4 de julho de 2013

Tão longe, tão perto

Os Estados Unidos é bem longe, nunca fui boa em geografia, mas posso garantir o quanto é longe pois foi minha primeira viagem internacional e como tinha medo de avião fiquei acordadinha todo o voo, sei que não sei voar, sou só passarinha no apelido, infelizmente, mas fiquei de olhos abertos, monitorando o piloto, risos. Medo superado, Disney visitada e a certeza de que é tudo muito legal lá, mais do que eu já achava que era legal, sem política, histórias, economia e outras questões na baila. Eu curto todas as influências positivas e afinidades pessoais que tenho com todo canto do mundo.
Hoje, 4 de julho, tenho no cadastro uma data cívica que não é minha, mas resolvi trazer para cá. Resumindo, tudo começou em 1607, quando um pequeno grupo de colonizadores fundou a primeira colônia inglesa permanente na América, seguidas de outras tantas espalhadas pela costa Atlântica, todas sob o domínio do rei da Inglaterra que resolveu cobrar impostos dos parceiros colonizadores, que se recusaram a pagar, dando início início a muitas revoltas e à Guerra da Independência em 1775 e um ano depois foi formulada a Declaração da Independência para proclamar a separação das 13 colônias americanas da Inglaterra, escrita por uma comissão liderada por Thomas Jefferson e promulgada em 4 de julho de 1776 na Filadélfia por delegados de todos os territórios.
Resolvi fazer essa postagem, não só pela presença constante da cultura, costumes, língua, produtos americanos em nosso dia-a-dia, seja nas grandes metrópoles ou em lugares distantes e recônditos, mas também para pegar o gancho para falar de um filme chamado: "Tão forte e Tão perto", uma história  muito triste e ao mesmo tempo muito linda, sobre um filho muito apegado ao pai que o perde no dia 11 de setembro, outra data que é deles e é do mundo, o infeliz dia em que as torres gêmeas foram atingidas.
Assisti a esse filme mais de uma vez e assistirei outras ainda e a cada vez me sensibilizo com as mensagens centrais e adjacentes, com o menininho, com a atuação de Tom Hanks (adoro), do senhorzinho que o fantástico papel do avó do menino e com Sandra Bullock, que dá show no desfecho da história.
Toda a história é cheia de sutilezas, metáforas, de exemplos de amor, de lições de vida, de vínculos familiares, de busca, de superação, de perdas, de independência. O artifício do personagem Oskar para vencer a ansiedade e o medo batendo em um pandeiro, a catalogação, visitas e encontros interessantes dele em sua busca por respostas, o livro de colagens e recorte, com o pai voltando a World Trade Center, as fotos do corpo caindo no ar que ele diz que cada filho, mulher, mãe, vê características de quem perdeu, as lembranças e frutos emocionais de suas brincadeiras com pai  que driblam e curam as manias do garoto, que usa máscara de gás e é um mini-gênio mas sem traquejos sociais. Ao meu ver, os jogos e brincadeiras criadas e incentivadas pelo pai são uma maneira que ele encontrou caso se ausentasse ou mesmo com sua presença, de que o garoto saísse de casa e se relacionasse com pessoas. Os traços do pai encontrados em seu avô e a confiança que ele deposita nele, a comunicação sem palavras e cheia delas entre os dois, clica aqui para ver um vídeo com cenas do filme sobre eles dois e entrevista com os atores sobre Max von Sydow, o ator que faz o papel do avô.
Do muito que gosto no filme, destaco a lição dada ao avô por Oskar, sobre o porque de ele não falar, de isso ter sido uma decisão dele como referência a um evento ruim, decisão essa que pode ser revogada, se assim ele decidir, como muitas das travas que muito de nós temos, que por vezes nos vencem, mas podemos vencê-las, como heróis que somos, cada um de nós.

9 comentários:

  1. Que maravilha,Tina! Um posts homenageando as datas importantes dels lá e trazendo um pouco da mensagem desse filme que deve ser maravilhoso mesmo, pelas cenas que vi e por tudo que escreveste. Lindo, bela inspiração! beijos,chica

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  2. Oo Tina, gostei de saber um pouco mais sobre a história do 04 de julho para os americanos! N conheço esse filme, mas vou colocar na minha listinha!

    Bjoooo

    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. Já vi o filme e realmente ele é belíssimo. Como tenho um sobrinho que mora nos EUA já tive a oportunidade de ir algumas vezes (poucas...). E, ideologias à parte, eu gosto muito do respeito que eles tem pela individualidade das pessoas. Se você olhar de forma equivocada pode achar que é mesmo indiferença. Eu vejo este respeito até mesmo numa banca de frutas onde não sou obrigada a escolher a melhor porque quem vende já fez isto por mim e todas podem ser consumidas.

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  4. OI Tina, hoje desde alguns anos para mim é uma data especial, por ser o niver de meu amore, e aproveitando, obrigada pelo carinho de suas palavras la no bloguinho, pois deixaram o meu dia mais feliz.
    Os Estados Unidos da America sao sempre referencia para nos brasileiros e como em todo lugar, ha coisas maravilhosas e outras nem, so cabe a nos decidir e aproveitar, e aproveitamos...rsrs. E o filme é tudo o que voce falou messmoo... amei e como sempre me derreti em lagrimas ...rsrs, lindoo, apaixonante.
    BJks e otimo dia pra vc florzinha.

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  5. Oi Tina!

    Ainda não vi esse filme, mas agora fiquei bem interessada, rss.
    Gostei muito de saber sobre o 4 de Julho, conhecimento sempre é bom e eu acho interessante a maneira como essa data é retratada nos filmes. Mas nunca tive a curiosidade de procurar informações sobre ela. Como sempre, aprendo muito visitando seu espaço.

    Sobre o medo de voar, esse é medonho e sofro disso. Não consigo relaxar e tenho a impressão que seu dormir, o avião cai. Como se eu tivesse o poder de sustentar aquilo tudo com meu pensamento hahahaha

    Beijos

    Selma

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  6. Há tantos 11 de setembro tão tristes quanto dos USA. :( Eles têm mais influencia na mídia. 11/09/73 Brasil, sequestro e morte da menina Ana Lídia que foi deixada na escola para ser sequestrada e morta; (horror) a impunidade durante a ditadura militar. Chile: 11/09/73, além da morte de um presidente e 30.000 pessoas mortas. Bom, horror de 11 de setembro, data tristima em diferentes anos e países: Brasil, Portugal, Chile. Credo

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    1. Com certeza!
      Há muitos 11 de setembros e 4 de julhos também.
      Que cada lugar se liberte, se cure, se lamente e lamentemos juntos suas dores e cuide de sua gente.

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  7. Aprendi mais um pouquinho aqui também hoje.
    O filme, vou deixar anotado para depois. Deve ser emocionante!
    Beijo

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  8. Bom dia Tina.
    Ótima, ótima resenha sobre esse filme tão especial. Parabéns pra você minha amiga, você é uma pessoa inteligente, e sensível - características muito especiais.

    Qto a sua pergunta sobre as celebrações do dia da independência, sempre muito celebrado e comemorado por aqui, as atividades continuam. Desfiles, fogos de artifícios, shows, mais fogos de artifícios, que começam uma semana antes e somente terminam no domingo. Muito vermelho, azul e branco, churrasco, praia, afinal é verão, e ninguém é de ferro :)

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