10 de junho de 2013

Por + gente que dá bom dia

"Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias. Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual... Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá. O problema é  que, em geral, não se chega. 
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz."
Trechos de uma narrativa de Frei Beto, uma indireta do bem para sermos felizes e fazermos os outros felizes com pequenas coisas, com dar bom dia por exemplo, como sugere a Campanha desse card que ilustra o post e vou trazer mais de vez em quando. E vamos nessa dando e recebendo boa tarde, boa noite, pedindo desculpa, dizendo obrigada.

19 comentários:

  1. É a felicidade oferecida pelo capitalismo basicamente né?! Os prazeres baseados em refrigerante e Mc Donald´s! abraços

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  2. E traga sempre. Sempre necessário, reforça, lembra, aguça.
    Gostei mesmo foi da frase "estou apenas observando quanto coisa existe de que não preciso para ser feliz. Beijo

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  3. Não deixo de dar bom dia; as pessoas até estranham, mas sou assim. Mas estou precisando praticar a teoria socrática. Não consigo só ficar olhando...
    Beijos e ótima semana, Tina. Lindo pensar do Frei Beto e ele é quem está certo! :)

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  4. Tina,
    É tão engraçado não é, nós achamos mais livres, mas estamos cada vez mais alienados.
    Bom post para começar a semana.
    Que a sua seja cheia de borboletinhas,
    Um beijo.

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  5. Oba, aprendi a dar bom dia!!! Isto me faz feliz.

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  6. São as eternas palavrinhas mágicas: Bom dia, boa tarde, boa noite, obrigada, por favor, etc..., fazem uma diferença na vida da gente!!!! Escutá-las torna tudo mais suave!!!
    Eu faço a minha parte usando-as e ensinando ao meu filho!!!
    Bjcas e BOM DIA e uma boa semana!!!!
    Grazi

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  7. Você tem toda razão com este texto muito oportuno.
    Tenha uma linda semana.
    Beijos.

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  8. Gosto, Tina, dos ótimos textos que você monta com suas palavras e com citações de outros autores. Aqui ou nos blogs que visita. Isso é a verdadeira face do 'compartilhar'.

    Faço questão de dar bom dia àqueles que estão a minha volta e acho importantíssimo. Adoro também receber essa saudação. No trabalho, atendo clientes o tempo todo. Muitos estão tão conectados ao fluxo rápido do dia que quando atendo o telefone, nem me deixam respirar. Espaço para um bom dia, boa tarde? Não há!

    Se a saudação não partir de um atendente, por exemplo, sempre faço e até hoje fui bem retrbuído. (Menos na tal sorveteria onde sou muito mal atendido até hoje).

    Boa tarde!

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  9. Eu me sinto privilegiada em saber que consigo viver bem com essas coisas simples da vida. E sou a favor e tento praticar pequenas felicidades durante os meus dias: abraços inesperados, cartinhas, imagens por e-mail... precisamos de tão pouco para ser feliz, não é?

    Uma semana bem feliz para você! :)

    Abraços,
    Carol
    Um blog simples
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  10. Boa tarde Tina ;)
    Que palavras essa do Frei.
    As vezes deixamos de lado as coisas mais simples, e são exatamente essas que poderiam nos deixar felizes por completo.
    Assim como a Carol, as coisas simples me fascinam, me alegram e me fazem bem!!!

    Beijão Tina, uma semana linda para vc!

    Nanda

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  11. Tina,um excelente texto e como necessitamos de mais livrarias nesse país!Bjs e boa semana,

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  12. Parei aqui um tempo, um tempo para me actualizar com as tuas palavras e os teus pensamentos e as tuas imagens. Há quem aponte como regra da boa blogagem o não escrever posts demasiado longos. Que dizer? A regra é importante, mas muitas vezes não gosto dela, não porque não seja útil, mas porque muitas vezes a excepção é bem mais marcante do que ela. Isto para dizer que gosto do emaranhado das tuas palavras que reflectem a longevidade do teu pensamento. E é sempre tão bom encontrar quem pense e quem ajude a pensar. Bom, agora sou eu que estou a escrever demais, mas achei importante partilhar o que sinto. E daquilo que leio aqui, muito coisa fica retida dentro de mim. Beijo.

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  13. Boa noite, Tina!

    Que maravilha esses seus posts, que reúnem célebres citações as suas, conectando ideias e estimulando ações, como essa proposta aqui: dar bom dia, boa tarde, bom noite, dizer obrigada! Em geral, a gente faz isso... Mas não devia fazer "em geral", devia fazer SEMPRE! Inclusive, tenho um colega de trabalho que não aceita um 'oi' como resposta para um 'bom dia!', esclarece a imensa diferença existente entre eles...

    Sobre as coisas supérfluas da vida, fico feliz em dizer que não raro dou também meus passeios socráticos. Tão bom não precisar desesperadamente daquilo que está do outro lado da vitrine, poder viver perfeitamente bem sem o luxo desnecessário... Chamo isso de verdadeira liberdade: aquela que você escolhe, mesmo indo contra toda correnteza!

    É isso, quando venho aqui solto a tagarela... rsrsrsrs Uma linda noite, minha querida!!!

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  14. Sócrates um sábio mas levamos um tempo para aprender a chegar lá....
    Beijo Lisette.

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  15. Bom dia Flor do dia!

    Muito bom!
    Quantas vezes fiz passeios socráticos e não sabia que era esse o nome!

    Beijos linda flor!

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  16. Oii Tina, já estava com saudades das suas reflexões que nos fazem refletir tbém, de volta ao blog esta semana, sabe que vc disse uma coisa muito interessante, ninguém constrói mais igrejas só shoppings mesmo, qto as academias e livrarias confesso que ando em débito com as duas! Bjoooosss

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  17. Oi Tina.

    Que post reflexivo!

    Por vezes tenho medo dessa virtualidade.
    Cidadãos virtuais, religiosos virtuais.
    Aqui no virtual é tranquilo compartilhar ou postar uma foto dizendo que amamos Deus e os irmãos. Difícil é ama-los no cotidiano, quando por vezes, temos que desfazer da nossa vontade, do nosso egoísmo para que isso aconteça.

    Fico me vigiando para que não haja dicotomia entre minha vida virtual e real.

    Outra coisa que achei interessante é os "passeios socráticos aos shoppings". Muito legal.

    Embora eu discorde de todo esse consumismo da sociedade moderna, algumas vezes me vejo atingida por ele.

    Foi bom lembrar de Sócrates.

    Tentarei fazer esse exercício.

    Abraço.

    AnaVi

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  18. Bom dia,pessoa linda!
    Aqui em Niterói algumas livrarias e sebos sumiram, minha filha ficou super chateada,nos sebos ela costumava comprar alguns livros para a faculdade.

    Academias surgem uma em cada esquina.Não sou contra academia,acho muito legal malhar,mas gosto muito mais de livrarias!
    Tina,ótimo seu texto!
    Beijos
    Amara

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  19. Oi Tina
    Amei esta postagem. Estava ontem discutindo sobre essa questão com a minha filha. Antes um simples caderno, lápis e borracha que ganhava dos tios me deixava tão feliz. E hoje só roupas, sapatos, cosméticos de marca é que tem valor. Pura ilusão.
    Linda a sua frase: Só um passeio socrático no shopping para ver tantas coisas que não precisa para ser feliz.

    Bjs.

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