18 de junho de 2014

Dos dilemas

Eu esses dias estive num dilema danado
Se só postava depois da copa
Se vinha fazer posts juninos
Se curtia essa pausa de blogar e visitar os blogs amigos
Ou se alimentava o lado da falta, do costume e da saudade
Além da responsabilidade e gratidão pelos pedidos de post
Adoro essa parte!
E eis que ontem fui ver o pop filme baseado no livro
"A culpa é das estrelas"
Com minha celestial sobrinha fã
E entre risos, lanches, selfies e tudo mais antes do filme
E as lágrimas depois
Confesso adolescentemente que gostei
Da história de amor
De pais, filhos, de Anne Frank
Idealizações que fazemos de escritores e histórias
Pessoas, lugares
E o calvário que é o câncer 
Ainda mais na turbulência que é a adolescência
Da referencia ao mito de Sizifo
Da referecia as mensagens póstumas e funerais que são para os que ficam
Um tal filosófico Dilema do bonde
Que eu nunca tinha ouvido falar e assim, que cheguei em casa fui pesquisar
Em resumo o dilema entre razão e emoção
Que acomete a qualquer mortal
E eu trouxe para dividir com vocês
O dilema proposto para reflexão é o seguinte: Você está a bordo de um bonde descontrolado, que matará cinco pessoas que se encontram amarradas. Existe, contudo, outra possibilidade: puxar uma alavanca e desviar o bonde para um trilho lateral, onde encontra-se amarrado um único indivíduo. O que você faria ?
A maioria acha moralmente correto matar apenas uma pessoa, ao invés de cinco. Agora mudemos o cenário: Você está atravessando sobre a linha férrea e próximo a você está um homem atrapalhando o acesso a uma alavanca que impedirá o trem de matar as 5 pessoas amarradas ao trilho. Você poderá deixar o trem seguir adiante ou empurrar o homem empacado a frente da alavanca sobre os trilhos, que deterá o trem e salvará as cinco vidas. Você jogaria o homem na rota do trem?
A maioria das pessoa pensa muito e a reflexão movida pela razão é que há pouca diferença entre os dois cenários, do ponto de vista matemático: em ambos os casos uma pessoa morre para salvar cinco. Seria de se esperar que as pessoas fizessem um julgamento moral e respondessem da mesma maneira aos dois cenários. Mas isso está muito longe da realidade. 
Muitas pessoas respondem que é mais instintivo o primeiro caso, que são muito diferentes os casos, ou que não sabem explicar.
Na vida cotidiana temos comportamentos diferentes para casos assim, bem iguais, somos bastante incoerentes e da reflexão de algo assim, tão grande, levado para as situações menores, podemos moldar nossos gestos, buscar equilibrar razão e emoção e no íntimo sabermos que dilemas são parte de nós.

15 comentários:

  1. Tina, que bom que resolveste o teu dilema e vieste postar e nos alegrar, matar saudades! Quanto ao filme e dilema do bonde, temos que pensar mesmo. Parece mais aceitável salvar cinco ao invés de um.mas por outro lado, esse Um, pode ser alguém importante pra nós... Dilemas...A vida é cheia deles!

    beijos,tuuuuuuudo de bom! Eu aqui num dilema: como ou não mais um pedacinho de chocolate,rs...

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  2. Se os dilemas são partes de nós, que aprendamos então com eles! Mesmo sendo difícil. Faz parte de nossa personalidade ser mais racional ou mais emocional. Temperar com pitadas que faltam em uma ou outra é o que produzirá um equilíbrio.
    Entre copa, férias, afazeres, filmes ( estou sendo cobrada para levar Bernardo a ver ) e com todos esses dilemas, maravilhoso ter você por aqui com boas palavras e ideias!
    Beijo!

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  3. Estamos lhe esperando sempreeeee...

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  4. Já estava preocupada com esta menina que sumiu sem dar notícias. Ainda bem que a saudade falou mais alto e temos você de volta. Acabou o dilema? Vai ficar para sempre?

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  5. Meu Deus "Que dilema!" Eu sinceramente não me sinto capacitada para uma decisão dessas e espero que Deus não tenha nunca a coragem de nos colocar em tal situação.
    Mas sei que vou ter muitas horas e dias de conjecturas...
    Bjs

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  6. Oi Tina, nem pense em nisso! beijinhosPedrinho

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  7. Tina querida, Deus me livre de ter que decidir uma coisa tão difícil!
    Não queime suas pestanas com essas situações hipotéticas, porque na hora do desespero as reações humanas são imprevisíveis. Falar olhando de fora é uma coisa, estar no meio da situação é totalmente diferente.
    De repente, na hora H alguém tem uma luz e cria uma terceira opção que ninguém tinha pensado e salva todo mundo.
    Descanse, blogue quando tiver vontade, tudo que é obrigação perde a graça.
    bjs e ótimo feriado!

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  8. Ah! amei a imagem! Uma graça...
    O dilema da princesa: beijo ou não beijo? Ele vai virar príncipe ou eu vou virar sapo?

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  9. Eu já estava com saudades. Gosto muito de te ler. E eu preciso ler o livro e ver o filme, só que se fala. E pelo dilema concordo com Chica, seria mais fácil salvar 5, mas e se a única pessoa, seja algo que vale por mil , a quem amamos demais? Deus nos guarde. Depois com tempinho passa lá no Poesia bjs

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  10. Oi, Tina, tudo bem?
    A vida é mesmo cheia de dilemas e não há jeito: as escolhas devem ser feitas.
    Belo post.

    Beijos,
    Nina & Suas Letras

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  11. Dilema mesmo, Tina, não sei o que eu faria nessa situação ;-)

    Gostou do filme, então? Eu gostei tanto do livro que decidi não ver o filme pra não estragar, hahahaha!

    Também fiquei em dúvida se postava esses dias ;-)

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  12. Um dilema de verdade nem sei o que
    faria no lugar de alguém.......
    Que bom que gostou do filme pq quero
    assistir valeu minha linda


    Bom final de semana
    Bjusss

    └──●► *Rita!!

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  13. Gostei do livro, mas não do filme. Mas também pesquisei sobre o Dilema do Bonde para ver se era real. E é!
    É muito difícil nos posicionarmos em relação a dilemas; é uma luta entre o emocional e o racional. Mas sempre temos que escolher um lado, não é verdade?
    Bj

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  14. Olá Tina,
    Quantos dilemas temos todos os dias, e fazer a escolha é fácil ou pelo menos não parece tão dramática, acho que o momento é que faz a escolha. Pensar no que fazer fora da situação não representa nada, somos muito mais emoção que razão na hora.
    Beijo.

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