15 de dezembro de 2011

Dividindo leituras 4 de 8

"O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor.
- Bom dia - disse o príncipe.
- Bom dia - disse a flor.
- Onde estão os homens? - Perguntou ele educadamente.
- Os homens?
Eu creio que existem seis ou sete.
Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram.
O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.
-Adeus - disse o principezinho.
-Adeus - disse a flor.
O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. 
As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. 
O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. 
"De uma montanha tão alta como esta", pensava ele,
"verei todo o planeta e todos os homens..."
 Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.
- Bom dia! - disse ele ao léu.
- Bom dia... bom dia... bom dia... - respondeu o eco.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... - respondeu o eco.
- Sejam meus amigos, eu estou só... - disse ele.
- Estou só... estou só... estou só... - respondeu o eco.
Que planeta engraçado!, pensou então...
E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz.
Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias,
 pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. 
E as estradas vão todas em direção aos homens."

5 comentários:

  1. Penso que as estradas que levam aos homens seja de fato o pior descoberta deste anjo dourado. Deveriam, as estradas, conduzir-nos às flores.
    Graças a Deus, tenho meu jardim secreto.
    ;)

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  2. Penso que não seja um má descoberta, ele descobriu as estradas e os homens e não se mudou através delas e deles, conservou seus valores, seu jardim secreto, sua alma pura.
    Não devemos nos esconder dos homens e das estradas e sim manter viva a nossa chama de fé, esperança, valores para que as estradas não nos façam nos perder e sim encontrar novos horizontes :)

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  3. E cada me vez que leio me encanto mais e mais com o livro...
    Tão simples e tão profundo!

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  4. Querida Tina,
    Não sei se você percebeu, mas andei um tempão sem vir aqui, o que me fez muita falta.
    Mas, voltei!
    Fico imaginando o que sentia o autor para traduzir seu sentimento nessas imagens?
    Estaria muito triste, ressentido, se sentido solitário?
    Beijos.

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  5. Percebi sim.

    E acho que não, não há tristeza, ressentimento ou sentimento de solidão.

    Para mim a ilustração e a reflexão, são sobre o sentimento do valor e sentido único de cada coisa. Por exemplo, a rosa que há no planeta dele, para ele é única, ao saber que existem mil rosas ele ainda a acha única, se envolta dela nascessem mil rosas iguais, a imagem dela para ele seria essa.
    As pessoas no geral e mais facilmente valoriza mais o que só há um ou poucos exemplares, o que não tem, o que perde...quando deveriam valorizar o quer é único em cada coisa, seja ela única ou comum, como diz o pequeno príncipe "o essencial é invisível aos olhos"

    Penso assim, mas só Exupery para dizer o que sentiu, pensou e quis transmitir.

    Beijos querida!

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