9 de outubro de 2013

Impressões e histórias para contar

Tecer qualquer prece
História
Trocadilhos que sigam ou saiam dos trilhos
Um santuário para o silêncio
Um silenciário cheio de vento por dentro
Para assoprar o que for ruim para longe
Para refrescar e fazer florir o que for bom
Pequenices
Adoráveis nadas
Poesias e violas em nossas sacolas
Escrevi o poema acima, para compor essa postagem sobre um dia desses quando fui levar uns arquivos para impressão, dentre eles um de etiquetas para correspondência e o atendente me perguntou: - Tina Bau Couto é a senhora. E logo depois: - Você tem um blog? É de que?
Eu disse: De crônicas, histórias, poesias e ele com tom de surpresa: - Ainda existe gente que escreve e lê poemas?
Respondi contando a ele, caso ele não soubesse, imaginei que não, que um livro de poesias de um poeta brasileiro estava no topo dos mais lidos. Ele se surpreendeu ainda mais e me falou que odiou os tons cinzentos (odiou e leu os três). Porque o senhor não parou no primeiro? Ou deixou de lado,pela metade, o primeiro mesmo? Eu pensei em indagar, mas deixei quieto.
Serviço gráfico sendo realizado, moço liminskamente pensante, eu vibrando para ele passar a ler poesias e eis que ele me diz que o pai nasceu numa cidade do interior de Pernambuco que é conhecida como a cidade dos poetas, me perguntou se eu já tinha ouvido falar do lugar, disse o nome da tal cidade e eu anotei, pesquisei. Nunca tinha ouvido falar e trouxe para cá um compacto e quem sabe um dia, eu vá lá.
Conhecido como berço dos poetas e cantadores, o município de São José do Egito, no alto sertão do Pajeú, a alguns quilômetros de Recife, merecia um espaço dedicado a sua tradição e memória poéticas e o Memorial da Poesia Popular, onde poetas e repentistas terão suas histórias contadas e registradas para posteridade, além de ponto de encontro de declamadores, trovadores, repentistas e cordelistas, é esse espaço, onde artistas com profissões das mais variadas ou artistas genuinamente de rua, o padre da paróquia, poetas e poetizas de todas as idades e níveis de instrução, levam e trazem poesia para seus dias e dos que por ali crescem ou passam.
Lá em São José, a poesia caminha em família, em sintonia com o santo católico, lado a lado com a cantoria de viola, que versa e proza por variados temas e estilos e são disciplina, chamada: Literatura Sertaneja, em um colégio particular local. E também abordadas interdisciplinarmente nas escolas da rede municipal e presentes na liturgia das missas. Amei saber e amei contar.

12 comentários:

  1. Puxa! que legal que tenha contado, bom demais saber coisas que a gente nunca ouviu, soube ou tivemos a chance/oportunidade de conhecer.
    E quanto ao blog, já me perguntaram o pq de escrever sobre um amor, sobre um relacionamento, afinal é vida pessoal, daí eu apenas respondi que me fazia muito bem, pois eu desacreditava no amor e o reencontrei depois de mais de 20 anos e eu com 40 anos, achando que isso nunca iria acontecer comigo. Hoje com meus quase 51 anos, vivo uma linda história, que alimento, cuido, preservo, respeito e que sei que é pra sempre, pois um amor maduro tem seus alicerces, não é ilusão, dos sofrimentos passados, restam a verdadeira alegria de viver e querer que seja assim na eternidade que Deus nos dará (a cada um).
    Adoro estar por aqui nesse seu mundo delicioso de conhecer.
    Sempre uma novidade que mexe com a mente da gente.
    bjs
    Ritinha

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  2. Oi Tina, que bom q mais uma pessoa passou a conhecer seu blog, uma simples ia para imprimir algumas coisas e foi tão bom tanto pro rapaz q te questionou quanto pra vc que acabou conhecendo a respeito de S. J. do Egito! Eu moro aqui em PE mas n sabia dessa história da cidade. Gostei mt de conhecê-la!!!

    Bjoooooooooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  3. BOM DIA MINHA QUERIDA !
    O TEXTO POR SI DIZ QUE DO POETAR SOMOS CAPAZES DE CRIAR ...
    BJSSSSSSSSSS

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  4. Cada blog uma história, cada poesia um sentimento.

    Estamos mudando a geração do blogspot, que bom né?


    bjokas =)

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  5. Adoro essas histórias desses encontros que surgem so nada, ou de situações que nem imaginamos e acabam assim, dando mais um post e deixando curiosidade! Legal! beijos,chica

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  6. Olá! As poesias são lidas e criadas sem linhas, sem palavras, internamente vividas, sonhadas! abraços

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  7. Adoro histórias!!!
    Menina tô achando o máximo o nome das cidades...Pajeú... Muito legal!!!!
    Bêjo

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  8. Oi amor meu!
    Tem MOSAICO lá no blog!!! Conto com sua participação!

    http://passarinhosnotelhado.blogspot.com.br/2013/10/semana-da-crianca-by-passarinhos.html

    Bjs e um soprinho na orelha só para dar arrepio :)

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  9. Boa tarde Tina!!
    Fiquei imaginando todos os detalhes ao ler seu post... imaginei sua conversa com o senhor das impressões... imaginei sua carinha... sua curiosidade e não pude evitar imaginar vc chegando em casa e indo pesquisar para saber mais sobre esta cidade.... ;)

    Fiquei curiosa para conhecê-la tb!!!

    Beijão, uma ótima tarde para vc!

    Nanda Pezzi

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  10. Nossas seus posts são tão visuais!
    Dá para viajar só no pensamento de suas palavras!
    Queria demais ter esse dom da poesia!

    Beijão!

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  11. E eu que comecei lendo cordel. O último livro que li, ontem, foi de poesia. Ganhei os tons de cinzas e até hj não li. Penso que pior que seja o livro merece ser lido. Até hj abandonei dois livros. Em tempo, apesar de me sair melhor na prosa, comecei ma poesia. Bjos, Tina.

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  12. Brasil e suas diversalidades, seus mistérios, suas culturas multifacetadas...
    Quantas coisas ainda para se descobrir, conferir e se encantar...
    Que lindo!
    Bjs
    Vania

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