30 de abril de 2013

De cor e salteado

A expressão "de cor e salteado" é do tempo em que se decorava tabuada e respostas de questionários. Eu uso e não sei se muitas pessoas usam ou não, escrevi ela aqui o outro dia e encafifei por não fazer a menor ideia do que significava esse cor e muito menos o salteado, e nunca ter me perguntado isso.
Pois bem, não achei nenhuma explicação específica, mas desenvolvi uma, será que é isso?
A explicação que conclui é que o de cor é um derivativo de decorar, e partindo do princípio de que quem decora grava na mente, salteado é uma forma de dizer que decorou mesmo, independente de ordem, sabe-se salteado, sem exigência de sequencia, mesmo que de súbito, aquilo que se decorou.
Descobri como curiosidade extra, que em inglês, há uma expressão com o mesmo significado “know something by heart“.
Bye abril! Bem vindo maio! Que treinemos o decorar dos gostares e quereres  uns dos outros , com gentileza e respeito, paz e bem. Amém!

29 de abril de 2013

Filosofias novelescas

Esse chuvisco, que era acompanhado de chiado, saiu direto do túnel do tempo e dos tubos das tvs antigas, chama as crianças para mostrar e contar histórias.
Já nesse tempo do chiado a tv tinha novelas que no rádio já haviam feito história. Há quem diga que novelas são retratos da vida, que a vida é uma novela e por ai lá vai. Já vi muitas novelas bem legais e outras nem tanto, sou uma telespectadora mais assídua das novelas das 6, acho mais leves, são geralmente de época e poéticas. Ainda sinto falta de Cordel encantado e espero por ela no vale a pena ver de novo. Mas não sou de acompanhar loucamente, deixo de ver por mil motivos, o fim e algumas tramas que escolho, me bastam. Ler o que vai acontecer também faz parte do meu acompanhar, tem quem detesta.
Semana passada, juntei uma pérola de malhação e outra de Salve Jorge para fazer um post. Como boa nordestina, me sentindo tirando leite de pedra. Brincadeira! Aprendi que se formos receptivos e desencanados, de tudo podemos tirar algo bom.
Eu confesso que sempre dei uma assistidinha em Malhação, para estar antenada nas modinhas, gírias, papos, para uso pessoal, depois para uso com os adolescentes a minha volta e agora tenho um aborrecente em casa e a comunicação é difícil, é preciso muita malhação (novela e atividade), para dar conta dessa fase.
Salve Jorge me irrita um pouco, as temáticas, os furos, a repetição de muita coisa, enfim,  o assunto é a filosofia que espremi das duas atrações globais.
Um professor de malhação disse que gente não é para se entender é para se decorar. Ele não entendia o amor e valor que a mulher dele tinha por poesia e ela a paixão e infantilidade dele com bonecos de ação, mas o amor os fez descobrir que eles não precisavam entender, bastava decorar. Aceitar, que dói menos, como disse uma das personagens transloucadas de Salve Jorge.
E que Jorge nos Salve, Deus nos acuda e decoremos as fraquezas e necessidades de quem queremos bem, para que convivamos bem e quem sabe aprendamos  alguma coisa boa ou só mesmo para praticarmos a gentileza e recebermos gentileza em troca. Aceitar que dói menos, decorar ao invés de querer entender e assim seremos felizes para sempre.
Boa semana a todos, uma boa nova novela das sete (novela nova, muita gente não assisti os primeiros capítulos jurando que não vai acompanhar, quase nunca  se segue a jura). Bom trabalho, descanso, passeios, filosofias, poesias, descobertas, decorebas e afins. Fim!

28 de abril de 2013

Retrato de domingo

É tempo das floradas das cerejeiras
Lá no Japão e em outros lugares do mundo
Que a beleza e delicadeza dessas árvores e flores tão belas
Alcancem onde não há delas
E as tenhamos em nossas almas e auras
Pelo vento, ar, sonhar, que as vejamos em nossa janelas

26 de abril de 2013

Para todo dia
Toda sexta
Para um bom final de semana
Alma no varal e sol ou chuva no quintal

25 de abril de 2013

Marte e eu

Marte é o regente do meu signo e tenho sérias desconfianças de que sou de lá e não de Vênus como diz a teoria sobre homens e mulheres. 
Ziraldo tem um livro que diz que meninos de Marte são os únicos que conseguem ouvir as estrelas e possuem a alma aberta e que cruzamos com eles por ai e nem sabemos. É de lá do planeta vermelho um personagem que adoro, Marvin o marciano, da Looney Tunes. Acho sensacional o sotaque dele e a falta de paciência para compreensões óbvias, só não gosto da sua obsessão em destruir a terra, pois empata a visão dele de Vênus. O que é que há velhinho?
Eu desconfio ainda que dois amiguinhos meus, um chamado Bernardo e outro chamado Neno, os poetas Manoel de Barros e Quintana e tantos outros meninos e meninas que conheço famosos e anônimos, são de marte, com seus entendimentos, explicações e dúvidas sobre os seus sentimentos e os do mundo, seguindo nos trilhos e as vezes fora deles.
Que meninos e meninas de Marte cruzem nossos caminhos e tenhamos olhos de ver e coração bem vermelhinho como marte para sentir e pulsar.

24 de abril de 2013

Fiz um segundo post no dia de ontem, para São Jorge
E como Ana em seu comentário
Estava sentindo falta de posts com sincretismo religioso
E também de postar mais de uma coisa por dia
Esse segundo post de hoje é para desaquendar
Palavrinha muito baiana
Que quer dizer espantar, deixar pra lá
Mudar o rumo da prosa
Façamos então pedidos de proteção para nosso meio de semana
Cada pessoa que amarra uma fitinha
No portão da Igreja do Bonfim, faz um pedido
Fazemos pedidos ao amanhecer, antes de dormir
Em situações de apertos e de grandes alegrias
Que agradeçamos além de pedir
Que Deus guie nossos desejos e caminhos
Nos proteja de todo o mal
Nos salve, ajude, defenda!
Amém!

Sobre decisões

Eu por aqui decidi aderir a economia de pensamentos, um método inovador, que me ocorreu e que estou desenvolvendo e aperfeiçoando para as situações em que ouvimos, vemos, sabemos de coisas absurdas, comentários, declarações, comportamentos que é melhor não pensar o que levam as pessoas a serem assim.
Quem quiser pode testar, experimentar e comentar caso já tenha alguma experiência no tema. Aceito sugestões para essa proposta e prática de não pensar nos porquês, de não tentar entender, explicar, julgar, economizar de fato os pensamentos e as palavras, principalmente sobre assuntos polêmicos, confusos e sem explicação aparente.
A ideia é zelar pela sanidade mental, física e o perfeito alinhamento dos chacras. Render só o que for agregador. E tenho dito.

23 de abril de 2013

Salve Jorge!

São Jorge, mártir cristão, militar do exército romano, valente e guerreiro é um dos santos mais venerados do catolicismo e de diversos cultos e religiões afro-brasileiras.
A figura dele foi imortalizada através do conto em que ele mata um dragão. As datas de celebração dedicadas a ele são 23 de abril e 3 de novembro.
Jorge é o santo padroeiro de Portugal, Inglaterra, Etiópia, dentre muitos outros países, assim como de cidades como Londres, Moscou, Ilhéus (terra do Jorge baiano) e do Rio de Janeiro para muitos. O título oficial de padroeiro do Rio é de São Sebastião.
Jorge ainda é patrono dos escoteiros e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários a devoção é bem real.
Aos devotos bênçãos, graças e gratidão, aos curiosos um tantinho de informação, para as lutas diárias, independente da religião, força, coragem, bravura e proteções contra todos os maus dragões.

Comerciais e eu

Poderia listar comercias antigos, outros nem tanto e alguns atuais que possuem lugar cativo em minha memória. Tem uns tão antigos que ainda sei de cor e salteado as falas, músicas, personagens e as empresas nem existem mais. E tem os do momento, que corro para ver depois de já ter visto inúmeras vezes e cantarolo os jingles assim como quem canta uma canção qualquer.
Escrevendo esse primeiro parágrafo senti uma súbita necessidade de pesquisar de onde veio a expressão de cor e salteado.
Voltando aos comerciais o meu comercial da vez é um da Natura, que diz que celebrar as relações é fortalecer os vínculos, renovar os laços, lembrar o quanto é bom, importante e intenso repartir a vida com os outros. Sem querer fazer merchan, só dividindo os valores do que a letra diz, da inspiração que provoca, clica aqui para ver, ouvir e cantar.
"As vezes incoerente, inocente, comovente. As vezes plural, nunca igual, nunca diferente. Toda relação é um presente. Docemente, inconstante, envolvente. Nunca suficiente. Toda relação é um presente."
É muito legal essa definição de relação e a verdade que encerra, pois até as relações que não são boas, de uma certa forma são um presente, tipo presente de grego, que ganhamos para aprendermos a valorizar as relações boas que temos.
A imagem do post eu escolhi como representação de uma relação que acho um presente, para os personagens e para nós. Amo os dois e cada brinquedinho e personagem desse desenho, fora aquele menino malvado, até do Zurg eu gosto.

22 de abril de 2013

Que coisa!

Uma garotinha hoje já mulher, da parte de minha família que vive na Espanha, esteve aqui no Brasil e ao voltar para lá, perguntou para mãe o que eram coisas e negócios. Motivo: dentre meia duzia de coisas que falamos, pelo menos uma das palavras, aqui em terras baianas, é coisa ou negócio. Usamos para diversos fins, começos e meios. Uma coisa impressionante!
Dia desses recebi por e-mail uma explicação bem detalhada do assunto, que veio sem a autoria e segue abaixo um compacto. Para a coisa ficar ainda mais legal e sintônica, meu irmão mandou para mim por e-mail, quase no apagar das luzes da publicação desse post o link de um site, uma dica, uma coisa maravilhosa, cheia de coisas interessante criativas, uma ideia,  uma proposta, uma coisa genial, tanto a loja e seus produtos, os eventos que promove a inspiração que provocam, quanto sintonia dele mandar e coisa ser o tema que eu ia publicar. Coisário é o nome do lugar, vão lá conhecer.
Ainda tem uma coisa, que é meu bem querer por palavras inventadas, me apaixonei de cara pela criativa e múltipla palavrinha coisário. Sinto que vou conjugar e derivar a palavra coisa e fazê-la circular em minha boca, meus escritos  e pensamentos como sopro em dente de leão em coisadas, coisices, coisações...
"A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia. Coisas do português.
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. 
"Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.     
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Sílvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa de cinema! "A Coisa" virou nome de filme de Hollywood, que tinha o "seu Coisa" no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".         
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: "Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar", e A Banda, de Chico Buarque: "Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor". Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".        
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquecem, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.         
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade, afinal: "são tantas coisinhas miúdas". 
"Todas as Coisas e Eu" é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música "Qualquer Coisa", de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."         
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. 
O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. 
Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema "Eu, Etiqueta", Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más."

20 de abril de 2013

Leve

Nas primeiras horas da manhã, ou no meio dela
Ou a tarde se pela manhã algo nos impediu
Nós mesmos provavelmente
Ou a noite, ainda é tempo
Desamarremos o olhar, o ouvido, a respiração
Desatemos mágoas, ansiedades, amarras
Pensemos em coisas belas, gostosas, prazerosas
Desejemos o bem e a paz para os outros
O mundo é sempre o mesmo e semptre novo
A terra gira, o sol e a lua acordam e dormem
O riso, o choro, os mares, o vento
Tudo segue um curso
Em acordes de sintonia
Peçamos que nossos dias sejam uma suave canção
Que os querubins nos livrem dos ruídos
Façamos de nosso olhar uma lanterna que espalha luz
E de nossa mente um espaço sempre cheio do que for bom
Leve essa oração
Sinta, permita, busque, provoque leveza
Um final de semana cheio de beleza a todos que por aqui passarem
Gratidão aos que passaram ontem por aqui e semearam bons desejos
Aos que fizeram festa em seus cantinhos e eu fui o tema do painel
Estou colhendo as sementes, regando, admirando a flores
Saboreando os frutos, guardando os presentes em meu baú de tesouros

19 de abril de 2013

Piu 19 de abril


Imagem Vladstudio
Mundo cheguei! Deve ser isso que dizemos ao berrarmos quando nascemos. Eu devia dizer também logo após alguns leitinhos que queria café. Já maiorzinha e tagarela, queria o laço do meu sapatinho vermelho virado para o lado que era impossível e teimava que no comercial do Baygon a Barata ao ser borrifada de veneno dizia "É escovapia" e não "É covardia!", muito mais óbvio e ouvido a toda potência pela televisão aumentada por mim mesma, mas escovapia foi defendido por mim com unhas e dentes.
E entre birras, teimosia, gênio forte, histórias, desenhos e palavras, acho que vim ao mundo para questionar, para querer entender e para após ter chegado até aqui pelos caminhos que caminhei e muitas xícaras de café que tomei, ter menos necessidade de explicar e de me fazer entender.
Sobre o que não concordo, não gosto e sobre o que passou, Jung ou Freud explicam. Eu não quero explicar mais nada, decidi eleger Manoel de Barros meu guru, vivo feliz como  passarinha, em meu ninho, onde canto, sou amada, protegida e nos vôos que faço, vejo, admiro e contemplo a vista e distribuo sementes em terras que escolhem se irão ou não germinar.
Todos os anos eu divido o meu dia com ninguém menos que Roberto Carlos e são mesmo tantas as emoções e mais divisões, também nasceu no dia de hoje uma tia avó, chamada Amparo, mãe de meu padrinho, irmã de minha vô, mãos de fada para tricotar blusinhas que desfilei na adolescência, manta que embalei, aqueci e ninei meu filho e está aqui guardada no meu baú de tesouros junto com as histórias e saudade que temos dela. Dividi por muitas vezes o bolo e vela de meu dia com um vizinho do prédio em que morávamos e na escola, lembrança e admiração trazida até hoje, divido o dia, com os  índios.
Canto de passarinho, dança da chuva onde há seca, do sol onde a chuva castiga, cura para as doenças do corpo e da alma, banhos de folhas, cheiro de terra molhada, rituais de fé, sabedoria e alegria das danças de roda para o dia de todos.
Registro aqui de antemão, minha gratidão por cada mensagem, homenagem, presente, cada letra,  palavra, frase, texto, desejo, oração ou canção deixadas aqui ou enviadas para mim de alguma forma através desse garimpo e troca de amizade, poesias, crônicas, arteirices, bloguices que por vezes nos embalam por outras nos abrem os olhos e em ambos os casos expandem nossos horizontes.
Não sei para vocês, mas para mim o dia de meu aniversário é como um segundo ano novo, dia de olhar para trás e para frente, respirar fundo, sentir cheiros, gostos, dar valor as raízes que me sustentam e ao movimento das asas que possuo.

18 de abril de 2013

Para feijão, arroz
Para gangorra, dois
Para antes, depois
Para todo dia, poesia
Para manter laços, abraços
Para a distância, lembrança
Lá nos Estados Unidos
Em uma certa Casa de retalhos
Tem bolo hoje
Eu comemoro daqui
Faço essa pequena homenagem
Mando meu abraço
E chamo as amigas para comemorarem
Deixarem recados, bilhetes, cartas
Visitarem e abraçarem a amiga Regina

17 de abril de 2013

Encaquizada


Vou começar dando a definição do título, encaquizada é uma palavrinha dessas de autoria própria e significa encantada por caquis. Adoro e por aqui está na época. Marido trouxe os primeiros de muitos que sei que irá trazer, é antigo o hábito dele ver na rua e trazer para mim e eu como cada um como se fosse chocolate para quem ama, sabem como é?
Gosto desde a cor e carinha de tomates deles até a parte de dentro, os gomos soltando, a doçura, o cheiro. Devoro um atrás do outro como uma Magali.
Ai resolvi pesquisar sobre eles, afinal não tenho mais quinze anos para sair comendo aos montes o que me dá na telha e descobri feliz que nem colibri que caquis são bons para visão, unhas e cabelos e auxiliam no desenvolvimento ósseo. Além disso, retardam o envelhecimento. Meu encantamento só aumentou.
A China é o país de origem da fruta e a árvore que dá caquis chama-se caquizeiro. Existem diversas variações, porém os mais comuns no Brasil são o caqui-chocolate e caqui rama forte. O chocolate é o que tem uma casca de cor alaranjada, não é esse o meu queridinho.
Cerca de 80% do caqui é composto por água, é uma fruta rica em proteínas, cálcio, ferro e licopeno. Em média, cada 100 gramas de caqui (um grande e maduro) possui 75 calorias. Em termos vitamínicos, é rico em vitaminas E, A, B1 e B2. Gostaram da aula?
A palavra encaquizada foi criada por um misto de encantamento + caqui, ai fiquei me perguntado de onde surgiu a palavra encafifada? Encafifei!

16 de abril de 2013

Ilustrei uma postagem semana passada, com um muro reformado com peças de lego, como esse cantinho da imagem de hoje e recebi vários comentários sobre essas intervenções urbanas, tão interessantes.
Linkando no post de ontem, que é uma intervenção educativa, resolvi render o papo ao receber por e-mail da amiga Vanessa um vídeo sobre uma escada comum ao lado de uma rolante que ao ser transformada em piano, se tornou a mais usada.
Esse vídeo, clica aqui para ver ele, faz parte de uma galeria de vídeos de intervenções urbanas produzidos e exibidos com a proposta de mostrar que coisas divertidas fazem mudar o comportamento das pessoas para melhor seja para o bem delas, do coletivo ou do meio ambiente. É a Teoria da diversão, de Nevena Stojanovic, com iniciativa da Wolksvagem.
Em busca de mais informações sobre essa teoria eu descobri um livro chamado: A Theory of Fun for Game Design, onde o autor diz que jogos (educativos) nos ensinam habilidades de usos práticos e muito úteis na vida real.
O livro é uma narrativa sobre a arte e a prática de projetar jogos e brincadeiras divertidas que inspiram e desafiam designers de jogos e também criadores e idealizadores de intervenções urbanas, sejam sociais, culturais e até mesmo comerciais a questionarem a verdadeira essência do que nos impulsiona, motiva, move, além da previsibilidade, através do envolvimento inconsciente e produtivo.
Ao invés de tanto comercial babaca, programas, matérias em telejornais que não acrescentam nada a ninguém, só incitam maus comportamentos e deturpam valores, seria mais interessante o incentivo a produções de coisas assim e que essa teoria da diversão virasse moda e intervenções e produções criativas  divertidas e educativas fossem imitadas e com isso as pessoas se transformassem e transformassem o mundo.
Clica aqui, para ver o site com todos os vídeos patrocinados pelas Wolks, divirta-se, inspire-se, faça alguma coisa para fazer alguém sorrir, ou várias pessoas sorrirem, para cuidar do meio-ambiente, para alegrar sua rua, uma praça, um passante, jogue nem que seja sementes de flores em canteiros mortos, caminhos ou calçadas para alguém um dia, quem sabe você mesmo, admirar uma flor.

15 de abril de 2013

Mudanças, hábitos, atitudes

Por quantas ruas passamos, praças, praias
E nada de uma lixeira
Isso na minha opinião não justifica jogar lixo no chão
Nem mesmo um papel de bombom
Tem que segurar ou colocar na bolsa ou deixar dentro do carro
Para jogar em uma lixeira depois
Ruas sujas, bueiros entupidos, alagamentos
Areia, mar, rios, lagos poluídos
Bichos com patas, asas, órgãos entupidos de porcarias
Que seres racionais saíram jogando lixo irracionalmente por ai?
Os humanos. Que vergonha!
Essa lixeira da imagem foi improvisada por um ser realmente humano
Tem duas iguais aqui na ladeira que dá no prédio onde eu moro
Parei de noite para tirar foto com o celular de meu marido
Depois de termos comentado sobre esse gesto voluntário
Que além de pró-ativo é reciclável e civilizado
Vi outro dia na capa de uma revista uma frase de Nizan Guanaes: "Não fale, faça". E tudo na vida, desde de hábitos de consumo a comportamento, dietas, planos e metas, começa de fato na ação. Ainda que seja válido falar e planejar, a mudança acontece de fato com a ação e continuação, que o cérebro percebe e entende como novo hábito e daí em diante se torna automático, involuntário.
Li outro dia em um blog amigo que a China precisa urgentemente mudar os hábitos no que se refere ao uso e descarte de milhares de palitinhos de madeira, os hachis. Desmatamento, lixo, hábito e tradição que precisam de uma revisão.
A natureza agradece por essa mudança e pede também aos americanos para não viverem de babadores para bebês, pratos, copos, paninhos de limpeza e uma variedade incontável, prática e poluente de descartáveis.
O planeta e o bolso dizem muito obrigado ao consumo consciente,  a comprarmos só o que vamos realmente usar, a colocarmos no prato só o que vamos comer.
O nosso eu e os outros agradecem o cuidado com o que falamos, pensamos, fazemos. Se fomos a vida toda agitados demais ou parados demais é possível mudar para o bem da nossa natureza e para o bem comum por consequência e para mudar é preciso começar e fazer da mudança um hábito. Nossos hábitos estão literalmente gravados em nosso neurônios e se mandarmos novas mensagens, arquivos de emendas, cortes, mudanças, eles acatarão. Simples assim!
Se insistirmos o suficiente, dizem os especialistas, podemos transformar qualquer coisa em hábito. E isso vale tanto para o que planejamos de bom, quanto para o que inconscientemente ou inadvertidamente nos habituamos a fazer de ruim.
Nossa mente é um fichário, nós somos os responsáveis pelas fichas. Mãos a obra então e trabalho contínuo para uma boa organização, boas fichas, bons hábitos e uma vida internamente e externamente feliz e comprometida com o bem.

12 de abril de 2013

Assisti dia desses "As aventuras de Pi"
Um show de imagens, de espécies animais e vegetais
De aventuras, filosofias e reflexões
De magia e tecnologias da sétima arte
Coube ao chinês Ang Lee o trabalho de criar os cenários
 Com peixes voadores e iluminados
Ilhas de suricatos deserta, carnívora e mítica
As água do Pacífico, o céu
O tigre que foi recriado digitalmente em quase todo o filme
Rodado a maior parte dentro de um estúdio
A relação do menino indiano Pi
Com Richard Parker, um lindo tigre de bengala
Envolve sinestesia, curiosidade, respeito, medo e companheirismo
O filme transcorre através da história das aventuras dos dois
Contada a um escritor cético
Que foi indicado a entrevistar Pi para ouvir sua história
Um naufrágio onde o garoto perdeu toda sua família
Indo para o Canadá em um navio oriental
E se viu em alto mar em uma barca
Na companhia de um tigre feroz
O final, para muitos pareceu simplista
Ou sem sentido em comparação ao livro
Em ambos a temática religiosa é explicita no início da história
É a cereja do bolo, que o livro aponta de forma bastante enfática
E o filme prefere revelar sem muita explicação no diálogo final
De forma subliminar, enfraquecendo um pouco a moral da história
No final do filme eu e meu marido sentimos esse eco
E ao perguntarmos ao nosso filho o que ele havia entendido
Por ele já ter visto e para saber a opinião dele
E desafiar sua sensibilidade e fé
A resposta dele foi como a produção, digna de óscar
Quem viu o filme vai compreender melhor
Quem não viu fica o incentivo para que veja
Após toda a narrativa de sua aventura quando menino
O já homem Pi dá uma versão mais realista do que aconteceu
Mas o escritor ainda que cético, assim como a maioria das pessoas
Preferem a versão sem pé nem cabeça
Cheia de fantasia e espiritualidade
Assim como a história de Jesus, o narrador Pi pontua
Assim como a história da criação do mundo eu pondero
Dos deuses, mitos e lendas
Que cada religião, cada cultura conta de um jeito
Todos os jeitos com fantasias
Coisas que não se explicam
Mas acreditamos, escolhemos crer
Somos genuinamente criaturas de fé
Indenpendente do credo, da idade, da situação
Em algum momento acreditamos
Em algo, alguém, alguma manifestação, sinal ou história
Eu acredito em várias
Uma sexta-feira de boas crenças e muitas bençãos
E um final de semana de muitas histórias, fé, paz e bem
Até segunda!

11 de abril de 2013

10 de abril de 2013

Lúdico?

Carol viu, lembrou de mim, salvou e me enviou
Eis aqui

Dory e eu

Eu não sei vocês, mas eu escolhia desde pequena e até hoje os personagens, cantores e atrizes em que eu me vejo, já fui uma das panteras do seriado e de lá para cá muitas outras personagens em que me reconheço nas semelhanças, qualidades ou defeitos.
Dia desses Carol me contou que entrarei em cartaz com a minha personagem peixa nas telonas. Não! Não me acho uma sereia, sou a Dory amiga do adorável peixe-palhaço Nemo.
A continuação do filme vai se chamar "Procurando Dory" e tem estreia prevista para novembro de 2015. A peixinha azul, que fala baleiês e sofre de lapsos de memória, vai aprender algumas coisinhas sobre o significado de algo valiosíssimo chamado: família.
Eu falo a língua do P e falo bebezês, adolescentês, passarinhês, uma poliglota que tem especialização em inventar palavras e se apaixonar por elas. Quanto a saber o significado e valor da família, sou PhD.
Sobre a perda de memória, eu só não sei onde acabei de deixar o telefone, a escova, a tesoura e outros objetos que teimam em sumir e tenho alguns lapsos para senhas, nomes, números de telefone, datas...Nada grave!
Enfim, já tenho programação para 2015, previsão de exibição da animação. Isso é que é agendar compromissos com antecedência :)

9 de abril de 2013

"Passarinhos
Que não devem nada a ninguém
Acordam cedo"
Nada a ver nós seres humanos 
Cheios de contas para pagar
Ficarmos na cama até tarde
Essa frase e filosofia é de Carlos Wendell Colavolpe
Um amigo de longas datas
Que de filosofias é ótimo
E de acordar cedo tem melhorado
Mas tá longe de ser um passarinho
Tá mais para a minhoca da tirada clássica
"Passarinho que acorda cedo 
Come a melhor minhoca
Mas minhoca que acorda tarde 
Vive mais."

6 de abril de 2013

Meu pai é um falcão

Emblema de falcão

Esse é Francisco, filho me minha prima Marina
Ele de modelo e eu de fotografa deu nessa lindeza
Sem nenhuma modéstia
Só essa camisa do time rival ao meu
É que não é de meu agrado
Mas vamos em frente afinal ontem ganhamos de goleada
Na inauguração da imponente Arena Fonte Nova
O elmo meu irmão tinha feito para alguma arte dele
E meu pai metalizou com tinta e colocou esse espetado em cima
Depenando uma pobre vassoura

Esses são Pedro Luis, filho de Marina também
E Paulo, meu filho
O escudo é o que hoje já está com o símbolo do falcão

Esses são Luan e Selena, filhos de Helena, irmã de Marina
Essas minhas primas são filhas da minha famosa Tia Nélia
Esse é um outro escudo
Em todos os click´s, que são na varanda da casa de meus pais
E não sei se eu gostei mais de tirar ou eles de fazer poses
Estão parte de uma série de espadas
Que as fotos não exibem as lapidações e riqueza de detalhes
Tudo feito por meu pai
Com sucatas, madeira de sobras e mil coisas do arco da velha
Do velho mais precisamente
Faquinha, canivete
E uma paciência que ele não tem para outras coisas
Que ele não leia isso

Eu não lembro o que já contei aqui sobre meu pai, mas ele além de padeiro, confeiteiro e concertadeiro é um desenhista e artista de mão cheia. Literalmente cheia, seja com lápis, pincel, parafusos e sempre com Durepoxi.
Quando eu era criança os trabalhos de artes que a escola passava, robô ou invencionices de sucata, maquetes, cartazes, era tudo categoria Harvard. Uma das coisas mais marcantes foi um castelo de papelão, com torres, portão que se abria com engrenagens presas a uma corrente, janelas vazadas com papel celofane imitando vidros, uma coisa digna de ser chamada de arte.
Meu filho, quando se deu por conta do talento e agilidade de produção do avó entrou com ele em um universo paralelo e medieval e a produção de espadas a partir de ripas de madeira de telhado e de sei lá mais o que, caixas, caixas e mais caixas de Durepoxi, modelos e símbolos pesquisados exaustivamente em livros e na internet, se materializam e lá pela casa de minha mãe ficam, se não eu teria que ter um cômodo em casa só para armazenar todo aquele equipamento bélico.
A mais nova produção é um escudo gigante, para a escolha do símbolo do meio do escudo, eles me exauriram, foram de brasões, letras e dragões, adesivos, chapas, apliques, desenhos e impressões e uma decisão. Um falcão, pois um dos sobrenomes de Seu Guillermo é Alconero e ele explicou e não para de explicar e me fez pesquisar a ponto de vir aqui cronicalizar, que Alconero deriva de alcon, que é falcão em espanhol. E nada de adesivo, um falcão em alto relevo, todo de massa epóxi, cheio de detalhes e personalidade.
O título da postagem além desse gancho, me ocorreu com a lembrança de uma série de livros que comprávamos para meu filho, de uma coleção chamada: Famílias malucas, da Editora Fundamento. Tem: Minha mãe é uma pirata, Meu pai é um dragão, Meu tio Gus é um anão de jardim e outros mais. Esses três títulos que citei parecem falar por meu filho e por nossa família louca, como a de todo mundo é um pouco, ou muito. Sim, sou uma pirata, de mar, barcos e um pouco pirada para não perder a proximidade das palavras. Sr. Paulo é mesmo um dragão, forte, destemido e símbolo de sorte e força para nós. Tio Marcos não é um anão de jardim, mas assemelha-se a um gnomo, ele aparece, some, leva e traz objetos sorrateiramente, tudo a ver.
Histórias de família contadas, livros recomendados, vou aqui navegar na internet  e dar conta das minhas reais atividades para não ter que ir para prancha em plena segunda-feira. Muita arte, criatividade, lutas e glórias na semana de todos nós!

5 de abril de 2013

Belezas e encantos de Maraú

Em mares de Maraú

Sexta-feira é dia de pensar em descanso e em coisas boas, por isso vim contar sobre meu final de semana passado, recomendar a Pousada em que fiquei e o Paraíso onde ela fica localizada, longe da asfaltada e acelerada civilização, de difícil acesso e cheia de civilidade.

Um pedacinho da Pousada Fruta pão

Parte central da pousada onde está a centenária Fruta-pão

Um lugar chamado Maraú, em Barra Grande, entre Morro de São Paulo e Itacaré, parte de um verdadeiro mosaico de praias, baías e  manguezais onde as  ruas não tem calçamento, são de areia e natureza, artesanato, alimentação, moradias, o comércio e os hábitos de vida compõem um cenário paradisíaco que dão cores, tons e ditam o ritmo suave dos dias de quem vive ou passa por ali.
A sede do município é uma vila de pescadores, de gente acolhedora e hospitaleira, como os donos da Pousada Fruta pão, um casal adorável, receptivo, que recebe os turistas e amigos com gentilezas, sabores, cuidados e simpatia ímpares.
Localizada a apenas 200 metros da praia a Pousada foi construída respeitando e preservando a natureza ao seu redor, mantendo as árvores que ali chegaram primeiro, como a centenária fruta pão que dá nome ao local, um verde e viçoso abacateiro, mangueiras, além de cacaueiro, pé de carambola, araçá, pitanga, jenipapo e tantas outras espécies de árvores que tem seus nomes populares e científicos destacados em plaquinhas ao seus pés e os frutos servidos em sucos e gostosuras no café da manhã.
Quem se hospeda lá divide o espaço com todo esse verde, aromas, ar puro, canto de passarinhos, borboletas e outros bichinhos que integram o ambiente e podem ser observados das redes que ficam do lado de fora de todos os quartos que são confortáveis, arejados e bem equipados.
A poucos passos da Fruta-pão está a praça da vila de Barra grande, com lojinhas, restaurantes, igrejinha, coreto, aluguel de quadriciclos para passeios, acesso ao mar e maravilhas gastronômicas como mariscos de diversos tipos, sucos e doces de cupuaçu, tapioca quentinha com variados recheios e outras delícias.



O turismo de massa, pela distância, dificuldade de acesso e custo não chega lá, talvez por isso o charme e a tranquilidade da península que está na bela Costa do Dendê, à frente da baía de Camamu, com lanchas e barcos de madeira que levam e trazem as pessoas e os suprimentos. Não vi nenhum lixo nas areais, nem no mar. Vi nas águas foi muitas folhas vindas da costa e camboas (armadilhas indígenas de pesca feitas com bambus entrelaçados) armadas por pescadores. Desde 1997, a península é uma área de proteção que conserva de forma sustentável a diversidade dos ecossistemas costeiros.


Um espetáculo a parte é a ilha da Pedra Furada, que fica em Campinhos, onde descemos em um banco de areia, caminhamos sobre pedras, areia e um espelho de água salgada e nos deparamos com um enorme arco natural que dá o nome a ilha e outras pedras monumentais como a da foto acima, pedrinhas e conchinhas de diversos tamanhos, tipos e formas, além de uma gruta que dá passagem a área verde e bancos de areia moldados por águas azuis e encantadas.
A ilha do Sapinho foi uma outra ilha que visitamos, um lugar bom para um banho refrescante e calmo no mar, de areias brancas e finas que dividem o espaço com manguezais. Guaiamus com suas carnudas e longas garras são a atração gastronômica do local, além das tradicionais moquecas, lagostas e pirão. Adorei o acabamento do espaço central do restaurante onde atracamos, um reboco todo encontrado de conchas.
Não visitei muitas das ilha desse paraíso isolado no meio da Mata Atlântica, que conquistou meus sentidos, mas vou voltar lá e trouxe a dica e super recomendação, anotem ai na lista de desejos e realizações, um lugar para ir com a família, muito bom para crianças, romântico para casais, um boa proposta para desacelerar, integrar grupos e para pessoas de todas as idades.
A península está 180 km ao sul de Salvador, 100 km ao norte de Ilhéus e a 38 km de Itararé. Companhias aéreas oferecem trechos de São Paulo até Ilhéus sem escalas. De Ilhéus o acesso para lá pode ser por barcos ou ônibus até Barra Grande, assim como de Salvador.
Para mais informações das travessias, da Pousada e do local é só clicar nos links que estão nas palavras em destaque na postagem.

4 de abril de 2013

Gratidão em verbal de Dente de leão

“A importância de uma coisa 
Não se mede com fita métrica 
Nem com balanças nem barômetros
A importância de uma coisa
Há que ser medida pelo encantamento 
Que a coisa produza em nós”
Um coisa me causou imedível encantamento, misturado com  gratidão, satisfação e emoção. Veio em um envelope pardo com letra desenhada, cheirinho de passarinho molhado e o carinho de Ana, Julia e Bernardo. Meu primeiro livro de Manoel de Barros, que se chama: Escritos em verbal de ave.
Quem ai já pegou um passarinho na mão? Eu já peguei vários e foi assim que senti o lindo livrinho laranja com traços azuis cintilantes, amarrado com corda de sisal em minhas mãos.
Na cartinha que o acompanhava, a cereja do bolo, palavras, carinho e amizade com as assinaturas de próprio punho de cada um. Como adorei! Imaginei o momento em que as crianças assinaram, li o que veio escrito por senhora mamãe, literalmente e nas entrelinhas, reparei as letrinhas e traçado do nome de cada um. Estou como a ilustração, flutuante em dentes de leão e encantada.
Na pontinha do papel da cartinha, um selo dos correios, de um pipoqueiro, para uma vindoura Rota de pipocas, já com muitas histórias para contar sem nem mesmo ter acontecido.
Me senti honrada e abençoada com o cuidado deles terem encomendado o livro para mim, com a preocupação de que chegasse a tempo pelo dia de meu aniversário e ainda de me enviar antes por ansiedade em me agradar.
O Bernardo de Manoel de Barros é como o Bernardo, esse meu amigo, que me faz apitar a cada trilho e trem que vejo, irmão da princesa Julia que toca violão, adora jujubas e é fã da Magali, filho de Ana, que para mim é como a enseada que Manoel acha melhor não descrever para não desencantar.
A importância desse livrinho, de sua chegada, seu envio e de quem o enviou é de um tamanho a perder de vista para mim. Bernardo para quem não sabe é um nome que marca os escritos de Manoel, é seu auter ego (outro eu, outra personalidade de uma mesma pessoa) que assobia em voz e cantos em seus escritos, de forma ímpar, simples e metafórica em uma comunhão linear entre os dois eus e a poesia. Outro dia falo mais dele.
O Bernardo de Manoel e ele, assim como o Bernardo de Ana em parceria com ela e com a doce e ativa Júlia são criaturas sinestésicas, que mexem com nossos  sentidos, ativam, adornam, clareiam, ensinam com seus olhares, palavras, sentires cotidianos, com suas gentilizes e gestos simples que acompanho de longe, que o valor das coisas está num misto de sermos inteligentes e inocentes, sonhadores e realizadores, está em abrir o coração, soltar o verbo, ver a poesia no dia-a-dia, desmistificar os sentimentos.
Minha admiração e gratidão para olhos que nunca fitei, mãos que nunca toquei, mas sinto, valorizo, meço a importância sem achar um número, uma unidade de medida, me utilizando "apenas" de palavras, imagens, poemas, canções e emoções.

3 de abril de 2013

Flores do dia

Alê e Ju
Dois nomes doces como mel
Duas belas e delicadas florzinhas
Duas arianas como eu
Como o animalzinho de nossos signos
Dizer a um Carneiro para seguir um chefe é tarefa difícil
Vê-los parados também
E acompanhá-los pode ser divertido
Se você tiver energia e disposição
Sem falar da falação
Coisas da vida sermos tres carneirinhas
Coisa boa estar entre essas duas flores
E flor mãe Ana e flor sobrinha Carol
E arbusto Bernardo
Pessoas que fazem hoje parte da minha vida
Adornam, enriquecem, aquecem a alma
Tão distantes dos olhos, tão juntinhas do coração

2 de abril de 2013

Dos HQ´s aos contos infantis

Hoje comecei o dia falando em quadrinhos e vou arrematar falando em contos infantis, pois hoje é o dia internacional deles e por sintonia pesquei lá nos mares da sereinha Rovênia  a explicação para a escolha do dia, que se deve nada menos ao grande Hans Christian Andersen, nascido em 2 de abril, filho de um sapateiro que abrigava toda a família num único quarto. 
Apesar das dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir histórias que entre magia e realidade lhe ensinaram muito sobre a beleza e a feiura de sua sociedade. 
Em 1816, seu pai morreu e ele com 11 anos, abandonou a escola. Aos 14 anos foi para Copenhague, onde trabalhou como ator e bailarino, além de escrever algumas peças. Em 1828, entrou para Universidade de Copenhague e já publicava diversos livros e apesar de ter escrito desde romances adultos a livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos infantis que o tornaram famoso.
Ele para olhos exigentes era um patinho feio, mas através de suas histórias e sensibilidade mostrou-se um belo cisne, buscando sempre transmitir valores e lições de comportamento, apontando e sugerindo reparação nos confrontos entre poderosos e desprotegidos, fortes e fracos.
Anualmente, a International Board on Books for Young People oferece a Medalha Hans Christian Andersen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil. A primeira representante brasileira a ganhá-la foi Lygia Bojunga, em 1982. Ela é fantástica, minha historinha de infância dela e a preferida é a A bolsa amarela.
Do Hans eu sempre me emocionei com o patinho feio e gosto muito de A roupa nova do imperador e de A Menina dos fósforos. Se você não conhece essas histórias ou quer compartilhar e conhecer esses e outros contos dele, clica aqui.
Boa leitura e bom aprendizado, com encantamento, sabedoria e colheita infantis, como assobia Manoel de Barros: "A infância é a camada fértil da vida"
Essa descrição: A Revista com sua cara
Me caiu como uma luva
E esse item: Blog da Tina?
Sem falar da matéria de capa
Quadrinhos e filas
Tudo a ver com a minha postagem de hoje
A história começou semana passada
Em uma postagem de Rovênia
Clica aqui para ver o post, conhecer o blog e ela também
Falamos da necessidade e garantia de sucesso de um parque tipo os da Disney, com os personagens de Maurício de Souza. Em São Paulo tinha um espaço bem limitado em um shopping, muito frequentado e adorado por adultos e crianças, que infelizmente fechou.
Postei aqui uma foto e cronicalizei sobre o café que tomei com a Magali numa exposição que foi muito visitada em um shopping daqui. Eu sou fã de todos os personagens, mas minha preferência é o Chico Bento, Nho Lau e a tal goiabeira. Nesse mundo do HQ ainda espero por um quadrinho onde vou ver o Cascão limpinho e nada de me dizer que a Mônica já tem 50 anos, virou adolescente e casou com o Cebolinha. Eu não quero! Quero toda a turminha da Mônica com 7 anos, quero muitos planos secretos que acabem com  muitas coelhadas nos meninos, Magali se entupindo de tudo e com manequim que não muda, Cebolinha falando elado, quero aquele indiozinho lindo e cheio de lições morais e ambientais e Horácio, filósofo verde como chamou Rovênia, com sua tiradas filosóficas e ímpares. 
Que tal, ao invés de um Parque, uma Revistoteca? A quem me associo para abrir? Algum investidor ai? É de se ganhar dinheiro e fazer algo fantástico e de grande valor cultural. 
Tio Maurício venha cá ver minha ideia. Seria uma mega biblioteca daquelas com escadas e tudo mais, com todas as Revistas que o senhor já publicou, alguns rascunho dentro de vidros, como tesouros que são, seus troféus, recortes de reportagens, telas, fotos, esculturas, objetos em exposição.
Pode ter carrinhos vai e vem para os pequeninos, tubo de escorregar com imagens por dentro, tipo aqueles livrinhos Flip de passar rápido as páginas e ver movimentos. Cinemateca, lanchonete com melancia, sorvetes e sucos com nomes dos personagens, biscoitos em forma de ossos com o nome do Bidu e leite com sucrilhos em um prato com o nome do Mingau. Peço que o suco Tina seja de laranja com mamão em minha homenagem.
Pode ter também dias de autógrafos, shows musicais, teatrinho, sarau de poesias, leituras dos HQ´s para crianças cegas e além de todas essas ideias, muita coisa podia ser feita e a aceitação seria garantida, com gente vindo de todos os cantos do Brasil e do exterior para visitar. Chico ia vir lá da roça e se assustar com a imensidão e belezura da Revistoteca.
Fico aqui aguardando a parceira e já vejo a fila para entrar, como magicamente tem escrito na imagem da revistinha que encontrei por acaso.

1 de abril de 2013

Abrindo abril

Para abrir o mês de abril muita luz
Céu azul, girassóis amarelos e alegrias mil
Janelas, portas e almas abertas para a paz entrar
Em todas as mesas pão
Curas e conquistas nos caminhos
Sorte no destino, bondade no coração
Atitude, poesia e oração