30 de dezembro de 2012

Obrigada, desculpa e tchau 2012!

Vim fazer o último post do ano, pensei em postar amanhã, mas seria muito óbvio e também pensei que amanhã muitos já vão entrar numa de abandonar o PC, eu dou todo apoio.
Agente tem essa ideia e prática de primeiras coisas do ano, últimas coisas e o engraçado é que todas as últimas e primeiras coisas são fruto do que acontece no meio, justamente quando agente não tá focado, prestando atenção, sendo cuidadoso, enfeitando a mesa, acalmando e adoçando o coração, fazendo almoços gotosos, passeios, visitas, comemorando.
Comemoremos dias de sol, de chuva, do primeiro beijo, do primeiro passo que o filho deu, de ter feito um bolo sem solar, de ter subido em um avião pela primeira vez, visto o mar, recebido um abraço que parece com todos os outros, mas te fez sentir amado ou descobrir que aquela é um pessoa que você ama sem comparação a nada.
Que vivamos nossos 15 anos e os 25 e os 35 e os 85, cada um com sua sua cara, suas rugas, suas permissões e limitações, adorei e detestei  muito do que já vivi, hoje essa sou eu, o que tenho é o que tenho e o que quero tem que caber dentro de meu universo, nem mais, nem menos, na medida da minha felicidade e do que defino como tal. Que sejamos felizes então, combinado?

28 de dezembro de 2012

Reflexão além mar

"Oxalá pudéssemos meter o espírito de Natal em jarros
 E abrir um em cada mês do ano"
Disse Harlan Miller
Adorei isso
Metamos em nossa cabeça
Em nosso coração
Façamos um estoque natalino e usemos aos poucos
Que tal?
Cada mês, cada dia
Luzes por fora e por dentro
Fraternidade, espiritualidade, tolerância, afeto
E na virada do ano
Pular ondas e pular maus pensamentos, rancores
Receber e jogar no mar jarros cheios de bons desejos e esperança
Para que as ondas levem e tragam
Algas, conchas, cheirinho de maresia e reflexões
Peço licença a Bethânia
Que como Caetano e toda família
Deve estar muito sentida com a partida da rainha Canô
Eu estou sentida, achava ela linda, plena, encantadora
Trechos de beira-mar para ela, para o mar
Para o ano que se finda e o que vai se iniciar
Para cantarolar, rezar, refletir

"Dentro do mar tem rio
Dentro de mim tem o quê?
Vento, raio, trovão
As águas do meu querer

Dentro do raio trovão
E o raio logo se vê
Depois da dor se acende
Tua ausência na canção

Um mar de sim e de não
Dentro do mar tem rio
É calmaria e trovão
Dentro de mim tem o quê?

Dentro da dor a canção
Dentro do guerreiro flor
Dama de espada na mão"

27 de dezembro de 2012

E-mail com bons desejos para o ano novo
Carinho em forma de poesia
Ganhei o dia
Obrigada Maria Célia
Esse imagem é para ilustrar como senti a chegada de sua mensagem
"Menina arteira
Alheia as sombras
Passeia no clarão da lua
Fagueira
Em sua imaginação
Um rabo de cometa reluz e a conduz
Em sua cauda alada
Para o infinito desconhecido
Ao despontar a luz do sol
Aterrissa no dia que nasce novo
Porque o outro ficou para trás
Adormecido no passado que jaz
Ela salta, espreguiça sonolenta, feliz
O escuro não mais é
Porque amanhece"
Maria Célia

26 de dezembro de 2012

Mensagem de final de ano

Final do ano é sinônimo de reflexão, planos para o ano seguinte, busca de símbolos, sentidos, amuletos, lista de desejos, preparação para o momento da virada, cores, deuses, santos, orixás, animais do horóscopo oriental, que irão reger o ano novinho que temos pela frente. Tom e som de: "Como será o amanhã? Responda quem puder".
E o ano de 2013 se iniciará em uma terça-feira dia da semana devotado a Santo Antonio, símbolo de desejos e práticas de paz e bem, pão para quem tem fome, cultura popular, menino Jesus nos braços. Dia da semana de Ogum, orixá da guerra (vale pontuar que guerras podem e devem ser travadas para o bem, sejam dentro de nós e/ou contra o que for ruim, sem armas ou violência), Ogum do progresso tecnológico (que também não significa alienação e sim ferramenta de apoio), orixá que representa a busca pelo sucesso, por mudar o que precisa ser mudado e que hajam então boas mudanças profissionais, pessoais, sociais.
2013 na astrologia chinesa será o ano da serpente, um ano dado à  reflexão, planejamento, busca de respostas. A dica é de ver onde se pisa e ser mais cauteloso (dica para toda vida e todos os dias creio eu). Uma ano como li nas pesquisas que fiz, para colocarmos cerca, nos protegermos.
Penso que cada ano independente de crença ou simbologias é invariavelmente feito de nossas escolhas lá atrás e do que os que estão a nossa volta escolheram e do que escolheremos aqui e ali adiante, nas muitas situações que se apresentarão. Anos são feitos de chegadas e partidas, despedidas, até logos, choros, sorrisos, abraços, puxar papos, sentir, provar, curtir, comentar, compartilhar sensações, sentimentos.
Anos são feitos de dias, de horas e em cada uma delas muitos minutos e muitas histórias, buscas, desleixos, trabalho, descanso, descobertas, confirmações, perdas, ganhos, conquistas, fé, medo, coragem e vida, a cada minuto mais um minuto de vida.
Que façamos bom uso de estar vivos nesses últimos dias do ano que se encerra e nos próximos 365 do ano novinho que nos aguarda, que 2013 seja azul.

22 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal

Feche os olhos
Ou fique com eles abertos
E imagine um bando de pássaros voando
Se imagine um pássaro
Um anjo
Acredito em anjos
E acredito que eles voam, pousam
E andam por todos os lugarares
Deseje que anjos, fé, alegria e ternura
Asas e vôos, pés e terra firme
Céu azul, ensolarado, estrelado ou nublado
Estejam sempre eu seu cenário
Que o Natal faça morada em nossos corações
Nesses dias que antecedem o Natal
Na noite do dia 24 e sempre
"Embora haja quem diga que o Natal passou a existir por influência da festa judaica de Hanuká (Festa das Luzes), parece consensual a versão de que o Natal, propriamente o dia 25 de dezembro, origina-se de Roma, mais especificamente da festa pagã do “dies solis invicti natalis” (“o nascimento do Sol invicto”), em que se homenageavam o “deus Sol”, quando esse começava a se dirigir para o norte. 
Nessa data, era comum as casas serem decoradas com árvores, os amigos trocarem presentes, as pessoas realizarem procissões etc. 
Por se tratar de uma data relevante para aquele povo, e pelo fato de ser praticamente impossível apagá-la de suas mentes, a Igreja Católica decidiu transformar tal cerimônia pagã numa festa cristã.
A figura do Papai Noel foi inspirada no bispo católico Nicolau, que viveu por volta de 350 a.C., o qual tinha o hábito de distribuir presentes para as crianças pobres. 
Após ser canonizado (“santificado”), São Nicolau (Santa Klauss) ganhou fama, transformando-se no “bondoso velhinho” de barbas brancas.
A árvore de Natal, segundo estudiosos, provém de costumes dos povos indo-europeus, os quais muito antes de Cristo, adoravam ao que denominavam de “deusa da fertilidade”, ou seja, a árvore. 
Foi somente a partir do século XVI que o grande vegetal ganhou toda essa simbologia atual, com enfeites coloridos, velas, frutas etc.
Já o presépio tem sua origem no ano de 1223 da Era Cristã, por mãos de São Francisco de Assis, o qual tinha por objetivo comemorar o Natal de um modo mais autêntico."
Autoria: Jaime Nunes Mendes

21 de dezembro de 2012

A vida de cada um de nós é como um fio, como um curioso fio de um macarrão chinês que "conheci" outro dia, não pessoalmente, mas em uma matéria na televisão. Na China, esse macarrão de um gigante e único fio é servido em aniversários e representa o desejo de que o aniversariante tenha uma vida longa.
Ao receber o prato a tradição sugere que o fio seja puxado até onde a pessoa aguentar e só ai se parta com uma mordida ou apertando os lábios, seguido da degustação com toda excitação possível. Como o  assoprar das velas de um bolo. E pedidos são feitos,  soam-se palmas ou curte-se o momento mais sossegadamente.
Desejo que não sejam os prelúdios de final de ano ou anúncios de final de mundo, eminencia de acontecimentos extraordinários ou a falta de acontecimentos que o senso comum julga como extraordinários, pontos de partida, nem de chegada,  que não sejam necessárias desculpas ou motivos para percebermos como nossa vida é um fio, que pode ser longo ou curto, forte ou frágil e também como podemos e devemos tecer, unindo-nos aos fios alheios.
Sejamos fios firmes, com todos os altos ou baixos, esticadas e nós que estiverem acontecendo ou por vir.
Já posso ouvir os guizos das renas e visualizo papai Noel de bermudão, barba feita e boné, os reis magos a caminho da manjedoura, sinto o cheirinho do peru saindo do forno e o gostinho bom de ter uma casa, uma ceia e uma família.
Uma sexta-feira natalícia, branca e santa, sol, verão, brisas, ventos e banhos de mangueira, de tanque, de piscina, de mar, de folha, água geladinha para beber, água benta para benzer a mim e a vocês.

20 de dezembro de 2012

Voltei!

Desde a última postagem foram alguns dias sem computador, sem postagens, sem visitas. Algo errado vinha acontecendo aqui com o computador, era no HD e o resultado final foi ter que trocá-lo por outro.
Estou com idéias, reflexões, letras de músicas, poemas, crônicas, imagens, tudo acumulado e aos poucos vou colocar a casa em dia.Vim só dizer um oi, vou fazer visitinhas, leituras e comentários por ai e quero agradecer a presença na minha ausência, a preocupação e aproveito para dar adeus a primavera e desejar que flores, cores e perfumes permaneçam em nossas almas e vidas, independente de qual estação seja. Que venha o verão e que como girassóis nos voltemos para a luz, para a claridade das palavras, das ações, dos sentidos e sentimentos, da fé. Sejamos ensolarados por fora e por dentro.

14 de dezembro de 2012

Casas e vidas

"Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida depende de como é construída.
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas. 
Tenho um amigo que não sabe dizer não...vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você? Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga. Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei: Agora você pode comprar um apartamento para morar. Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí.
Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa. O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar! E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida."
Esses são trechos de um depoimento de Walcyr Carrasco que eu trouxe para dividir com vocês, com a dica e o desejo de que cada um   pare para olhar a casa que construiu, coloque ordem no que estiver bagunçado, arregace as mangas para o que precisa ser feito ou melhorado, se alegre com o que está bom e que tenhamos todos uma boa morada por fora e por dentro.

13 de dezembro de 2012

Esse é meu filho quando pequeno e arteiro
Luz em nossas vidas
E essa foto cai muito bem no dia de hoje
Pelo chapéu de cangaceiro
E por ser um dia de luz
Dia de Santa Luzia
E aniversário de Luiz Gonzaga
Amei ouvir ele dizer
"Nasci no dia de Santa Luzia
Por isso é que sou Luiz
E no mês que Cristo nasceu
Por isso é que sou feliz"
Foi feliz e fez muita gente feliz
Através de suas música, letras e melodias
Do som inconfundível do baião
Tinha empatia popular
Tenho uma afeição especial por Luizes
Meu avó querido se chamava Luis
E pela visão dele rezei para Santa Luzia
Já pedi também pela retirada de ciscos do olho
E ainda rezo, com a oração cantarolada
Com palavras de graça e fé
"Santa Luzia passa por aqui
Tira esse cisco daqui"
Salve Luiz!
Salve Santa Luzia!
O baião, o sertão, o rubacão
E tudo que nesse mundão há de bão!

12 de dezembro de 2012

Sem luz e iluminados

Ontem fugindo dos filmes mil vezes já vistos e das notícias que eu prefiro não ver, achei um documentário no canal Sesc TV que rendeu várias anotações, que virarão crônicas com certeza e que traduzem algumas das minhas opiniões e sentimentos, me senti alumiada.
Em resumo, o documentário é composto de histórias, em imagens e relatos de famílias do Sítio São Francisco, no sertão pernambucano, falando sobre suas rotinas, sobre vida, morte, felicidade, amor, natureza, dinheiro e fé. Na ocasião das filmagens a comunidade ainda não tinha energia elétrica, que chegou uma ano depois. A água encanada também havia acabado de começar a chegar. 
O documentário quis mostrar realidades adjacentes a toda modernidade e complicação do século 21, um retrato do cotidiano e da visão de mundo de pessoas que tiram o chapéu ao falar o nome de Deus, que não querem explicações para tudo ou se permitem ter cada uma sua própria explicação sem se atritar, que tem como relógio o nascer e o pôr do sol, que olham a noite as estrelas do céu, a terra, o(a) companheiro(a) com a atenção que olhamos para nosso aparelho de TV.
Clica aqui para ver uns trechinhos e volta para comentar.

Do campo ao Nobel

O escritor chinês Mo Yan, cresceu numa região recôndita da China e  viveu um conto literário na noite dessa segunda-feira com o recebimento do Prêmio Nobel de Literatura, ele disse: “Parece um conto de fadas, que aconteceu mesmo”.
Guan Moye é o nome dele, mais conhecido pelo seu pseudônimo: Mo Yan, que significa "Não fale”, que se refere ao período revolucionário da década de 50, quando seus pais o instruíam a não falar tudo o que pensava em público.
“Sei que a literatura tem uma importância mínima nas disputas políticas e nas crises econômicas no mundo, mas a sua importância para os seres humanos é ancestral. Quando a literatura existe, talvez não notemos como ela é importante, mas quando ela não existe, as nossas vidas tornam-se embrutecidas e cruéis. Por esta razão, tenho orgulho na minha profissão e estou consciente da sua importância.” Palavras de Mo Yan que assino embaixo.

11 de dezembro de 2012

Sabe aquela velha brincadeira com a cantoria: "Lá vai a bola girar, na roda passar a diante, sem demora, pois se, ao fim, dessa canção, você estiver com a bola na mão, depressa, pule, fora"? Pois é bem assim a nossa vida não é?
Como em um jogo que não podemos parar de jogar e onde há regras e onde nem sempre ganhamos, nem sempre perdemos, como diz a canção, mas a cada dia que vivemos temos que aprender a jogar melhor, entender o processo, participar mais ativamente da dinâmica é a regra principal.
A bola vai girando e passa por nossas mãos para que passemos aos outros e se ficarmos com ela na mão, parados, estáticos, depressa caímos fora do jogo.
Que passemos então a bola da amizade, do carinho, do incentivo, do apoio, da delegação de tarefas quando estiverem demais para gente, da alegrias, do conhecimento, da boa energia, para que tudo siga fluindo e a bola siga girando.
Que completando ou não nossa cartela do bingo, com peças ou feijõezinhos, estejamos sempre participando, acompanhando o sorteio, vibrando com as nossas vitórias e também com as dos outros.

10 de dezembro de 2012

Muitos vivas aos palhaços



Eu acho palhaços o máximo, gosto das trapalhadas, piadas, da maquiagem, do nariz vermelho, das roupas, cores e também gosto do lado triste e meio filosófico que nos faz refletir sobre a alegria que sempre se deve ter e transmitir independente da tristeza que todo mundo tem, até palhaços. 
Alegrias e tristezas são próprias do ser humano e saber lidar com as duas e com outros sentimentos adjacentes é como equilibrar pratos, todos girando, sem deixar nenhum cair, habilidade genuinamente circense.
Gosto também da imagem do palhaço limpando a maquiagem, como uma alegoria de tirar o personagem e olhar no espelho a pessoa que se é, que por vezes não tem nada de palhaço, por outras, ainda sem maquiagem é o personagem de cara limpa.
Como Selton Mello no filme "O palhaço", que descobre que os gatos bebem leite, ratos comem queijo e ele é palhaço ou como um palhaço muito simpático que tive o prazer de conhecer e que com ou sem maquiagem era um palhaço convicto e pelo seu tamanho, um tanto quanto reduzido, foi batizado de Palhaço Economia, é ele nas fotos desse post.
Engraçado e maravilhoso o nome, ainda que o dono não economizasse nem nas palhaçadas, nem no amor a profissão, nem em gentilezas, sorrisos e lições de vida.
Preciso citar também um dos aprendizes que Economia não economizou em ensinar, o talentoso Lucas, que me deu um autógrafo ainda pequeno e hoje já é um rapaz, fez vários curtas com meu irmão e sua trupe e tem alma de palhaço.
Clica aqui e aqui para ver, ler, viajar um pouco no mundo da profissão palhaço e conhecer Lucas e toda trupe do palhaço Economia, que trocou as estrelas da lona pelas do céu e deve estar se sentindo em casa por lá e feliz hoje em seu dia, por tudo que fez, pelos aprendizes, amigos, historias, risos e palmas que ainda damos a ele e hoje dedico a todos os palhaços.

Praças, passeios de infância e eu

Quando eu era pequena lembro-me de alguns passeios clássicos como ir a Ribeira, beira mar onde há barquinhos atracados e uma famosa sorveteira que sempre foi de um mesmo dono, um espanhol, mas hoje já não é mais. Íamos também ao Jardim da Piedade, onde tem uma Igreja de Nossa Senhora da Piedade e era a casa de meus tios e padrinho e embaixo a Padaria Piedade, onde hoje é um Shopping. A padaria ainda existe e meu padrinho tá lá, estão também os pães de leite e de milho, os biscoitinhos jesuítas e paciência, sonhos que são um sonho.
Nessa praça da Piedade que me fez viajar até a padaria, algumas coisinhas mudaram, por exemplo os camaleões que haviam por lá, não estão mais lá, em compensação há um lindo gradil novo em volta e a fonte, ainda está lá, adoro fontes.
Outros jardins também eram parte de meu roteiro, como o Campo da pólvora, que se transformou completamente, ficando apenas na memória e o Campo Grande, onde fica o famoso teatro Castro Alves, aonde há muitos pombos e uma imponente fonte, perto de onde caí de joelhos em cima de uma tampinha de metal de refrigerante virada pra cima.  Será que a teoria do infortúnio do biscoito  que teima em cair com a manteiga para baixo, vale para caídas em tampinhas viradas para cima?
Todas essas lembranças vieram se súbito ao passar essa semana que passou pelo Jardim de Alah, que não é um jardim, é orla, antigamente local preferido para piqueniques, hoje ponto de caminhadas, pedaladas, futebol e vôlei de areia e de massagens. Lugar que sempre fui quando pequena e hoje é o ponto de partida das pedaladas de bike minhas e de meu marido aos domingos e nunca me perguntei, por que jardim? Que Alah é esse?
A praia em questão é exibe um lindo coqueiral, grama, areia e marzão. Um retrato de cartão postal e  a história que achei foi que morava em uma cabana nesse coqueiral, que fazia parte de uma fazenda, um muçulmano que cumpria assiduamente suas obrigações religiosas em louvor a Alah (Deus), daí o batismo. Fui atrás dessa história, afinal muita gente sabe que Itapuã (praia famosa aqui) significa “pedra que ronca” e Itaparica (ilha mais popular daqui) significa “cercada de pedra”, nomes de origem tupi-guarani, mas poucos devem saber a origem do nome da praia Jardim de Alah.
Chega de praças e passeios que hoje é segunda-feira. Vamos arregaçar as mangas! Boa semana!

9 de dezembro de 2012

O mundo é muito grande e é fácil se perder por tantos caminhos e na trajetória individual de cada um, as escolhas e a maneira como encarar os acertos e principalmente os erros, as faltas e as perdas, tem muito dos exemplos, das referências que temos ou que escolhemos.
O batizado de meu filho foi quando ele fez um ano, hoje é o dia da sua Primeira Comunhão, com 12 anos, um momento maravilhoso para nós e e para ele, meio tímido  na sua pre-adolescência é um dia diferente, mas penso que a importância será sentida por toda a vida dele. Nas horas boas e ruins, Deus, Jesus, Nossa Senhora, os santos, a crença a fé serão guia e fonte de sabedoria e proteção.
Referência são muito importantes, podem ser a perdição ou a salvação, lembro que primeiro ídolo esportista de meu filho foi, por conta da época e de uma escolha talvez involuntária: Gustavo Kuerten. Para mim o que mais do que um vencedor ou um fantástico atleta o que há de melhor em Guga é o caráter,  a simplicidade, simpatia, o ser humano que ele é e que diz com muito orgulho ser por conta dos momentos de infância com seu pai, do exemplo e amor do irmão mais velho que seguiu o pedido do pai que disse uma frase como tantos pais dizem aos filhos mais velhos: Cuida de seu irmão! e que ele colocou como lema na vida dele, abrindo mão de sua carreira pela do irmão, sendo amigo, parceiro e pai, pelo irmão mais novo deficiente e fonte de aprendizado, inspiração e amor para ele e por sua mãe, forte e doce.
Meu marido é um exemplo maravilhoso para meu filho, ele que não teve pai, faz de tudo para que meu filho tenha, não só o roupas e sapatos, brinquedos, viagens, o bom e o melhor na mesa, tenho ele não tido muitas vezes nada na mesa, mas mais que isso ele foi um exímio trocador de fraldas, contador de histórias, presença em tudo, nas apresentações da escola, reunião de pais, um sorriso fácil, braços sempre abertos, ouvido disponível, puxões de orelha que fazem crescer, amor sempre a mão.
Ele tem sorte e se ainda não sabe disso um dia vai saber, que ele siga tendo sorte, que aproveite todos os exemplos bons, que olhe para trás e veja mais que o passado dele, veja o presente e o futuro, construídos e interlaçados como uma corrente que nunca vai quebrar. Como diz a canção que quando a cruz pesada for, ele tenha a segurança de que Cristo e nós estaremos com ele, pois o mundo pode até fazer ele chorar, mas quem foi amado e amar sempre irá ter motivos para sorrir.

7 de dezembro de 2012

Ganhei essa imagem de Sheilinha
Amiga passarinha
Uma lindeza não acham?
Eu amei!
“Nós nascemos curiosos, nascemos filósofos. E, quando crescemos, todos aprendemos a fazer perguntas. Nisso os adultos têm muito o que aprender com a mente curiosa dos jovens. Os adultos acabam se acostumando com o mundo e ficam acomodados.” Jostein Gaarder disse e eu assino embaixo e essa é minha reflexão e pedido para hoje: não nos acostumemos, nem acomodemos.
Que eu, que nós não nos acostumemos, não deixemos de nos chocar com o que é impróprio, inadequado.
Sejamos questionadores, curiosos, empreendedores e detentores de valores que ninguém, tendências, modinhas ou pressões religiosos, políticas ou sociais nos tome, nos persuada. Façamos perguntas, busquemos respostas, sem pressa, mas com sabedoria.
“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.” Trechos de um texto de Marina Colasanti.
Hoje é sexta-feira, final de semana a vista, descanso para um uns, badalações para outros, pensei hoje cedo como está próxima a última sexta do ano, imaginei a Colina Sagrada lotada, muito branco, água de cheiro, agradecimentos pelo ano que se encerra, eu tenho muito a agradecer. A propósito: Obrigada! Pelas visitas, comentários, carinho.

6 de dezembro de 2012

Fula da vida

Preciso desabafar...risos...Eu sou patriota, tento entrar no clima, mas foram no mínimo bizarras as opções para nomes do mascotes da copa. Fico me perguntando: Foram as mesmas pessoas que sugeriram os três nomes? Se for, por favor,  alguém aconselha elas a lhe dar com números, que palavras não é a praia delas. 
Acharam mesmo que estavam sendo criativos com sílabas que significam coisas? É demais para mim. A propósito quem ai sabe o que significa o nominho infame? Só vou explicar o nome escolhido, para não me irritar com a explicação dos outros. Fuleco é uma mistura de futebol com ecologia. Só uma anta mesmo para inventar isso e que não tem uma relação muito íntima com o futebol imagino, pois nomes de craques, símbolos, gírias, referências nacionais do esporte temos de sobra.
Quem vai explicar o nome aos turistas? Uma pessoa não sabendo, não tendo a broxante explicação, fica sem saber, acha que é um nome de alguma personalidade, alguma gíria, um nome próprio muito do feio e assim fica. Vale pontuar, que ao contrário do que muitos vêm dizendo e a busca no Google aponta de imediato, fuleco não significa lexicalmente  nem como gíria, o que está sendo dito. A palavra fuleco não existe na língua portuguesa, mas existe “fulecar” e direto do dicionário Aulete, o significado é: “perder todo o dinheiro que se leva, ao jogo”.
Não sei se foi uma votação popular pelo Fantástico, mas ouvi falar em Brazuca, porque o pobre tatu bola não ficou com esse nome. Fuleiro demais esse nome Fuleco. É bem isso que ele me lembra, fuleragem (se é gíria local, explico: significa porcaria ou sacanagem, depende do contexto).
Outra queixa já que hoje acordei disposta a reivindicar, é sobre o valor do ingresso para a Copa das confederações. Para tudo! É para quem ir ver? O povo brasileiro? Quais? Os ricos, os fanáticos? Ou é para os turistas? Nem é a Copa, nem é um campeonato tradicional, nem mesmo entendido por uma grande maioria. O valor do ingresso aqui, na consulta que fizemos, é R$374,00 e R$171,00 para quem tem bolsa família (sem comentários). Um absurdo! E quanto custará a água, o refrigerante, uma corneta (tenho até medo do nome), uma bandeirinha, um acarajé?
Podia ser um canário o mascote e seu nome canarinho, podia ser o tatu mesmo e seu nome Pelézinho, Zicolino (Zico com Rivelino), Neyzinho (entrando na onda do endeusamento de Neymar, melhor que Fuleco), Redondo, Bolota, diz ai gente, Tatu maluquinho (com uma panela na cabeça em honra a Ziraldo), ou apenas R (em alusão a Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Rivelino...), escrito na camisa como o S de super-homem que tem identidade internacional. Sugere ai um nome melhor minha gente e desabafa, pois vamos ter que engolir fulos (retados, pirados, descontentes) esse nome dado por esses fulanos.

"A vida é um sopro"

A frase é de Niemeyer que também disse: “Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história, assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida.”
Meu filho quando pequeno inventou de gostar de Niemeyer, não lembro se ao ver ele na televisão, alguma matéria no jornal, numa revista, por alguma obra arquitetônica que tenha chamado sua atenção ou simplesmente por puxar a mãe, que tem simpatia latente por idosos. 
Pode também ter sido pelo nome, como eu, ele gosta de nomes, se encanta, acha engraçado ou bonito. Nomes de pessoas, coisas, lugares, sem saber de quem são ou a que se referem. Tem até histórias de criação de palavras por parte dele, não inseridas no dicionário do Word, mas eternizadas nas memórias de sua infância. Tchunco era uma delas, dita só para eu responder, quantas vezes fosse, com cara e tom de espanto: Tchunco? Tchunco não existe!
Rolinho patá-pôtô foi o nome de batismo de um rolo de macarrão sem os cabos laterais que ele fazia descer escada abaixo e nós levamos para ele fazer de novo a mesma coisa. Penso que esse nome se deve ao barulho que o rolo de madeira fazia nos degraus de cimento.
Depois de conversar sobre a vida, volto a Niemeyer para dizer que sou fã das suas construções, da sua lucidez e trabalho na atividade na qual foi mestre até a idade avançada, das suas opiniões sempre coerentes, coletivas, educativas. Um homem que se vai, mas fica, muito além da arquitetura.

5 de dezembro de 2012

Esperando na janela

Garanto que o uniforme de Noel está em dia
E os presentes e carvões também
As renas já estão ensaiando
O instrutor está conferindo os guizos
E seus preparativos?
Decoração da casa
Árvore, presépio, guirlanda
Correspondências, presentinhos
Definição da ceia, ingredientes
Tudo em dia?
Já está esperando na janela pelo Natal?
Com ela bem fechada por causa do frio?
Ou escancarada pois seu endereço não combina com neve ?
Esse é meu caso
Mais ainda passo o Natal onde tem neve
Ainda pego, arremesso, faço anjo
Boneco, bolo, bola
Visto figurino de Natal
Com direito aos Paulos com casaco igual

4 de dezembro de 2012

O mundo precisa de Carolinas

Nasceu no dia de hoje uma menina alegre, forte e amorosa como a cor vermelha de Santa Bárbara, iluminada com um feche de luz, um raio as vezes, outras só um clarão. Um doce de pessoa chamada Carolina, como os docinhos da imagem que tem esse nome e eu adoro. Meu carinho, minha amizade ainda que a distância e meu desejo de muitas realizações para ela.
O mundo precisa de pessoas simples assim
Que pensam e agem coletivamente
Que fundam bibliotecas em áreas carentes
Matéria sobre a ida ao cinema aqui
Boa gente, boa amiga, irmã, filha, sobrinha
O mundo precisa de pessoas que não desistem de seus sonhos
Que persistam até verem seu nome na lista de aprovados
Que colocam o carinho e o afeto acima da riqueza
Que são maiores que seus infortúnios
Que não perdem sua opinião e vontade numa multidão
Que são honestas nas coisas pequenas e nas grandes
Que são atenciosas e prestativas
O mundo precisa de pessoas como Carolina
De pequena, tenho lembrança de Santa Bárbara de um dos muitos dizeres de meu avô. Minha avó e eu, que sou toda tirada a valente, temos medo de trovões, eu sei de toda explicação técnica, metereológica, natural e sobrenatural do fenômeno, mas tenho medo. Ficar longe de espelhos, celulares e metais são as providencias depois de rezar e ai entra o dizer se S. Luis: "Sólo si recuerda de Santa Bárbara cuando truena". Pois é!
A medida que fui me aprofundando na minha religiosidade, lembrava do ditado e dos trovões e resolvi lembra dela mais vezes, para estreitar os laços.
Hoje e todo dia 4 de dezembro aqui na Bahia tem festa para Santa Bárbara, também conhecida como Iansã, orixá dos raios e tempestades. Dia de vermelho, amo a cor vermelha, roupas, flores a energia da cor, dia de sincretismo, orações e oferendas, missa e festa nos terreiros, procissão e caruru.
Que Santa Bárbara nos livre das tempestades e nos proteja dos raios e trovões da vida.

3 de dezembro de 2012

Decorações e reflexões natalinas

Felicidade é uma coisa bem íntima não acham? Não existe receita, fórmula ou regra. Cada dia mais acredito que a satisfação pessoal, que o que move cada um, que alegra, que faz sorrir, que o que nos faz feliz não depende de fatores externos, nem de condição social ou histórico familiar, estado civil, idade, sexo, muito menos de outras pessoas. 
Feliz é quem percebe e daí passa a vivenciar as coisas simples que trazem felicidade, como a companhia de alguém, um sorriso, um entendimento através do olhar, comer alguma coisa que gostamos muito, ouvir uma música e pensar: foi feita para mim ou para ele(a). O carinho de lembrar e ser lembrado, de ser entendida(o), querida(o), um passeio, uma frase, um abraço. A felicidade não dependem do que temos, muito menos do que não temos, nem do comportamento e das ações de outras pessoas, nem de onde estamos, depende de nós.
Decoremos nossas árvores, nossa casa e nossa alma, do nosso jeito,  com as cores, sabores, imagens da nossa felicidade, com menos definições e mais sentimento, com brilho interior, com simplicidade, com amor.

1 de dezembro de 2012

Inspirada em Nando Reis e Marisa Monte
Melodias e letras
Sentidos e sentimentos embalem dezembro
"Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência"
Para subir ou descer: Escada
Para o final de semana: Agito ou Descanso
Para varandas: Redes
Para os belisquetes de Natal: Nozes
Para presente: Afeto e doçura
"Para difíceis contas: Calculadora
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: Apontador
Para embaixo da sombra: Guarda-sol
Para brincar na gangorra: Dois
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café"
Café para mim também por favor
Para dar e ganhar carinho: Abraço
Para enfeitar: Laço
"Para aumentar a vitrola: Sábado
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para a letra torta: Pauta
Para estourar pipoca: Barulho"
Para estourar caixa de achocolatado vazia: Pisão
"Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta: diariamente"

30 de novembro de 2012

Natal e plural

Como eu já disse aqui várias vezes, adoro curiosidades linguísticas e dentre as que aprendi na faculdade o plural de Coca-Cola rende histórias até hoje, pois ensinei a um amigo que o certo são Cocas-Colas, uma vez que tanto a palavra Coca, quanto a palavra Cola são substantivos e palavras compostas de substantivos, quando pluralizadas, as duas vão para o plural. 
Moral da história ele passou a pedir assim e entre garçons e amigos em geral, meu marido achava e ainda acha que esse negócio de falar certo o que parece errado ou de ser errado o que eu já expliquei mil vezes que é o certo, pode acabar com a reputação do cara. 
Apesar de Coca-Cola ter a ver com Natal por causa das suas famosas propagandas natalinas, a ideia do post surgiu para pontuar dúvidas clássicas e muitos erros por ai por causa dos plurais de pisca-pisca, Papai Noel e árvore-de-natal. Momento escola, vamos lá!
Pisca-pisca, como todas as  palavras compostas de duas palavras iguais, para ser usada no plural  apenas o último termo deve ser pluralizado, então são pisca-piscas, assim como teco-tecos. O detalhe é que o ornamento natalino admite também, segundo alguns dicionários, a forma: piscas-piscas.
Papai Noel segue a linha das compostas por dois substantivos, as quais os dois termos vão para o plural, logo, mais de um Papai Noel são Papais Noéis, como mais de uma Coca-Cola, são Cocas-Colas.
Árvore-de-natal (que se escrevia desse jeito mesmo, com hífen e na nova ortografia é opcional o uso do hífen) é um substantivo composto ligado por preposição. Nessa situação, vai para o plural somente a primeira palavra. Uma árvore-de-natal, duas árvores-de-natal. De brinde, clica aqui para uma cartilha de palavras e uso do hífen (tarefinha de casa). Para nossa sexta-feira bênçãos e alegrias, muitos pisca-piscas, árvores-de-natal, Papais Noéis e tudo que for bom, de preferência no plural.

29 de novembro de 2012

"Meu Deus
Me dá cinco anos
Me dá um Natal e sua véspera
Me dá a mão
Me cura de ser grande"
São trechos de “Bagagem” de Adélia Prado
As vezes dá uma vontade de voltar a ser criança né?
Se agente soubesse como era bom aproveitava mais ou não?
Saber quanto é bom é não ser leve como uma criança
Que por não saber não sofre
Acordei filósofica hoje né?
Deixo então com vocês essa imagem qua achei linda
Um convite as lembranças da velha infância de cada um
Cartazes, letreiros, padarias, baleiros, pipoqueiros
Saias rodadas, de pregas, balonês
Sapatinhos laqueados
Laços de fita no cabelo
Quichutes e congas
Bola chuveirinho
Carrinho de rolimã
Cartinhas para o Papai Noel

28 de novembro de 2012

Hoje não consegui vir postar cedo
Nem deixei post programado
E tô com um monte de coisinhas para resolver
Ai resolvi passar aqui rapidinho
Só para desejar um bom dia
Que hajam flores em nossos caminhos
Boas energias
Gente feliz para nos alegrar
Nossa felicidade para alegrar quem esteja triste
Com sol ou chuva
Sem pressa ou rapidinho
Que nosso dia seja cercado de paz e carinho

27 de novembro de 2012

Festa em Poá

Chica, nome fácil de falar, sonoro, alegre
Presença constante aqui no blog e em tantos outros
Amiga comum do tipo incomum
Pessoa fofa, simples, doce, atenciosa
Afetuosa, criativa, engraçada
Poética, filosófica e prosáica
Hoje é aniversário dela
É dia de festa em Poá
E essa é minha homenagem
Registro de meu carinho e admiração
Eu pensei em fazer versos sobre joaninhas e jardins
Amizade, bondade, carinhos sem fim
Fiquei procurando palavras simples
E tentando iluminar elas, para parecem velas
Ai pensei melhor e resolvi fazer elas perecerem bandeirinhas
E pendurar aqui nessa janela
Onde sempre passa uma joaninha
Que janelas e portas
Céus, campos, estradas
Rios e mares
Estejam a seu alcance
Por muitos anos ainda
É Chica! É Chica! É Chica!
É Chica! É Chica! É Chica!

26 de novembro de 2012

O que cabe em uma semana?

O ato de medir é tão presente em nosso dia a dia
Medimos consciente e inconscientemente
Distâncias, tamanhos, volumes, espaços
O que você vai colocar dentro de seu dia hoje?
E na semana inteira?
As vezes na distância de um minuto a outro
Ou até em uma fração de segundos 
Podemos mudar nossas vidas
Clica aqui para ver um vídeo
Sobre o que cabe em um milimetro
"Somos infinitos números convivendo em um mesmo espaço"
Infinitas possibilidades nos cercam
Façamos bom uso de nossas escolhas
E entre limites e ilimitações
Sejamos felizes

24 de novembro de 2012

"A vida, às vezes, é tão intensa
Que nem precisa fazer sentido”
Ana Jácomo
Laçar estrelas?
Porque não?
Lacemos a lua, o sol, as nuvens
Lacemos nossos sonhos
Tenhamos um final de semana realizador

23 de novembro de 2012

Sexta-feira
Final de semana a vista
Em todos os cantos já é Natal
Bençãos para nosso dia
Cheirinho bom de maresia
Sensação de pés descalços na areia
E estrelas do mar
Para no clima de Natal agente entrar

22 de novembro de 2012

Feliz Dia de Ação de Graças

De nossa casa para sua desejamos um Feliz Dia de Ação de Graças
Nos Estados Unidos na quarta quinta-feira do mês de novembro, famílias e amigos se reúnem e organizam uma refeição especial para celebrar a colheita, é o Dia de ação de graças. Imitamos a neve nas árvores de Natal, os doces e travessuras no Halloween, porque não aderir a essa simbólica comemoração?
Sempre vemos e ouvimos falar nos filmes americanos sobre esse dia e esse ano aceitei a proposta de minha amiga Beatriz para comemoramos a data seja feriado ou não, tradição ou não. Ano passado já inclui no calendário a tradição do Nhoque da fortuna em dezembro, esse ano incluo o Dia de ação de graças. Inclua você também, ainda da tempo de preparar uma ceia e reunir a família na mesa para agradecer por não nos faltar o que comer e independente da religião de cada um, dar graças pelas bênçãos recebidas durante todo o ano, dar um parto de comida a um ou mais necessitados.
Nos EUA as universidades servem uma refeição especial para os alunos remanescentes, estudantes internacionais, que são muitas vezes convidados a partilhar esse dia com as famílias locais. Uma refeição de Ação de Graças é servida aos soldados americanos no exterior e quando os americanos em casa sentam-se à mesa e dão graças, expressam gratidão pela comida a mesa, por sua liberdade, pelos sacrifícios e conquistas e se preparam para as festas natalinas e as graças e lutas que virão com o anúncio no Réveillon, da chegada de um novo ano.
Juntos como numa corrente de gratidão e boas energias agradeçamos pelas nossas colheitas, pela comida nas nossas dispensas, por poder comprar o essencial e supérfluos no supermercado, padaria, lanchonetes, pelo o privilégio de frequentar restaurantes, pelas contas pagas, por termos saúde para correr atrás de como pagá-las. Tenhamos a virtude e a nobreza da gratidão.
Sejamos cuidadosos e conscientes de nossas semeaduras, incineremos o que de ruim nossos olhos tiverem visto e nos orientemos como os girassóis na direção da luz, de Deus, da fé, do amor, da partilha, da busca e do agradecimento.
Sejamos sempre os mesmos, mas sempre melhores, mais maduros, menos complicados e mais felizes.
Que não sejamos agnósticos 
Evitemos momentos de topor
Tenhamos sensibilidade e fé
Com direito a muitos sibilos
Alguém ai sabe o que sibilar? Eu sei afinal sou passarinha. Sibilar é o mesmo que assobiar. As vezes me pego sem saber o significado de alguma palavra lida ou ouvida e tenho o hábito de consultar o que aquela palavra significa, antes no dicionário hoje nele ou no amigo Google.
Topor é ter por razões patológicas ou psicológicas a sensibilidade reduzida. Agnóstico é quem duvida da existência de Deus, é ser desprovido de fé. Os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos alegam a impossibilidade de provar a existência. O agnosticismo pode ser definido de várias maneiras e às vezes é usado em abordagens céticas de uma maneira geral, sem ser relacionadas a fé, como resposta a determinadas perguntas.
Recado dado ao pé do ouvido, tudo explicado, ratifico o que eu acho: fé, sensibilidade e canto de passarinho não fazem mal a ninguém.

21 de novembro de 2012

A procissão passa por dentro

Foto de meu filho com meu avó
Por dentro deles passava uma procissão
Meu avó, como eu já devo ter dito aqui, era doce como um caramelo e fofo como um algodão, como diz a canção: muita graça, muito riso, meu avô sabia brincar e era tão lindo seu sorriso e tão afetuoso seu jeito de amar e ele ainda tinha um maravilhoso senso de humor de onde saiam frases e ditados que se repetiam. Como uma frase muitas vezes dita e que sempre me lembro ao ascender a primeira lâmpada ao cair da tarde: "Boa noite Cinderela! Não há santa como ela!". Posso estar enganada, mas acho que foi ele que inventou isso e  não significa absolutamente nada, mas eu repito quase que automaticamente e ele está presente a cada primeiro click da noite, seria essa a intenção dele? Vale ressaltar que as frases tinham sotaquezinho espanhol.
Ele também dizia quando nos afligíamos com a novela ou algum programa de TV: "Fiquem tranquilas, está tudo combinado!". Amava os programas de Silvio Santos, Os trapalhões e uma propaganda da Gelol (pomada para machucados), que tinha queda para todo lado, dentre elas uma pessoa que vinha correndo e caia por cima de uma banca de frutas e lá se ia tudo para os ares e era o ápice da risada dele que ficava com as bochechas vermelhas e até lágrimas caiam dos olhos, passasse o comercial quantas vezes passasse. 
Lágrimas também e palavrões dos grandes quando eu prazerosamente fazia a sobrancelha dele Sim! Eu fazia e sim ele deixava, deixava a gente cortar a unha dele, fantasiar ele, quase um cabeça de batata em nossas mãos.
Citamos tantos escritores, tantas frases filosóficas ou banais de pessoas famosas ou até de anônimos e com certeza temos pérolas ouvidas na nossa infância, no nosso dia-a-dia que por vezes passam despercebidas, por vezes não, mas raramente usamos em cartões, cartas e publicações. Eis-me aqui para corrigir isso.
Esse ditado da procissão é ótimo, as vezes há muito floreiro por fora, declarações de fé, amor, devoção e por dentro pão bolorento. Que as procissões passem por dentro da gente.

20 de novembro de 2012

Meu sorriso negro
Acompanhado do desse garotinho da foto
Um riso radiante e contagiante
É meu desejo para o dia de hoje
Hoje é dia da consciência negra e a data foi escolhida, para quem não sabe, por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares. Penso que na Bahia, mais do que em qualquer estado devia ser feriado, devia haver festa de rua. Devia ser uma data para enaltecer, agradecer, demonstrar respeito e consciência da importância dos negros na nossa história, na história do nosso estado, da nossa cidade, a presença negra na nossa garra, gingado, fé, festas, vocabulário, culinária, na nossa cultura.

19 de novembro de 2012

Coragem e gratidão

Para começar as semanas tento sempre escolher palavras, imagens, poemas, letras de música ou escrever algo, seja um desejo ou uma crônica inteira que me adoce e encoraje e adoce e encoraje a quem por aqui passar.
Desejo hoje que na nossa jornada diária queiramos e lutemos sempre pelo melhor, que busquemos nossos sonhos e realizações, mas ao mesmo tempo agradeçamos a vida que temos. Muito triste famílias inteiras na Espanha sendo retiradas de suas casas, sem ter para onde ir. Ações de despejo, desemprego, desespero. Agradeçamos por nossa casa, pela comida a nossa mesa, por ter um emprego ainda que não seja o ideal, por ainda que sem grana para supérfluos,  conseguirmos pagar as contas ou até mesmo parcelar elas.
Agradecimento, coragem, realização e oração pelos que passam por situações difíceis. Que a força de dentro seja maior que todos os ventos contrários.

18 de novembro de 2012

"O universo parece-me mais com uma grande ideia 
Do que com um grande máquina"
Disse James Jeans e eu assino embaixo
Boas ideias em nosso domingo
Para nossa semana
Em nosso infinito particular
E no universo ao nosso redor

16 de novembro de 2012

Recebi essa imagem de Norminha
Palavras e carinho em forma de orvalho
Para hoje e todo dia
Palavras escritas ou faladas
Sejam duas ou tres
Em frases ou orações
Através de imagens ou gestos
Vindas do coração
Uma sexta de palavras escolhidas
Bençãos e graças
Afeto, esperança e ternura
"Palavra
Tenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Toda palavra escrita, rabiscada
No joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão"
Teatro Mágico

15 de novembro de 2012

Vamos conversar?

Escolhi essa imagem por achar a menina parecida comigo 
A muitos anos atrás me custa ratificar
E o vestidinho amarelo é em homenagem a minha irmã Susana
Lá em casa somos 3 meninas e um menino 
E para cada cria minha mãe escolheu uma cor para as roupas e as coisinhas
Não algo rígido, apenas uma referência
A minha cor azul (incorporei diga-se de passagem)
A de Susana, a primogênita, amarela
Hoje para mim não é o dia da Proclamação da República, pois desde que me entendo por gente hoje é dia do aniversário de minha irmã Susana. A mais velha e portanto a mãezona, como via de regra e talvez pela data da chegada uma pessoa independente e de proclamações, promulgações e regrinhas mil.
Quando pequena ela colocava um mão no queixo e a outra atravessada embaixo e numa pose de autoridade e charme dizia: Vamos conversar?
Tia Nana para meu filho e será para o sobrinho recém-chegado tem um apelidinho fácil de pronunciar, mas eu deixo, afinal sou admiradora da hierarquia.
Nada de barulho, tv ou som alto quando ela acorda e nem conversa quando ela está comendo e nem pense em pegar carona com ela e não colocar o cinto.
Das histórias de muitos tempos atrás, dos prédios e da casa onde moramos, da casa da Tia Nélia até as histórias e as nossas casas de hoje em dia, afinal o tempo não para como dizia Cazuza de quem ela foi fã, muitas conversas, broncas, aprendizados rolaram.
Hoje faço uso desse meio de comunicação para declarar e proclamar que ela e todas as irmãs mais velhas parem de tomar conta de tudo e de todo mundo e se joguem na buraqueira, se comportem como as mais novas ou as do meio, façam coisas erradas, sejam egoístas  digam nãos que não virem sim após o senso de responsabilidade se manifestar.
A você minha irmã meu carinho, minha admiração, para ser a sua altura vou parafrasear Shakespeare que disse que as ideias das pessoas são pedaços de sua felicidade, você e suas ideias, sua doação, sua amizade são pedaços da minha felicidade. Obrigada! Vamos sempre conversar.

14 de novembro de 2012

“O homem amadurece quando reencontra 
A seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de infância”
Achei essa reflexão bem interessante
A leveza e os aprendizados da infância
As lições das brincadeiras
A seriedade
Somadas a maturidade
As estratégias e experiências
Adquiridas com a idade
Tudo junto e misturado
Receita para boas jogadas
Passos, saltos
E uma maturidade feliz

13 de novembro de 2012

Desmistificando mitos

Para mim até outro dia e para muitos, Édipo, filho de Laio e Jocasta é sinônimo de encesto ou de complexo. Freud explica essa correlação desvirtuada, na verdade Freud criou o mito sobre o mito quando deu o nome de Complexo de Édipo ao apego e paixão de meninos por suas mães e assim popularizou o personagem. Mas essa é uma leitura da história, uma visão limitada e adjacente de um mito que fala justamente sobre não enxergar.
Segundo a lenda grega, Laio, o rei de Tebas em uma consulta ao Oráculo de Delfos foi alertado sobre uma maldição: seu próprio filho o mataria e se casaria com a própria mãe. Por tal motivo, quando o menino nasceu o pai o abandonou ele preso com pregos nos pés em um monte. O menino foi recolhido por um pastor que passava e o batizou como "Edipodos", o de "pés-furados", que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos.
Em uma consulta ao tal Oráculo, Édipo a maldição lhe é apresentada: ele mataria seu pai e desposaria sua mãe. Achando se tratar de seus pais adotivos, foge de Corinto e no caminho, encontra um homem que o destrata e com quem briga e sem saber que era o seu pai, o mata.
Havia uma Esfinge que aterrorizava Tebas e ela lançava desafios e Édipo conseguiu responder a suas perguntas, derrotar o monstro e segue para sua cidade natural onde casa-se "por acaso" (já que ele pensava que aqueles que o haviam criado eram seus pais biológicos) com sua mãe, com quem teve quatro filhos.
Quando Édipo consulta novamente o oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho. Ela se mata e ele fura os próprios olhos.
Em um único mito, muitos aspectos a serem abordados, analisados, muitas reflexões e uma delas a de como assumimos a leitura, visão, impressão de algo a partir de rótulos, Édipo não ficou deixou de enxergar quando furou os olhos, ele na verdade sempre foi cego.
Que não haja armadilhas em nossos caminhos, em nossas escolhas e principalmente que não sejamos cegos com plena visão, no que diz respeito a nossos sentimentos, aos dos outros, a nosso papel na sociedade, na preservação da natureza, na educação de nossos filhos, no cumprimento dos nossos deveres sociais e morais, além dos que os olhos alcançam.

12 de novembro de 2012

Passando rapidinho
Para desejar uma semana de cantos e encantos
Leve como uma brisa
Ou forte como uma ventania
Que o tom seja de cantoria
Que bons ventos soprem a nosso favor
"Os tristes acham que o vento geme
Os alegres acham que ele canta"
Luiz Fernando Veríssimo

9 de novembro de 2012

Prendada e agradecida

Imagem de Seu Davi Alves Correa, empalhador de cadeiras que achei na internet
Sou da época em que era divertido e útil aprender trabalhos manuais, aprendi em casa, na casa de minha Tia Nélia, na escola. Era terapêutico ainda que eu não soubesse.  Sei colar, recortar,   trançar, desenhar, criar, consertar, passar, lavar, tratar peixe. Desenvolvi habilidades manuais e sensoriais e sou grata por cada um que me ensinou e por quem ainda me ensina, pois não canso de aprender.
Muita coisa eu aprendi com meu pai, seu Guillermo, um concertador e inventor nato, além de padeiro, confeiteiro, jardineiro, conhecedor e narrador de muitas histórias de filósofos, reinos, mares e personagens clássicos da literatura espanhola e mundial.
Tão poucas crianças, meninos e meninas, pequenos e principalmente os adolescentes de hoje se interessam ou são incentivadas a aprender um trabalho manual. Ai na maior idade , imagino, seguirá esse desdém, acompanhado da falta de prática e da falta de destreza próprias da idade avançada. E então, o que fazer? Ser pessoas ranzinzas, se aventurar em aprender antes tarde do que nunca ou se limitar a ficar navegando nas redes sócias de dia e ir para baladas a noite, o que não acho que seja uma boa ideia.
Lá dos idos de muito tempo atrás, moça prendada bordava, cozinhava e outras coisinhas que preparavam suas habilidades para ser uma boa esposa, dona de casa, mãe de família e no futuro uma avó ocupada e dinâmica. Os homens sabiam sem exceção a regra, concertar coisas, faziam tarefas que representavam sua masculinidade, habilidades e ainda eram cavalheiros. Perdoem-me as feministas e toda modernidade tão suada, mas bons tempos aqueles. Uma correção aqui e outra ali, no que tange a submissão e diferenças infundadas de direitos, tudo estaria indo muito bem obrigada.
Meninos hoje não jogam gude, não empinam pipa, não tem paciência com nada, nem veem nenhuma utilidade em tais brincadeiras que não ganham bônus e não podem publicar, nem ninguém curtir. Meninas não trocam papéis de carta, pulam corda, brincam de bambolê, boneca ou casinha. Tudo coisa de menininha boba.
Não vejo mais anúncios e o ofício manual e fascinante de empalhar cadeiras, não vejo mais engraxates. Tá feio? Sujo? Passa um pano ou joga fora e compra outro, são de péssima qualidade mesmo.
Até pipoqueiros ando vendo poucos por aqui e por ai. Será que só vai existir pipoca das do cinema num futuro próximo? Aquelas que custam o preço de um sanduíche e só tem porção monstra, sem aquela manteiga derretida, sem opção de colocar coco ralado, queijo ralado, leite-moça e outras esquisitices tão prosaicas.
Cadê os amoladores de tesouras, que passavam com a máquina de fiar, tipo um monociclo, que apitavam ou tocavam uma musiquinha. Cadê os vassoureiros e os vendedores de coisas em tabuleiros na cabeça que passavam gritando pelas ruas?
Por aqui havia um tal de Acaçá. Já ouviram falar, comeram, sabem o que é?

Eu não sei o que era, mas comia, de leite e de milho e adorava. Minha não dizia que fazia mal, que não sabia de onde vinha e todos esses cuidados apocalípticos de hoje em dia. Eu também comprava picolés desses que também não vejo mais pelas ruas, vendidos em isopor, que iam muito além de sabor chocolate e morango. Tinha de tapioca, umbu, tamarindo e o preço era uma delícia.
"Pinga gota a gota o sentimento
Que escorrega pela veia
E vai bater no coração
Quando vê já foi pro pensamento
Já mexeu na sua vida
Já varreu sua razão
Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido
Vira o ponto de visão"
Lenine

8 de novembro de 2012

Dia desses confessei aqui que ando me policiando e treinando deixar passar algumas borboletas. Não! Não vou deixar de ter olhos de poesia, mesmo porque isso não se treina ou escolhe, está grudado além de nossas retinas. O que eu quis dizer e tenho praticado, minha amiga Sheilinha bem traduziu através das palavras de Adélia Prado.
“De vez em quando Deus me tira a poesia
Olho pedra, vejo pedra mesmo
O mundo, cheio de departamentos
Não é a bola bonita caminhando solta no espaço”
Há momentos em que devemos e até precisamos enxergar com olhos de poesia, imaginar, idealizar, colorir, há outros porém em que a realidade tem que ser vista como ela é. Sejam os acontecimentos cotidianos ou questões sociais, políticas, violência, guerras,  intolerância, preconceito ou até o cuidado com  nossa saúde, com as pessoas que amamos e com o que é nocivo a nós e a elas.
Penso que é saudável ter esses dois tipos de olhares, olhos vivos, atentos, coerentes, sensatos, para ver as pedras e também olhos que piscam, fecham, sonham, vêem flores, joaninhas, borboletas, passarinhos e poesias.

7 de novembro de 2012

Amo essa foto de meu filho
Essas e todas...rsrs
Lembrei dela quando li um post
Sobre o livro "A elegância do ouriço"
De Muriel Barbery
Clica aqui para ver o post
A autora do livro aborda diversos temas contemporâneos
Através de ironias delicadas e reflexões filosóficas
Tempo e eternidade
Beleza e Envelhecimento
Justiça, Ética e Psicologia
Uma zeladora de um prédio chique 
Que tem mais finesse e conteúdo
 Dos que as pessoas sofisticadas que ali residem
Muitas pessoas são como ouriços
Por fora espinhos, por dentro delicadeza
Outras são belas e fascinantes como água-vivas
Mas queimam
“Além do que se aparenta
Há o joio, mas também o trigo”
Há que se prestar atenção
Nas coisas, nas pessoas, na vida
Além das aparências ruins ou convidativas demais

A gota d´água

Vídeo que por enquanto ainda não foi proibido
Mas também não foi divulgado
Vozes sonoras de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown
Depoimentos de vários artistas
Que acompanhamos na tv, no cinema
Nas suas vidas pessoais
Que tal acompanhá-los nessa causa?
Apoiando e divulgando
Manipulação de informação é a gota d´água
Alienação é a gota d´água
Falta de informação é a gota d´água
Assista, se informe

6 de novembro de 2012

"O meu olhar é nítido como um girassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e a esquerda
E de vez em quando olhando para trás
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto
E eu sei dar por isso muito bem
Sei ter o pasmo essencial que tem uma criança
Se ao nascer reparasse que nasceras deveras"
Alberto Caeeiro