22 de agosto de 2013

Folclorices

Livro "Lendas Brasileiras" da Editora Girassol
Eu sou fã de folclorices e desde a época de escola adorava o Dia do folclore, os desenhos, trabalhos, pesquisas, histórias sobre a Mãe d´água, o Boitatá, a Mula sem cabeça, o Saci, o Curupira.
Venho percebendo a pouca, ou nenhuma importância, dada a data, seja nas escolas, seja nos centro culturais, talvez por questões religiosas e ponderações das crendices populares, tão ricas em sua sábia inocência e tão nossas.
Todo ano, em 22 de agosto devia ter especiais na tv, exibição de peças teatrais, filmes no cinema, desafios de trava-língua, adivinhação, concursos de trovas, parlendas, desfiles de fantasias, mostras culturais, nas cidades, praças, ruas, bibliotecas etc.
Estou aqui para comemorar o dia, lembrar, incentivar. Caipora, em tupi significa: habitante do mato e não por acaso o serzinho cabeludo e de pés para trás é defensor da natureza, cuidar do verde e da vida animal é o que ele faz com seu fiel companheiro, um porco do mato, que está sempre ao seu lado.
Conta a lenda que Caipora é um índio valente e  inteligente que consegue deixar qualquer um tontinho, sem saber por onde voltar ou para onde ir se algo de errado fizer para os seres vivos das florestas. Ele é grande conhecedor dos sons e usa assobios e imitações de falares da natureza em sua defesa e também para pedir ajuda aos bichos e plantas. Um personagem que bem podia ser mais usado em campanhas, marcas e produções literárias como aliado pelo respeito e zelo pelo meio ambiente e pela cultura nacional.
Que o caipora se torne pop e também o saci seja mais reverenciado, comemorado em seu dia que é o mesmo do importado Halloween e em todas as datas de festas populares e culturais, estejam nas roupas e objetos da criançada. Cuidado! O Saci pode aprontar se você dele não se lembrar.
“Todos os povos possuem suas tradições, crendices e superstições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.” (Wikipédia).

16 comentários:

  1. Bom dia, linda e poética Tina Flor!!!
    Bom, vc sabe que aqui em casa adoramos a fantasia, o folclore, as historinhas importadas e tudo mais, hehehe, tudo vale na imaginação!
    Minha filha lê muito e tem a coleção da turma da mônica, vou com ela às bancas toda semana, hehehe...
    Tenho alguns livrinhos de saci que meu filho adora!
    "Dentro da mata ela mora, adora a mata para morar...pra ver a caipora basta assoviar..."
    Beijos Tina e adorei o post! E cuidado com a Cuca!
    CamomilaRosa

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    1. Meu marido conta que se pelava de medo da Cuca e eu, sempre gostei dela, que tal?

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  2. Muito legal e concordo que deva ser incentivada a leitura de nossas lindas lendas e festejado o dia . beijos,tudo de bom,chica( A anne festejou por lá!)

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  3. Adoro o nosso folclore, que é tão rico. Mas na escola das meninas, graças a Deus, não esqueceram. Cada turma adotou um personagem. As meninas trabalharam a Iara, a deusa do nosso Amazonas! :)

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  4. Eu adoro folclore a turma da Mônica tb.

    bjokas =)

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  5. Oi linda flor, é sempre bom passar por aqui, seu cantinho é na verdade pura cultura e encantamento.
    Sabe TINA, sempre fui fã de folclore e histórias de contos... quando minha filhota ANA tinha 5 aninhos fizemos no desfile da escola os personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo e eu costurei para ela a fantasia da Cuca com rabão e tudo... que saudades!!
    Sobraram lindas fotos, já fazem 20 anos.
    Amo.
    Um grande abraço querida

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  6. Esperei ansiosamente por Sítio do Pica-pau Amarelo. No dia anterior ganhei um relógio de pulso. E olhava de minuto em minuto para ver se a hora da estreia chegava. Quando chegou, atrasou cinco minutos e eu ficou louco! rs
    Na primeira série, fizemos um saci articulado com cartolina e barbante. Não tivemos tempo de terminá-lo em aula, e a professora pediu que terminássemos em casa. Pois não é que consegui perder o tal saci e passei o final de semana suando frio com medo de falar para a professora? Até faria outro, mas os moldes de recorte (feitos no mimeógrafo) ficaram com ela... Felizmente ela não cobrou. Mas aquele foi o terrível gelo na barriga da minha infância!

    Folclore não pode ser esquecido e ofuscado. Crianças precisam viver esse mundo paralelo. Assim, elas crescem e têm a missão de incorporar as coisas boas ao nosso mundo. Todos temos essa missão. E o folclore brasileiro é variadíssimo, auxiliando bastante nessa missão :)

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  7. Tina, numa sociedade cada vez mais fútil e superficial como a nossa, essas e tantas outras coisas estão sendo esquecidas, infelizmente...

    Adorei saber mais sobre o caipora ;-)

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  8. Que legal esse livro do Mauricio!Precisamos mesmo resgatar cada vez o folclore do nosso país que é tão rico!Muito obrigada pela poesia que deixou nos comentarios em meu blog,adorei!Bjs e tenha uma ótima noite,

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  9. Tina, lendo o seu post, recordo q nos seis anos de estudos não houve nenhuma aula q enfatizasse nosso folclore. Recordo-me de que qdo estudei, a riqueza do nosso folclore era ministrada em sala de aula. Bjos e uma boa sexta.

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  10. Tina eu tbém gosto muito das lendas folclóricas, acho fascinante a criatividade envolvida em cada uma delas, quando eu era professora esta era uma época muito gostosa na escola, os meninos adoravam as atividades da semana folclorica! Boas lembranças ficaram! Bjinhossss

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  11. Tina, muito legal sua postagem!
    O nosso folclore está um pouco esquecido,
    Só as escolas é que comemoram a data.
    Pedrinho foi de Saci para a escola.
    Adorei o comentário no "Céus e Palavras" deixei outro lá!Aquele céu deve ser Pedrinho e o Saci fazendo traquinagens atrás das nuvens.
    Beijos
    Amara

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  12. Uma oportuna e maravilhosa postagem.
    Hoje muitas crianças não tem conhecimento dessas estórias e crendices que muito nos encantavam.
    Um bom domingo, Tina

    Beijos.

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  13. Quando criança, na empoeirada periferia da capital federal, os mais velhos diziam que se jogássemos sal no redemoinho, o capeta aparecia dançando dentro dele. Um dia tentei, mas não vi o tal, acho que foi porque caiu cisco nos meus olhos, aí tudo ficou escuro...

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    1. Aprendi que sal, espanta o bicho mal, jogar por cima do ombro é uma maneira de espantá-lo pois o danado está sempre a espreitar e aprontar pelas costas.
      Suspeito que você não viu porque a gente só vê o que tem em nós.

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  14. É realmente lindo né?! E o Mauricio de Souza dá um foco bacana pra essas criaturas! Adoro!

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