28 de fevereiro de 2013

Não para a automatização

Fiquei com uma frase do filme 007 Quantum of Solance em minha cabeça, depois de não ter prestado atenção nela nas muitas vezes que vi o filme e só processei os tiros. Meu marido vê esse e qualquer um da série, com uma frequência eu diria excessiva e como somos parceiros, na alegria e na tristeza, nos 007 e filmes de Julia Roberts, tento criar relações adjacentes ao mocinho, bandidos, bond grils e conspirações. Por exemplo, além da tal frase que inspirou a crônica, tem um colar que aparece nesse filme e no anterior que me levou a uma pesquisa e desejo de consumo, material de uma outra postagem.
A história da fala, tipo resumão, é assim: o espião justifica ter mandado bala em um suspeito por ele ter dito uma expressão suspeita e a chefona diz: "Floristas usam essa expressão!"
Pois é, hoje em dia, ou sempre foi assim e eu não percebia, dizemos uma frase, as vezes uma palavra e uma ficha técnica, psicológica ou psicografada é feita automaticamente. Oh Lord! Quantos desentendimentos, excessos, ruídos na comunicação e nas relações se dão por conta disso.
Se ele falou isso é porque isso, ela falou aquilo é por que aquilo, essa frase eu já ouvi, você falou e eu pensei...Stop!
É preciso dizer não para a automatização, sobretudo nas relações e situações que tem um grande histórico. Se tal coisa já aconteceu, tal pessoa disse isso ou aquilo foi naquela vez, naquele contexto. Dizer de novo, dizer parecido, parecer que quer dizer não é reprise.
É preciso ouvir mais e fazer menos links, desligar o automático, ser mais analógicos porque digitalização demais leva a erros, como os tabletes, i-phones e toda essa parafernália que tem sugestão de textos esdruxulas, sabe? Escrevemos três silabas e lá sem vem mil sugestões de palavras nada a ver com o que queremos dizer, é bem por ai.
Venho namorando um livro de Luis Fernando Veríssimo dentro dessa temática, se eu comprar trago pedacinhos e reflexões para vocês, se não fica a dica, o nome é: Diálogos impossíveis e nele com todo o talento que lhe é pertinente, Veríssimo fala, exemplifica, cronicaliza sobre incomunicabilidade e mal-entendidos.
Viva a boa, limpa e clara comunicação, recheada de compreensão e emoção.

27 de fevereiro de 2013

Filhotinho a vista

Não sei o dia, o motivo, o assunto que trouxe para meu telhado uma passarinha doce, inteligente, cheia de conselhos, sabedoria, aromas, som de mensageiro do vento, reflexões, terapias.
Sei que ela hoje ele é uma amiga, dividimos ilustrações, posts, comentários, cards, queixas, dicas, confissões, medos, desejos.
Mãe de primeira viagem, imagino estar ela fazendo mil viagens no mundo da maternidade, tendo uma boa alimentação, buscando conhecimentos, preparando as instalações, acessórios, conforto, palhinhas, sementes, folhagens, flores para  o ninho de seu filhotinho. Louquinha para ver sua cria debaixo de sua asa, onde ela abriga e aquece tanta gente.
Tem chances da chegada dele ser na mesma dada que eu nasci, dividirei feliz meu dia com ele, um colibrizinho que vai te amar Sheilinha como o pequeno príncipe ama a sua rosa, como flor e como única.
E como somos responsáveis pelo que cativamos, resolvi fazer essa postagem para registrar esse momento, celebrar nossa amizade, enviar e compartilhar minha oração, ansiedade, animação e carinho.
"Aprendi junto com ensinar"
Dia desses ouvi essa frase e adorei
Foi dita por Ricardo Salém, um arquiteto
Acontece muito isso, ao darmos um conselho por exemplo ou ao ensinarmos algo, se estivermos abertos, atentos, aprendemos junto com ensinar ou as vezes aprendemos assim que falamos, por perceber ser o certo e não praticarmos.
Através do blog tenho feito muito isso e trazido essa experiência para minha vida. Ensinamentos e aprendizados, dois caminhos em um.
É muito bom que tenhamos essa percepção, esse aproveitamento e é interessante que com o ato voluntário de praticar e entender, se torne involuntária essa via de mão dupla.
Caminhemos sempre com humildade, gratidão, empatia, respeito, sutileza, sabedoria de aprender junto com ensinar.

26 de fevereiro de 2013

Palavras e eu

Eu as vezes paro em algumas palavras e tenho paixão antiga por outras. Macadâmia por exemplo, adoro ler, ouvir, falar esse nome. Gosto do som e das macadâmias, já comi em tortas e como essência no café. 
Adoro também o nome blueberry, acho lindo, nada de comer ou ver, só ouvir falar. Pesquisei já a algum tempo para ver o que era. A cor por fora e por dentro só fez aumentar meu querer bem a ponto de que se dane o gosto.
Saciei ano passado o desejo e curiosidade por comer amoras, que não era o nome que me encantava e sim a lembrança que o nome traz, um desenho de infância que meu filho assistia, onde um tal de Pequeno urso catava amoras para mamãe urso fazer a mais cheirosa e apetitosa torta de amoras do mundo. 
Falando em comida, bolinhos de chuva é um nome muito poético, tem som de casa de vó e ainda são um desejo, quem leu aqui o post sabe dessa minha vontade, quem não leu, clica aqui para saber.  
Saindo das palavras que abrem o apetite, abrindo o leque para o universo infinito, além de idiomas, tamanhos e classe gramatical eu resolvo gostar delas de súbito e ai pronto, aonde ouço, vejo, leio, estou nelas ou algo, ou alguém está.
Connecticut agora é a palavra da vez, sou capaz de ir lá só por causa do nome. Devo já ter ouvido muitas vezes, mas só agora crie essa relação.
Paulo é uma palavrinha antiga, já registrada, carimbada, tatuada em mim, uma poesia inteira em cinco letras, nome do meu marido e do meu filho. Sem contar a sucessão de Paulos que surgem inadvertidamente quando em situações de bom atendimento, bons médicos, escritores, são como uma legião a me lembrar dos tesouros que tenho em casa.
Gosto de colocar palavras no diminutivo, como boa baiana que sou, inhos e inhas dão tom e malemolência a palavra falada e informalmente a escrita.
Gosto também de inventar palavras, a mais nova e cultuada invenção é um nome: Titi, que sou eu, Tia Tina, depois das palavrinhas papai e mamãe que liberei como primeiras, meu sobrinho de 4 meses, chamado Zaion, novo nome que entrou na minha vida, tem esse desafio linguístico a cumprir.
Caetano, como conterrâneo e senhor de explicações caetanescas, me entende e eu ajudo ele a explicar para vocês. "A frase, o conceito, o enredo, o verso são o que pode lançar mundos no mundo" canta ele. Eu digo que as palavras também e muito.

25 de fevereiro de 2013

Brincar, empilhar, criar

Resolvi aceitar um convite para brincar
A brincadeira é empilhar livros e criar uma historinha com seus títulos
A ideia foi da Revista Veja , clica aqui para ver
Proposta adaptada do Spine Poetry
Ana pediu para costurarmos um título no outro
Formando uma pequena história
Já que a imaginação é pilha (artefato) que move qualquer brinquedo
Segue minha adesão,  imaginação e pilha (de livros) 
Para mover a brincadeira
Seja feliz é o que a vida nos diz
Trem bala, carroça, lancha ou barco a vela
Seja qual a velocidade, ritmo ou ambições
Sejam as Cores de outono, inverno, primavera e verão
Uma aquarela pulsante em nosso coração
Rápido e devagar podemos andar, olhar, processar
Pois o livro da filosofia de nossas vidas
É  feito não no partir, não no chegar
Mas no caminhar

Alferes

Alguém ai sabe o que é alferes?
Tem mais de um uso essa palavrinha
O que me trouxe aqui é um grudinho de rapadura, enrolado em uma tirinha de papel manteiga, com preço de bala. Antigamente era comum encontrar por aqui e havia um senhor na porta da escola onde eu estudava, baixinho, franzino, bem idoso que falava meio que cantado para anunciar seu produto: Alfeeeres!
Era uma meleira para comer, sujava as mãos e eu comprava o tal do alferes, mais porque achava lindo o velhinho e para ajudar ele, do que por gosto.
Ainda se encontra nas feiras e sempre tem no caruru para Cosme e Damião na casa de Dona Nilda, sogra de minha irmã e é eu bater no olho no danado e lembrar do velhinho. O gosto é de rapadura, com um ardidinho tipo gengibre.
O senhor da imagem ai de cima, vende castanha do Pará. Hummm! Castanhas! Amo todas: de caju, do Pará, portuguesas. Ele veio parar aqui pois assim que vi esses pacotinhos, sem ler a legenda para saber do que se tratava, adivinha do que lembrei?
Boa e doce semana!
Bom trabalho!
Boas vendas, compras, olhares, lembranças!

24 de fevereiro de 2013

Retrato de domingo

Que no coração da terra 
Nasça uma flor amarela
Como um girassol
Como poetizou e canta Toni Garrido
Que sejamos semeadores
Regadores
Alargadores de gestos e de valores

23 de fevereiro de 2013

Sem Face. Pode ser?

Sim há vida sem face! Tem quem não tem e vive...risos. Quando alguém (eu por exemplo) diz: Não tenho face. Parece que uma luz se ascende sob a pessoa e uma placa é pendurada em seu pescoço: et.
Num outro extremo, pessoas idosas são criticadas porque que vão ao caixa, não os eletrônicos, aos com pessoinhas que falam e ouvem fazer depósitos, pagar contas ou vão as suas agências de origem do outro lado da cidade com uma agência do mesmo banco na sua rua. E outras pessoas, de diferentes idades e por diferentes motivos optam por não usar o banco pela internet, querem agências e caixas eletrônicos a sua disposição e com dinheiro dentro em dias de greve. Sim! São todos normais.

O mundo digital é mesmo maravilhoso, contudo cada um tem o direito de fazer o uso que achar melhor dele, além da necessidade de pelo menos conhecer o básico para não ficar perdido. É bom pois está em tudo e todo lugar e também pelo lado das variedades de acesso a informação e diversão.
A nova geração entende mais, usa mais, e a parte ruim é o demais e com isso não usar o dia, o sol, a porta do vizinho do lado, não curtir o mundo ao vivo e a cores. Não olhar, guardar na mente e sim no celular para compartilhar o momento do brinde, dos fogos, do por do sol que não viveu, apenas fotografou, filmou e publicou.

Há quem não tenha face por N motivos, por não ter saco, por não ter habilidade com ferramentas e programas de pc, por não ter tempo e não quer criar uma conta só pra dizer que tem, porque o parceiro não curte e ai não acha legal trocar coisas e mundos que ele não compartilha, por ter rabo preso, por usar o do irmão, marido, filho e já servir assim. Passaria uma hora aqui enumerando possibilidades.
Somos criaturas sociais e é natural que socializar online seja divertido, interessante. Ter contato com pessoas que você não pode conviver pessoalmente ou que tem vontade de saber por onde anda e como está é o maior barato da ferramenta na minha opinião. Mas ainda assim é uma socialização superficial, com um comentário aqui e ali, ver fotos, talvez uma mensagem mais elaborada e nada que substitua um cartão postal palpável, um telefonema onde invariavelmente há mais envolvimento.
Amigos ao alcance que acha-se que tem contato por lidar com eles no face, sem uma conversa presencial a meses, anos, sem um cineminha, olho no olho, abraço, cheiro do perfume. Pode ser isso?

Há quem venha convidando para casamentos, terminando relacionamentos pelo Face, Twitter e sei lá mais o que. Almoçando com a família ou a namorada com olhos, dedos e mente teclando.
Tem o lado extremo que é o de adolescentes e até adultos que se apegam assustadoramente aos seus perfis, sentidos e angustiados por não terem sido visitados, ninguém ter curtido o que postou, por uma caixa de entrada vazia, um tédio, uma baixa na estima. Cruzes!
Ainda tem um monte de sujeira, manifestações de falta de respeito, caráter, preconceitos, fanatismo e mau usos que não vou me dar ao trabalho de citar.

Pode ser desligar da tomada e viver ao vivo, in loco, passar dias ou um só dia que seja sem usar a internet, sem saber da vida dos outros, sem exibir a sua.
Pode ser ver tv, ler jornal, revistas, livros, andar, passear, sentar-se na praia de frente ao mar sem o celular ao lado para fotografar ou ver o perfil.
Conseguindo, tarefa difícil para muitos, é prova de que ainda somos bons companheiros de nós mesmos e dos que nos cercam.
Que o exagero seja visto, modificado, que além das conexões sociais, dos hábitos de nossos amigos, familiares, colegas quanto a usar ou não, muito ou pouco as redes sociais, não nos tire do contato constante e atento com o mundo real.

22 de fevereiro de 2013

O leitor, a leitura e a literatura: o pássaro, as asas e o voo

Li a pouco o texto que segue e resolvi compartilhar. É grande, mas pássaros, asas e vôos, não se resumem

"A leitura permite não apenas a memorização de informações, mas também a ampliação de nossa visão de mundo. Pela leitura, novas realidades surgem à nossa frente. Outras possibilidades, outros contextos, outras identidades. Em nosso cotidiano, nos deparamos com vários tipos de textos, ou seja, várias são nossas experiências de leitura. E a leitura literária é um meio de alçar voos, enxergar uma outra perspectiva de mundo.
Desde a Antiguidade, com a invenção da escrita, por volta de 3.200 a.C, o homem descobriu ser possível guardar sua história e não ficar apenas preso à memória oral. A escrita, de certa forma, imortalizava os feitos desse homem, para quem o mundo era explicado por mitos religiosos. Com isso, eis que surge a leitura. A volta ao que já foi registrado na escrita. Tanto que neste período da história, a leitura era feita em voz alta. Ler era trazer os que já se foram à vida, os seus feitos, os seu atos heróicos. E essa atividade seria de grande importância para o desenvolvimento da civilização.

Hoje, mesmo que alguns preguem uma crise da leitura, é possível dizer que lemos muito mais do que nossos ancestrais sumerianos, egípcios, gregos, persas. Se naquela época, a leitura era permitida apenas à elite e aos escribas, hoje a leituran se faz presente em vários ambientes. Mais indivíduos têm acesso à leitura. Jornais, revistas, livros, internet são suportes para que a ela ocorra. Talvez, o mais adequado a dizer seria: Muitos têm acesso à leitura, mas há aqueles que não realizam uma leitura crítica e abrangente do que leem. Talvez, por não estarem de posse de estratégias que permitam uma compreensão abrangente do que é lido. Nesse contexto, a literatura é vista, em certos casos, como um leitura sem sentido, distante da realidade por muitos alunos de ensino básico e adultos.

Se o mundo pós-moderno é da troca rápida e de acesso a uma gama de informações, ler uma obra literária torna-se motivo de impaciência, desânimo. "O que teria Camões a me ensinar? Poesia: que chatice! Ler aquel romance de 200 páginas é um sacrifício. Sou pragmático, realista. Literatura é sonho. Não ajuda a passar em concurso público", um indivíduo poderia dizer. Porém, neste momento, torna-se imprescindível a presença efetiva dos pais e da escola. Conscientizar o aluno para a importância da leitura e, principalmente, da obra literária para a história humana. Um livro literário é a língua em seu momento mais amplo, mais singular possível. Desse modo, é importante que o leitor veja o texto literário como acesso a um recorte de distintas épocas da história da humanidade. A possibilidade de conhecer costumes, tradições, regras de comportamento pessoal e social distintos dos nossos.

Então, a literatura não é uma leitura distante da realidade. Antes é uma visão acurada desse realidade. Uma preparação do leitor. Capaz de prepará-lo para o mundo no qual está situado. Literatura não é matéria de concurso, mas prepara o concurseiro para lidar com a língua e seus meandros, a ler acuradamente os enunciados da prova, interpretando-os, posto que estes são também enunciados da língua. Literatura é a possibilidade de alçar voos maiores, despertar no leitor o sentimento de que ele pode ser, buscar algo a mais, a lutar por uma vida mais digna, por um país mais igualitário, justo e menos corrupto. Porque a leitura e a literatura abrem as portas e as janelas da casa para que o leitor se lance a um grandioso voo pelo mundo.

Portanto, o leitor atual precisa ter em mente que a leitura e a literatura são meios importantes no seu processo de formação, seja este processo individual, profissional ou social. Assim, façamos da frase de Descartes, filósofo francês, nosso lema: "A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados".

Texto de George Oliveira, jornalista

Pelos poderes das sextas-feiras

Não sou She-Ra, mas sou Tina, como rima pressupus que valia pegar emprestado o grito de guerra e customizar, afinal Alê falou que customização está na moda. Falando sério e para a imagem ter algo a ver com o título, eu gosto de assistir televisão desde os tempos de She-Ra. E sexta-feira é dia de pensar no que gostamos de fazer, de relaxar, de escolher o que vai rolar no nosso final de semana.
Sempre escolhi ou escolheram por mim o  que ver, ainda escolho e vejo além de programas, a novela das seis que geralmente é a minha favorita e muitos filmes. Vejo filmes diariamente e nas sextas na tv por assinatura, são disponibilizados lançamentos. Adoro!
Gosto de ver filme em casa, na casa dos outros, de ver repetidos, vejo aos pedaços, não gosto de blá-blá-blá enquanto estou assistindo, pipocas são bem vindas e ir ao cinema é hábito.
Fico aguardando pelos próximos que são séries, os com atores, atrizes e temas que gosto, que meu filho gosta, que meu marido gosta, imaginem como é grande a lista.
Fico também curiosa pelas novidades, adaptações de livros, clássico, com a história clássica, customizações nesse quesito não me agradam e não resisto aos curtas de meu irmão e sua trupe e aos indicados ao Óscar.
Politicagem, preferência e injustiças do Tio Sam a parte, eu amei Lincon, tanto a figura dele representada no cinema, quanto a caracterização e interpretação do ator Daniel Day-Lewis e a história que eu pouco conhecia.
Recomendo e estou torcendo para que leve muitas estatuetas, embora creia que não seja necessária minha torcida.
Torço então por uma abençoada sexta-feira e um bom final de semana, devo ir , como disse minha sogra dia desses: "pegar uma tela", vou conferir as mentiradas, piadas infames e imortalidade de  Bruce Willis e devo ver a festa de entrega das estatuetas no domingo.
Falei no poder de não morrer de John McClane, dos poderes de She-Ha e os da sexta-feira não preciso citar. Para fechar, uma frase célebre e verdadeira do presidente Lincon, que é merecedora de óscar:
"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades
Mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder"
Abraham Lincoln

21 de fevereiro de 2013

Nota dez!
Vi essa frase nessa foto tirada por
Em Vila Madalena
Clica aqui e vai lá conferir quantos clicks legais ela fez
A pergunta foi feita sei lá por quem
E deve imaginada todo dia estampada em nossa frente
Abri o olho não é estar vivo.
Tanta gente abre o olho de manhã e fecha a noite sem viver
Tanta gente não vê e é mais vivo e vê mais do quem enxerga
Tanta gente não anda e caminha, se move
Tanta vida há em cada dia para ser vivida
Tanto a ser feito por nós mesmo ou pelo outros
Sem desespero, nem exagero
Tampouco sem desperdício

20 de fevereiro de 2013

Respeito é bom e td mundo gosta

Comecei o dia falando em empatia e o assunto se estende ao respeito do qual quero falar sem nenhum cunho político, apenas social, humano sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela vive em pais com normas e leis restritivas do ponto de vista da liberdade de expressão, vem a nosso pais, tido como democrático e manifestantes opostos a suas opiniões se apresentam. Até ai, tudo bem!, Afinal é pela democracia e liberdade de expressão que ela luta. Daí a tumulto, anarquia e violência, é lamentável.
Em terras baianas, pensei eu, é meu dever registrar minha indignação e repúdio. São imagens de falta educação com a visitante e convidada e também com as pessoas de representatividade política e social presentes no incidente, que tentaram, sem sucesso, fazer ver o absurdo e exagero que estava sendo a manifestação. O senador Eduardo Suplicy, por exemplo, que além do partido que representa, é um representante de nosso país, é um senhor e foi um dos impossibilitados de falar, de conduzir um diálogo. Ele foi empurrado, agredido verbalmente, desafiado, sem nenhum respeito ou senso de hierarquia.
Além prós e contras do modelo cubano, não é aceitável esse tipo de comportamento por parte de nós brasileiro, baianos, feirenses,  cidadãos de um país que foi às ruas por eleições diretas, relutantes e criativos no combate a censura, participantes de rotinas, eventos, projetos, movimentos pacíficos e multipartidários, telespectadores de programas e mídias diversas, que exibem e exprimem liberdades de expressões dos mais variados tipos, níveis, gostos e credos.
Vi uma prova de que há muito ainda que se aprender, que saber ouvir é mais importante do que saber falar. Uma total falta de percepção de algo tão manjado que é valorizar as diferenças, entender que sempre haverá informações, novidades, concordâncias e discordâncias para serem absorvidas ou simplesmente ouvidas e vistas, com respeito e empatia, com noção de reciprocidade, racionalidade e civilidade. E tenho dito!

Empatia, amizade e fé

Recebi na segunda-feira por e-mail a crônica de Martha Medeiros que segue abaixo, cujo assunto é empatia. Quem me enviou foi uma amiga que fiz aqui pelo blog, Maria Célia é o nome dela. Uma criatura simpática, doce, inteligente e que agora está sendo uma guerreira, uma passarinha por quem estou orando para lutar e vencer,  destemida, como o pássaro da imagem acima.
Ser Maria para mim, nome de minha avó, já encerra uma grande magia, como canta Milton Nascimento: "É preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca Maria, mistura a dor e a alegria. Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida."

"As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.
Nada impede? 
Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada, que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho.
Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima. Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer. 
Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido. 
E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se empilham: políticos corruptos, empresários que só visam ao lucro sem respeitar a legislação, pessoas que “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas “coisinhas” que se faz no automático sem pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.
É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia. Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos.
Ninguém espera que você e eu passemos a agir como heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma corrente de acertos e de responsabilidade – colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato."

19 de fevereiro de 2013

Saia justa

Não! Não vou falar de nenhum aperto, mico ou situação constrangedora. A postagem é sobre o Programa da GNT mesmo, que nas férias da mulherada recrutou alguns meninos para baterem papo entre si e com a gente e eu estou adorando.
O time é composto por Leo Jaime, Xico Sá, Dan Stulbach e Du Moscovis, todos ímpares.
Fiquei pensando que tá tão rico (que eles não me ouçam, pois iam ficar se achando). Sei lá! Tá diferente, descontraído, agregador. Senti mais sintonia com eles do que com a turma que vinha compondo o programa.
Meu marido também passou a assistir, talvez por serem homens os donos da voz, ainda que ele não seja machista (só as vezes...risos), mas é fato e dia desses Léo Jaime pontuou algo muito interessante:
Mulher tá sempre atrás de regras, teorias, sugestões de tudo, de o que fazer com relação  a vida a dois, a maternidade, amizades, alimentação, esporte, problemas existenciais, ecológicos e por ai lá vai.
A banca de revistas e as livrarias estão cheias de material para seu maior público: as mulheres, de todas as idades. Homens, não generalizando, mas sendo realista, leem e assistem basicamente programas relacionados ao Campeonato brasileiro, Mundial de clubes, últimos lançamentos automotivos, variação do dólar, um filme genuinamente masculino e a matéria de capa do jornal diário, para não citar as populares revistas infames.
Pois bem , retornado ao programa, está sendo anunciada a volta da mulherada para março, dia 06 mais precisamente. A data da volta faz parte da celebração do canal pelo Dia Internacional da Mulher e não será mais ninguém do antigo time.
Um grupo comandado por Astrid Fontenelle que vejo sempre no "Partidas e chegadas" e compõe o clube da Luluzinha a jornalista Barbara Gancia e as atrizes Maria Ribeiro e Mônica Martelli.
Enfim, me inspiro muito com a GNT, foi muito legal os papos dos meninos e espero que com nova renda muita prosa e poesia.

18 de fevereiro de 2013

Panteão de sentidos

O outro dia parei na palavra Panteão
No seu tom forte, poético
Pan (todo) e Théos (deus)
O termo significa tanto o conjunto de deuses
Quanto os templos a eles devotados
Ou os mausoléus que abrigam restos mortais de notáveis humanos
Encontrei essa imagem e achei a cara da postagem que idealizei
Senti vontade de pegar entre o calçamento
Essa pedrinha ou pedacinho de telha
Do lado direito
Para quem sabe, riscar uma amarelinha no chão
Ou recordar de um hábito de meu pai
Que faz parte de minha infância
Quando andávamos pela rua ele fitava o chão 
Garimpando porcas, parafusos ou algum achado qualquer
Eu mirava a frente e o alto
Em busca de chegar logo onde fosse e de alguém falar comigo
E tome-lhe pés nas poças
Essa poça da imagem eu com certeza pisaria
Por descuido ou gosto mesmo
Penso que somos um conjunto de imortais
Cada um em si
E cada um nos outros
Nos lugares, nas histórias vividas
Cada ser humano é infinito
Enquanto e além do que durar

16 de fevereiro de 2013

A vida é cheia de não-saberes
De alguns saberes
E de achares que se sabe
Não é mesmo?
Um sapo pode ser sábio
Um ser racional completamente irracional
A vida, os dias, as pessoas, os cenários
Tudo cheio de vários olhares
E várias interpretações
A vida oferece e tira possibilidades da gente
O tempo todo
Ela nos convida a rir ou chorar
A fazermos histórias
E também a sermos coautores
Participantes ou "apenas" expectadores
Nos permite absorver ou rejeitar
O que de bom e de ruim nela há
A vida dá e tira o prumo
A cada passo que damos 
Ou que deixamos de dar
Algo extraordinário pode acontecer
No aqui e agora ou lá na frente
Para os outros ou para a gente

15 de fevereiro de 2013

Games literários

Fuçando notícias, conheci um projeto da Fundação Telefônica de transformar clássicos da literatura brasileira em jogos online. 
Acredito que brincando, cantando, dançando, se divertindo também se aprende e muito. Os primeiros livros-games são: “Memórias de Um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio Almeida, “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. 
Nos jogos há trechos dos livros e comentários sobre a obra e a vida dos autores. Clica aqui para conferir e divulgar entre pais, tios, filhos, sobrinhos...
"O corpo é a embarcação
O pensamento é a força
A língua é o leme"
Emmanuel
Para que naveguemos seguros
Curtindo as boa marés
E enfrentando os mares revoltos
Por dentro e por fora de nós
Boa e benta sexta-feira!

14 de fevereiro de 2013


Essa ilustração é do livro infantil Pedro e Tina
Que bem podia se chamar Paulo e Tina
Ontem programei duas postagens, uma para hoje e outra para amanhã e para minha surpresa as duas estavam publicadas hoje mesmo. Para completar, lembrei que hoje é o dia de São Valentim e não consegui deixar passar em branco.
O bispo Valentim contra as ordens do império que em sua época havia proibido o casamento durante as guerras, pois acreditava que os solteiros combatiam melhor, continuou celebrando casamentos secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta, o bispo foi condenado à morte e considerado mártir pela Igreja Católica.
A data de sua morte, 14 de fevereiro, além de ser o dia dos namorados, marca a véspera das festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa do matrimônio).
Na Idade Média, dizia-se que nesse mesmo dia era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros e os enamorados usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta de seus amores. Adorei essa história!
No século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim e um século depois nos Estados Unidos, a data tornou-se o The Valentine's Day.
No Brasil o dia dos namorados é comemorado em 12 de junho por ser a véspera do dia de Santo António, santo casamenteiro e muito popular por aqui.
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há", bem disse Renato Russo.
Ao meu amor, meu amor de sempre e novo a cada dia, nossas lembranças, lembrança dos nossos dias dos namorados, presentes, cartões, declarações, planos, passeios. "A paixão nos abre caminhos e o amor nos leva para casa",  definiu Cáh Morandi. Meus caminhos estão abertos e cá estou.

Ser ou não ser?

Diógenes, um filósofo grego, andava com uma lanterna acesa em pleno dia, na praça principal de Atenas, a procura de um homem. A parábola fala da busca de valores humanos e morais na sociedade ateniense da antiguidade, que como a de hoje marginalizava tais valores.
Através de Einstein e outros cientistas tentamos compreender o vasto e fascinante conjunto de fenômenos científicos e penso que devíamos ter o mesmo interesse e acesso, através dos grandes filósofos, ao vasto mundo da mente e do comportamento humano, das coisas, além da psicologia, astrologia e outras ciências mais comumente utilizadas para tal.
A matemática, a física, a química, a psicologia,  fazem parte do currículo escolar e universitário e a filosofia, origem de todas elas, não. Já fez e faz em alguns casos, mas é muito pouco e ter deixado de fazer talvez tenha siso pelo nível de observação, questionamento, mentalidade que produzia e não era do interesse político e comercial.
Estudar a história, as correntes, os caminhos através dos quais adquirimos o conhecimento, os comportamentos e hábitos, nossos e da sociedade e alguns mitos é um palco que deveria ser dado a filosofia nas salas de aula e dai quem sabe virasse assunto entre pais e filhos, casais, amigos.
Ainda que filosofemos nos papos que temos sem as vezes nem perceber,  em casa ou nas mesas de bares, conversar e filosofar com conhecimento, com propósito seria muito mais agregador.
Tenho para mim que a má compreensão e administração da imensa variedade de sensações e percepções que temos e as várias maneira como cada um processa e associa a tudo que existe dentro e fora de si, são a causa de muitas das mazelas do mundo atual.

Jardim de flores

Eu que fiz esse desenho
Com seis anos
Ainda faço desenhos
Em minhas agendas
Cartinhas, bilhetes, guardanapos
Desenho flores, passarinhos, borboletas
Trouxe para dividir com vocês
Um pedacinho de minha infância
Meu jardim de flores
Para flores de meu jardim

13 de fevereiro de 2013

Vamos brincar?

Quem ai nunca brincou de casinha?
De feirinha, escritório, lojinha, escola
Pois faz de conta que a vida é brincadeira
Arrume tudo quando terminar
Tenha cuidado com as coisas
Não queira ganhar sempre
Descubra e invente coisas novas
Mantenha as regras básicas de cada brincadeira
Compartilhe com os amigos
Dê a vez
E boa diversão!

Cinzas?

O primeiro dia após o carnaval é a quarta-feira de cinzas, que tem esse nome por simbolizar a iniciação de um tempo de transformação em cinzas de tudo que for negativo, tempo de meditação, de oração.
A tradição católica é fazer com cinzas o sinal da cruz na testa dos fiéis  como símbolo de identificação com Jesus, para que se viva como ele viveu, sinta como ele sentiu e ao chegar ao fim do dia se durma mais feliz, como diz a canção.
Da quarta-feira de cinzas até a até a sexta-feira santa são quarenta dias, é a chamada: Quaresma. Momento aula de Catecismo a parte, na quarta-feira de cinzas, durante a Quaresma ou em qualquer momento, meditar, repensar, ponderar e fazer virar cinza o que não for bom é uma boa prática, para que como fênix, renasçamos.

12 de fevereiro de 2013

Vare! Varre! Varre vassourinha!

Uma terça ao ao som da velha marchinha
E com o desejo de que se varram as ruas da Bahia
Pernambuco, Rio, Sampa
Que haja limpeza, beleza, conservação
Bons hábitos e condutas
Além de comemoração
Que as boas ações e tradições 
Entrem em harmonia
Evoluam
Ano que vem com certeza tem carnaval
Que tem paz com certeza também
Panela no fogo
Crianças nas escolas
Bom atendimento nos hospitais
Segurança, espaços públicos para recreação
Conscientização e fiscalização no trânsito
Que se abram alas e caminhos
Para a paz, o carinho
Que pousem em nossas janelas borboletas e passarinhos
Como confetes e serpentinas
Pois todo dia é dia de festa
Dia comemorar
O dom da vida e de vivo estar
Vassoura no que está errado
No que pode e deve ser mudado
Limpeza nas poeiras, sujeiras
Limpeza nos pensamentos, palavras e ações
Sem contar que varrer acalma
É terapia
Se agarra ai na vassoura e mãos a obra

10 de fevereiro de 2013

Xin nian yu kuai

Feliz ano novo
É o que está escrito em mandarim no título dessa postagem
Começa hoje o Ano da Serpente
Que sugere e aconselha flexibilidade e estratégia
Os chineses relacionam cada novo ano a um dos doze animais que teriam atendido ao chamado de Buda para uma reunião. Apenas doze se apresentaram e Buda como agradecimento os transformou nos signos da Astrologia chinesa.
Com a flexibilidade e astúcia da serpente, a generosidade de Santo Antonio, santo católico da terça-feira, dia em que começou o ano por aqui, a energia e força de Ogum, orixá que rege o ano de 2013, o senhor dos caminhos abertos, vamos fazer nossa parte e caminhar.

8 de fevereiro de 2013

Difete

"Em cada um de nós
Algo de uma criança

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho"

Trechos de Enquanto ouver sol
Música dos Titãs

Em mim da criança de meu filho e carnaval
A primeira fantasia de índio guardada
A lembrança do bailinho que levamos ele
Muitas fotos
E ele chamar confete de difete

Da minha criança e carnaval
Fantasia de baiana
E meu irmão de super-homem

Caminhemos e cantemos
Guardando num baú de tesouros as nossas histórias
Fazendo o caminho
Jogando confetes e serpentinas
Distribuindo carinho

7 de fevereiro de 2013

Já é carnaval

Por aqui já é carnaval desde a semana passada
Festas, ensaios, blocos independentes
Mas a abertura oficial do carnaval será hoje
E ai tem a inviabilidade de acesso a vários lugares
O comércio fechado ou limitado
De amanhã até a próxima quinta
Muito mijo pelas ruas
Que horror!
Muita gente bebendo além da conta
E gastando além da conta também
O que as vezes não gasta com coisas mais urgentes
Muito uso de drogas, promiscuidade
Brigas, roubos
A verdade tem que ser dita
Mas tem também o bom da festa
Muita diversão
E quem vai pra folia tem que berrar
Os passarinhos devem se comunicar como na imagem
E se perguntarem que espécias são essas que cantam tão alto
Tem muitas e ricas manifestações populares e culturais
Renda para os setores direta e indiretamente envolvidos na festa
Muitos turistas que se encantam e depois voltam
Fantasias, confetes e serpentinas para as crianças
Muita música
Trios e carros alegóricos
E ai, depois do fim
Que aqui invadiu a quarta-feira de cinzas
Com um tal de arrastão
Todo mundo cai em si e corre atrás do prejuízo
Volta a trabalhar e a cuidar da vida
Como disse Graciliano Ramos
"Se a única coisa de que o homem tem certeza é a morte
A única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano"
"Quando chover deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar

Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz
Se chorar, chorar é vão
Porque os dias vão pra nunca mais

Melhor viver meu bem
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também 
E depois 
Dançar na chuva quando a chuva vem"

Trechos de um musica de Marcelo Jeneci
Clica aqui para ouvir ela toda e ver o vídeo

6 de fevereiro de 2013

Eu ouço rádio e vc?

Estou viajando nas ondas do rádio desde ontem com um comentário de meu filho sobre os aparelhos musicais. Ele disse que antigamente usávamos os rádios, toca-fitas e cd´s portáteis com fones de ouvidos miúdos, hoje usa-se os MP4, 5, 6, 7... cada dia mais micros, com fones de ouvido gigantes, como tem que esteja usando fones com fios tipo de telefone antigo nos celulares e outras excentricidades.
Meu avó ouvia radinho a pilha, na AM, na Rádio Sociedade, ele teve vários e amaria essa novidade de pilhas que se recarregam, ele era da época das amarelinhas.

Para mim o legal de ouvir radio está nas musicas que vem de surpresa, nas que saem do fundo do baú, nas novas composições dos cantores que gostamos e em ouvir o horóscopo do dia e sentir aquela sensação de sorte quando você sintoniza bem na hora do seu, em ouvir previsão do tempo, notícias, a hora quando você desconsiderando ela bem ali no painel do carro, no celular, no relógio em seu pulso e se da por conta ao ouvir no rádio que está atrasado ou que ainda da tempo de passar ali.
Outra coisa legal de ouvir rádio são as vinhetas das emissoras, duvido que alguém não saiba pelo menos uma. No rádio também tem alguns programas legais, ótimos para quem  está dirigindo se distrai e informar, bom para quem está com dor nas vistas e não quer ver tv, eu ouça rádio pela Sky, Bom também para quem não gosta de ler e gosta de notícias, informação e reflexões. Gosto muito do Programa Caminhos alternativos da rádio CBN, que é nacional e do Deixe o Coração Mandar, aqui da Metrópole FM Salvador. A Globo FM é minha rádio preferida, também ouço muito a Jovem Pan e Multishow.
Lembrei enquanto escrevia o post da época em que fiz vestibular e o resultado com os nomes dos aprovados era falado no rádio, as vezes altas horas da noite, nome por nome. Emocionante!

5 de fevereiro de 2013

"Com um universo tão grande e infinito
Não permita que a tristeza 
Venha estacionar bem ao seu lado"
Oceander Veschi
Com nada
Contudo
Além dos todavias
Xô tristeza!

4 de fevereiro de 2013

Atitudes mudam tudo

Ontem e anteontem fiz publicações sobre a festa popular de Iemanjá e além de toda beleza, cultura e energia há um detalhe que eu achei interessante pontuar, que é a falta de noção de muitas pessoas, quanto ao que jogam no mar, lançam na areia, sem nenhuma distinção de certo e errado  mas com movimentos em prol de uma conscientização e mudança de comportamento.


Afinal Iemanjá mora no mar e gosta dele
Ficam as dicas
De flores apenas naturais
Nada de cestos de vime
Barcos de jornal ou papelão ao invés de madeira
Imagens e objetos apenas de cera ou barro
Escreva seus pedidos em papel crepon ou seda
Seja nas oferendas a Iemanjá
Festas de casamentos na praia
Eventos e rituais em geral
Para o uso cotidiano das praias
Nada de sacos plásticos ou qualquer lixo na areia
Nem coco, muito menos canudos deixados em cocos
E por falar em atitude


"Salvador. Viva. Ame. Cuide" é um movimento para uma mudança de atitude dos soteropolitanos e serve de exemplo e inspiração para todos as cidades, para todos nós brasileiros, cuidarmos, zelarmos, preservarmos nos patrimônios culturais, naturais, históricos, públicos.


Confira o primeiro comercial da campanha, aqui


Compartilhe, se contagie, viva, ame cuide se sua cidade
Uma semana cheia de boas atitudes para todos

3 de fevereiro de 2013

Retratos da Bahia

Hoje é dia de post de retratos de domingo
Mas vai ter retratos de sábado
Para dividir um pouco da energia de ontem
Das cores e encantos da Bahia com vocês










2 de fevereiro de 2013

Odoiá Iemanjá!

A festa nasceu de uma devoção dos pescadores de uma colônia localizada no bairro do Rio Vermelho, aqui na cidade de Salvador, onde um barco com a imagem da sereia, acompanhado por uma procissão de outras embarcações, segue para o meio do mar com agradecimentos e pedidos de pescadores, pessoas de várias religiões e admiradores, que acompanham, cantam, fotografam, levam flores para o mar, fazem preces por causas pessoais, para que o ano seja farto, abençoado, protegido, em um ritual de fé e cultura popular
No inicio da madrugada, obedecendo ao ritual religioso, no Dique do Tororó é levado um presente a Oxum, senhora das águas doces, que não fica esquecida. O ritual às margens do Dique é tranquilo e reservado.
Está sendo exibida pela rede globo a novela Lado a lado, que vejo como uma oportunidade de se conhecimento e aproximação da cultura negra, do candomblé e das manifestações religiosas e culturais da nossa herança africana de uma forma clara, leve, livre de preconceitos e estereótipos e isso só engrandece a Bahia e reforça nosso orgulho e tradições multiculturais.

1 de fevereiro de 2013

Deixa pra segunda!

Faz o que tiver pra fazer de urgente
E deixa o resto pra segunda
O mês de fevereiro começa hoje
E a ordem do dia é ficar de boa na lagoa
Diz que foi eu que mandei
Reza o dito popular de não deixar para amanhã
O que se pode fazer hoje
Segunda não é amanhã (ainda bem)
Então pode
Descontração a parte
Boa e benta sexta-feira!
Bom final de semana!
Paz e bem!