19 de outubro de 2013

Trens, vagões, ontens e amanhãs

No sábado passado, dia das crianças, fui ver uma seleção de curtas no Espaço cultural de Plataforma, subúrbio ferroviário aqui de Salvador. Almoçamos em um restaurante lá perto, que tem essa vista da foto, de trilhos, mar e trem que passa.
Na entrada do espaço cultural tirei fotos do papel com a lista dos curtas exibidos, foram cinco, dentre eles, três da produtora que meu irmão faz parte, todos ímpares. Também tirei foto de um outro papel com anúncios de alguns espetáculos. Fuçando, me encantei com um, que trouxe para divulgar. 
"A história que a manhã contou ao tempo", é uma apresentação teatral encenada por um gato mal-humorado e uma amigável andorinha. Os atores personagens e a narradores, contam uma fábula sobre amor e tolerância entre seres de espécies e temperamentos diferentes, uma adaptação ta obra "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", de Jorge Amado.
Cotidiano contado e espichado, quero registrar minha homenagem de andorinha ao passarinho poeta cantador Vinicius de Moraes que nasceu no mesmo dia de um amigo meu de longas datas, também boêmio e mulherengo. O nome dessa pecinha de meu quebra cabeça é Carlos Wendell, que reneguei quanto pude como amigo, quase irmão de meu marido, tido como muitos amigos dos maridos, no limite entre amizade e perdição. Mas, como reza a sabedoria popular: Deus as vezes escreve certo por linhas tortas e nessas histórias que as manhãs e os amanhãs contam ao tempo, foi ele quem me deu as mãos em momentos escuros, onde as peças estavam todas embaralhadas, algumas perdidas e desde então, eu o tenho como peça de grande estima e admiração. Ele é amigo do casal e de cada um em separado, como ele faz isso? Não sei, ele não é poeta mas é um artista. 
E hoje, após incontáveis aniversários juntos, entre trilhos, trajetos, vagões, sonhos, conquistas e ilusões, ele está longe dos nossos olhos mas dentro do coração e por aqui desejo a ele e a quem quiser tomar como oração: Que sorte e escolhas bem feitas, seja uma presente combinação!

4 comentários:

  1. Que lindo lugar esse avistando trens, trilhos...
    Alegria deves sentir ao ver teu irmão e seu sucesso. E adorei a homenagem ao amigo da família que soube conquistar teu coração, ganhando tua amizade...beijos,tudo de bom, lindo e feliz fds! chica

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  2. Que bonito a história torta que endireitou e abrilhantou linda amizade. O tempo nos conta histórias e nos ensina nas manhãs, tardes e noites.
    Homenagem ao Poetinha, ao irmão artista.
    Essa foto é para mim agradável surpresa: tão acostumada aos concretos dessa cidade, aos subterrâneos por onde percorrem metrôs em seus trilhos que não podia imaginar um trilho segurando a mão do mar.
    Beijo!

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  3. São estas amizades nascidas do apoio e consideração em momentos difíceis que mais enternecem o coração. São elas que nos fazem crescer e fazer crescer junto a admiração e o desejo de conservar este sentimento tão bonito. Ao verdadeiro amigo sempre desejamos o melhor, assim como sabemos que eles nos desejam o mesmo e se preciso for farão de tudo para nos ver bem e felizes pela vida a fora.
    Uma linda homenagem! Uma bela imagem! E um texto primoroso!
    Ficam sorrisos e estrelas enfeitando teu final de semana.
    Com carinho,
    Helena

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    Respostas
    1. Olá Helena!

      TENTEI COMENTAR NO SEU BLOG E NÃO CONSEGUI :(
      A digitação dos caracteres ainda que certa e repetida várias vezes dá como errada. Espero que vc veja aqui meu recado e se possível solucione esse problema, para eu poder te visitar e comentar.

      Tenho um que de simpatia por Helenas, tenho muitos quês, porquês e não sei explicar o porquês com nomes, palavras e números.
      E: sim, sou normal...rsrs

      Agradeço sua visita e gentis, estimulantes e afetuosos comentários :)

      Sobre a lua, do poema post seu que eu tentei comentar, acho que cheias ou minguantes são a menina dos olhos dos apaixonados, tanto pela beleza e poder, quanto pelas fases.

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