31 de maio de 2013

Fale ilimitado, fale pessoalmente

Falar ilimitado e pessoalmente colore a face e a mente
Não existe isso de falta de tempo
De distância, de cansaço
Existe falta de interesse
De dar valor
Porque quando a gente quer mesmo
E percebe, sente, entende
Que somos movidos e alimentados de olho no olho
Mãos que se apertam, abraços, tapas nas costas
Cheiros, sons e tons de voz, risos, choros
A madrugada vira dia
Segunda vira sexta
E qualquer momento, horinha, brecha, vira oportunidade
E tenho dito!
Por uma sexta-feira e vida de presença
Rostinhos corados e fitados face a face
Paz e bem
Amém!

30 de maio de 2013

Sobre fé e dúvida

Boa pergunta:
A fé é uma casa de muitos quartos
E nenhum quarto para as dúvidas?
Boa resposta:
A fé é sim uma casa de muitos quartos
E com muitos quartos para as dúvidas
As dúvidas são úteis, ela fazem com que a fé fique viva
Geralmente só sabemos a força da nossa fé quando ela é testada
Do filme As aventuras de Pi

29 de maio de 2013

O preço de cada palavra

Ana dia desses falou lá no blog dela de um livro que ela já tinha falado em um tempo que eu não ia no blog dela, clica aqui para ver as postagens e aqui para ver o vídeo e ouvir a musiquinha instrumental do Booktrailer do tal livro que gastei tantas palavras para falar onde o descobri e que se chama: A Grande fábrica de palavras e conta a história de um país aonde as pessoas falavam muito pouco e o silêncio não era filosofia de vida, as palavras por lá precisavam ser compradas. E determinadas palavras custam muito caro. Realmente custam, nesse mundo inventado e no nosso. 
Uma história infantil dessas que creio que adultos devessem ler, por opção, comprados para si e para crianças que por ventura passem por suas casas e vidas (filhos, sobrinhos, netos...), para dar de presente a um adulto amigo que fala muito, sem escolher as palavras ou para outro adulto amigo que as escolhe, como prova de ter vindo talvez desse país. Quem tem clinicas ou escritórios com sala de espera pode deixar um lá a espera de ser foliado sem querer e mudar a vida de quem o lê.
Há muitas lições e recados claros em poucas palavras nesse livrinho, como o de valorizar as palavras boas e não usá-las banalmente, saber o custo das ruins, ver a poesia de palavras simples, perceber o som do silêncio e o espaço que ele abre para escolhermos com mais cuidado as palavras que irão interrompê-lo, sejam as que falamos ou as que ouvimos.
Dá para refletir sobre tudo isso inclusive sem nem mesmo ler o livro, só com essa ideia de cada palavra dita ter um valor. As escolheríamos por conta disso e quem mais ganharia seríamos nós mesmos. 
Com a leitura da história e correlação com muitas das histórias que vivemos dá para tirar também a lição de que a censura não é uma barreira para a criatividade e que emoções são capazes de extrapolar qualquer problema de comunicação.  Há ainda sentidos e muita beleza nas ilustrações que não gastam palavras e falam muitas.
Uma boa, constante e contínua escolha de palavras a todos, a sugestão de ler o livro e meu agradecimento a Ana por compartilhar a descoberta desse tesouro.

28 de maio de 2013

"E não importa o caminho
Às vezes, a gente só precisa é de alguém que segure a nossa mão
De outros pés que acompanhe os nossos passos
De um coração batendo ao lado
No mesmo compasso" 
Concordo com Monalisa Macêdo
Que cuidemos desse alguém ou desses alguéns
Que sejamos cuidados
Que nossos corações batam em compasso
E entre mãos dadas e passos acompanhados
Sejamos abençoados

27 de maio de 2013

"Ver é uma fábula"

"Viver é super difícil
O mais fundo está sempre na superfície"
Paulo Leminski
A frase do título do post é o nome da Mostra Cultural do artista Cao Guimarães e está no livro Catatau, do bigodudo escritor poeta Paulo Leminski que é também o autor da frase acima e tenho a impressão que ele quer que eu o leia. Sabe como é isso?
Meu irmão outro dia disse que estava querendo o livro "Toda poesia" dele e também vi seu nome em uma camisa da lojinha Poeme-se e juntando lé com cré, não gostei de não saber quem ele era.
Procurando me deu vontade de ler sues escritos. Ser Paulo já confere a ele grande vantagem de simpatia da minha parte. Ai vi o tal livro que meu irmão quer na Saraiva e o livro ficou me olhando, eu olhei para ele e nem peguei para dar uma espiada para não aumentar a atração, deixei ele lá.
Correlações a parte, a mostra de Cao Guimarães é uma seleção de fotografias, instalações e vídeos apresentada pela primeira vez no Brasil, com apoio de educadores, do programa Para Gostar de Ver, além de outros parceiros. A frase resume um pouco do que a obra do artista oferece, que é a possibilidade de construir narrativas a partir do olhar. Achei fantástico!
Sem muitas regras e cheia de intenções as instalações retiram o espectador da situação de passivos e propõe a visão de coisas e situações que normalmente não percebemos, como o desfile de uma bolha de sabão.
Para Cao, segundo palavras dele mesmo "uma folha ao vento é tão expressiva quanto uma cantora lírica." Eu também acho!
A mostra está no Itaú Cultural na Av. Paulista, em Sampa. De terça a domingo até o dia 01/06 e conta com workshop e ciclo de filmes. Fica a dica e minha torcida de que venha para Salvador.
Desejo para mim e para todos que por aqui passarem, olhares e visões atentas e o luxo de saber que acima do teto, acima de nós, acima de tudo há um céu cheio de estrelas, sol, nuvens, lua, sonhos e possibilidades.

26 de maio de 2013

O futebol e eu

Eu adoro futebol, do jogo, de torcer, dos estádios, da bola, dos hinos, dos uniformes, de defender meu time e esculhambar os rivais e de determinados jogadores independente de seus times, não, não sou Maria chuteira, gosto como homem gosta, dá para entender? Deve ter alguma ligação com aquela história que já contei aqui de meu pai contar com que eu fosse um menino.
Joguei muito futebol na área do prédio onde eu morava, com meninas e com meninos, com direito a chutes nas canelas, pernas cheias de perebas, palavrões e discussões por causa da distâncias das sandália que faziam o papel do gol. Entendo algumas coisas, muitas na verdade, mas o que não se explica é a parte que mais gosto. A paixão, que tão bem foi descrita e não explicada em umas das crônicas do livro de minha amiga Ana Paula.
Nesse final de semana a final do campeonato da Liga dos campeões me fez torcer fervorosamente pelo Bayer. Virei alemã por um dia e me senti vitoriosa com a vitória do time, com a vitoria pessoal do jogador Robin. Futebol tem isso o cara vai de herói a vilão em um chute. Mas a parte que mais gostei foi a torcida do Borussia aplaudir a vitória do Bayer. Lindo!
Não podia deixar de falar de Neymar que é o assunto da vez no mundo do futebol e que a habilidade dos pés é inegável. Que as cifras e o peso da camisa do Barsa não tirem o jeito e ginga moleca dele. Quando Neymar faz dribles e gol´s eu vibro sem ser santista, detestando cada corte de cabelo dele, cada queda fingida e torcendo para ele dar show na seleção, nem que seja em um joguinho só.

25 de maio de 2013

Por um bom final de semana

Para algumas pessoas é difícil a leitura de certos textos, poemas, é sem sentido assistir a certos filmes pois o que se lê e se vê precisa ser além de lido e visto observado e associado as impressões e sentimentos que temos ou não em nós. São leituras e imagens que nos convidam a um cafezinho, uma olhada pela janela, a sentir o cheiro de capim molhado, dar um mergulho em um rio, molhar os pés na água do mar, andar descalço na areia, acompanhar com olhos e alma o voo de pássaros e borboletas.
Ao ler e ver histórias, poemas e reflexões que falam sobre sentimentos, sentidos, alegrias e dores que tenham ou não referências com nossas vidas, temos que nos deixar tomar de assalto, mergulhar.
Boas leituras, imagens, mergulhos, caminhadas e vôos para o final de semana. Até segunda!

24 de maio de 2013

Por uma doce sexta-feira

Sequilhos
Esses estão moreninhos como eu gosto
Enfileirados e açucarados 
Em saquinhos pequenos que cabiam uns 6 
Eram compra certa e baratinha 
Na cantina da escola onde estudei

Rosquinhas de goma, de nata, de batata doce
Gosto de todos os sabores
Só de ter formato de rosquinhas já gosto
Será porque me lembra Donuts que eu adoro?
Será porque me lembra meu pai?
Que sempre fez biscoitinhos em forma de rosquinhas
E bolinhas marcadas com as costas de um garfo 

Amanteigados Romeu e Julieta
Huuummm!


Depois de todos esses biscoitos, um café e uma proza. Já parou para pensar que toda comida, prato, belisquete tem uma história? Se não popular, clássica ou registrada, pessoal e pitoresca. Falei na segunda de uns biscoitinhos chamados paciência por aqui e com outros nomes por ai e a medida que escrevia a postagem outros tantos biscoitinhos me vieram a mente, da infância, dos dias de hoje, locais, inter-estaduais, internacionais, caseiros, industriais e por ai lá vai.
Tenho vários desejos gastronômicos de viagens e você? Outro dia até surgiu esse assunto em uma conversa entre amigas, que há turismo de lugares, de pessoas, gastronômicos, de compras, de recordações, de trabalho, de comemoração e de muita coisas juntas também. Em Portugal por exemplo se não voltar gordinha, volto bebendo água por meses de tanto doce que planejo comer.
É interessante quando se puxa um papo sobre comida, todo mundo tem algo a contar, dizer, um prato, uma receita, uma história e uma coisa puxa outra e a fome aperta e as lembranças se misturam como ingredientes de massa, molhos etc.
Palmier´s, foram os primeiros biscoitinhos a virem a minha mente no dia do post das paciências. Na verdade eles não são biscoitinhos, são biscoitões, massa folhada, açucarada, que sou apaixonada, mas não achei nenhuma imagem que gostei. As imagens selecionadas acima, com minhas descrições, são um apanhadinho de biscoitos que são do meu livro de histórias, sou mais de comer do que de fazer, por isso não estão no livro de receitas, risos.
O caminhão da Tostines é pelos comentários que tenho mandado para a amiga Ana Paula, sobre o livro dela, clica aqui para conhecer e adquirir, super-recomendo. Eu tenho mandado minha opinião e relatos das minha leituras e no assunto do e-mail coloco: Leitura a granel, e a palavrinha granel a remeteu aos tempos em que ela comprava na mercearia biscoitos Tostines a granel em saquinhos de papel de embrulho.
Uma sexta de lembranças, gostos, aromas, sentimentos bons a granel e em atacado. Um final de semana com simplicidade, gosto bom e histórias de pão fresquinho, biscoitos, balas e doces em sacos de papel.

23 de maio de 2013

Para os dias nascerem felizes

Para os dias 23 de maio de todos os anos nascerem felizes
E tantos outros dias
Para que transcorram felizes
E terminem felizes
Que façamos por onde
Que tudo seja leve
Que o que for bom o tempo nunca leve

22 de maio de 2013

Vozes e violões

Não sei bem se é uma crônica ou um depoimento pessoal a voz das palavras de Ana Jácomo após pegar seu violão, que eu trouxe hoje para compartilhar.
Eu já pensei em aprender a tocar violão ou outro instrumento qualquer, mas nunca parti para a ação, está na lista. Eu adoro listas e tocar está em uma categoria dessas de sonhos que nos sentimos bem em viver com eles como sonhos apenas. Como comprar um barco, dizem que o sonho é melhor do que ter um e todo o trabalho e gasto que eles exigem.
Geralmente esse tipo de sonhos a gente também se satisfaz de ver outras pessoas realizando. Acho o máximo minha amiguinha Júlia está aprendendo  a tocar, mesmo com as interrupções intemperes de seu cãozinho (veja aqui o vídeo). Enfim, quem sabe um dia eu não tiro esse sonho da lista dos sonhos de só sonhar e ele vira uma realidade. Ando me encaixando mais na ideia do nome que dei ao desenho-imagem do post: Julia, Paulinho ou Bernardo e letra minha. Os nome dos meninos são de meu filho e do irmão de Julia, deixei em aberto quem seria o pianista. Me sentiria realizada em ouvir palavras minhas virarem canções.
Enquanto isso resolvi compartilhar os sentimentos e a mensagem final, dos escritos de Ana, que não é a mãe da Ju, mas é outra Ana que também admiro muito. A propósito, Ana já é um nome de minha lista de nomes que gosto.
Segue o texto:
"Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade.
Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.
Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos.
Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós."

Agnus Dei

Agnus Dei, traduzindo: Cordeiro de Deus é um símbolo e adereço religioso muito usado, com e sem conhecimento de muitos devotos do que seja. É uma medalha ou moedinha com a gravura de um pedacinho do Cirio Pascal, abençoado pelo Papa na Sexta Feira Santa. A Igreja católica recomenda usá-lo com fé e devoção para proteção contra calamidades e males do corpo e da alma.
Tenho a lembrança de ouvir essa expressão em trechos de missa falados em latim e só a pouco tempo, olhando umas medalhinhas para comprar, fui atrás do significado que para mim era desconhecido até então.
Com formação em letras e paixão por elas, sou admiradora do latim, nossa língua mãe. Meu filho desde pequeno é um tagarela que nem a mãe e usa muitas palavras rebuscadas. Eu brinco dizendo que foi por que ele assistia aulas de Latim quando estava na minha barriga, nos idos de 13 anos atrás.

21 de maio de 2013

Coisas de meninos e eu

Esses dias falamos por aqui de brincadeiras de meninas como brincar de casinha e de mãe de mentirinha, eu brinquei muito de boneca, de casinha e também de escritório e de jogos de tabuleiro.
Morávamos na rua e passeávamos em casa como se diz. Eu pulei muito elástico, fiz muitas roupas e acessórios para minhas bonecas de papel, colecionava e trocava papéis de carta, armava teatrinhos, nos fantasiávamos. Bambolê era uma febre, fazíamos pulseirinhas de linha em tabuinhas com preços na pontas e eu adora jogar bola, qualquer que fosse a brincadeira. A preferida era baleado e a força e impiedosidade eram de menino.
Como tive um irmão mais novo nascido quando eu tinha 5 anos, com quem brinquei de mãe de mentirinha com toques de realidade e um filho menino, acho que despertou-se em mim o gosto por gudes, carrinhos, bonecos de ação e pipas. Assim como outras coisinhas de menino como brabeza, gostar de futebol e de concertar coisas, falar alto, falar palavrão. Acho que também há uma influência energética vinda de meu pai, que já com duas meninas, apostou e vibrou forte para eu ser um moleque.
Eu tive já um vaso na sala cheio de gudes e foi essa lembrança que desatou essa proza. Acho que vou comprar gudes para um novo vaso de gudes e vou colocar em prática um projeto que tenho: empinar uma pipa.

20 de maio de 2013

Descobertas, tarecos e eu

Alguém ai já comeu tareco? Eu comi muito e nem sabia, vejam só! Tareco é um biscoitinho de consistência firme, feito de farinha de trigo, ovos e açúcar, simples assim, assadinho tem cor amarelinha alaranjada e combina com café bem quentinho.
A massa é pingada na forma, salteando com uma colher um pingo ao lado do outro e se não tiver senso de espaço ou pressa um pingo gruda no outro.
O tal tareco, faz parte da culinária popular do nordeste. Conta o povo que é de origem pernambucana, tendo se espalhado por todo canto como tudo se espalha por aqui. Li por ai que seu nome está em músicas e poemas de autores nordestinos, vou prestar atenção, nunca reparei.
Olha o danado ai em cima, menos amarelinhos esse dos que os da padaria de meu dindo, mas vale pra quem não conhece matar a curiosidade, eles são conhecidos também como biscoito mentirinha, digam se não tinha que ser tradicional no 1º de abril. Acho que vou instituir isso por aqui. Porque é chamado de mentirinha? Não sei! Será que é porque parece que enche a barriga, mas não enche?
O interessante é que sempre me entupi de tarecos, não quero imaginar que me entupi de mentirinhas, prefiro tarecos. Na verdade achava que estava comendo biscoito paciência como é conhecido aqui na Bahia. Falei deles aqui esses dias e falei também que em mim eles nunca tiveram efeito de pacientar, sempre questionei o nome por isso e agora sei que em mim eles tem um efeito derivação de tareco, é um tal de tareco teco, trelelê, tagarela, falo que nem Emília do Sitio, quem convive comigo sabe. Haja paciência!

18 de maio de 2013

Contos, prozas e psicanálise

Inventaram agora uma tal de adultescência definida como sendo a situação de pessoas jovens, sem idade suficiente para ser, na média dos 35 aos 45 anos, que não aceitam o fato de estarem deixando de ser jovens, não assumem suas responsabilidades e tem dificuldades de fazer escolhas.
Será que é possível fazer uma pesquisa com os adultecentes para saber se eles leram ou conhecem a história de João e o pé de feijão?
Como serão os adultos de amanhã se essa classificação se extinguir e adultecência não ser mais uma deformação e sim a faixa etária após a adolescência?
Bruno Bettelheim, em A Psicanálise dos Contos de Fadas, faz uma maravilhosa relação metafórica entre esta dificuldade de aceitar a aquisição da maturidade com a história de João e o pé-de-feijão. Como anteontem por aqui entramos no mundo dos contos de fada, resolvi aproveitar a deixa e deixar essa reflexão para o final de semana.
De forma simbólica o autor desse livro faz uma viagem, trazendo os contos para a realidade contemporânea. Soube por sinal, através do post dos contos de fadas , de uma série chamada Once Upon a Time (Era uma vez) que tem entre muitas histórias, releituras e continuaturas (eu que inventei essa palavra) de contos clássicos e apresenta personagens pós histórias dos contos, que por conta de um feitiço lançado por uma rainha má, não se lembram de seu passado. Também soube de um livro de Pedro Bandeira no qual as história pós histórias, a vida das princesas com os filhos, maridos e afazeres cotidianos são narradas em enredos recheados de criatividade. Quero!
* Vejam só quanto rendeu um prozear sobre contos e encantos!
Voltando a psicanálise, no caso de João, aquele do pé de feijão, ser enviado de encontro ao mundo significa o final da infância e isso tem que ocorrer também na adolescência, encarando-se o processo longo e difícil de se transformar em adulto e o processo paralelo dos pais em deixar, admirar e incentivar a maturidade dos filhos.
A história do menino que luta internamente para se tornar um adulto, representa o conflito psicológico de todos os jovens, que passam e devem passar por essa fase. É o rito de passagem, no qual todos os aborrecentes aprendem lições que os fazem enxergar o mundo de forma mais racional e sensorial. Crescendo fisicamente, João, como todo jovem, necessita também crescer psicologicamente e a partir dessa necessidade se dá o conto e a criação de um lugar mágico, peripécias e a busca da resolução dos seus problemas. 
A mãe de João percebe que ele não é mais uma criança, algumas mães custam a perceber e se sente incomodada como muitas e insiste em manter o filho debaixo das asas. O encontro no caminho até a feira com o senhorzinho engraçado que lhe oferece trocar a vaca por alguns grãos de feijão mágicos, é o uso clássico de uma figura auxiliar, que aparece quando o protagonista está com dificuldades.  Ser um velhinho, representa sabedoria. Os grãos são o suporte para o protagonista alcançar seus objetivos, não são a resolução do problema de forma imediata, mas um instrumento, são o símbolo das vicissitudes, pois, ao serem enterrados, os grãos, na sua forma primitiva morrem e brotam em nova vida.
João escala o pé de feijão três vezes. Na primeira vez, ele traz uma sacola cheia de ouro que com o passar do tempo, irá termina. Na segunda vez, ele já não é mais o mesmo e rouba uma galinha mágica que coloca ovos de ouro toda a vez que for solicitada, isso representa ter domínio e responsabilidade sobre algo ou alguém e a necessidade de uma fonte de recursos que não se esgote. Renda, salário, profissão.
Na terceira vez o protagonista rouba uma harpa de ouro que canta as mais belas canções e poeticamente as vibrações do instrumento representam as aspirações espirituais. Vale salientar que o herói rouba por duas vezes elementos que alimentam as aspirações materiais da vida, no entanto, espiritualmente falando, segue pobre, de espírito e de equilíbrio psicológico que precisa ser preenchido, para arrematar, para dimensionar os valores materiais.
A leitura de João e o pé de feijão é ao meu ver uma ótima leitura para adultos, além de para crianças e adolescentes. Acho que seria muito interessante inclusive, as escolas adotarem esse clássico no ensino médio.
Acho também que vou descansar a tagarela e segunda eu volto. Até!

17 de maio de 2013

16 de maio de 2013

Os contos de fadas oferecem distração e formação a leitores de todas as idades, principalmente as crianças, desde sempre, são convites para passeios em mundos fantásticos com retorno garantido ao mundo real, transformados de alguma maneira. 
E quem é transformado ora percebe, ora não, identifica a lição de imediato ou vai identificando aos poucos. Há nos contos recadinhos, feiticinhos, figuras de linguagem, personagens com funções e intenções que nem mesmo depois de crescidos desconfiamos.
Eu tenho tido surtos de indignação com releituras que como limão em leite azedam contos clássicos,  mas há trabalhos muito bons como o Deu a louca na Chapeuzinho e Alice no país das maravilhas que para mim são dois exemplos que além de manterem as lições de moral, personagens e símbolos, conseguiram agregar mais coisas ainda em suas releituras.
No Deu a louca a mesma história sob vários pontos foi uma sacada fantástica. Em Alice o chapeleiro maluco de Jhonny Deep, consegue ser ainda mais fantástico do que sempre foi, além dos aprendizados e ensinamentos de Alice e do coelho com uma roupagem mais teen´s, além da cada vez mais linda e mágica mesa de chá.
Um dos primeiros a direcionar contos ao público infantil foi Charles Perrault, ao publicar os Contos da Mamãe Gansa, que reúne contos como A bela adormecida, a Cinderela, entre outras histórias famosas. Quase um século depois, os folclóricos irmãos Grimm se dedicam a contar e recontar Chapeuzinho vermelho, Branca de neve, João e Maria e chega a vez do poeta Hans Christian Andersen, com o seu O soldadinho de chumbo, A pequena sereia, Os sapatinhos vermelhos, dentre outros contos adoráveis.
Eu sou da opinião de que clássicos são clássicos como já pontuei aqui semana passada. São bem vindas novas produções e histórias, mas toda criança de 100 anos atrás e daqui a cem anos devem ter acesso as histórias infantis clássicas e atemporais. Todas lidas e contadas com toda a sua carga lúdica e moral, para abrirem as janelas dos sonhos e fincarem raízes na formação da personalidade e caráter. Hoje vou fazer umas perguntinhas, momento escola. Topam?
Me conta ai então:
1. Qual seu conto de infância favorito?
2. Você leu já adulto(a) algum conto e teve uma compreensão diferente do que tinha em mente?

15 de maio de 2013

Sonhos, circo, cinema e eu

Sonhos é o nome de um dos curtas da Plano 3 que meu irmão mandou para mim umas imagens e informações para eu divulgar aqui. Enquanto produzia e editava a postagem descobri um site muito legal, chamado: Filmes que voam. Clica no nome para ir lá conhecer esse espaço fantástico, com filmes na língua de sinais e com audiodescrição para usuários com deficiência visual.
Sonhos estará participando da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, de 28 de junho a 14 de julho. Clica aqui para entrar no mundo de sonhos, para ouvir e ver meu irmão e toda turma da Plano 3 falando do trabalho e para conhecer meu amiguinho artista palhaço Jonas. Sou fã! Aproveitando o merchan, clica aqui para saber da Plano 3 e dos nomes do Brasil, da Bahia e de toda essa trupe marcando presença em Barcelona e na Bolívia agora entre maio e junho.
Fiquei dando pause o tempo todo enquanto assitia a matéria e ampliando essa foto ai em cima, para ver se o rolo de massa, apetrechos, escovinha de tirar a farinha da mesa são de meu pai. Além de produzir, pegar coisas emprestadas é o que a direção de arte faz de melhor. Se o ator que fez o padeiro, nunca mexeu com nada disso deve ter incorporado só de tocar nas cosias cheias de verdade e prática de S. Guillermo, padeiro, confeiteiro e sonhador.
Viva o circo, viva os sonhos de sonhar e os de comer, comi muitos quando pequena, muitos mesmo, meu pai fazia com maestria, aquele cheiro, aquele gostinho, são atemporais. Eu levava para vender na escola e ganhar uns trocados para comprar adesivos, canetinhas e outras bobagens.
Hoje ainda como sonhos na Padaria Piedade, que tem a opção de doce de leite no recheio além de goiabada. A padaria resiste ao tempo e é comandada por meu padrinho, um dia foi pelo pai dele. Um lugar que faz parte da minha infância e do meu paladar com os pães doces e pão de açúcar, biscoitinhos jesuíta e paciência. Vale pontuar que não faz a pessoa ser paciente consumir biscoitos paciência, eu garanto, sempre comi e continuo comendo e paciência não é uma de minhas virtudes.
Tem também aqui em Salvador uns sonhos que são vendidos na cidade baixa, perto do Colégio militar, fritos na hora, em um espaço que cabe uma pessoa, o caldeirão e o balcão. O cheiro e o passar deles quentinhos no açúcar aliados ao preço de uma bala são um convite ao pecado calórico.
Do cinema a vida real, do trabalho de meu irmão e de todos que trabalham com ele e tudo que aprendemos com as produções, as pessoas, o produto final, registro minha admiração, orgulho e agradecimento. Que não são nenhuma novidade, mas vale sempre repetir.
Saramago disse que dentro ou fora dele, todos os dias acontecia algo que lhe surpreendia, desde a possibilidade do impossível a todos os sonhos e ilusões. E assim é com todos nós. Adocemos pois, o paladar, a vida e o sonhar, sejamos palhaços, equilibristas, malabares, mágicos, transformemos sonhos em realidades. "Todos os sonhos são sementes e todas as estrelas são guias" bem definiu Patricia Pinna . Plantemos para colher e que boas estrelas nos guiem.

14 de maio de 2013

Mudanças e caos

Assisti a uma matéria no Globo News que falava com tom de total compreensão e apoio, sobre uma resolução lá na terra do Tio Sam, de ser opcional a cada estado ensinar a letra cursiva no processo de alfabetização e sobre o desuso da mesma e portanto exclusão de forma definitiva. 
Um dos apresentadores versou veemente, cheio de argumentos e empatia por parte dos outros 3 contra a letra  cursiva, que ninguém mais usa, que não tem sentido e que os motivos de quem defende não tem fundamento comprovado.
Eu escrevo com os dois tipos de letra, escrevo a cursiva com total gosto, destreza e escutando a voz de minha professora de alfabetização, subindo o l, descendo a perninha do g. Também sou ótima para fazer cópias de letras de estilos diversos, das tipo deitadas e magrelas as rechonchudas, sou como o seletor de fontes do Word é só escolher que sai igual. As que adoro fazer sãos as maiúsculas com gracejos, tipo de convite de casamento.
Para não me estender muito e dar a voz ao público, que pode ser contra a minha opinião, afinal não sou dona da verdade, eu penso que a letra cursiva é de total utilidade, seja pela representatividade na assinatura de cada um, como um símbolo pessoal, como traço da personalidade, haja vista a existência da grafologia, que não me admira será questionada e subjugada, seja por que treina a coordenação motora, ensina sobre a prática do uso das letras minúsculas e maiúsculas em nomes próprios, abreviações etc.
Sem falar que as letras cursivas são uma marca gráfica, histórica, cultural e atemporal. Mas há tanto sendo retirado e mudado em prol da praticidade. Agora, por exemplo, para quem não sabe, em muitos lugares, no processo de alfabetização, não é mais necessário que a criança saia escrevendo. Lendo já é o bastante e nem precisa ser bem.
E os pais compreendem, quanto menos trabalho para eles e crianças aprovadas melhor, é o senso comum. E as crianças se enchem de "razão" com suas mentes destinadas a limitação, que para usar computador e vídeo game, não precisam saber escrever, só ler. Um aluno quando eu ensinei, me disse: -Pró, não preciso saber ler e escrever, vou ser jogador de futebol. Dei uma enorme resposta, mas me fiz várias perguntas e lamentei.
Quem sabe daqui a uns anos a nossa língua oficial passe a ser o inglês, pois jogos e programinhas de celular são em inglês, para as redes anti-sociais é um facilitador, afinal com tanto senso de urgência, gosto por praticidade e carência de sentidos, usar o Google tradutor vai dar muito trabalho.
Não se tem mais fitas e nem cds ou dvds de músicas, até mp´s estão em desuso  e  se faz bem poucos álbuns de fotos físicos, muitas pessoas não compram mais livros, simplesmente baixam (e geralmente nunca leem). Enfim, tudo é armazenado na internet para facilitar e com isso se perde o tato, as gavetas, as caixas, pastas, cheias de trecos que alegram, que são lembranças para posteridade ou boas companhias para dias sem luz ou sem conexão.
Dentro dessa facilitação e desapego a tudo que sempre foi como foi e sempre teve um porque: Para que aprender a ler? Programas, livros, tudo vai ser lido por alguém que tenha aprendido ou por uma máquina programada para tal e só será preciso escutar. Hummm! Tenho sérias dúvidas de êxito, pais já não se escuta mais. Não consigo não me preocupar com a desevolução na qual caminha a humanidade, em passos de formigas, cheia de vontades, leituras e escritas precárias.

13 de maio de 2013

Se o laço do sapato
Nós, desânimo, cansaço
Tristeza ou o que quer que seja
Tentar te derrubar
Ande descalço, devagar
Só não pare de andar
Boa caminhada!
Boa semana!

12 de maio de 2013

"É bom ter mãe quando se é criança
E também é bom quando se é adulto
Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela
Mas é erro de cálculo
Mãe é bom em qualquer idade
Sem ela, ficamos órfãos de tudo
Já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome
Não liga se virarmos a noite na rua
Não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos
O mundo quer defender o seu, não o nosso
O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro
Quer que a gente case logo e compre um apartamento
Que vai nos deixar endividado por 20 anos
O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro
Que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos
Com a nossa limpeza interna
Não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba
O mundo nos olha superficialmente
Não consegue enxergar através
Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento
O mundo quer que sejamos lindos
Sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio
Como se fôssemos objetos de decoração do planeta
O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo
Não oferece um pedaço de bolo feito em casa
O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades
O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui
O mundo não tem doçura, não tem paciência, não para, para nos ouvir
O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa 
E qual é o nosso grau de instrução
Mas não sabe nada dos nossos medos de infância
Das nossas notas no colégio
De como foi duro arranjar o primeiro emprego
Para o mundo, quem menos corre, voa
Quem não se comunica se trumbica
Quem com ferro fere, com ferro será ferido
O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas
Mãe é de outro mundo
É emocionalmente incorreta
Exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática
Chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção
Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes 
E tenta adivinhar todas as nossas vontades
Enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima
Seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo
Mãe é de graça"
Obrigada Martha Medeiros por esse texto maravilhoso
Obrigada a minha mãe
Parabéns a todas as mães e juízo a todos os filhos

11 de maio de 2013

Mães de mentirinha

Segue um poeminha que li ontem
Escrito por uma amiga
Uma menina voadora, chamada Anne Lieri
Essa gartotinha na foto é Julia em treinamento
Que além de brincar com bonecas
Tem uma grande mãe como exemplo
Ju já está mais crescidinha
Quase uma mocinha

"No mundo do faz de conta
As meninas inocentes
Pequenas mães já despontam
Feito pequenas sementes

 Com as belas bonequinhas
Acalentam doces sonhos
São elas suas filhinhas
Com seus rostos tão risonhos

Trocam fralda, dão papinha
Ninam suaves cantigas
São as mamães e as filhinhas
Brincadeira tão antiga
  
Levam para passear
Conversam como mocinhas
Aprendem assim a amar
São as mães de mentirinha

 Essa leve fantasia
É treino, é uma missão
Coisas da vida, magia
Pra ser mãe de coração"

Lendo o poema fiquei pensando nas vezes que ouvi depois de ser mãe de verdade não ser mais legal dar mesinhas de passar a ferro para as meninas, nem joguinhos de pratinhos e xícaras, feminismo a flor da pele. Argumentos do tipo: Quando grandes se brincarem de casinha as meninas vão estar enjoadas das tarefas ou As meninas quando mulheres já vão ter toda essa trabalheira. Dar maquiagem, roupas é a moda. Já ouvi até a argumentação de que dar livros faz a criança enjoar cedo e depois se desinteressar na escola. Sem comentários, não cabe em meu entendimento.
Ai pensei com meus botões que por conta talvez dessa troca de presentes, dessa adultecência da infância, desses preconceitos, as meninas, se tornam mocinhas que não lavam um copo, não sabem lavar um banheiro, não sabem pregar um botão e ai se tornam mães sem nenhuma prática com mamadeiras e improvisos como as comidinhas de grama de quem brincou de casinha e de ser mãe, colocar fraldas, ninar, levar a boneca para passear e lhe ensinar bons modos.

10 de maio de 2013

Histórias de Escolas

Lá na escola onde meu filho estudou da alfabetização até a terceira série, as horas da chegada, intervalo e saída, não eram anunciadas com sirene, mas sim com uma canção, que até hoje, vez ou outra ecoa em meu coração.
"Vou te contar, meus olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender". Bom demais ouvir essa música todo dia, ele ouvia e provavelmente não dimensionava o quanto era bom. Eu ouvia e sabia e como sabiazinha ainda cantarolo e ouço o vento do passado cantar.
Na minha escola a sirene berrava e essa imagem que escolhi para o post lembra meu caderno, que era cheio de desenhos. O de biologia era um livro ilustrado, com figuras coloridas com lápis de cor e cheias de detalhes. Em todas as disciplinas era muita troca de cores nos títulos e balõezinhos em volta deles, para destacar e dar um toque de charme. Sem falar dos adesivos por toda parte. Nas capas dos cadernos de meu marido eu sempre fazia um desenho, colocava recadinhos, frases, corações. Meus estojos de canetinhas e lápis eram famosos, recheados de frescurices. Sempre gostei de material escolar, de estudar, ler, escrever, aprender. Amava o cheirinho das apostilas e provas impressas no mimeógrafo, cheirinho que o vento as vezes também traz.  Momento recordar é viver!
Uma sexta de recordações antigas e bons novos momentos e histórias para recordar no futuro. Quem tem mãe faz ai um bilhetinho, rabisca qualquer coisa no papel, desenha, recorta e cola, como aqueles que fizemos nos tempos de escola pelo dias das mães, para não perder o hábito de dar bilhetinhos, cartinhas, cartões a quem se ama.
Para quem não tem mais a mãe presencialmente vale um bilhetinho para desabafar e registrar a saudade, que pode ser colocado no pé de uma imagem santa, jogado ao mar ou guardado entre as recordações dela. Vale também um bilhete, carta, cartão para uma mãe amiga, mãe vó, mãe irmã, mãe tia.

9 de maio de 2013

O valor dos clássicos

A fotografia é de Paula Gomes
O fotografado, menino e palhaço é Jonas Laborda
"A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo", disse Maiakóvski, poeta russo. O espetáculo circense, a música, a dança e tantas outras manifestações artísticas, como a literatura são ferramentas de moldar e a literatura infantil em particular é um martelinho forjador de mentes e corações.
"Que mudanças teve a literatura infantil nos últimos 50 anos?
Como eram os livros infantis do século passado e como são os de hoje?" 
Estive pensando sobre essas perguntas que vi em uma matéria da Folha de São Paulo e acho que a literatura mudou muito e para pior no universo dos livros infantis, que são cheios de nada e vazios de essências e simbologia. Assim como os espetáculos circenses, que perderam muito de sua essência por tirar e botar daqui e dali  e ceder a exigências, críticas, modernices e insensibilidades.
Os contos de fadas nada mais são que narrativas curtas com papel lúdico explícito e papéis adjacentes como transmitir conhecimento, valores culturais, morais e cujos temas não devem apenas se referir ao presente, o leitor precisa ler sobre o que lhe cerca e precisa dar uma viajada no tempo e no espaço, para se encontrar, para criar referências.
Personagens e situações que façam parte do passado, do futuro, do imaginário são de extrema importância. Fiquei indignada ao ler uma matéria que não merece referência sobre a falta de necessidade e propósito de as crianças estudarem tantos fatos históricos e que cada uma procuraria informações na medida de seu interesse quando achassem oportuno. A mesma opinião dantesca para os contos clássicos, descritos como ultrapassados por uma mente nada brilhante (e o que me assusta é que há outras que concordam). Exclamei a medida que li, com o perdão do vocábulo: - Que merda é essa!
Cenários, histórias, situações do cotidiano, do nosso universo e de universos e mundos além de nós, são importantes, tem um papel, uma intenção, como a de apresentar diferenças, conflitos, medos, sonhos, expectativas, rivalidades, semelhanças e diferenças de gerações, as etapas da vida, a diversidade de sentimentos (amor, ódio, inveja, amizade, lealdade, coragem). Tudo isso deve ser apresentado e está presente nos contos clássicos e nos novos para oferecerem uma visão atemporal do mundo que nos rodeia e nos oferecem sugestões de lidar com ele.
Assim como palhaço tem que vestir roupas coloridas, o rosto tem que ser pintado, o nariz tem que ser vermelho.
"A literatura cria a felicidade", afirmou Cristovão Tezza, o homenageado da FestiPoa Literária, que acontecerá nesse final de semana em Porto Alegre. Eu estou com ele e acredito que os palhaços também criam e recriam a felicidade e continuarão criando, sem mudar a fórmula e a boa literatura também.
Vou trazer dia desses o conto de João e o pé de feijão, seus símbolos e simbologias, que ao meu ver é ideal para ser trabalhado na escola depois da leitura "descompromissada" da infância, com os adolescentes, extensivo aos pais.

8 de maio de 2013

Por cursos de escutatória

Achei que essa imagem tinha tudo a ver com a postagem
Borboletas amarelas são símbolos de sorte
Nomeei então a ilustração
De Camilla d´Errico
Como:
Sorte ter quem nos escute, sabedoria saber escutar
Foi publicado no Correio Popular, em abril de 1999, um texto de Rubem Alves, que seguem trechos:
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma" (...)
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma." Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer (...)
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio (...)
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia (...)
As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. É música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem."
É fácil escutar o que agente gosta, concorda. Difícil é escutar o que nos desagrada, sobre o que temos opiniões opostas ou em formação. Escutar é mais que simplesmente ouvir, é ouvir tentando entender, sem julgar, sem pressa.

7 de maio de 2013

Psssssss

A palavra silêncio deriva do latim silentiu e significa “interrupção de ruído”. Isso de o que é ruído está muito questionável nos dias de hoje, tem gente por exemplo que ouve e curte sons que julga ser música e que outros julgam ruído. Tem os ruídos do trânsito, de aparelhos e pessoas em casa ou no trabalho, barulho de obras e tantos outros
O post que está programado para amanhã, fala sobre escutar, que invariavelmente pede silêncio. E temos feito pouco silêncio e escutado pouco. Vale pontuar que ouvir é uma coisa e escutar é outra. Em algumas civilizações, o silêncio é um importante elemento cultural, espiritual e comportamental, praticado livremente e por vezes imposto, para ensinamentos diversos. No filme Comer, rezar e amar, há uma passagem sobre a prática zen e benefícios do silêncio.
No antigo Egito havia um “Deus” do silêncio chamado Harpócrates, com posição de dedo na boca como a das imagens clássicas de enfermeiras. Dentre os gregos, Orfeu, com magia, canto e tocando sua lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava.
Falando em enfermeiras, hoje em dia não há silêncio,respeito, educação nem elegância, seja em hospitais, velórios, cerimônias, reuniões, apresentações teatrais, cinema, elevadores. Todos estão sempre falando, desrespeitando as pessoas, na maioria das vezes com o bendito celular que é um disseminador de ruídos, sejam pelos seus toques e musicas ouvidas pelos usuários indiscriminadamente, seja pelo blá blá blá a qualquer tempo e hora. 
Sem falar da falta que somos para quem esta ao nosso lado quando disponibilizamos maior atenção a quem não está, seja ligando, trocando mensagens ou vendo e compartilhando coisas. Quem está a nossa frente é desprestigiado e se faz o silêncio ruim, o silêncio que nos afasta e desumaniza. 
Ouvi um nome muito interessante dentro desse contexto para as redes sociais, elas podiam passar a se chamar redes anti-sociais, como esses programinhas de bate bato, por onde se dá parabéns, pêsames, envia-se convites, notícias importantes e acha-se que está de bom tamanho.
Voltando ao silêncio, isso também acontece muito, agente vai falar de uma coisa e vem mil coisas a cabeça e privamos os outros do silêncio, não por querermos convencê-los de nada a força, nem exaurir nossos argumentos, é o mau hábito mesmo de não respirar, de falar enquanto o outro ainda esta pensando, ou querendo falar também.
O budismo valorizava muito o silêncio como condição para a contemplação, internalização, compreensão, evolução. A meditação, bem como a yôga nos educa muito nesse sentido. Calar, respirar e pausar.
Vivemos num mundo agitado, confuso, poluído sonora, visual e mentalmente. Então celebrar um pouco de silêncio é precioso e como descobri que 7 de maio, hoje, é o dia do silêncio, não descobri porque, resolvi dividir a descoberta com vocês e recomendar o uso do silêncio em nosso favor e do coletivo.

Mais sobre Saramago e eu

Ontem fiz um postagem sobre Saramago e Manoel de Barros e como já falei muito por aqui sobre Mané, resolvi falar mais um pouquinho sobre José. Tenho algumas coisas dele, dentre elas a sua biografia, um recorte da Folha de São Paulo do dia de sua morte e um apreço imenso pelos seus escritos.
Dentre os livros favoritos estão, em primeiríssimo lugar: "O conto da ilha desconhecida" que não tenho, pois sempre procuro comprar os que ainda não li, "Todos os nomes" e "Pequenas memórias" (tenho os dois).
Comprei como desculpa de ser para meu filho o único livro infantil que ele escreveu, chamado: "A maior flor do mundo". Recomendo para os pequenos com e sem segundas intenções.
Comprei pelo site da cultura em uma promoção de livros da Companhia das letras, um novo que eu não conhecia, escrito para o público jovem. O nome e o resumo me pegaram de jeito e essa parte de ser para jovens dei por secundária. O livro se chama: "O silêncio da água" e já está aqui em minhas mãos. Uma fábula construída a partir de uma lembrança da infância do autor que culmina em um despertar de sua lucidez e nos propõe o mesmo.
"Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água".
Não tão facilmente entendido em seus escritos, com posições políticas e religiosas enfáticas e rígidas, estilo narrativo que exige uma leitura atenta e apurada, releituras e aceitação de palavras e referências portuguesas, bem como muitas metáforas, ele é um escritor muito lido aqui no Brasil.
Já li e ouvi muito sobre a não compreensão de ele não ser tão querido em Portugal como é aqui e penso que o mesmo se aplica por exemplo a Jorge Amado, mas conhecido, lido e estudado lá fora, embora aqui seja querido. Isso pode ser entendido do ponto de vista das referências feitas por eles não serem do gosto de quem habita os cenários de suas narrativas ou pelo marketing voltado para o exterior de suas editoras e assessorias.
Do documentário que vi, resolvi destacar a carência e a falta de noção das pessoas. Uma fã, dizer a ele que o ama é meio que não amá-lo, uma vez que o conhecendo saberia da sua reprovação a essas declarações e usos vãos das palavras e sentimentos. Bem como pedir que ele desenhe um hipopótamo em uma fila de autógrafos enorme e vigiada, que anunciou-se não haveria dedicatórias por falta de tempo, apenas autógrafos e o desenho ser para um site de desenhos de hipopótamos de pessoas famosas.
A intimidade e bastidores da vida de Saramago nas filmagens não inclui a fase critica de sua doença, mas tem revelações e tons de despedida, a maior delas feita a Pilar, sua amada, ao fim do documentário. Descobri que o Doc virou um livro de subtítulo "Conversas Inéditas", com algumas coisas a mais e outras a menos.
Sempre muito questionado se teria medo de morrer (fé e salvação não faziam parte de suas crenças), ele mostrou seu ceticismo publicando antes de partir "Caim", sua última interpretação polêmica da Bíblia, que revelou ter o insight da criação na viagem entre Rio e São Paulo, durante o lançamento de A viagem do elefante.
Sobre a Premiação na Academia brasileira de letras, frases e declarações, vale ver o documentário. Para fechar dou a palavra a ele: "Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: dar voltas'' e "De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos". "A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada". "Tentei não fazer nada na vida que envergonhasse a criança que fui". "O caos é uma ordem por decifrar". "Se podes olhar. vê. Se podes ver, repara".

6 de maio de 2013

Mané, José e Eu

Nos áureos anos 80, Millôr Fernandes começou a mostrar ao público, em suas colunas nas revistas Isto é, Veja e no Jornal do Brasil, a poesia de Manoel de Barros e a partir de então o poeta saiu da toca e com 80 anos escreveu seus primeiros 10 livros, como um coelho paridor de frases, poemas, filosofias, histórias e sabedorias.
Assisti semana passada a um documentário exibido no canal Cine Brasil, sobre um outro escritor que gosto muito, José Saramago. Um pássaro arisco e politizado que revelou e criou muitas histórias, metáforas e reflexões.
Pena que não se pare como coelhos Manés e Josés. Estão mais é para espécies em extinção, ou vivem escondidos por ai, além dos holofotes e buscas no Google.
Eu tinha planos de ter um autógrafo de Saramago em um de meus livro, só em outro plano agora. De Manoel, não quero autógrafo, mudei de planos, mandarei uma carta para ele, já recebi até por e-mail o endereço. Farei um desenho talvez e de mim para ele, não ao contrário, uma dedicatória, recado, história, carta, que ainda não escrevi, mas já me sinto importante e feliz com o plano de fazer. Tenho candor por bobagens, como diz ele.
Manoel e José, dois nomes tão simples, duas criaturas tão ímpares que em suas palavras dizem além do que elas significam e os significados são muitos ou únicos e funcionam como cutucadas em nosso coração, alma, saberes, no nosso íntimo, no mundo e nas suas mazelas e belezas, na observação da natureza, das coisas e dos homens.

4 de maio de 2013

Ser poliglota

"Minha pátria é minha língua
Flor do Lácio
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?"
Caetano
 "Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse informar"
Gil
Eu ontem proseei aqui com vcs sobre ter orgulho de meu nordestês, mas digo isso com o reconhecimento cultural do vocabulário de meu lugar e com o devido valor, uso e conhecimento do português correto, da linguagem oral e escrita adequada a outros meios, como o acadêmico e o profissional. Ainda arrisco  de  lambuja, no internetês, motivo de orgulho dos jovens e conectados. Acentuar, pontuar, saber a origem das palavras, derivar, conjugar, saber termos formais, a meu ver, é atemporal.
Chamei Caetano e Gil para dar uma palavrinha sobre isso, através dos trechos acima e escolhi a imagem como recado para nosso uso tanto da língua local, como do bom português, inglês, abreviações, códigos, símbolos, linguagem internética, clássica, musical e poética.
Sejamos poliglotas de estilos, porque quem sabem mais, entende mais, se explica melhor e tem mais horizontes por dentro e por fora.

3 de maio de 2013

Eu nordestina

Parafraseando Ariano Suassuna: "Eu não troco meu oxente pelo ok de ninguém". Não escondo ou maquio meu sotaque, minha cultura, minhas crendices e nordestinices. Tenho orgulho de ser nordestina da gota serena, com farinha, pimenta e uma pitadinha de dança flamenca. Para quem não sabe, sou descendente de espanhóis  Mas troco fácil o azeite de oliva pelo de dendê e bacalhau por camarão seco.
Manias, crendices e superstições são merecedoras de tema de monografia, dia desses faço um post, quando estiver inspirada. Tem até um jargão que diz para coisinhas pitorescas e inusitadas aqui da terrinha que tal coisa "só se vê na Bahia". No vocabulário um apanhado de palavras que na linguagem oral é mais solto e na escrita tem que haver revisão para não passar nada que eu jure que todo mundo fala, mas é nordestês.
Ir com tudo, confiante, aqui se diz ir com fé. E quem tem fé vai a pé, uma alusão a caminhada anual até a Igreja do Sr. Bonfim no dia dele. Sair correndo na doida é sair desembestado ou estabanado. Para dar a volta agente arrodeia e arrancar alguma coisa na força é tirar na tora.
Zangados estamos retados, virados no cão, no mói de coentro e muitas outras variações. Para não azuar vocês, encher a cabeça em bom português, vou parar por aqui. Uma sexta apimentada e abençoada a todos!

2 de maio de 2013

Arremesso de compras

Essa é a minha cara quando arremessam minhas compras. Eu já me peguei várias vezes com essa cara, me perguntando se existe algum treinamento para caixas de supermercado arremessarem mercadorias. Escolho tudo, desde latas sem amasso e ferrugens a pacotes de biscoitos inteirinhos, afinal não acho dinheiro em árvore como dizem os mais velhos. Ai chegamos ao caixa e como quem está em um jogo de arremessar coisas e ganhar pontos elas ou eles lançam as coisas. Como assim?
Acontecesse isso com vocês ou essa modalidade é só aqui em terras baianas?
Reclamo algumas vezes, faço cara de chocada, pego as compras assim que a criatura passa, como que participando de um jogo ou maratona.
Acho que poderia haver um workshop coletivo com todas as empresas de supermercados e mercadinhos de bairro, tipo alerta geral, para que os funcionários que operam os caixas mudassem esse mau hábito.
Agora que desabafei, vou aqui dar conta de fazer a lista do mercado do mês e já ir treinando a modalidade salvar compras na hora de passar no caixa.

1 de maio de 2013

Olá maio!

Maio começa com o dia do trabalho, que me lembra o adeus a Senna, é o mês da data que selou, ainda que teoricamente, mas vale aplaudir, o fim da escravidão. Mês que tem o seu segundo domingo dedicado as mães. Mês em que me tornei mãe. Que seja um mês de oração, libertação, emoção, coração, proteção. Que façamos por onde e se preciso for, hajam milagres. Amém!