31 de agosto de 2013

"O otimista é um tolo
O pessimista um chato
Bom mesmo 
É ser um realista esperançoso"
Ariano Suassuna

30 de agosto de 2013

Existem tesouros em todo lugar


"A matemática não é uma ciência mas uma religião
Pois os números se transformam como num milagre
E você simplesmente tem que aceitar"
(A matemática é exatamente assim para mim as vezes)

"Pessoas sofisticadas usam óculos escuros."
(Gostei um pouco mais dele por causa dessa, amo óculos escuros)

"Calvin, vai fazer alguma coisa que você odeia!
Ser miserável constrói o caráter"
(Amei a psicologia aplicada)

Sou fascinada por tirinhas, as da Mafalda são as minhas favoritas, gosto tanto das ilustrações, como das grandes mensagens em poucas palavras ou as vezes nenhuma palavra. Vi esses dias uma matéria sobre a tirinha da ilustração de hoje e resolvi trazer para compartilhar.
Existem tesouros em todo o lugar é o nome do último álbum da coleção criada em 1985 e publicada diariamente, durante 10 anos, em vários jornais mundo afora. Bill Watterson é criador da dupla Calvin, um elétrico garoto de 6 anos e e Haroldo, seu amigo tigre de pelúcia que ganha vida quando não existe nenhum adulto por perto. Entres fantasias e brincadeiras, nas tirinhas de Calvin & Haroldo, há, como nas de Mafalda, Snoopy, Garfield e tantas outras, questões políticas, sociais, culturais, pessoais, familiares e filosóficas.
Uma sexta-feira de buscas e encontros dos tesouros de valores desmatemáticos que existem em todo lugar. Paz, bem e bençãos! 

29 de agosto de 2013

Filosofia de blogueira

Tenho chegado a conclusão de que post´s são iguais a empregos, se a gente tem um, aparecem vários, se não tem nenhum, custa a aparecer. Fiz essa associação, pois estou com vários post´s na gaveta que vão trocando de vez uns com os outros e novos vão sendo rabiscados, novas inspirações, crônicas, poetices, vão surgindo, brotando, pingando.
Há essa crença popular e relatos pessoais de que quando a pessoa está desempregada é difícil e penoso conseguir uma colocação, ao passo que estando em um emprego muitas oportunidades reais, sem nem mesmo haver busca, surgem. As vezes sem ter nada engatilhado, nenhum rascunho ou nada programado, não nos surge uma ideia, eu já passei muito por isso desde que tenho o blog, são fases, falta de inspiração, zica ou tudo junto, não sei, mas não resisti em filosofar e mais uma vez hoje postar.

Mira de Merida

Merida é a personagem arqueira do filme Valente, de quem usei uma ilustração e palavras recentemente por aqui em um post sobre arcos, flechas e sincronicidade. Eu sempre fui valente, as vezes até demais e em um outro post onde falei de meus planos de usar fantasias, alguém sugeriu que eu me fantasiasse de Merida, como a roupa dela é azul e sendo arcos e flechas algo que me fascina, comprei a ideia e de lambuja adotei o filme como meu, já havia gostado quando vi, mas passei a gostar um tantinho mais, pesquisei sobre ele e como prometido, segue o que garimpei.
Valente fala sobre a luta de uma adolescente para encontrar ela mesma e traçar seu destino. “Mais especificamente, é sobre a luta de Mérida para entender como o mundo a vê em comparação a como ela se vê. Coragem verdadeira deve ser encontrada dentro de você mesmo”, definiu Mark Andrews, diretor da animação da Disney Pixar. 
“A história de Merida é universal. Acho que muitas pessoas, adultos, adolescentes e crianças, todos vão se identificar com a ideia de querer escolher o próprio caminho e de, ao mesmo tempo, ter um sentimento de lealdade em relação à família", pontuou a produtora Katherine Sarafian.
Além dos arcos, flechas e valentia de Mérida eu tenho apreço pelos guias azulados e iluminados da história e li por ai que os diretores Andrews e Chapman foram à Escócia em 2006 para um trabalho de pesquisa e houve um mergulho pela afeição por parte deles com a cultura, histórias e crenças locais. O diretor disse: “Eles eram capazes de dar nome a cada árvore, rocha e colina, cada uma com sua história. Eles têm uma incrível tradição de narrativa em sua herança.” Sejamos valentes, fortes, alimentemos nossas crenças e espiritualidade, sigamos os bons guias e exemplos, os valores familiares e morais. Flechas nos arcos e mira nos alvos.

28 de agosto de 2013

Tsurices




Hoje tem mais imagens que palavras. Tsuru é a ave símbolo da arte oriental de dobradura de papel, chamada: origami. O passarinho também conhecido como grou é considerado no Japão como um dos principais símbolos da imortalidade, longevidade e renascimento cíclico, juntamente com a ameixeira e a cerejeira. Essas mãos da última imagem são minhas e de meu sobrinho fofo Zaion.
Na cultura oriental ao se fazer um pedido, desejo ou oração é costume trabalhar enquanto deseja. Fazer tsuros é uma atividade tradicional por lá  e as dobraduras produzidas são dadas a quem se quer bem, como forma de agradecimento, a quem precisa de um alento, a quem se deseja cura, conquistas e boas energias e assim, como em uma via de mão dupla, nosso desejos acabam por se realizar e a oração cria força, pois além dos sentidos e dentro deles, tudo vibra, vai e volta.

27 de agosto de 2013

Projeto lenços que curam

Eu sempre trago histórias de inspirações e atitudes para cá
Dessa vez resolvi trazer um projeto
Pescado de uma postagem em um blog amigo
Que postou no mesmo dia que eu, sobre gente que inspira a gente
Foi automático, dormi com a ideia e acordei com a atitude
A logo acima foi feita carinhosamente pela criativa Cali
Clica aqui para conhecer o site de produções dela
A proposta, basicamente, é arrecadar lenços para levar para pessoas com câncer (mulheres, homens e crianças) e para um asilo, para enfeitar e dar cor a aparência e ao interior de algumas pessoas que passam por uma situação difícil ou vivem em situação difícil. Além do enfeite, a ideia é adoçar nem que seja um dia na vida de alguém, elevar a autoestima, levar carinho e atenção.
Vamos pedir aqui em volta de nós, eu e uma amiga que vai ser minha parceira de projeto e outras que vão se juntar a nós e peço aqui pelo blog, além fronteiras, que cada um ajude com um lenço ou quantos puder, arrecade lenços com seus grupos de convivência, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, família, tipo prova de gincana que arrecada doações e desperta o senso de coletividade, doação, ação entre as pessoas, que de muitas formas ganham em dar, em participar, em fazer o bem.
Preciso dos lenços até o dia 05 de outubro, dia de São Benedito (santo negro, escravo, curandeiro, humilde), data escolhida para benditas e fartas serem as doações e efeito em quem quer receber os lenços. Tem tempo de sobra, mas a data avançada é para que cada um faça seu envio, seus eventos e buscas de arrecadação, revire os armários, confeccione um ou mais lenços as costureiras de plantão, mas achar que dá tempo e deixar, deixar e esquecer e deixar para cima da hora e não conseguir arrecadar nada, não tá valendo...bronca com risos. 
Por enquanto é isso, forneço o número da Caixa postal para envio, assim que tiver com ele em mãos. Vou postar outro dia sobre as datas, os locais para onde vamos levar as doações, planos (todos que forem levar os lenços estarão de lenços, pretendo levar poesia, coral de música e outros complementos). Agradeço de antemão em meu nome e em nome dos que receberão os lenços e terão um pouco ou muito de suas vidas mudadas.

* Edição da postagem em 03/09 para divulgação da Caixa postal

Cristina Couto
Caixa postal 5814
Agência Sumaré
Salvador - Bahia
CEP: 41.820.970

26 de agosto de 2013

Vamos falar certo?

Eu comecei o dia com frescor, mas talvez pela água fria do balde, resolvi voltar e falar de outro assunto, com tom de segunda-feira, faca no dente, reivindicações, soluções. Acho, que os representantes de uma escola ou empresa, de um grupo de pessoas pequeno ou grande e quem lida com o público em geral, sejam cantores, atores, escritores; são formadores de opinião e são símbolos de referência no que diz respeito a muitas coisas como conduta, visual, vocabulário e nesse último quesito, acho importante falar bem ou no mínimo, falar certo. 
Desafetos pessoais a parte, me indigna e solicito em todas as bocas miúdas e graúdas e eco nas redes que alcancem quórum e mobilização, o pedido doce, se não aceito, amargo, de que a Excelentíssima Dilma, declare-se equivocada, arrependida, ou qualquer sentimento que ela jugue conveniente e retire o som do ar, das bocas, da tv, a escrita em impressos do vocábulo: presidenta.
Sei que já disse que gosto de palavras inventadas, mas no âmbito formal, convenhamos, cai mal. Miriam Rita Moro Mine da Universidade Federal do Paraná verbalizou e registrou a queixa e eu trouxe para cá seu discurso, que segue:
"No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é presidente e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A presidenta se comporta como uma adolescenta dentre tantas outras atitudes barbarizentas e não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Paralelos e perpendiculares

Ao ver essa imagem senti uma boba emoção
Pois tive um vestido de São João 
Com esse mesmo tecido de coração
E já fiz muito isso com balde d´água na cabeça
Perdeu a rima, mas não resisti comentar

Num dicionário de definições paralelas, eu diria que Twitter é aquela caixa de sapato ou de lata, a moda antiga, de colecionar fotos 3×4 e bilhetes, o Face, caixas maiores, com fotos 10x15, cartas, postais, amigos e socialização ao alcance dos dedos mas não do abraço, do contato, do olhar.
O tal do What´s App nada mais é que o relançamento do Msn, que com as redes sociais havia sido abandonado e agora de novo nome, ganhou milhões de usuários sedentos de novidades, ainda que sejam velhas. Quem bips não sejam relançados, com nova roupagem e virem moda.
Meu marido teve bip, olha eu entregando a idade dele, assim, sem cerimônia, que indelicada. Outro dia, a propósito, descobrimos, eu e ele, que colocar www para entrar em um site, é ultrapassado e desnecessário, desde então nos modernizamos.
Li em algum lugar que conversa por rede social tem um quê de conversa vigiada por palpiteiros, com zoiões e ouvidões de plantão, reproduções e releituras e as que são no paralelo seja teclando ou por fone de ouvido e microfone, parecem papo com atendente virtual ou telemarketing, sem barulho alheio, tão enriquecedor para a tomada de novos rumos dos papos, sem passantes, criançada, cachorrada a desviar e enriquecer o fuxicar.
Comparações, paralelos e perpendiculares a parte, ninguém nunca vai inventar nada melhor que conversa de portão, mesa de café da manhã, almoço, janta ou bar, tapas nas costas, abraços, cheiro de perfumes, voz ao vivo, roupa, cabelo, caras e bocas com todos os mega pixels que nossos olhos tem, em tempo real e com as cores que agente sente.
Trocentas curtidas, cutucadas e lista de seguidores virtuais, não são como as pessoas e os lugares ao vivo, como curtir um filme na sala de cinema, praia, sol, banho de mar, chuá de uma balde d´água, banho de mangueira, cochilada no meio da tarde, deitar em rede, balançar em balanço, pipoca quentinha, massagem no pé, colo e cafuné.
A todos uma semana iluminada, enxaguada, refrescante, recheada como cesta de piquenique e arejada como roupa no varal.

23 de agosto de 2013

Qual foi a última vez que você experimentou ou fez algo novo?
Foi a um lugar diferente, provou alguma coisa diferente
Qual foi a última vez que você fez careta
Faça caras e bocas
Ria de doer a barriga
Faça alguma besteira
Assista a comédias ou a um filme de terror
Você já saltou de uma tirolesa?
Já plantou bananeira?
Tente e se a idade ou silueta não permitir
Sente ao menos que nem chinês
Pule corda ou elástico esticado de uma cadeira a outra
Nem que seja na altura do tornozelo
Conte carneirinhos antes de dormir
Se espriguice de manhã como personagens de desenho animado
Estique os braços como se fosse capaz de tocar a lua
Ou apanhar uma estrela
Qual foi a última vez que você fez uma bola de chiclete?
Ou soltou por ai bolhas de sabão
Aproveita as crianças, diz que está brincando com elas e se diverte
Ou vai no carão mesmo em um carrocel
Desce num escorregador no parque
Quer ver uma coisa bem fácil:
Dê um longo e apertado abraço em alguém
Sem nenhum motivo aparente
Viva pequenas felicidades e novidades
Boa sexta e um final de semana cheinho de amenidades

22 de agosto de 2013

Folclorices

Livro "Lendas Brasileiras" da Editora Girassol
Eu sou fã de folclorices e desde a época de escola adorava o Dia do folclore, os desenhos, trabalhos, pesquisas, histórias sobre a Mãe d´água, o Boitatá, a Mula sem cabeça, o Saci, o Curupira.
Venho percebendo a pouca, ou nenhuma importância, dada a data, seja nas escolas, seja nos centro culturais, talvez por questões religiosas e ponderações das crendices populares, tão ricas em sua sábia inocência e tão nossas.
Todo ano, em 22 de agosto devia ter especiais na tv, exibição de peças teatrais, filmes no cinema, desafios de trava-língua, adivinhação, concursos de trovas, parlendas, desfiles de fantasias, mostras culturais, nas cidades, praças, ruas, bibliotecas etc.
Estou aqui para comemorar o dia, lembrar, incentivar. Caipora, em tupi significa: habitante do mato e não por acaso o serzinho cabeludo e de pés para trás é defensor da natureza, cuidar do verde e da vida animal é o que ele faz com seu fiel companheiro, um porco do mato, que está sempre ao seu lado.
Conta a lenda que Caipora é um índio valente e  inteligente que consegue deixar qualquer um tontinho, sem saber por onde voltar ou para onde ir se algo de errado fizer para os seres vivos das florestas. Ele é grande conhecedor dos sons e usa assobios e imitações de falares da natureza em sua defesa e também para pedir ajuda aos bichos e plantas. Um personagem que bem podia ser mais usado em campanhas, marcas e produções literárias como aliado pelo respeito e zelo pelo meio ambiente e pela cultura nacional.
Que o caipora se torne pop e também o saci seja mais reverenciado, comemorado em seu dia que é o mesmo do importado Halloween e em todas as datas de festas populares e culturais, estejam nas roupas e objetos da criançada. Cuidado! O Saci pode aprontar se você dele não se lembrar.
“Todos os povos possuem suas tradições, crendices e superstições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.” (Wikipédia).

21 de agosto de 2013

Gente que inspira a gente

Recherché é uma palavrinha francesa
Para qual achei a seguinte definição:
Procura com cuidado
De rara qualidade ou atratividade

Hoje eu trouxe um achado de rara qualidade, apresentado ontem no programa de Fátima Bernardes. Clica aqui para ver a matéria que conta um pouco da história de Jorge, um carteiro, que do tanto que falou com sua simplicidade e sotaque mineirim, selecionei uma frase: "Fui criado assim!"
A frase, ele usou para explicar o porque de ter começado a escrever cartas para os idosos de um asilo, onde ele é o carteiro e para onde não havia muitas correspondências pessoais a serem entregues lá em Minas, como acontece em todo canto e a ideia surgiu da necessidade que ele sentia de visitar aquelas pessoas e não ter tempo durante o horário de trabalho.
Idosos podem sim ficar melhor acomodados e com atividades e companhias mais adequadas em asilos, mas a presença da família e de amigos é indispensável, assim como carinho, atenção, convívio com o mundo externo, que não se faz por internet para a maioria, por falta de intimidade, de destreza, por deficiências e também, por falta de gosto.
Para um idoso abraço tem que ser real, vale também beijos e postais, recortes, bilhetes, cartas, desenhos dos netos, um sedex com linhas e agulhas, revistas, um terço, um objeto qualquer, palpável, para olhar de dia e de noite e sentir que é lembrado e querido.
S. Jorge escreve cartas para mais de trinta idosos, contando das peraltices de sua infância e da dos irmãos, contando histórias que colhe quando no final de semana, também por voluntariado, leva desenhos a hospitais para crianças internadas colorirem e conversa com suas mães e acompanhantes, ai ele recorta, transcreve e envia para os idosos aquecerem os corações, sendo que ele também se aquece e se engradece a cada história ouvida e transcrita.
Ele disse que não faz nada disso para ter nada em troca e para mim não ser necessário reconhecimento é uma das partes mais legais, creio que o que ele faz de bom a tanta gente, de muitas formas, volta para ele.
Eu entendo do prazer que ele sente no que faz, eu por exemplo sinto uma enorme satisfação quando coloco cartinhas no correio, mais do que quando mando e-mail´s, é algo sensorial e que não me custa nem 0,30 centavos, ou as vezes custa mais, contudo a recompensa com a alegria de quem recebe não tem preço. Não me custa nada pegar folhas no chão para mandar para um amiguinho que tem um livro de folhas, acho até que fico mais feliz quando cato as folhas, do que ele quando as recebe. Não me custa quase tempo nenhum escrever um bilhete para meu marido, para amigos, como não custou a Carol rabiscar um bilhete que está na porta de minha geladeira e veio com um enorme cartaz que crianças que nunca me viram fizeram para mim e para meu marido, porque enviamos para eles livros usados, ver aqui. Essa iniciativa de Carol, da qual já falei aqui e aos quatro ventos, é um outro exemplo de voluntariado, de ser e fazer a diferença na vida das pessoas e elas na nossa, #isso muda o mundo.
O tanto que investimos, recebemos em dobro quando o assunto é atenção, doação, carinho. Que o carteiro de Ituiutaba em Minas Gerais receba sempre em dobro, que brotem e se multipliquem gente e gestos assim. Salve Jorge Silva de quem me tornei fã! Salve Carol de quem sou fã! Salve todos que fazem algo inspirador sem querer nada em troca.
“Eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu pelo menos pudesse construí-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce.” Rita Apoena disse e tomei por sugestão e sigo na minha semeadura e crença de poder mudar o mundo, nem que seja o meu. Missão pombo correio passada, passe a frente, invente, faça, procure, ache, construa, escreva, envie, acredite, mude o mundo você também.

20 de agosto de 2013

Lixo e civilidade

Para começar solicito mais lixeiras na cidade de Salvador, nas ruas, praças, shoppings centers, nos ônibus e papeizinhos nas bolsas e bolsos dos meus conterrâneos caso não haja lixeira por perto. Lixinhos dentro do carro e de lá para a lixeira de casa. 
Saquinhos plástico ou de papel onde vem os talheres de restaurantes e lanchonetes, copos vazios, canudos, guardanapos ou panfletos deixados em cima da mesa de lugares ao ar livre, com certeza irão voar para o chão se deixarmos descuidados e vão sujam as ruas, para bueiros, para os canais, para os rios e mares.
Não custa nada, é questão de hábito, colocar os copos descartáveis emborcados nas garrafas ou latas, os papéis e plásticos embolados dentro dos copos, dar na mão do garçom, fazer o que der e vier na cabeça, só não esquecer e ensinar, dar o exemplo, de que além de não arremessar o lixo no chão, também é necessário e válido ter outros cuidados.
Li por ai que um zambiano chamado Shanker Sahai criou uma máquina coletora de material reciclável, que paga a quem inserir nela garrafas pet, vidros e latinhas de alumínio e essa é minha sugestão de invenção para ser imitada. Quem deposita lixo no sistema ganha um perfil online de interação social. De acordo com o criador a interação além do pagamento é um dos fatores que mais incentivam o descarte de resíduos no sistema. Por enquanto, existem oito unidades instaladas nas principais universidades dos EUA, dentre elas a danada da Harvard. A meta é levar as máquinas para estádios, aeroportos e outras localidades em que há grande circulação de pessoas.
A forma de pagamento são depósitos instantâneos na conta dos usuários, créditos e/ou descontos em estabelecimentos comerciais e prêmios nas redes sociais. A máquina, chamada de Greenbean Recycle, também processa os resíduos, eliminando gastos de transporte até as usinas de reciclagem e o armazenamento em contêineres.
Invenção que ao meu ver, vale divulgar e imitar, já que o tempo de chegada vai ser longo e o planeta não pode esperar. Vale fazer um projeto e apresentar a prefeituras, estádios, escolas, fazer algo parecido e mais artesanal na sua comunidade, em grande ou pequena escala, com outras características, coletando papel por exemplo.
Vale também a reciclagem criativa, de utilidade doméstica, comercial, educacional, o descarte seletivo e sempre: lixo no lixo. Na cidade maravilhosa, suja pela natureza suja de seus moradores e visitantes, tá valendo o Projeto Lixo zero, que vai cobrar multa a quem jogar lixo no chão, boa decisão para punir quem é sem noção.
O lançamento arbitrário de lixo será penalizado de acordo com o espaço ocupado pelo detrito. Pelo descarte de uma latinha de alumínio por exemplo, será cobrada multa de R$157,00. Objetos maiores que uma lata e que ocupem área de até um metro cúbico terão multa de R$ 392,00. Detritos que ocupem mais de um metro cúbico multa de R$980,00. Para aplicar as multas os fiscais precisarão apenas do CPF do infrator. A pessoa que se recusar a fornecer o número do documento após ser flagrada jogando lixo será conduzida para a delegacia. O valor das multas vai ser investido em programas educacionais? Mais lixeiras e fiscalização? Espero que sim, vamos acompanhar e fiscalizar.
Para abrilhantar a postagem trouxe uma indicação de um blog amigo, que foi descoberta em outro blog amigo e assim de blog em blog, de pessoas para pessoas, acredito que o bom e o bem deve ser passado. Trata-se de um mega jantar ao ar livre na França, para celebrar o valor dos lugares públicos e a cidadania, onde ao final da celebração tudo fica totalmente limpo, pois cada um leva para casa seus pertences, o lixo gerado e leva também e deixa a prática e o exemplo da civilidade. Clica aqui para ver um pouquinho do "Diner En Blanc" que aconteceu na noite do dia 16 de julho, quando mais de 11.000 pessoas vestidas de branco, jantaram na Place des Vosges, no Louvre e na praça de Trocadero. Au revoir!

19 de agosto de 2013

Santa Paciência

Deus nos dê paciência
E um carro, caçamba ou comboio para levar
Rezemos um terço para uma boa terça
Por rima ou por gosto
Botemos gosto no que ainda resta de agosto
E que a Santíssima Paciência
Por clemência, nos livre dos perrengues
Da falta de noção e excessos alheios
Das esperas que nos exasperam
Dos entretantos e entremeios
Dos males dos outros e dos nossos
Amém!

Céus e palavras

Eu gosto do céu bem azulzinho
Quarado de passarinhos
E iluminado pelo sol
Gosto também quando tem nuvens passeadeiras
Fofas e brancas como algodão
Gosto de ver daqui de baixo e de dentro do avião
As cinzentas eu só gosto quando está muito calor
Já vi muitos desenhos nas nuvens
De um frango assado do tamanho de minha fome uma vez
E sempre me pego olhando para as danadas
Só por gosto ou em busca de formas que buscam ser achadas
Gosto também do céu com nuvens baixas e rosadas
Com ares de despedida do dia e chegada da noite
Gosto do céu pouco visto das madrugadas
Amo céu peneirado de estrelas
Esse céu da foto eu chamo de coalhado
As nuvens assim parecem para mim
Que o céu era uma grande panela de leite fervendo
E alguém pingou limão dentro
O nome da postagem é o nome de um dos blogs de uma blogueira que voa e pousa em muitos blogs, a solar amiga joaninha Chica. A foto eu tirei para mandar para ela e seu blog de céus e palavras e no ato, atei palavras a imagem e ao invés dessas nuvens voarem para lá, ficaram por cá, com a sugestão de que todos olhemos para o céu e que vejamos nuvens coalhadas, de chuva carregadas, juntas ou espaçadas e que a todas elas atemos orações, canções, agradecimento por as vermos, leveza e maciez aos nossos pensamentos e palavras.

16 de agosto de 2013

Pés sem cabeça

Ilustração Vladstudio
Resolvi dividir histórias pitorescas de pés de árvores inventadas. Não sei quem inventou isso de: pé de. Eu prefiro goiabeira,limoeiro, laranjeira, muito mais faceiro e brejeiro que pé de goiaba, pé de limão ou pé de laranja. É ou não é? Podem dizer que não. E por que pé? Não sei e não pesquisei.
Um das histórias que vim contar é da minha já tão longe infância. Lembrei dia desses, que morria de medo de engolir chiclete (goma de mascar) pois diziam que ia nascer um pé de chiclete na barriga da gente. Também nasceria pés de outras coisas não engolíveis e eu não queria minha barriga explodindo em copas e raízes.
Meu filho, por sua vez, que a infância fica mais distante a cada dia, achava e tenho registrado nos guardados que anotei de sua tiradas de criança, que camarão dava em árvore. Já me peguei várias vezes a imaginar os crustáceos dependurados em galhinhos. Um pé de camarão em minha imaginação é bem bonitinho. Desenha-me um pé de camarão?
Para arrematar o atentado a botânica e também a fauna, a imagem que ilustra a postagem (o maior tamanho que coube foi esse, que achei pequeno),  é de um pé de cappuccinos, carregado de passarinhos, com uma vaca que voa e faz chover leite. A ilustração mágica eu recebi por e-mail, a um tempo atrás, da amiga AnaPaula.
Ah como seria fenomenal, um quintal, com um pé de cappuccino e outro de expresso para chamar de meus. Desejo de um sexta de bençãos, pés no chão e asas na imaginação! Inté segunda!

15 de agosto de 2013

Mãos que falam

Libras é o assunto do dia de hoje por aqui e não é sobre a moeda oficial do Reino Unido que vou falar, é sobre a Língua Brasileira de Sinais. Sempre achei interessante os gestos que são letras, que são palavras e sempre achei que devia ser ensinada nas escolas a linguagem dos sinais. Todos devíamos ser bilíngues.
Li ontem no blog de Marcelo Tas, que para mim sempre será o Professor Tibúrcio do Rá-Tim-Bum, que 3 garotos alagoanos, chamados: Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz, desenvolveram um programa chamado de Mãos que falam, o HandTalk, um aplicativo para smartphones de utilidade pública e com criatividade, tecnologia e eficiência de alto padrão. É só clicar no Hugo, um personagem simpático, magricela e com cara de nerd, que ele traduz instantaneamente para LIBRAS qualquer coisa que você fale, fotografe ou escreva. Simples e maravilhoso assim!
Palmas para eles e minha humilde divulgação. Download gratuito aqui: HandTalk.

14 de agosto de 2013

Conexão arcos e flechas

"O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
E vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria
Pois assim como ele ama a flecha que voa
Ama também o arco que permanece estável"
O autor das palavras é Khalil Gibran, nascido em 6 de janeiro de 1883, nas montanhas do Líbano, cercado por cedros milenares. Tinha apenas oito anos o futuro ou já escritor, poeta, filósofo, pintor quando um temporal caiu sobre sua cidade, olhando fascinado para a natureza em fúria ele abriu a porta e saiu correndo com os ventos. Quando a mãe o alcançou, apavorada, ele disse: "Mas mamãe, eu gosto das tempestades".
Meu filho por exemplo, sempre gostou de monstros e Bernardo, um amigo mirim, de trilhos. É com os monstros que encaramos e com os que sabemos ser inventados e inofensivos que aprendemos a ser destemidos e fortes. É pelos trilhos parados, por onde trens e pessoas passam e tudo segue, que histórias passam e ficam. É pelas conexões de leituras, lembranças, pensamentos, aprendizados, ensinamentos, amizades que muitas histórias vem e vão.
Fiz uma postagem onde falei da Editora Arqueiro e seu fundador na sexta passada e no trajeto das histórias que unem, a amiga Ana, mãe de Bernardo e Julia foi a uma feira de livros com eles e lá estava um stand da Editora Arqueiro que talvez passasse despercebida. Ela então me contou essa história e ao pesquisar e não achar um pensamento de Khalil Gibran que li em um livrinho que folheie na Livraria Cultura, a conexão arqueiria entrou mais uma vez em sintonia.
“Há os que dizem que nosso destino está ligado a terra como uma parte de nós, pois somos parte dela. Outros dizem que o destino é entrelaçado como um tecido, de modo que o destino de um se interliga com os de muitos outros. É por isso que procuramos ou lutamos para mudar. Alguns nunca encontram. Mas há os que são guiados.” Palavras de Mérida, a arqueira da imagem, personagem principal do filme Valente da Disney que vai ser assunto de outra postagem. Aguardem!

13 de agosto de 2013

Viva la revolución!

O Papa Francisco disse que ouve dizer que casamento não tá na moda e que como está sempre na moda ser revolucionário e contestador, jovens e adultos devem revolucionar e casar e manter os casamentos por longos anos. Adorei a tirada e trouxe trechos de uma crônica de Arnaldo Jabor, que segue abaixo, para ratificar o pedido do papa.
"O segredo para manter um casamento por tanto tempo? Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. 
O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?...
Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a frequentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas...
Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?...
Como vê, não existe mágica, existe compromisso, comprometimento e trabalho e é isso que salva casamentos e famílias.”

Palavrices

Você sabe o que são sinais diacríticos? Não! Não são prenúncios de dias críticos. São os sinais gráficos que alteram o som das letras, como a cedilha e o trema, excluído pobrezinho, com a nova ortografia. O motivo da postagem foi eu achar que muitos não saberiam o que seriam esses sinais de denominação estranha e uso cotidiano. Acho interessante fazer uso do espaço que tenho aqui para ensinamentos, aprendizados, descobertas de palavrices nossas de cada dia.
Falando em descobertas, vou contar uma bem pitoresca. No dicionário Houssain o último verbete é: zzz. Significado: som de mosquito ou de ronco. Que tal? Falando em verbetes, o dicionário registra os vários sentidos que uma palavra pode ter e a esse conjunto de sentidos dá-se o nome de verbete. Você sabia definir verbete?
Para fechar, como último ponto da estação Língua portuguesa, li em algum lugar e lembrei de um amigo chamado Bernardo, que adora trilhos e trens, que a palavra piauiense é quase um assobio. Sendo assim o apito do trem que vai para as bandas do nordeste sem mar, bem deveria assim soar: Piauiii!

12 de agosto de 2013

Googlices

Ceta vez falei por aqui dos Doodles, imagens customizadas do nome Google, que aparecem ao acessarmos o amigão de todas as pesquisas e afins. Desde ontem vi uns gatos em meio a uma equação matemática e minha curiosidade não deixou passar em branco, lá fui eu saber do que se tratava.
É uma homenagem a um físico chamado Erwin Schrödinger, vencedor do prêmio Nobel de Física em 1933 e faz alusão a dois de seus principais feitos na física: a Equação de Schrödinger e o experimento conhecido como o Gato de Schrödinger.
Nascido em Viena, ele foi um teórico muito bem sucedido e a equação que lhe rendeu o Nobel de Física descreve a evolução temporal do estado quântico de um sistema físico, sendo conhecida também como “a segunda Lei de Newton” da Mecânica Quântica. O Gato de Schrödinger, por sua vez, é um experimento mental em que um gato é colocado em uma caixa lacrada com um frasco de veneno e um contador que detecta radiação. O contador pode ser ativado ou não, o que decide a vida do gato. No experimento, o animal é ligado a um martelo que caso seja acionado pelo contador, quebra o vidro e bau bau miau. Que horror!
Pesquisa feita não pude deixar de lembrar após a mistura de gatos e equação, de um imagem de um rabisco de caderno que circula na internet e que adoro. É a teoria do gato flutuante, cuja imagem é muito cheia de rabiscos e não daria para ver nem no tamanho máximo que da para eu publicar imagens aqui.
Segue então, a "pérola" sob minha narrativa: Reza a lei da natureza que gatos caem sempre de pé, ou seja, de barriga pra baixo. E reza a sabedoria popular que biscoitos e pães com manteiga, caem sempre com a manteiga virada para baixo.
Em pensamentos e esquema de alguma mente brilhante e provavelmente dispersa na aula de física, ocorreu o questionamento do que aconteceria a um gato com manteiga na barriga. Ficaria flutuando no ar, constata a ciência da imaginação. 
Culpa dos Doodles tal asneira vir parar aqui. Desculpo-me com Sr. Schrödinger em associar tal teoria as suas colaborações importantes a física, mas eu era bem dispersa na matéria e isso deve ter alguma relação com esse deslizinho com intuito inofensivo de descontrair o final de uma segunda-feira.

Sagrado é ser

Valorizemos as igualdades que existem entre todos os seres humanos e entre os seres vivos e respeitemos as diferenças. Honremos o dom sagrado da vida, da visão, da audição, da fala, do sorriso, dos luxos que temos como comuns e que muitos não tem. Enxerguemos a beleza além do aparente, o brilho do olhar, a doçura de um sorriso, a magia sagrada da pureza de uma criança, de uma flor, de um passarinho.
"Que honremos o fato de termos nascido e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. 
O sagrado está na nossa essência e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido."
Por Martha Medeiros o que está entre as aspas, por mim ratificado, carimbado e selado como verdade absoluta e publicado para que sejamos pessoas de fé, tenhamos gratidão e ação, laços com as forças espirituais e comprometimento com fazer o bem, o certo, o justo, o possível e o impossível até.
Sagrado é ser e não ter, saber, ver, é sensorial, não está só além do céu, longe, fundo. O bom, o simples é sagrado, os milagres estão ao alcance de todos, na superfície, ao alcance do olhar, da palavra, de gestos e ações.
Amanhã, dia 13 de agosto, foi o dia escolhido para ser dedicado liturgicamente a uma senhorinha baiana e santa chamada Irmã Dulce, a Bem-aventurada Dulce dos Pobres. A divulgação das celebrações por aqui me fez lembrar do dia em que segurei em suas mãos miúdas, enrugadas, quentinhas e carinhosas e ouvi ao vivo sua voz mansa agradecendo pelos remédios que fui levar com minha escola para o abrigo que leva seu nome. Segurei nas mãos de uma santa!
Os remédios foram pedidos em uma das provas de uma gincana e para mim foi uma honra, uma benção e é uma história que gosto de lembrar e vou sempre contar.
Semana e vida sagrada e abençoada a todos, com bem aventuranças, histórias, fé, oração, ação e amor no coração.

11 de agosto de 2013

Eu e meu marido pai

Meu marido é um pai que teve pai por bem pouco tempo e bem menos do que merecia. Meu pai também é um pai que não teve pai e meu cunhado o mais recente pai da família, também perdeu seu pai quando ainda precisava muito dele. Algo em comum entre os três, comum a tantas pessoas e tão delicado, tão forte, tão longe de mim e tão perto através deles.
Lembro e tenho bilhetinhos e cartões que comprovam que na época de namoro eu fazia as vezes do filho que íamos ter desejando a meu marido, feliz dia dos pais, por já desejar ter um filho com ele e por tentar dar novo sentido e cor ao dia.
As apresentações, cartões e homenagens da escola de nosso filho sempre levaram ele a um mar de lágrimas. Hoje o homenageador, faz poucas declarações e firulas, por conta da insuportável adolescência e como ele talvez saiba, mas disfarce, o reconhecimento do valor e importância de ter um pai e mais ainda, de ter o pai que tem, eis-me aqui fazendo as vezes de filha que muitas vezes já fui, pois Sr. Paulo Couto já me deu muitas broncas, paitrocinou vontades e necessidades, passou a mão pela minha cabeça, me ensinou a dar batidinhas no skate, me levou para ver meu time no estádio, jogou até bola comigo.
Também tento as vezes ser pai para ele, tarefa difícil e ao mesmo tempo uma oportunidade de eu dar direcionamento ao meu lado menino, que além de gostar de futebol e apertar garrafas e latas com força de Thor, briga, da conselho, compra roupas da moda, incentiva a fazer esportes, a entender que a vida não deu a ale um pai que pudesse ajudar nas quedas e aplaudir as conquistas, mas deu muitos amigos, uma mãe lutadora, uma vida que aos trancos e barrancos é de se bater no peito e orgulhoso dizer, que é um vencedor.
Tenho um marido e pai pinguim, para quem não sabe os pinguins machos carregam as pedrinhas para o ninho dos bebês e são eles que tomam conta do ovo até eles chocarem. Todo pinguim é fiel e devoto a parceira escolhida por toda a vida (adoro essa parte). Para fechar com rima: os pinguins são considerados a espécie mais família do reino animal e meu marido e pai de Paulinho é como tal.

Eu, meu velho e o mar

Hoje, dia dos pais, vai ter duas postagens aqui, uma para meu pai e outra para o pai de meu filho. Sendo duas e sendo todos nós tão diferentes e tão iguais por esse mundaréu afora, há de ter semelhanças e identificações dos "meus" pais com os pais de quem, ou os pais que por aqui passarem, com as histórias que vou contar.
Já falei do lado padeiro, confeiteiro, concertador, apanhador e colecionador de desperdícios de meu pai. Mas ele ainda tem outro lado: marinheiro. Guillermo Benjamin Bautista Alconero, para mim é bem nome de capitão e ele ainda tem bigode e barba. Ele tem também um quê de pirata, mas como hoje é dia dos pais, vou deixar ele no comando do timão.
Ele veio para o Brasil pelo mar, gosta de histórias de navegação, de miniaturas de barcos e levava a gente (os filhos), para passear na Ribeira, bairro aqui de Salvador que é um atracadouro de embarcações de todo tipo.
Já desenhei muitos barcos para ele em cartões de aniversário e de dia dos pais e já dei a ele um livro de Amir Klink, que foi um dos poucos presentes que ganhou e não botou defeito. Falando em livros sempre vi entre os dele um tal de O velho e o mar, sei que é um título famoso, mas nunca me interessei por saber do que se tratava. Eis que vou pesquisar sobre Ernest Hemingway para trazer seu nome e escritos para cá e para minha surpresa e ignorância, é ele o autor do tal livro.
Para minha maior surpresa ainda o autor era norte americano e meu pai gostar de algo norte americano é quase como um roqueiro gostar de Chitãozinho e Xororó. Descobri com mais pesquisas que ele trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e entendi a simpatia.
"Mesmo quando estava entre a multidão, estava sempre sozinho" escreveu Hemingway e bem pode ter sido escrito em sua Moleskine, ele usava uma e eu pesquei ela pois bem podia essa frase ser dita sobre meu pai.
O velho e o mar, não li, pesquisei também e descobri que conta a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos, pensamentos, perrengues, luta pela sobrevivência, teimosia e uma inabalável superação. Um fio atravessa a narrativa e prende na ponta da linha um peixe grande, como tem que ter em toda história de pescador. O tamanho do peixe não importa, o que se diz e me pareceu de fato é que Hemingway conta uma das mais belas histórias da literatura. Olha eu colocando mais um livro na minha lista, fiquem a vontade para pegar o mesmo barco.
Santiago é o nome do velho pescador e nas ilustrações que vi dele na internet, se parece com meu pai. Santiago, vale pontuar, é o nome do santo espanhol de devoção mundial e de grande representação cultural. O tal pescador não apanhava um único peixe e de portador de má sorte a mau pescador lhe faziam maus julgamentos.
Meu pai não fez grandes pescarias aos olhos dos grandes comerciantes, embora as tenha feito e ainda faça, pescarias, navegações, descobertas e em especial para nós fez de tudo para não faltar o pão de cada dia, ensinou muitos valores além do que compra o vil metal. Como Santiago Apóstolo e o Santiago da história, S. Guillermo possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e ainda que muitas vezes sozinho, enfrenta o alto mar da vida, com suas boas e más marés, munido da certeza e muitas vezes incerteza de que terá sucesso e eu sempre estive e estarei apostos, maruja, discípula, filha, fã.

10 de agosto de 2013

9 de agosto de 2013

Flechas no arco e no alvo

Eu disse ontem que gosto da história do Rei Arthur, dos Cavaleiros da Távola redonda e de Robin Hood. Tinha outra postagem programada para hoje, mas dei a vez a essa, pela continuidade do assunto, inspirada pela amiga Regina que em seu comentário falou das famosas Festas da Renascença que acontecem em vários países e meu filho e eu somos loucos para ir.
Eu gosto de festas a fantasia, de grande até agora só me fantasiei de bruxa para festas de Halloween de meu filho. Seria legal se festas a fantasia entrassem na moda, idealizo me fantasiar de tantas coisas: de baiana para reeditar a infância e porque amo a fantasia, de pirata, de espanhola, portuguesa, Emília e muitas outras indumentárias.
Deviam também ser abertos centros de esportes e entretenimentos com modalidades mundiais nas grandes cidades, ao invés de tanto bar e boate, podia ter espaços assim, ainda que fosse para a elite, com esgrima, arco e flecha, campo com marcação e traves para aquele jogo americano como o do filme de Harry Potter.
De Robin, além das roupas de época, cavalos e valores morais e sociais, gosto especialmente do arco e flecha, um outro desejo que tenho, fazer aulas de arqueiria, acho fantástico. No kinect do xbox de meu filho (leia-se: aparelho que fazemos movimento diante da tv e o tal game lê os movimentos),  no jogo de dardos sou a melhor dessas bandas e no de trás da porta do quarto de meu irmão e um que tinha na casa de um amigo, onde testei minhas habilidades, também não fiz feio não, arremessos secos, certeiros e muita satisfação em acertar. 
Vou aproveitar o assunto flechas e dardos e mirar num alvo comum por aqui: leitura. Tem quem tenha preconceito e restrições a livros de auto-ajuda, mas como em outras categorias, acho que há muita coisa boa a ser peneirada e lida. Já li alguns livros e sinopses de livros de Augusto Curry por exemplo e gostei de alguns. O livro Armadilhas da mente é a flecha da vez. Ao procurar para ver do que se trata, não me interessei mas fui flechada por uma homenagem que há no livro e que passa pelo lindo livro O Menino do dedo verde, Chaplin, o ano de meu nascimento e mais um nome, uma pessoa e sua história que gostei de conhecer, segue:
"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como O menino do dedo verde, de Maurice Druon, e Minha vida, de Charles Chaplin.
Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.
Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.
Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."
Flechas no arco e mira nos alvos. Idealismo, esperança e coragem em nossa sexta e em nossas vidas.

8 de agosto de 2013

Poemas, filmes, mitos, retalhos

Imagem da web
Não sei se o poeta do post de hoje poetizou sobre Robin Hood
Mas achei esse garoto um Robin and Peter Pan
Tudo a ver com as histórias cruzadas que vou contar
Avante leitores!

"Meia légua, meia légua, meia légua em frente
Todos no Vale da Morte cavalgaram com os seis centos

Para a frente a Brigada Ligeira
Carreguem contra as armas, disse ele
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Para a frente a Brigada Ligeira
Havia algum homem desanimado?
Todavia, o soldado não sabia
De algum que tivesse disparatado
Eles não têm de responder
Eles não têm de se perguntar
Eles só têm de fazer e de morrer
Para o Vale da Morte cavalgaram os seiscentos

Quando irá a sua glória desvanecer-se?
Oh! A carga bravia que eles fizeram
Todo o Mundo se maravilhou.
Honrem a carga que eles fizeram
Honrem a Brigada Ligeira
Nobres seiscentos"

Alfred Tennyson, foi um poeta inglês que escreveu a maioria de suas poesias baseado em temas clássicos e mitológicos. Uma das obras mais famosas de Tennyson é um conjunto de poemas narrativos baseados nas aventuras do Rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda (adoro essa história).
O poema acima: "A Carga da Brigada Ligeira", eu ouvi recitado e comentado no filme: Um sonho possível, que super, ultra, mega recomendo. A vinda do poema para cá foi a coincidência que achei fantástica, em ter visto esse filme e ao ser dito o nome do autor do poema eu ter a sensação de já ter ouvido aquele nome a pouco tempo. Anotei e eis que assistindo dias após pela milionésima vez, por gosto de meu marido, ao filme 007 Skyfall, que além da música sempre tento tirar algo de útil, como já cronicalizei aqui um dia, não imaginava achar a fonte da lembrança do nome do tal poeta em um poema dito pela chefona da organização de agentes secretos.  Segue a pérola: "Ainda que muito esteja perdido, muito nos resta; e ainda que perdida a força dos velhos dias que movia céus e terras; somos o que somos; uma coragem única nos corações heroicos, débeis pelo tempo e pelo destino, mas persistentes em lutar, achar, buscar e jamais render-se."
Voltando a brigada ligeira, foi desastroso o fim da cavalaria, dirigida por Lord Cardigan no decorrer da Batalha de Balaclava, em 25 de outubro de 1854 e nessa informação há mais um link. Assistindo a cada um dos filmes separadamente, antes do detalhe do poeta, associei cada um dos tais poemas, mental e verbalmente a meu marido e sua trajetória pessoal e profissional de vida. Ai, (adoro contar histórias com ai), quando resolvi pegar os retalhos de todas essas histórias para costurar, descobri que a batalha do poema famoso da brigada foi no dia e mês do aniversário dele. Me admirei com tantas peças soltas que se encaixaram e resolvi costurar e registrar escrevendo.

7 de agosto de 2013

Samaúmas, Carrancas, Tororó e Orixás

Não! Não estou falando grego ou aramaico. Samaumas, Carrancas, Orixás e o Dique do Tororó são tesourinhos culturais, clica aqui para ver uma matéria exibida aqui na TV Bahia, que inspirou essa postagem e os escritos que seguem e que conta histórias e lendas, com imagens regadas pelo Rio São Francisco.
Como na matéria do link, as carrancas são muito bem apresentadas, vou prozear sobre as samaúmas e os orixás em roda, como que em oração reunidos em meio as águas e também espalhados em volta do Dique do Tororó, manancial natural da cidade de Salvador, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
A arte das esculturas de orixás que ficam no dique são de Tati Moreno e a religiosidade e cultura pulsante em cada uma delas são coisas da Bahia. O orixá da imagem que escolhi é Ossain ou Oxossi, associado aos santos católicos São Benedito e Santo Onofre. Ele é curandeiro, alquimista, químico, médico, boticário de poções de cura, equilíbrio, controle de sentimentos e emoções. É o senhor das folhas, usa um pilão, veste verde e tem um objeto de sete pontas, no qual, na ponta central, há um pássaro.
De folhas e aves, as árvores entendem bem. A grandiosa Samaúma ou Sumaúma é o nome usado para descrever a fibra obtida do frutos da Mafueira, também conhecida por Algodoeiro. A mafumeira é um símbolo sagrado na mitologia Maia e li por ai que em certos lugares ela atinge a altura monumental de setenta metros. Na Amazônia, onde se encontra em extinção, é o nome dado a cinco ilhas fluviais, dois lagos, duas cachoeiras e de um barco que faz ininterrupta comunicação, entre as famílias relacionadas às diversas samaúmas da extensa região. É tida como a rainha ou mãe da floresta por muitos e admirada tanto por sua altivez e beleza quanto por algumas singularidades, como o armazenamento de água em seu tronco e o destino dado a ela e propriedades medicinais pouco exploradas.  
O movimento das águas no seu interior produz ruídos, chamados de estrondos pelos caboclos, o som pode ser ouvido por toda a floresta. A fibra industrializada extraída da mafumeira é passaporte carimbado para sua extinção e para o enchimento de colchões, almofadas, coletes salva-vidas, isolantes térmico, dentre outros objetos. Suas raízes cobrem um raio de mais de trezentos metros tendo como centro o seu tronco e quando ela estronda libera a água do caule para o solo regando as plantas que estão ao seu alcance durante a estiagem e dando assim vida a elas e alimento a animais.
Um exemplo de grandiosidade e partilha de um ser "irracional", ensinamentos da natureza sobre dividir, armazenar, dar guarida e proteger os pequenos, promover e fazer parte da harmonia e parceria necessária para o bem individual e coletivo.

6 de agosto de 2013

Mill e mtas utilidades

John Stuart Mill foi um pensador e filósofo do século XIX autor da teoria utilitarista, que defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade.
Que depois da explosão Mentos na geração Coca-cola, hajam laranjas espremidas, café coado, chá quentinho e busca diária de mudanças de hábitos individuais, participação cidadã e humana no coletivo, consciência na hora do voto, cobrança e vigilância dos mandos e desmandos dos órgão públicos e privados. Que o correto seja feito e que seja cobrado que façam as coisas corretamente e nos utilizemos das ferramentas a nossa disposição para maximizar o que é bom.
As reflexões utilitaristas, tem como tudo, críticas e contradições, mas é uma leitura obrigatória para quem se interessa por temas sociais, políticos, éticos e filosóficos. Em sociedades já tão "evoluídas", com tantas formas e facilidades de acesso a informação, ao conhecimento, tanta coisa já mastigada, tantas possibilidades, tanto para desfrutar, há ainda muito para corrigir e melhorar. Uma translúcida água gelada no aumento coletivo e desenfreado de requisitos, atitudes e pensamentos imorais é capaz de mudanças importantes. Vejo e ouço tanta coisa absurda que fico chocada. Para Mill uma sociedade que é um agregado de consciências autocentradas e independentes, cada qual buscando realizar seus desejos e impulsos é uma sociedade fadada ao caos. E é assim que vejo a sociedade em que vivo, acredito que os bons são maioria, mas vejo que é preciso mais união dos bons e mais ação também, os bons precisam ser realizadores, firmes em suas opiniões, contagiantes.
É preciso o despertar e a prática de valores virtuosos, o acesso e uso dos direitos essenciais, o convívio e intimidade com a cultura não como algo diferenciado, nobre, mas como algo popular, acessível, ao alcance.
O que está ao seu alcance? Quanto você pode ser útil? Seja, faça sua parte e vamos juntos mudar o mundo tão cheios de utilidades, pessoas, possibilidades mal aproveitadas.

5 de agosto de 2013

Por mais perguntas

Resolvi lançar uma campanha de destravação de línguas, um pedido de mais perguntas, um manifesto de rua, internético, local, mundial, interplanetário que vou inaugurar com uma coletânea, para uma questão que venho buscando respostas desde o dia 25 do mês passado, dia do escritor. Lá vai:
Porque não ouvi falar no jornal nacional, nem teve nenhum comercial, seja na tv, por e-mail ou jornal sobre esse dia? Podia ser mais um dos muitos incentivos ao consumo, esse eu até aprovaria.
Podia ser institucional, de algum partido político ou do governo federal, estadual, da prefeitura. Podia ser das grandes livrarias e editoras. Podia ser marketing das mil malas diretas que recebemos por e-mail. Eu que já fiz contato com muitas editoras, podia ter recebido um e-mail sugestivo para que eu passasse a ser a mais nova parceira, eu ia me achar e quem sabe não me rendesse. 
Grandes nomes podiam ter sido lembrados nos muitos programas que passa nos canais abertos e fechados nas quintas feiras. Nem minha amiga escritora Ana, que mora em Sampa, com quem troquei essa indagação,  nem eu aqui em terras baianas, não ouvimos falar na data, em nenhum lugar. Alguém ai ouviu? Alguém leu alguma coluna, crônica, nota de pesar de algum escritor sobre a desvalorização e desprezo ao dia?
Tanto os mortos que são os prediletos para especiais, quantos os vivos, tantos tão bons e muitos que vivem sabe Deus como da escrita (peço a Amado para se juntar a campanha e perguntar lá em cima a ele), merecedores de homenagem.
Seria uma ótima oportunidade para falar de números, em especial dos números sobre o livro de poesia do Paulo bigodudo poeta e brasileiríssimo na lista dos mais lidos. De propor um perfil evolutivo nos gostos e mentes, incentivar a leitura, prestar conta dos Planos municipais do livro e da leitura e quem sabe lançar um Plano de incentivo a escrita e a publicação.
Você que passou por aqui e leu sobre o dia, se sabia ou não sabia, deu parabéns a algum escritor? Conhecido, próximo, distante? Fez uma homenagem a algum que gosta, comprou um livro para comemorar o dia?
As respostas certas, não importam, o essencial é que as perguntas estejam certas, disse Quintana. Que não hajam respostas mas haja mudança, para mim já tá de bom tamanho. Espero então até o ano que vem, quem sabe, pela tv, rádio, jornal, por e-mail, torpedo ou rede social eu me alegre e surpreenda. Vou apostar na aposta de Leminsk: "Isso de a gente querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além". Amém!

Previsão do tempo

Tem duas previsões do tempo que confio piamente, uma aprendi no filme: O sol de cada manhã, adoro esse filme e nele as variações do tempo são definidas como sendo só ventos. A outra, válida para todos os dias e para qualquer país, estado, cidade, canto, beco ou ruela, é que ele não para. Eu hoje também não vou parar nessa postagem, após o meio dia tem mais. Passa na hora do almoço então e desde já desejo uma semana de bons ventos para todos.

2 de agosto de 2013

Pão aos pedaços

Desde o tempo em que ir comprar pão era sinônimo de ser grandinha e de aproveitar para bordejar, que o saco de pão chegava aberto lá em casa, com um pão beliscado (hábito bem apassarinhado), isso quando uma unidade não se fazia totalmente ausente no destino.
Hoje ainda tenho predileção por pães pegos com a mão do saco, sem lavar mesmo, para dar uma temperada, a caminho de casa, ou assim que o saco chega na cozinha. Se estiverem quentes então é melhor tirar da frente, se não de lasca em lasca como uns 3. Agora é a parte para estudos: de um único pão, colocado no prato, com manteiga e modos, não consigo muitas vezes dar conta.
Minha mãe e meu pai (que só estou chamando assim para ser mais formal, na oratória seria mainha e painho) sempre fizeram e até hoje fazem pãezinhos delícia, como chamamos aqui, pães macios, de massa leve e branquinha, com queijo ralado por cima. Eles fazem de lanche para lanchonetes e escolas e de festa, para aniversários e eventos. Os de festa, menorezinhos, eu digo e defendo veemente serem mais gostosos, sendo da mesma massa que os grandes. Minha mãe ri e meu pai não discute, já discutiu muito o pobre coitado comigo desde a infância quando eu teimava (ainda teimo) com o que tinha razão, com o que não tinha e com o que nem existe também.
Os pães delícia, que são mesmo uma delícia, quando crescem nas assadeiras e encostam uns nos outros, depois de assados ao serem destacados deixam uma pelinha em um dos grudados. Destacar e comer é o que faço de melhor em todo processo de aprontar eles (pincelar com manteiga, abrir com uma faquinha, colocar recheio dentro e virar de ponta cabeça numa tigela de queijo ralado).
Eu gosto de pão puro, com ovo, com sardinhas enlatadas dentro, cebola e azeite doce, com queijo e presunto, com requeijão, com ricota, rúcula e peito de peru, com salsicha e bastante molho, com patê, com tudo dentro, na chapa, pão integral, de leite, de milho, francês, de Minas, pão doce, pão de todo tipo, modelo e nacionalidade. Adoro comer figado frito com bem cebolas e pimentão e bastante pão para acompanhar e lambiscar o caldinho, amo sopa com pão e confesso que molho o pão com manteiga no café sem a menor finesse. Chega né! Deu até fome! Só para arrematar, pão aos pedaços é eleito por mim como o melhor tipo de pão existente, faça como eu e os passarinhos, experimente!

1 de agosto de 2013

A gosto


"Um beija-flor pousa na árvore
Limpa o bico, estava lambuzado
Olhou pra mim
Som não emanou
Voou

Um pequenino barriga  amarela
Chega e apresenta-se
Fala tão rápido que nada entendo
Vai para o outro galho
Como que angustiado
Tenta mais uma vez
Desiste
Voou

Tudo silencia-se
A árvore está vazia
Folhas são mudas
Exceto quando vemos o sol
Refletido em verde
E sabemos quão são solidárias
Produzindo o combustível da vida"

Agosto de Todos os Santos é o título de um livro de poemas a ser publicado e por mim aqui já divulgado de antemão, de onde eu recortei esse trecho acima. O autor é meu cunhado mais conhecido como Adriano, de segundo nome: Augusto, tudo a ver com o mês de agosto, mês que o inspirou a escrever esses e outros versos sobre gostos, agosto, Salvador e todos os santos e encantos da Bahia.
Sempre tento, aqui e ali, desmitificar o que da energia de agosto muitos se põem a falar.  O tal preconceito que espreita o mês de agosto, como todo preconceito, é para mim, para dizer o mínimo, falta do que fazer e além da clássica associação negativa feita ao mês, pelos infortúnios das grandes navegações, até histórias diversas, inventadas e reais ocorridas no mês, escolho a luminosidade da constelação de estrelas em forma de dragão que estampa o céu nesse mês e para muitos era sinal ruim a despontar no céu no início do segundo semestre do ano.
Gosto de dragões, animal de meu signo no horóscopo chinês, representados e tidos como guerreiros, imponentes e destemidos. Meu sentimento quando o oito símbolo do infinito é o dígito do mês é a recomendação de domarmos nossos dragões, os interiores e os da vida, com bravura como nas histórias épicas ou com a sabedoria e malemolência das histórias infantis.
Ao nosso gosto segue o nosso barco que não ruma para onde não se sabe querer ir. E que entre bons ventos e tempestades, tenhamos coragem, gaivotas, dragões, fé a nos guiar, para em terra firma a gente repousar, embaixo da sombra de uma árvore descansar, escrever, desenhar, filosofar, passarinhar. E sob o sol ou chuva fazer valer o viver.