16 de maio de 2013

Os contos de fadas oferecem distração e formação a leitores de todas as idades, principalmente as crianças, desde sempre, são convites para passeios em mundos fantásticos com retorno garantido ao mundo real, transformados de alguma maneira. 
E quem é transformado ora percebe, ora não, identifica a lição de imediato ou vai identificando aos poucos. Há nos contos recadinhos, feiticinhos, figuras de linguagem, personagens com funções e intenções que nem mesmo depois de crescidos desconfiamos.
Eu tenho tido surtos de indignação com releituras que como limão em leite azedam contos clássicos,  mas há trabalhos muito bons como o Deu a louca na Chapeuzinho e Alice no país das maravilhas que para mim são dois exemplos que além de manterem as lições de moral, personagens e símbolos, conseguiram agregar mais coisas ainda em suas releituras.
No Deu a louca a mesma história sob vários pontos foi uma sacada fantástica. Em Alice o chapeleiro maluco de Jhonny Deep, consegue ser ainda mais fantástico do que sempre foi, além dos aprendizados e ensinamentos de Alice e do coelho com uma roupagem mais teen´s, além da cada vez mais linda e mágica mesa de chá.
Um dos primeiros a direcionar contos ao público infantil foi Charles Perrault, ao publicar os Contos da Mamãe Gansa, que reúne contos como A bela adormecida, a Cinderela, entre outras histórias famosas. Quase um século depois, os folclóricos irmãos Grimm se dedicam a contar e recontar Chapeuzinho vermelho, Branca de neve, João e Maria e chega a vez do poeta Hans Christian Andersen, com o seu O soldadinho de chumbo, A pequena sereia, Os sapatinhos vermelhos, dentre outros contos adoráveis.
Eu sou da opinião de que clássicos são clássicos como já pontuei aqui semana passada. São bem vindas novas produções e histórias, mas toda criança de 100 anos atrás e daqui a cem anos devem ter acesso as histórias infantis clássicas e atemporais. Todas lidas e contadas com toda a sua carga lúdica e moral, para abrirem as janelas dos sonhos e fincarem raízes na formação da personalidade e caráter. Hoje vou fazer umas perguntinhas, momento escola. Topam?
Me conta ai então:
1. Qual seu conto de infância favorito?
2. Você leu já adulto(a) algum conto e teve uma compreensão diferente do que tinha em mente?

19 comentários:

  1. O meu preferido é Cinderela! Só de escrever o nome já sinto toda a história em mim! abraços

    ResponderExcluir
  2. Meu conto preferido foi O flautista de Hamelin. E amava Monteiro Lobato, devorei o Tesouro da Juventude. E não, não tornei a ler estes clássicos depois de adulto (por aqui não tem crianças e não li para uma delas antes de dormir).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E os sobrinhos quando vão ai?
      Tá intimada por mim a ler para eles :)

      Ler para crianças em alguma biblioteca ou projeto de voluntariado também vale.

      Ler na internet por gosto ou curiosidade algum clássico conhecido ou desconhecido.

      Acredite, são leituras para tdas as idades.

      Excluir
  3. Meu favorito é A Bela e a Fera, desde criança. Hoje percebo a história de uma forma diferente, pois quando criança o encanto advinha dos elementos mágicos, da história básica. Mas hoje percebo o real significado contido nos personagens. A Fera que, embora pareça assustadora, tem um coração batendo dentro de si. Esse é um só um exemplo...

    ResponderExcluir
  4. E eu, o que me lembro mais é Os 3 porquinhos,adorava e ainda acho um amor! beijos,chica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu filho não ia com a cara deles e defendia veemente o lobo, para ele os três porquinhos eram três pestinhas que abusavam da paciência dele.
      Ai! Ai!

      Excluir
  5. Não sou afeita aos contos de fadas.
    Quando criança tive um livro de capa grossa, verde dos três porquinhos. Era atemorizante a imagem do lobo, pior ainda ele na banheira de água fervente, então, diferentemente da Chica, peguei tal medo que nem quis saber do resto!
    E também no magistério tive um professor de literatura infantil que "acabou" com os contos de fadas dando suas interpretações mais maléficas e sombrias.
    Mas sempre acreditei e sonhei com príncipes. Beijei vários sapos que nunca se transformaram, até que um dia um príncipe encontrou meu sapatinho 38 e vivemos felizes até agora!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ainda é tempo de mudar isso. Você poderá contar assim num futuro comentário:
      "Os contos de fada para mim na infância não foram bem apresentados, as ilustrações de um livro da história dos 3 porquinhos e um professor sem noção de literatura infantil me desencantaram com os clássicos. Conheci um príncipe na vida real e com quem sou casada e serei feliz para sempre, ele é meu conto de fadas vivo e aprendi a gostar de contos de fada das histórias que li e que nunca li depois de adulta, com uma amiga que falava muito delas, para crianças e adultos e como João no pé de feijão, me libertei da prisão do horror ao contos e vejo neles encantos que deve ser uma dádiva ver depois de grande, uma chance de ser criança novamente."

      Excluir
    2. Ana Paula, a Tina está querendo mudar a sua história...cuidado que o Príncipe que encontrou os sapatinhos (de cristal) 38 pode não gostar da mudança, kkk!
      Apesar da brincadeira, que continuem muito felizes. A coisa que eu mais prezo é poder ter o prazer de ver casais lutando e vencendo as dificuldades do dia a dia (inclusive relacionamento) e firmes estruturando suas famílias. Costumamos dizer que hoje em dia é difícil, mas me lembro do meu avó dizer a mesma coisa: Hoje em dia é difícil criar os filhos (tinha 10, kkk!), eu até podia concordar, mas as reclamações são as mesmas.
      Qualquer hora escrevo um post sobre isso!
      Beijo
      Manoel

      Excluir
  6. O meu conto predileto é 'A Bela e a Fera'.
    Alguns meses atrás, eu reli a história várias vezes para minha sobrinha, e ela amou também.
    Acho que, existe uma mensagem linda nesse conto. E valores são transmitidos através dela: Como o amor à família, o não preconceituar, etc.

    Um beijo Tina!

    http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  7. Amiga, um conto preferido? Difícil, gosto de tantos. Mas se é para escolher um, fico com o Patinho Feio. Queria tanto pegá-lo no colo... contar histórias para fazê-lo sonhar. Seria uma mãe e tanto para esse amarelinho que acha que é feio. Ninguém é feio. Somos tão belos. Que podemos fazer, se há quem não nos enxergue de verdade? Muita fantasia no seu dia. Depois volto para ler os posts atrasados. Beijinhos! :)

    ResponderExcluir
  8. Oi Tina!

    O meu conto preferido, inesquecível e sempre lido é Branca de Neve.
    Amo a história da mocinha que ama animais e cuida das pessoas. Até hoje eu vejo o filme infantil cheio de cores e vida.
    A ideia da madrasta malvada nunca me apavorou.
    Hoje, depois de adulta, vejo o conto com bons olhos ainda.

    A dedicação da personagem com os mais velhos. A preocupação com a alimentação saudável e cuidado com animais. A vantagem em ser organizada. Acho maravilhosa a mensagem de limpeza e educação à mesa que o CO to passa para as crianças, enfim, eu acho um conto fantástico.

    Beijos

    Selma

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sempre me via na Branca de neve. Até me arrisquei no papel, em uma montagem caseira teatral que fazíamos onde morávamos.
      Me via nela, cabelos pretos, branca como a neve, uma princesa graciosa (essa parte era desejo e uma total falsa modéstia), com vestido azul, minha cor preferida, um príncipe e isso me bastava e encantava.

      Hoje se houvesse uma festa a fantasia eu escolheria a roupa da branca de neve, escolho ela entre as tais princesas Disney e desconfio que eu adorar velhinhos deve ter uma sementinha nos 7 anões e ser o número 7 o meu preferido, já ter esse precedente infantil.
      Além de nas imagens, filmes e desenhos ela estar sempre cercada de passarinhos e esquilos. Amo os dois.

      Outro detalhe é eu me achar a sabida e ser teste de memória me perguntar de supetão, como quem se pergunta para testar a lembrança, a data de aniversário dos irmãos, pai, casamento ou o número do cpf, os nomes dos sete anões. Adoro lembrar e se esqueço de um ou mais, fico matutando até lembrar.

      Beijos Selma :)

      Excluir
  9. Oi Tina!Um ótimo texto,com enfoque nos contos de fadas e sua tradição que, a meu ver,deve ser mantida.Assisti um João e Maria esse ano no cinema e saí arrasada!Mudaram tudo!...rss...eu gostava demais de contos de fadas e a Gata Borralheira era o mais querido.Ainda leio sempre e descubro cada vez mais sobre mim, a vida e as pessoas.bjs,

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha lembrança da gata borralheira são as vozes das irmãs más reclamando da Cinderela e falando do baile com a mãe, no disquinho de vinil da Coleção disquinho.

      O meu conto dessa coleção era A cigarra e a formiga. Ainda é, está aqui o disquinho, sem vitrola para ouvir, mas ainda tenho a história e a canção em minhas lembranças da infância.

      Excluir
  10. O que mais rola em casa e na minha família são contos de fadas, hehe, por aqui, ou a gente lê ou a gente inventa!
    E vou te falar uma coisa Tina Flor...eu tenho toda a coleção dos livrinhos e disquinhos Disney...hehehehe!!! Coisa rara! estão guardados com muito carinho e eu e minha irmã que na época que ganhamos devia ter ser 6 ou 7 anos, lemos muito e ouvimos as histórias e tem algumas musiquinhas que eu e ela cantamos até hoje, hehe!
    Vou falar as que mais gostava: A galinha Ruiva e o Pique Nique do Mickey...
    Você tem os livrinhos em casa Tina? A gente podia combinar de mostrar nos Blogs...acho que vou fazer umas fotos e colocar na próxima postagem...lembra quando a gente falou de papeis de carta?
    Mas, dos contos clássicos, sem dúvida o que mais me emociona é a Bela e a Fera...até hoje!
    Beijos Tina...muitos aromas nostálgicos de bons tempos de imaginação e pouco computador e TV, hehe!
    CamomilaRosa

    ResponderExcluir
  11. Acho que tem contos eternos que nos ensinam muito....
    Adoro o mágico de Oz, beijo Lisette.

    ResponderExcluir
  12. Tina, que legal! Gostei. Bem...
    1 - Eu fiquei muito impressionado com a grandiosidade com o Pé de Feijão do João. Cá entre nós, muitas vezes plantei feijão no jardim de minha casa e ia acompanhando o crescimento para ver se crescia igual ao do João. Era uma esperança gostosa e não tinha desilusão.

    2 - Lí Alice no País das Maravilhas (em inglês), me preparando para um estágio fora do Brasil. Tive que ler porque fazia parte das aulas que eu estava tendo, mas não gostei da experiência. Ficou muito racional (porque eu mudei, né?!) e eu gostava de lembrar daquele coelhinho maluco com o relógio na mão. Depois de reler o coelho não ficou mais tão engraçado.
    Eu, na minha opinião e para mim, não leria mais Cinderela, Gata Borralheira, O Gato de Botas,..., e outros mais.

    Adorei sua idéia, Professora Passarinha.

    Manoel

    ResponderExcluir
  13. Olá Tina, desculpe a demoro e ausência nos comentários estou à procura de um imóvel para mudar.

    Adoro todos os clássicos são lindos e elegantes!
    Um conto que gosto e me comoveu muito foi O Soldadinho de Chumbo!
    Chorei muito com essa história até hoje fico emocionada!
    Uma feliz sexta!
    Beijos
    Amara

    ResponderExcluir