22 de abril de 2014

Petisquices

Eu ia colocar no título da postagem a petisquice a que vou me referir, mas pensei melhor e poupei os leitores mais pudicos de se chocarem ou me acusarem de atentado ao pudor. Vou confessar que sou pura proza, poesia e meninices, mas falo palavrões, não vejo outra maneira de desabafar ao dar uma topada por exemplo, uso variadas palavras de baixo calão para mandar para aquele lugar o juiz que rouba no jogo, para responder desaforos alheios que não há simpatia que dê conta e por ai lá vai, ladeira abaixo o habitual e recomendado palavreado formal e doce.
Sou de paz, de fé mas ser cem por cento equilíbrio e sensatez eu acho que faz um pouco mal, entope as artérias, pelo menos a de quem for nascido(a) sob os signo de Áries eu acho que entope se não der uns palavrões, uns murros num saco de box ou algo do tipo. Confesso também (já que ajoelhei vou rezar), que falo alguns palavrõezinhos por gosto, como o nome que é dado ao dito petisco: sacanagem. Falo muito esse palavrão e crianças de plantão, não façam como eu hein! Ai! Ai! Ai!
Era presença certa nas mesas de aniversários e festinhas em geral, nos idos de mil novecentos e bolinha, uma tal de meia bola de isopor forrada com papel alumínio ou um abacaxi todo espetado com palitos que espetaram antes quadradinhos de queijo, presunto, mortadela, azeitonas e salsichas. Porque sacanagem era o nome desse petisquinho retrô? Decidi não pesquisar para não perder a poesia e gosto pelos espetinhos de minha infância com nome nada infantil e visual decorativo. 
Para ilustrar o post escolhi essa frase que me representa. Adoro comer brigadeiro quente, bolo quente, pão quente, não dando ouvidos que dá dor de barriga, queima o esmalte dos dentes e a língua. E porque com as geladeiras cheias de chocolates da Páscoa não vou causar muito água na boca, sem falar que brigadeiros são gulodices presentes desde antigamente até hoje em festinhas, seja cobertos de chocolate granulado, confeitos coloridinhos, sejam doces ao extremo, meio amargos, molengas, durinhos, com casquinha e derretidos por dentro, em potinhos, tacinhas ou direto da panela nas nossas comilanças caseiras que mandam a dieta e a boa alimentação as favas como diz minha mãe, para não dizer um palavrão.

4 comentários:

  1. E uma "boa" palavra de baixo calão pode ser feia, mas que purifica,ah... purifica sim!
    Já comi deste petisco que você falou espetado em abacaxi mas nunca imaginei que tivesse esse nome.
    Dor de barriga por coisas quentes, nunca tive.
    Acho que é só pra por medo e não acabar antes do tempo!
    Brigadeiro? hum! adoro e hoje ele foi parar lá no despassarado!
    Beijo.

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  2. Tina, não somos santas e eu, como tu, solto os #$#%$@&¨%$ sempre que algo acontece. É uma válvula de escape, não adianta dizer o contrário,né?

    Adoro brigadeiros e também muito fiz daqueles palitinhos espetados em abacaxis. Ainda adoro! Hoje, não mais se veem nas festinhas, mas quando faço meus cafés com filhas à moda do caseirinho, eles aparecem! beijos,lindo dia! chica

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  3. Parabéns atrasada mas não esquecida, pra vc sua linda e inteligente.
    Deus te abençoe sempre mais.

    bjokas =)

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  4. Ha! Ha! O que você lembrou??? Gente, e era mesmo um chiquê aquela bola de isopor encapada com papel alumínio! Rsrsrsr! Que legal! Sabe Tina, minha filha mais velha, ariana do dia 16, ganha de você em palavrões! Eu também falo e bastante! Nunca havia falado, mas agora eu falo! Um doce de brigadeiro o seu texto! Beijos!

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