25 de julho de 2011

"Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse
Ele deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares
Atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões
Havia ali perto um menino negro
Que observava o vendedor e apreciava os balões
Depois de ter soltado o balão vermelho
O homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco
Todos foram subindo até sumirem de vista
O menino, de olhar atento, seguia a cada um, imaginando mil coisas
Uma coisa o aborrecia: o homem não soltava o balão preto
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
– Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu arrebentou a linha que prendia o balão preto
E enquanto ele se elevava nos ares disse:
– Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir."
Nós somos o que está dentro de nós
Nós subimos, descemos
Andamos para frente, para trás
Ficamos parados, corremos, voamos
Movidos pelo que há dentro de nós
Alimentemos o que de melhor há em nós e
Façamos isso também com os que estão a nossa volta
Mostrando suas qualidades, possibilidades
Virtudes, conquistas
Em busca de um mundo melhor
Por dentro e a nossa volta
Para que como balões brancos ou pretos
Pequenos ou grandes
Lisos ou enfeitados
Alcemos voos cada vez mais altos

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