por Dona Ceci, sendo os três tão envolvidos com as crenças, a cultura, a natureza, os três puros, alegres e tristes como um palhaço, próximos ao personagem e a pessoa de Domingos Montagner.
Esse papo, seria tipo um contar de história para o neto de Santo, um recitar de cordel, uma adaptação de uma adaptação, dos muitos poemas de Manoel de Barros, que foi homem de rio e que tão lindamente foi traduzido em: A língua das coisas, curta da Caraminhola Filmes, selecionado pelo Programa Curta criança, do Ministério da Cultura em parceria com a TV Brasil. Na história, uma criança que cresceu ouvindo os contos de seu avô, homem que o criou e que sempre tentava fazer com que ele aprendesse as coisas da natureza, da vida, a língua do rio, dos bichos, das plantas, a pescar palavras. Que na novela e na vida faltou a todos.
O menino, cansado da rotina da roça, inventou de ir para a cidade aprender a “língua de gente” e um dia, a mãe de Lucas lhe dá a notícia que o avô faleceu e o jovem volta ao sítio onde foi criado, abalado por ter perdido o Avô, ele vai direto pro rio, cenário de diversos aprendizados, em busca de conforto ao seu coração. Sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas até ele pela correnteza, mostrando que as histórias contadas pelo seu avô continuam vivas em sua memória e sempre estarão lá e para finalizar um vídeo do moço se banhando no rio com a frase de Guimarães Rosa: " Saudade é ser, depois de ter".
Não sei você, mas eu acho que ia ser legal e se quiser ver o curta clica aqui.