22 de outubro de 2013

Menos, por favor!

Eu as vezes fico mareada com o exagero das pessoas, com as outras pessoas, consigo mesmas, com as coisas. Uma falta de limites, uma busca sei lá de que.
Antes por exemplo, tinha muita gente que tinha tatuagem, mas eram mais sutis, na nuca, pulso, no pé, uma imagem simbólica geralmente, hoje são pernas inteiras, os dois braços, costas inteiras, rabiscos que nem que faz sabe explicar, exageros além da minha aceitação. Para que tudo isso? Sou do tempo de dizer sem ser preconceituosa: Quer chamar a atenção? Pendura uma melancia no pescoço. Cabelos rasta são um outro exemplo, eram usados como filosofia de vida, dentro de todo uma crença, hábitos, contexto. Hoje se usa porque se usa. Se bebe porque todo mundo bebe e o que todo mundo bebe. Ter uma bebida preferida, beber só uma dose por gosto é muito fora de moda. Encher a cara é exigência básica. 
Ter rotina de acordar, tomar café, ir trabalhar, almoçar, trabalhar de novo e voltar para casa, na sexta ou final de semana um programinha, quando não der aquela vontade sadia e revigorante de ficar em casa sem fazer nada. É! Não fazer nada! Isso parece insano para muitos, sinal de depressão, perda de tempo.
Muitas são as pessoas que não param, que saem no automático, que bebem exageradamente, de segunda a segunda, que firmam compromissos de determinada coisa para todas as quintas, de ter que ir nem que chova canivete, pessoas que vão a incontáveis shows e festas, sem nenhuma distinção. Tomar um sorvete, andar no calçadão sem ser para malhar ou se exibir, ir assistir a um filme de dia, sem mil torpedos chamado para ir para balada na saída. Visitar a avó, um tio, um amigo de infância. Ficar debaixo da coberta em um dia de chuva e pedir comida chinesa ou uma pizza são hábitos de pouca gente, mas minoria não é sinal de menos.
Menos as vezes é sinal de mais. O que eu quero, gosto, a velocidade, a quantidade, por exemplo, é menor do que a maioria tem como ideal. E não quero mudar ninguém, só quero estar em meu barquinho de madeira, na companhia de quem quero bem e que os jet skis passem na velocidade que desejam, mas que por favor e educação não molhem ou atropelem quem quer navegar.

17 comentários:

  1. Tina estamos mesmo num tempo de exageros. Da alimentação saudável aos exercícios físicos, passando pelas tatuagens, conexões virtuais, manifestações. Estamos esquecendo do equilíbrio. Obsessão pela dieta, deixa de ser saudável.
    Que a gente reflita e encontre sabor neste menos
    Beijo

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  2. Simplicidade é sempre pra mim também, o melhor caminho. Não gosto de extravagâncias, "aparecer"... Adorei te ler! Isso,sempre! beijos,chica

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  3. Bom... eu não tenho os braços e costas tatuadas, mas tenho 8 tatuagens. Todas com um significado mega importante para mim, não para outras pessoas, tanto é que as mais visíveis são as dos pulsos.
    Tenho no pulso esquerdo tatuado três letras: A E C (Amor esperança e Caridade) e no pulso direito tenho tatuada a Hansá ou mão de Fátima como os ocidentais chamam.
    Quanto ao rasta... tenho nojo sabe, parece que é sujo, e ao beber... acho horrível. Eu bebo, mas sei o meu limite. Agora essa mulherada que bebe até cair ou homem que depois se sente o Super, sinto pena.

    Bêjo

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  4. oi Tina,

    eu gosto da simplicidade das coisas, sou caseira embora goste de passear. Minha vida é tranquila,exageros mesmo só tenho nos sentimentos eu gosto demais, amo demais rs...
    Ninguém é perfeito...

    bjokas =)

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  5. Escreva aí: se o tempo tem pressa, eu não! Viver é melhor que correr. Na pressa, perde-se tanto... Um beijo e ótimo dia!

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  6. Querer aparecer acho q isso é independente da epoca... sempre a nova geração quis aparecer nos olhos da velha.

    Sobre a pressa eu acho que tudo realmente anda rapido d+... talvez é alguem da geração passada reclamando tb. :)

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    1. Eis uma grande observação!
      Tem gente de gerações passadas e até jurássicas na linha do exagero. Bem como tem gente nova achando tudo um horror, querendo menos, querendo olhar da janela ao invés de pilotar.
      Idade não é um ponto estatístico, na minha opinião, nem de referência. O exagero e a velocidade está se manifestando e revelando do berçário ao velório.

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  7. minha mãe também falava isso, se quiser aparecer pendure uma melancia no pescoço, mas acho que hoje com todas a gente estranha que tem por ai, precisaria mais que uma melancia pendurada no pescoço para aparecer rs
    também concordo menos è mais.

    baci

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  8. Acho que falta um pouco de autenticidade, sabe? Se quer beber porque sente vontade disso, se quer se tatuar porque gosta, vá lá...mas vejo muitos que vão "no embalo" do que está sendo feito, e aí, ao meu ver, perde todo o sentido !
    :)
    continuo tocando meu balão no meu ritmo também...devagar e sempre rsrs

    beijos

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  9. Não gosto de exageros... Gosto e muito da simplicidade.
    Beijos.

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  10. Boa tarde, Tina. Interessante o seu texto. Muitas são as mudanças ocorridas com o ser humano nessa trajetória a que chamamos vida.
    Uns acham que os excessos fazem parte para serem aceitos na sociedade, que encara isso tudo como algo que faz bem, "normal,"
    Já acredito que tudo de ver equilibrado, e outras coisas acho absurdas.
    Tatuar os olhos, é uma delas, dá até câncer, mas eles acham que é estilo de vida, eu não.
    Cada qual com sua opinião e modo de viver, mas creio que é uma agressão com o corpo físico que Deus nos deu.
    Acredito que temos de ser nós mesmos e não nos guiarmos por padrões impostos pela sociedade, um grupo.
    Eu não bebo, não fumo e nem uso drogas, mas não posso impedir ninguém a fazer o mesmo, nem por isso, deixarei de falar ou ter amigos que façam essas coisas.
    A vida é mais encantadora do que padrões impostos.
    Dentro de nós é que deve partir o que queremos, e o bom senso, faz parte disso.
    Beijos e tudo de bom!.

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  11. correção: TUDO DEVE SER EQUILIBRADO

    Lindo dia.
    Beijos na alma.

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  12. Boa tarde, Tina
    estou assinando em baixo, seu texto traduziu direitinho meus pensamentos.
    as vezes me sinto um peixe fora d'água, pois nado quase sempre contra a maré. Pra que tanta agitação, tanta aparências sem conteúdo, tantas cobranças de quem não adere tudo que vê e ouve.
    Vamos levantar a bandeira do menos pra mostrarmos mais.
    Adorei o texto.
    bjão e uma ótima quarta.
    mari

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  13. Tudo muda até os conceitos e a necessidade de aparecer aumenta....pena.
    Beijo Lisette

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  14. Ola ,faz um tempinho que não nos visitamos,mas passando hoje por teu "cantinho',achei de uma excelência mor o texto que escrevestes.Sempre pensei desta maneira ,mas nunca consegui dar esta tão excelente forma em palavras como conseguistes tão brilhantemente.Adorei Meu grande abraço.SU..

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  15. Ah! Como eu concordo com você Tina! Acabou aquele jeito de ser de cada um, aquilo da gente dizer isto é a cara de fulano. Tudo é a cara de todo mundo, é obrigação, imposição. O que antes era atitude de adolescente para ser aceito pela turma, hoje é condição social.
    É isso, que fique pelo menos a educação e a gentileza, pelo amor de
    Deus!
    bjs
    Vania

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  16. Oi Tina
    Lindo texto.
    Acho lindo tatuagem para os outros, desde que não seja exagerado. Uma florzinha, um coração ou seja qual desenho for, mas com requinte e bem discreto cai bem. Eu particularmente jamais faria uma tatuagem. Falando de exageros você me fez lembrar . Minha adolescência foi no tempo das mini, micro-saias que eu usava muito. Mas, quando tinha que fazer o cabelo alto com laquê para uma festa sempre voltava da cabeleireira insatisfeita. Lavava o cabelo e desfazia todo o penteado. Preferia ir simples e diferente da turma.E hoje sou o que sou tão simples e me basto.

    Assino também tudo o que você disse.
    Beijos.

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