5 de maio de 2014

Sobre diminutas grandezas

Marcílio Godoi de quem já falei aqui algumas vezes, além de poeta e palavrista é arquiteto e jornalista com textos na Coluna "O português é uma figura", da Revista Língua Portuguesa dentre outras escrivinhanças. Estou com um rascunho de uma resenha sobre seu livro: Ingrid uma história de exílios, que não ato nem desato e eis que ganho de presente de aniversário mês passado, da amiga Ana Paula, o livrinho: A Inacreditável História do Diminuto Senhor Minúsculo, obra ganhadora do Prêmio Barco a vapor de 2012, que a categoria é infantil, mas para mim tem cheirinho de vapor de leite fervendo, recomendado para todas as idades. Livros para crianças também são para adultos eu creio e eu que sou uma criança grande então, me perco e me encontro.
O teclado, segundo Sr. Minúsculo é palavra em pó, amei essa frase e definição e toda a imaginativa criação e aprontação desse diminuto ser que vive dentro de uma velha máquina de escrever e dá vida, graça e garbo às palavras datilografadas pelo seu criador. 
Personagem, histórias, detalhes, recadinhos, parênteses, resignificâncias. Uma leitura ímpar! As ilustrações são um capítulo a parte, além de nas entrelinhas haver um aceno a já tão tecnológica e hoje poética máquina de escrever, o alcance da simplicidade, a comunicação como essência e não os meios.
O tal senhorzinho palavresco e arteiro não se deu bem com as novas tecnologias e decidiu ser vintage e depois de conhecer ele, que defino como um mix de Visconde de Sabugosa com o Saci, desconfio ser o dito parente bem próximo de algum Sr. ou Sra. que vive no tal errador de palavras que tem no meu celular. Ah se eu pego essa criaturinha!
Divagações e recomendação de leitura feitas, meus aplausos ao escritor e desejo de que crianças, adultos e idosos nunca fiquem sem saber o que foi um máquina de datilografar, eu fiz até curso (entregando minha idade avançada). Que não deixem de usar lápis, papel, giz de cera, cola, lantejoulas, glitter, clips, grampos. Que vivam, aprendam, ensinem, além telas. Computador segundo minha sogra em sua simplicidade e sabedoria que não imagina ter, faz mal, tv demais atrofia o cérebro digo a meu filho desde pequeno, que hoje adolescente e conectado não me ouve e nem por isso deixo de dizer, deixo de lhe dar livros, papel, lápis, canetas, folhas secas e pedrinhas que cato no chão.

13 comentários:

  1. Que legal deve ser esse livrinho que ganhaste da Ana Paula e parece ter tudo a ver contigo! Quanto a falar, falar e repetir, mesmo sem ser ouvidos, vários pitis acontecem e ainda agorinha tive um,rs...Mas vamos que vamos, continuando a falar e ver as coisas do jeito que gostamos e pensamos fazer bem! beijos,linda semana,chica

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  2. oi Tina

    Fiquei curiosa para ver o livro rs...
    bjokas =)

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  3. Olá Tina,

    Que bacana, essa sugestão de leitura.

    Deixa eu me entregar: confesso que já tive que aprender datilografia também, noutros tempos.

    Ótima semana para você!

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  4. Delícia de texto, Tina! Recomendação anotada, mas duvido que o texto do autor seja tão saboroso quanto o seu!
    Abraço,
    Jussara - minasdemim.blogspot.com

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  5. Você é sempre tão poética, Tina... *suspiros*
    Concordo! Livros para crianças também são para adultos. E eu sou uma eterna criança!

    Beijos,
    Blog | Youtube

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  6. Tina
    Concordo com a amiga Jussara. Você já me fez encantar com sua maravilhosa escrita (apesar de meio ausente, digo minha lerdeza) sou fã de carteirinha em tudo que você posta.
    Também tive que fazer o curso de datilografia para entrar no concurso. Linda semana para você. bjs.

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  7. Tina,deve ser muito legal esse livro e livro infantil serve pra adulto tb,tem razão!...rss...basta ter a alma de criança, a mente aberta como a sua! Bom demais te ler! bjs,

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  8. Primeiramente quero me desculpar por mandar o presente com a nota fiscal :(
    Deve ter sido alguma traquinagem do Sr. Minúsculo lá no site!
    Marcílio Godoi é um dos meus escritores favoritos. Escreve com a alma, para a alma. E alma não tem idade!
    Beijo.

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    1. Obrigado, Ana. Um superbeijo. Estou com saudades dos seus textos!

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  9. Tina que delícia de texto, adorei vc reclamar daquela pessoinha erradora de textos do celular, eu tenho uma birra dela, kkkk...
    Eu particularmente gosto mesmo é de escrever num caderno pautado com caneta "Bic" não tem melhor maneira de me dedicar às palavrices...
    Agora, esta foto da borracha aí no alto... Meu Deus! Me fez viajar anos para trás, adorei, é um achado!!!
    Bjs

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  10. Essa Tina é tina nada. É uma represa inteira de generosidade. Valeu, querida. Obrigado pelo carinho da leitura e da ótima resenha. Bj!

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  11. Já amei o livro de cara pelo nome rs as coisas diminutas são cheias de tamanhos !
    e entende-las tomar conhecimento delas é que vamos descobrindo como o mundo é bonito!
    Beleza de resenha Tina você é dez!
    abraço

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  12. Linda, você tem uma escrita tão leve, uma sabedoria tão doce que me encanta!
    Muitos beijos! Adorei o post!!
    Belas semana!!
    Cris

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