3 de outubro de 2011

Inclusão


Recebi um e-mail sobre um movimento (devem haver vários) de cidadania que busca a inclusão social de crianças e adultos com algum tipo de deficiência, em todos os seguimentos da sociedade e resolvi postar sobre esse assunto, aderindo a inclusão, afinal em tantos ou todos aspectos, ninguém é igual a ninguém.

Cabe nesse tema refletir o valor e a prática do respeito as diferenças, bem como o papel da amizade, das trocas de saberes e de olhares na formação das nossas crianças e jovens, na nossa maneira de viver, de ver o outro, de ver o mundo.

Vivamos, convivamos e aproveitemos as diferenças.

"A iclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido e um movimento muito polemizado pelos mais diferentes segmentos educacionais e sociais. Inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações estão, muitas vezes na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências, senão aquelas que dão brilho e vigor ao debate das novidades.

As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para esse fim.

Existem também as que não acreditam nos benefícios que esses alunos poderão tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos demais colegas e seriam ainda mais marginalizados e discriminados do que nas classes e escolas especiais.

Em ambas as circunstâncias, o que fica evidenciado é a necessidade de se redefinir e de se colocar em ação novas alternativas e práticas pedagógicas, que favoreçam a todos os alunos, o que, implica na atualização e desenvolvimento de conceitos e em aplicações educacionais compatíveis com esse grande desafio."
Maria Teresa Eglér Mantoan
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Reabilitação de Pessoas com Deficiência - Unicamp

7 comentários:

  1. Tema mais que necessário a ser debatido, esclarecido, uma vez que ele é cheio de ideias erradas que levam a tantos preconceitos. Excelente ver este tema por aqui. Beijo

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  2. Tina, eu admito que não sou a favor da ideia de crianças com necessidades especiais frequentando turmas regulares. Acho que o que pode haver de mais injusto é tratar pessoas diferentes como se fossem iguais. Acredito que os individuos precisam ser atendidos nas suas diferenças.

    Se eu fosse mãe de uma criança especial, buscaria ensino adequado às suas necessidades.

    Enfim, é a minha opinião.

    =**

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  3. Luana

    Dentro do que vc acha, acho que está o que se faz e o que se entende errado sobre incluir.

    Não é injusto tratar uma pessoa diferente como igual, é injusto tratá-la como diferente.

    Não conviver e incluir socialmente o "diferente" o vai fazer sentir, se comportar e ser visto como diferente.

    Gostamos de ser diferentes no meio dos diferentes, não gostamos de ser diferentes separados, como grupos isolados. As tribos (de moda, música etc) existem, mas interagem.

    Uma pessoa diferente tem que ser tratada como igual, respeitando-se suas limitações, asssim como respeitamos quem é muito tímido, os que são fera em informática dos que não são, os que são esportistas natos e os que se cansam só de subir uma escada, ou como tratamos diferente um padre de um lutador de mma.

    Os que "não são diferentes" por outro lado, convivendo com a difereça vão concebê-la e isso é um efeito em cadeia e evolutivo, como um código de respeito, cuidado, que converterá o que era diferença fisica, mental em diferença apenas, dessas que tds temos e com as quais convivemos sem termos que nos separar.

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  4. Segue dica de Ana Paula do Blog: ladodeforadocoracao.blogspot.com, de um filme indiano sobre inclusão:
    "Como estrelas na Terra"

    Link do filme no youtube.
    http://www.youtube.com/watch?v=SyIYXSaGSOM

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  5. Oi Tina!
    Amei ter abordado um tema tão importante aqui. Deixo aqui minha contribuição através das palavras do adorável Paulo Freire:

    " A creditamos que a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
    Se a nossa opção é progressiva, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver a nossa opção.
    Encarná-la, diminuindo, assim, a distância entre o que dizemos e o que fazemos"

    Bjão

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  6. ERRATA:
    Luna meu bem, te chamei de Luana, seguidoras de nomes parecidos, pressinha...Perdoa tá?!

    Amei o texto Débora :)

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  7. Olá amada, passei para visitar e não pude deixar de seguir.
    Adorei seu Blog.
    Aproveito para convida-la a conhecer meu novo Blog.
    Beijão.
    http://feminina-ao-extremo.blogspot.com/

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