2 de julho de 2013

Datas cívicas e significativas

Até 1763, Salvador foi a capital do Brasil e cá estavam instalados de malas e cuias os patrícios portugueses, há mais de 200 anos. Com as pressões pela independência, as tropas portuguesas concentravam e centralizavam seu comando em Salvador. Em fevereiro de 1822, chegou de Portugal a designação do brigadeiro Madeira de Mello para o comando das armas na Bahia e ai foi batalha pra tudo que foi canto de todo o recôncavo com os brasileiros no incio sob o comando do general Pedro Labatut e depois do coronel José Joaquim de Lima e Silva. A batalha decisiva foi em 2 de julho de 1823 quando as tropas brasileiras entraram em Salvador.
Um soldado muito hábil e audacioso de nome Medeiros, juntou-se às tropas que combatiam os portugueses no movimento de Independência. Maria Quitéria de Jesus Medeiros, disfarçada de homem, foi esse soldado, que teve uma infância normal e depois da morte de sua mãe, assumiu a tarefa de cuidar dos dois irmãos mais novos. Já crescida, ao saber da convocação do exército pediu permissão ao pai para se alistar, mas ele não deixou. Ela então se disfarçou com roupas emprestadas do cunhado e, contra a vontade do pai, alistou-se no regimento de artilharia, como soldado Medeiros. Foi transferida para a infantaria e passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Imperador, tornando-se a primeira mulher a pertencer a um unidade militar no Brasil. 
Maria Quitéria é patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Em 1953, aos cem anos de sua morte, o governo brasileiro decretou que seu retrato fosse inaugurado em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército do Brasil.
O festa do 2 de Julho, apesar de pouco conhecida nacionalmente é de grande valor e significado político e social para todo Brasil, na conquista de sua independência. O reconhecimento histórico e conhecimento dos heróis de nossa história, gente que simboliza nossa gente, é  justo e necessário no meu modo de ver, para uma sociedade mais interessada nas questões políticas e sociais, mais envolvida patrioticamente com suas cidades, seus patrimônios históricos materiais e imateriais. Homens e mulheres, de grande e baixa patentes,  lavradores, escravos, índios, pessoas que com seus estudos e habilidades de diversos tipos contribuíram para a independência de seus estados e do Brasil com um todo.
Maria Quitéria, Joana Angélica de quem falei aqui e tantos outros nomes devem ser apresentados nas escolas, falados em casa, lembrados, cultuados por seus feitos no dia-a-dia e em suas datas cívicas, com orgulho, respeito e admiração.

10 comentários:

  1. Olá! Quanta cultura há em seu blog Srta, parabéns! Sempre quando leio história volto aos meus tempos de ginásio! abração

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  2. Que história, hein? Adorei! Beijo.

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  3. Aprendendo com a Tina! Bem legal essa aula de História! beijos,chica

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  4. Adorei, Tina, nunca soube disso! Sim, temos muito do que nos orgulhar na história do Brasil, muitos heróis com atitudes importantíssimas. Pena que só ensinam nas escolas o quanto a gente é coitado, o quanto foi sacaneado, que as coisas não mudam nunca, etc etc etc

    beijos e obrigada por compartilhar essa história!

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  5. Obrigada pela aula , querida Tina! Muito boa mesmo!! Bj

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  6. Uma aula de história para que possamos conhecer melhor o nosso passado, entender o nosso presente e sonhar com o futuro. Só uma curiosidade: a baiana está de malas prontas?? Já ouvi falar - há 1 ano - de um compromisso para esta data.

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  7. Não tem cm passar e não aprender algo com vc Tina!
    Q mente essa sua hein!?
    Mt bom passar por aqui!

    Bjooos

    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  8. Linda lição de história, Tina,
    Lembro vagamente do meu tempo de escola sobre os detalhes do Movimento da Independência. Maria Quitéria, exemplode mulher de garra na época em que a mulher era educada apenas para ser dona de casa e mãe.
    Bem oportuna esta postagem para o momnto que estamos vivendo.
    Um lindo dia para você.
    Bjs.

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  9. Oi Tina
    Essa´é uma matéria que gravamos com mais facilidade porque é tudo muito proximo de nós_ gostava e gosto de ler e estudar a respeito .
    A ocasião sugere textos históricos e de civilidade _ que consigamos resultados positivos de tudo que estamos presenciando e participando ,
    um abraço Tina
    * estou voltando devagar.

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  10. Tina, bastante esclarecedora a sua postagem. Por incrível que pareça, nas estações de rádio daqui, falou-se muito disso. Logo pela manhã eu ia mandar parabens para você por causa da Independência da Bahia (em tom de brincadeira, é claro!), mas o tempo foi me apertando e só agora dou uma olhada nos meus alfarrábios informáticos.
    Um abraço grande
    Manoel

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