6 de fevereiro de 2014

Para encarar, concertar e se orgulhar

Falei aqui, na verdade escrevi, sobre prendas manuais que na minha opinião vão além de treino das habilidades. Apesar dos pesares e das maravilhas contemporâneas acho que vale praticar e preservar velhas práticas e hábitos. E além de fazer artesanato, fazer reparos é um convite a não descartar e com isso produzir menos lixo, não se desgastar e gastar com prestação de serviços.
O mundo tem concerto e as coisas também. Clica aqui para ver uma matéria bem legal sobre por mãos as obras. Lembro que meu pai tinha e ainda deve ter, um livro grande, pesado, de capa dura, amarela com letras pretas, dentro muitas ilustrações e instruções sobre: Faça você mesmo. Prateleiras, gambiarras, reparos de todo tipo, do fácil ao difícil e eu pequena com visão fontana e ariana já se achando doutora dos fáceis, espiava os mais avançados concertos de olho nas dicas extras e experiência de S. Guillermo.
Legal e para quem não sabe, atual, além da moda da reciclagem, é um movimento prol concerte em casa. Em muitos países de onde as modas vem de jegue para cá e em comunidades com menos visibilidade na mídia, a prática é levada a sério, como economia, independência, rapidez nas soluções, como lazer também e feita cada um no seu canto ou em conjunto. 
Hoje o universo de possibilidades e acesso a peças de todo tipo, que podem vir de qualquer parte do mundo via correio, facilita e barateia o que as vezes não mensuramos podemos economizar e concertar. Basta virar hábito resolver as coisas simples como apertar um parafuso folgado que nos faz deixar uma cadeira escanteada, encarar os pequenos reparos que a primeira vista parecem monstruosos. O primeiro passo é ter boa vontade e disposição para dar um jeito no que tiver com defeito, uma boa ajudinha é o pai, mãe, avô, vizinho prendado e também o apoio virtual onde há vídeos, passo a passo, grupos, manifestos de concertadores.
Para entrar na moda e sair desse labirinto do "Sai mais barato comprar outro que concertar", clica, aqui, aquiaqui e pesquisa por ai. E se não tiver, providencia uma caixa de ferramentas, aqui tem de gente grande e de brinquedo dos tempos de infância de meu filho, que era um concertador de mão cheia, mestre de obras prontas como dizia meu pai, com ferramentas de todos os tipos, das plásticas as motorizadas, com luzes e barulhos e que apesar de marteladas serem a solução preferida, ele sabia o nome de todas as muitas ferramentas, para que serviam e desenhava elas, esquemas de concertos e construções.
Aprender e inventar técnicas de segurar e deixar secar o que está colando ou pintado, como pregadores, cordão amarrado, filhos desocupados é parte do processo. Marido diz que sou um boa herdeira de Seu Guillermo no quesito concertos e afins, habilidades de Pereirão, apesar das unhas sempre impecáveis. E não me venham com a conversinha fiada e afiada de não levo jeito, não sei e blá, blá, blá. Se mecham ai, desaparafusem, martelem, lixem, serrem, desmontem e montem bem montadinho. Sejamos curiosos(as), concertadores(as), atentos(as) nos reconheçamos capazes, comemoremos dizer: Fui eu que concertei! Deixa que eu resolvo! Isso é moleza pra mim!

9 comentários:

  1. Seu Guilhermo deve ter os bolsos ou as prateleiras cheias de bons exemplos. Devemos sim descartar menos, aproveitar mais. Ser ecológico para além de árvores e orgânicos.
    Eu preciso me aprimorar nesta arte..Beijo!

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  2. Muito legal reaproveitar, dar um jeito nas coisas e pelo menos TENTAR!! Aqui em casa ,tenho o Kiko que, sinceramente não é dado às lides estas...E, por ele complicar tanto ao TENTAR fazer ( após longos meses de espewra...0 eu mesma me meto e confesso, dá do jeito que dá, mas se não consigo, passo adiante.Sempe há quem possa estar precisando de um objeto até já desmontadinho, faltando uma ou duas pecinhas pra encaixes,rs E, no quesito eletricidade, sou das boas: conserto de verdade ferros, abajures, mas não faço o teste.Peço pro kiko, sutilmente ligar,rs Saio de perto e tapo os ouvidos, mas sempre dá certo,sr Sou das eletricidades, por isso, elétrica,rs... bjs,chica

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  3. oi Tina

    Eu ainda não descobri minhas habilidades (se é que tenho alguma rs..), mas tento decorar, fazer um trabalhinho manual, tudo é questão de prática. Claro que a primeira vez não vai ser tão fácil e não vai ficar tão bom. Mas o importante é não desistir.

    bjokas =)

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  4. Oi TIna!
    Adorei a postagem e preciso me conscientizar para isso; infelizmente estou na fase do descartar, por ser mais fácil e rápido...vou anotar os links e ver se consigo melhorar um pouco nisso! valeu a postagem! abrs e bom fim de semana!

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  5. Amei, amei, amei, amei!!
    Eu sou do tipo "eu que fiz", coloco a mão na massa!
    Sem contar que amo um artesanato.... Sempre estou inventando alguma arte por aqui...

    Beijão dona Tina <3

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  6. Confesso que domino bem as artes culinárias e sou boa na arrumação. Mas estes consertos todos ficam por conta do marido que tem as ferramentas necessárias (e habilidade) para consertar tudo o que é preciso. Ele só reclama que não consegue consertar máquina de lavar roupa porque não consegue tirar o tambor. Pode??

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  7. Furadeira, tico-tico, compressor, chaves de fendas, martelo, alicate, pregos, lixas, parafusos... Fazem parte do meu kit pererão.
    Adoro meu kit. Amo Customizar e concertar coisas na minha casa.
    Beijo!

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  8. É, Tina, o mundo que vivemos é mesmo da filosofia "joga fora". Bastante interessante e refletivo o seu texto.

    Beijos,
    Blog | Youtube

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  9. Faz muito bem não seguir sempre essa de "comprar outro fica mais barato que consertar". Sempre pensamos nas perdas financeiras, mas as ambientais requerem atenção também. E muita! O resultado de nossa insistência em ter, ter e ter, vemos e sentimos. Mas nossa consciência, ainda assim, está pouco persuasiva. Nossas ações, fracas.
    Pessoas como você são a esperança para um lugar melhor.
    O livro é DEMAIS!

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