20 de janeiro de 2014

A grama ao lado

Eu certa vez cheguei a conclusão e contei aqui que eu não ia ser feliz sendo ascensorista, ia me dar uma aflição ver tanta história entrando e saindo pela metade. Deus me livre! Dia desses descobri uma outra ocupação na qual eu não teria sucesso, na verdade, para ser mais precisa, eu não teria lucro.
Passando diante de um conjunto de casas vi que um rapaz aparou a grama da frente de uma delas, um espaço de uns 2 metros apenas, ele já estava guardando o compacto cortador, um cheirinho de grama que adoro exalava no ar e eu pensei no mesmo instante: Não! Eu não ia me sair bem nessa função, não ia levar até ali aquela maquininha maravilhosamente prática, aparadora e melhoradora do visual de casas e ruas e ainda exaladora de cheiro de grama e simplesmente cortaria apenas um pequeno espaço para o qual teria sido paga.
Algo que ia desconsiderar a razão e o tino comercial, algo voluntário iria me mover rumo a poda das gramas das casas vizinhas, rapidinho, sem ninguém me pedir ou pagar, por gosto, por estar tão ao meu alcance.
Sei que tem quem não sabe do que estou falando, muitas pessoas na verdade, mas sou assim. Nos muitos lugares onde trabalhei me davam algo para ser feito para aquele dia e outras coisinhas para os dias seguintes, mês seguinte as vezes e ao terminar de fazer uma coisa a outra já estava pronta, nunca soube ficar com algo necessário a me olhar e seu meu serviço acabasse o da colega era adiantado, quando assim permitido, porque tem gente que gosta de ficar maturando serviço e que não dá um prego numa barra de sabão se não for parte de sua função. além dos que tem gosto por protelar e ter do que reclamar.
A solicitação de um histórico acadêmico por exemplo, com prazo para 8 dias, o definido pela secretaria da Faculdade de Medicina onde trabalhei, chegando as minhas mãos era solicitação recebida, impressa e encaminhada para assinatura da direção na mesma hora ou assim que o que estava na fila saísse. Quase nunca havia nada na fila.
Xícaras de café das mesas vizinhas, iam de carona na ida a copa para levar a minha, que sempre levei, assim como levo a bandeja ou descartáveis no shopping até a lixeira. O inusitado é que algumas colegas se incomodavam e o funcionário da copa que já havia passado umas 12 vezes pela xícara também. No caso das praças de alimentação dos Shoppings, tem quem deixa tudo nas mesas dizendo estar ajudando a manter o emprego do pessoal da limpeza. Ai! Ai!
Enfim, dentre outras coisas, como render crônicas, essas minhas reflexões estão me deixando preocupada de quanto o mercado de trabalho já curto se encurta ainda mais com meus mas. Bom trabalho, boa semana, boa segunda a todos do meu gramado e das gramas de todos os lados.

15 comentários:

  1. Dizem que o desemprego no Brasil não é tão alto, mas veja só que tipo de salários a maioria tem!?! Se todos ganhassem os 3000 mil reais que também dizem ser o ideal...! E anda mais escaço, até os empregos menos remunerados! abração

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  2. Cheirinho de grama, chuva na terra seca, pão quente saindo do forno... perfumes que atiçam o nosso olfato e nos fazem perder a cabeça em devaneios. Vou embora porque hoje é segunda e na minha frente eu já tenho uma pilha de trabalhos a esperar uma solução.

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  3. Você é pró-ativa, Tina. O Brasil precisa de pessoas assim se quiser mesmo sair do lugar. Mas não gosto muito de cheiro de grama cortada... me lembra quando eu era menina e rolava pela grama e quando ia tomar banho dava aquela coceira danada! Acho que ficou um meio trauma. Beijos é ótima semana! :)

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  4. Tina,eu tb sempre tive rodinhas nos pés quando se trata de trabalhar.Nunca soube ficar olhando um serviço a ser feito sem me mexer...rs...operação tartaruga é dificil pra mim. Achei delicioso de ler seu texto e sempre com ideias inteligentes! bjs e boa semana,

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  5. Tina querida

    adoro cheirinho de grama, eita cheiro bom rs...

    A escolha da profissão tem que ser algo bem pensando e com amor.
    Eu não consigo me imaginar fazendo a mesma coisa a vida inteira, eu acredito que cansa rs... Mas se vc tem amor no que faz, todos os dias são diferentes.

    bjokas =)

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  6. eu sempre gostei de me imaginar fazendo certos trabalhos, sempre quando vejo alguém fazendo alguma coisa, Tina, vai entender... Adorei o texto, como sempre ♥

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  7. legal ver tuas reflexões e bem acertadas.A maioria faz só e exclusivamente a sua parte combinada mediante pagamento.Outros, mesmo pagos, se coçam e esperam...bjs praianos, chica ( gostei do cheiro de grama...E lembrei que certa vez morava num bairro bem chique em P.Alegre, cheio de frescuras.Era um apto térreo, num prédio do tempo do EPA,rs... E no dia que me dava na telha de lavar minhas persianas, pegva mangueira, escada e fazia o mesmo em todos aptos do térreo, pois não conseguia ver sujeira ao lado... Imagina as dondocas o que pensavam ao me ver trepada numa escada, toda molhada...)Nunca perdi pedaço...bjs

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  8. Eu não seria feliz sendo carteiro. Andar, adoro. Mas ia querer pegar um papo bom e agora sei que carteiros tem hora para tudo, das entregas ao relatório na central...
    Adorei o texto e estou a rir da Chica trepada em escada lavando vidraça alheia!!!
    Beijo

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    1. Ri tb demais aqui e me pus a visualizar a cena!
      Imagino que ela jogava água a valer, esfregava com gosto e ninguém que ousasse colocar a cabeça para fora ou fazer algum comentário para não levar uma baldada pelas fuças...rsrsrs
      Agradecimento imagino nunca tenha recebido, mas ela deve fazer falta por lá, ah se deve!

      Lembrei das histórias e comentários de Ivani, vou chamar ela...

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  9. rssssssssssss...Vocês visualizaram bem..Só que o balde tinha esponjas e sabão, o resto era mangueira... E meus trajes daqueles de matar de inveja a dondocada da rua,rs...bermudão e camisetão, tudo grudado de tão molhado,rs Era legal e depois, tomava banho e saía pra passar em revista e admirar as persianas e sentir o cheirinho de limpeza,rs...

    bjs praianos,chica ( aliás, os meus trajes continuam sempre iguais,,,)

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  10. Oi Tina, tudo bem? Ri também com a Chica, ela é ótima e eu não espero nada diferente dela, sinto que tanto você como ela são hiperativas, não conseguem parar...
    Eu, tenho certeza absoluta, não teria uma banca de jornais e revistas, jamais.
    Não venderia uma, porque as pessoas iam saber das notícias e novidade S assim que pegassem um deles nas mãos.
    Sou assim, conto tudo o que li. Discuto. Dou pitacos.
    Cada louco com sua mania kkkkkkk beijos querida, amei!

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  11. Ivani, te imagino bem assim mesmo e espero um dia poder ver ao vivo,rs..bjs PFRAIANOS ÀS DUAS! CHICA

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  12. Oi Tina, tudo bem?
    Muito interessante suas reflexões..
    Antes de terminar de ler o segundo parágrafo, imaginei que você diria que se aproximava do jardineiro e dizia o quanto achava aquele trabalho maravilhoso e ele iria responder desfiando o rosário de dificuldades da mesma rs
    Pena que algumas pessoas ao executarem seu trabalho, ajam como se estivem fazendo um favor à humanidade.
    Viver em sociedade hoje em dia está cada vez mais difícil e, gentileza é artigo de luxo.
    Beijin,

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  13. Oi Tina, me identifiquei totalmente com seu texto, eu também sou assim!
    Meu lema é “deixe o lugar onde está sempre melhor do que o encontrou”. É algo que faz parte de mim, não consigo ser diferente…
    Me espanta que a gentileza incomode as pessoas, e a dificuldade que algumas pessoas têm de simplesmente recebê-la.
    Bjs

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  14. Eu não seria feliz sendo gastrônomo. Minha beliscada é um banquete!
    Adorei ler isso, estou tentando pensar em outras coisas que não iam funcionar de jeito nenhum pra mim rsrs.
    Lembrei da época da escola, quando muita gente insistia em dizer que papel no chão era besteira, a funcionária poderia varrer e manter o emprego. Vergonhoso!

    Sua gentileza é encantadora, tenho certeza que ajudou muito exercendo as funções que exerceu, que iam muito além das suas.


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