19 de setembro de 2011

Nossa eterna criança

"Peço licença para falar na minha criança,
a que mora aqui dentro e não me abandonará jamais.
Os quase setenta anos que dela me separam não a removem.
Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece nos meus sete netos.
Minha criança sente enorme saudade de pai e da mãe
com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações.
Minha criança ainda gosta de abraço caloroso,
proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu
tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.
Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda."
Artur da Távola
Que sejamos adultos e maduros quando assim for necessário,
mas não esqueçamos nossa criança, nossa infância,
os valores, aprendizados, os pequenos prazeres.

Um comentário:

  1. tina
    que linda essa poesia
    eu a minha criança nunca perdi,
    mas agora com a chegada do meu filho,
    a criança que habita dentro de mim se fez mais presente.
    porque quando se perde aquela parte de nos,
    com certeza ficamos mais pobres!!!

    baci

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