18 de julho de 2011


"Houve um tempo em que minha janela
Se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco
Era uma época de estiagem
De terra esfarelada e o jardim parecia morto

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor
Outras vezes encontro nuvens espessas
Avisto crianças que vão para a escola
Pardais que pulam pelo muro
Gatos que abrem e fecham os olhos
Sonhando com pardais

Às vezes, um galo canta
Às vezes, um avião passa
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino
E eu me sinto completamente feliz

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas
Que estão diante de cada janela
Uns dizem que essas coisas não existem
Outros que só existem diante das minhas janelas
E outros, finalmente,
Que é preciso aprender a olhar
Para poder vê-las assim"

2 comentários:

  1. Muito bonito o texto, mas faltou uma coisinha fundamental! Autoria!
    Como está entre aspas, vê-se que não é seu, Tina. Bem podia ser, claro. Mas se não é, de quem é o texto?
    Beijo :-)

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  2. Falha minha!!!
    :(
    É de Cecília Meireles
    :)

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