5 de janeiro de 2013

Fora do tom

Hoje vou sair um pouco do tom do incentivo, das coisas com as quais me identifico, almejo e desejo, para um tom tipo: Pronto, falei!
Tenho preferências e até teorias no que se refere ao gosto por música, literatura, filmes, programação na tv, eventos e afins. Para mim, tudo está correlacionado e tudo produz ou mina nossas energias, maneira de pensar, se comportar, viver e enxergar a vida.
Há mais que diversão em ver um filme ou ler um livro, é mais do que ocupar o tempo e não tem nada a ver com maioria ou moda. São escolhas que podemos e devemos fazer como a comida que comemos, no que cremos, nossa carreira, amigos.
Modas, comportamentos e estilos são, invariavelmente, um reflexo cultural dos grupos e sociedades e a cada dia mais, lamento e desaprovo muito do que vejo.
Na sala de cinema do último filme da saga Harry Potter uma mulher sentada ao lado de meu filho trocava idéias filosóficas com ele sobre o filme. Sem noção a garota?
Não, ela é a adolescente que começou vendo o primeiro dos filmes e acompanhou a história vivendo paralelamente a história dela e provavelmente tendo reflexões e levando reflexos "hariporteanos" para sua vida, compartilhando ali no dia do desfecho de toda uma  história, suas impressões, com quem estava ao seu lado na sala do cinema.
Para quem não assistiu, leu ou se interessou pela história, há mais que bruxaria em todo o contexto, há amizade, fidelidade, luta entre o bem e o mal e uma definição clara de quem é quem, valores familiares, hierárquicos, tradições e por ai lá vai. Sem falar no acompanhamento por trás da câmera, da imagem, vida e conduta dos atores envolvidos, que são formadores de opinião e tem que ser vistos e conduzidos como tal.
Não admito conceituar a saga Crepúsculo como história de amor, romance é o máximo que concebo, do tipo que há hoje, fugaz, inconsistente. Além de amizades de lobo que no meu tempo eram da onça,, amores, valores sangrentos e vazios.
Mudando de tom, gosto de todos os ritmos, levadas e sonoridades, como boa baiana. Desde piano a pandeiro, sons lentos ou agitados, com algumas predileções, é claro, mas o que eu não gosto é de determinadas letras. Para mim ouvir, cantar, achar legal letras que falam de coisas inapropriadas, preconceituosas, ofensivas, degradantes, sem pudor ou sem sentido nenhum é inconcebível. Não tem espaço em minha pilha de cd´s, nem no i-pod, nem no meu carro, casa, festas, etc. Tanta coisa boa há pra se ouvir, eu mereço!
O mesmo ocorre para livros, para mim cinza tem um só tom e sadomasoquismo é cinza escuro e sombrio. Eu gosto de branco, azul, verde e vermelho e não há modismo que me faça entrar em mares e ondas que eu desaprovo.  Aos meus olhos, além do gosto pessoal, pensando coletivamente, poeticamente talvez, mas com propósito e objetividade, devemos buscar ilusões e realidades que agreguem, adicione, dividam, que sejam no mínimo sadias.
Que maravilha seria se os tons da moda, do marketing, se o livro de cabeceira do momento fosse as "Cores de outono" de minha amiga Keila. Não resisti em aproveitar para recomendar o primeiro livro dela, que estou lendo e amando, e ao mesmo tempo elogiar e desejar sucesso para ela, uma pincelada de bom tom para não perder o hábito.
Bom sábado, bom domingo de reis. Realezas ou plebeus, ouçamos músicas, façamos boas leituras, tenhamos bons hábitos.

12 comentários:

  1. Puxa, estar ao lado de uma maritaca falando no cinema? É dooooooooooooose pra mamute!! E também não é que ofereço aos meus olhos, boca ou ouvidos...

    Melhor andarmos do nosso TOM e com ele pintar nossas vidas! beijos,boa indicação ao final, chica

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  2. Mas todo o mundo tem, lê, vê... É preciso fôlego, olhar cristalino para enxergar além.
    Beijos com cantiga de folia de reis.
    Beijo

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  3. Oi Tina!

    Atendendo ao seu convite, aqui estou com propósito específico de vê-la "fora do tom"! Gostei muito do que li, poderia seguramente assinar embaixo de suas palavras! No que se refere a música, vou pelo mesmo caminho: pode o Brasil inteiro estar cantando, se a letra for de alguma forma degradante, é lixo para mim. O cinema, da mesma maneira... Já não sou muito ligada em filmes, a não ser que sejam boas adaptações de livros já lidos... A sagra Crepúsculo (fugi pela tangente em meu blog, para não desviar do assunto principal) não se resume em outra palavra para mim: superficial. Quanto aos tons de literatura, as variações do cinza parecem ter tomado conta. Não para ti e não para mim: me nego a ler esse livro, inapropriado sob todos os aspectos ao meu ver. Que importa se é o mais lido no país, o mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre (e do Brasil inteiro)? Não me importo em ser desatualizada em relação a assuntos que não me elevam, nem me edificam.

    Tenha um bom dia - bem colorido, nada de cinza!Beijos.

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  4. Tina, muitas vezes dá a impressão que eu concordo com tudo, mas eu escreveria a mesma coisa que você nesse "PRONTO FALEI". Nós protestamos contra esse avanço da mídia em cima dos modismos, todavia acho que somos privilegiados por perceber que tentam "fazer a nossa cabeça" com lixos comerciais. Não vou citar nomes porque poderia ser injusto e também porque gosto não se discute e tem gente que gosta de música e outros gostam de "barulho", rs.
    Acho que gosto muito do que me sensibiliza. Algo que cutuca meu interior adolescente e romântico.
    Não concordo nada com as letras de músicas carregadas de agressividade e apologia as drogas. Da mesma forma sou averso a crônicas que sugerem drogas para a inspiração poética. Não entendo se fazem isso por criancisse, por ideal ou por propaganda de degradação social. Tenho visto muito em blogs esse tipo de "literatura". Isso me preocupa por causa das crianças que passam a idolatrar esses procedimentos e por dó dos "escritores" desses blogs que não estão conseguindo enxergar a realidade da vida.
    Enfim, minha amiga PASSARINHA, vou colocar o pé no freio senão escrevo demais e me faço entender de menos.
    Um final de semana "azul" para você.
    Abração em todos aí
    Manoel

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  5. Tina,
    Eu super concordo com você, a única coisa que eu acho válido (falando de livros) quando tratamos da série Crepusculo ou Tons de Cinza (que por sinal nem me arrisco a continuar a leitura) é o incentivo para a leitura. Se valer para a pessoa tomar gosto pela leitura e isso incentiva-lá a comprar livros, a ler mais eu acho válido. Porque conheci e conheço muitas pessoas que através de livros como esses deu inicio a um amor pela literatura. Hoje, procuro apenas bons livros onde eu aprenda, onde eu consiga ser uma pessoa melhor com ele e tenho certa pena de quem acha que Tons de Cinza é OOO LIVRO, mas enfim! A Esperança é a última que morre hhahahahahahaa! Tenho uma frase que sempre carrego comigo que diz: Não há felicidade onde não seleção! Hoje, eu seleciono (graças a Deus) muitas coisas pra minha vida!

    Um beijo querida!

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  6. Oi Tina, sou uma leitora voraz, mas leio literatura.
    Já ouvi comentários incríveis sobre Harry Potter, mil elogios, mas não é indicado para minha idade rsrsrs
    Quanto aos "vampiros" o problema é o mesmo, adolescente tem outra ideia de literatura, e acho válido, abre caminhos, faz gostar.
    Agora...os tons de cinza nem sequer passam aqui por perto. Não é a idade, nesse caso, mas a qualidade.
    Não leio só porque está em primeiro lugar na lista dos mais vendidos. Se fosse assim teria lido todos os de Paulo Coelho. Não gosto dele.
    Não entro em detalhes, claro, mas penso que literatura é outra coisa, está em outro patamar.
    Beijos cor de rosa para voce amiga querida, lúcida e bem informada.
    Vou ler Keila, a nossa linda Alecrim, que deve ter tons de verde, bem suave.
    Beijos

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  7. Uau Tina!!! Onde eu assino??? Amei o tom que vc deu para esta conversa pra lá de sadia!
    Quando não comprei e nem li os Tons me perguntaram porquê não li.
    E eu respondi e respondo com apenas uma pergunta:
    -Você minha querida amiga que leu, leu porque é muito bom ou porque está na moda?!!
    Claro que já li livros da moda...mas não eram sadô com um toque de romance e nada de história.
    Enfim...não vou ficar aqui falando pois vc Tina querida já disse tudo! E quanto as músicas sem letras ou com a penas um refrão que este pais inteiro canta, nem vou falar...não precisa!
    Ah...e não esqueça da saga dos tigres que te falei...leve, romântico e rico!
    Estou aguardando a continuação de Cores...ansiosa para ver como ela vai colocar tudo que já me contou no papel! É bem emocionante!
    Beijos Tina Flor e valeu!
    CamomilaRosa

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  8. Também concordo com você Tina. Muitas "músicas" que são as mais tocadas no momento, são na verdade, verdadeiros lixos musicais, só ouço porque tenho dois ouvidos e infelizmente por onde passamos lá estão elas!!
    Eu não sou muito de assistir a filmes não; quando o início do filme não me agrada, deixo logo de lado. Gosto de filmes que tenham conteúdo realmente, que deixem algum ensinamento no fim, que me emocione, enfim. Esses filmes do momento nunca foram minha praia, também não gosto da Saga Crepúsculo, não vejo a menor graça! O mesmo acontece com livros, literatura válida para mim é aquela que me agrade, que me desperte sentimentos, que apenas ao ler o resumo eu tome gosto pela leitura. Livros do momento, como esse que você citou, não são definitivamente minhas escolhas!
    Achei muito interessante você ter tocado nesse assunto, pude perceber que não estou sozinha nessa!!

    Valeu pelo momento Fora do tom! Gostei muito.

    Bom domingo!
    Beijos.

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  9. Olá Tina,
    Querida flor amiga... venho reforçar suas palavras. E preciso completar a Camomila em apenas uma coisa... é quase um desejo de ano novo: "Nosso tempo nesta vida é muito precioso, use-o com sabedoria. Dê valor ao que merece valor". Humildimente agradeço sua carinhosa lembrança... e confesso... "Cores" também nasceu para minha diversão. Pessoalmente, gosto de literatura como entretenimento, já li muita coisa boa e muita, mas muita, coisa ruim. No coração trago os memoráveis... os outros, bem, como qualquer coisa que me desagrade, coloco em uma pilha no canto. De vez em quando, olho para ela com profunda compaixão... pois eles me lembram como valorizar coisas boas.
    Agradeço de coração sua amizade minha linda flor, desejo um ano valoroso, inspirado e harmônico para você e toda sua família!
    Beijos cheirosos.
    Alecrim (Keila Gon)

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  10. Essa é minha amiga Tina...risos...Bjs Roseli

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  11. Pois é guria...eu queria na verdade saber escrever assim como vc, com propriedade e leveza. Quem sabe um dia.
    Essa estória de tons de cinza já deu no saco e as pessoas parecem manada com respeito a muitas questões hoje em dia.
    Sou como vc, gosto de branco, azul, amarelo, vermelho, verde, laranja e etc...
    Vivas as cores , viva a alegria de ser que " não custa nada"... ( linda a música!)
    Estou doida pra ler o livro da Keila,
    mas ainda não deu.
    Beijos e upa forte. Eu queria te ligar, me passa o teu fixo?
    ;)))

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  12. Oooi... Então acabei parando aqui após a recomendação da Ana Paula. Estás certíssima, Tina. Mas sabe o que mais me inquieta? Não é nem o tom cinza do livro, que é uma literatura ruim e não pretendeu mais que isso. Pior são os escritores cinzas que não percebem que estão longe, muito longe do azul. É num desses que esbarrei um dia desses. Li até o fim para ter a certeza de que não havia mesmo nada a aproveitar. A quarta aqui está chuvosa, mas espero que aí seja um dia colorido. :)

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