13 de junho de 2011

Salve Fernando Pessoa

Fernando Pessoa, completaria hoje 123 anos
A busca do Google está fazendo um tributo
No canto esquerdo superior, está aparecendo uma imagem dele
Você viu?
"Não se acostume com o que não o faz feliz
Revolte-se quando julgar necessário
Alague seu coração de esperanças
Mas não deixe que ele se afogue nelas
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente
Se estiver tudo certo, continue
Se sentir saudades, mate-a
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

4 comentários:

  1. As vezes é difícil postar, trava, dá erro, não carrega, mas insistam, insistindo vai.

    Paty mandou pra meu e-mail um texto do codinome Alvaro Campos, ficou de insistir em colocar aqui. Estou torcendo. Caso ela desista eu posto em nome dela amanhã.

    Resolvi postar algo que adoro para para chamar seu post Paty, incentivo...rsrs...e para que todos apreciem mais um pouqinho de Pessoa tb.

    "Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui.
    Sê todo em cada coisa.Põe quanto és no mínimo que fazes.
    Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive." (Ricardo dos Reis)

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  2. Amo Pessoa!
    E vi (reconheci na hora a imagem) a homenagem em Google...
    Perfeito! Tudo de Fernando Pessoa me emociona!
    E vou ter que acrescentar aqui algo do codinome Álvaro de Campos:

    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu era feliz e ninguém estava morto.
    Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
    E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
    De ser inteligente para entre a família,
    E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
    Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
    Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

    Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
    O que fui de coração e parentesco.
    O que fui de serões de meia-província,
    O que fui de amarem-me e eu ser menino,
    O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
    A que distância!...
    (Nem o acho... )
    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

    O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
    Pondo grelado nas paredes...
    O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
    O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
    É terem morrido todos,
    É estar eu sobrevivente a mim mesmo como um fósforo frio...

    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
    Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
    Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
    Por uma viagem metafísica e carnal,
    Com uma dualidade de eu para mim...
    Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

    Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
    A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
    O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
    As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

    Pára, meu coração!
    Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
    Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
    Hoje já não faço anos.
    Duro.
    Somam-se-me dias.
    Serei velho quando o for.
    Mais nada.
    Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

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  3. É... Só dá para postar um comentário como Anônimo.
    Sou Paty :)

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  4. Q tal?
    Anotem ai, qd n conseguir postar como vcs mesmos, posta como anônimo e coloca seu nome embaixo.
    Valeu Paty!
    Bjão
    :)

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