27 de junho de 2014

Pinhão, cogumelos e elos

Alimentos tem gostos, cores, formas e também memórias e histórias. Muitos, nem imaginamos existir ou um dia provar. Uma amiga com nome e família de flor me perguntou se eu queria pinhão, mandado via correio, de Amparo. Ai, me veio a constatação de não fazer a menor ideia do que era esse tal pinhão, de consumo típico no inverno, segundo ela. Então, como experimentação e com sinceridade e curiosidade que são comigo mesma, disse a ela não saber o que era, nem o gosto que tinha, mas que queria sim. E lá fui eu de antemão pesquisar e descobri que é dos gostos e comilanças das temperaturas baixas, como chocolate quente, fondue e sopas fumegantes.
Descobri também que o dito são as sementes de araucária que embelezam e dão sabor ao outono, bem que o livro da irmã dessa minha amiga, chamado cores de outono, tem cheiros e sensações encarnados nas páginas, ora, ela comeu a vida toda pinhão, pensei cá com meu calor e cores de verão da Bahia.
Mas qual é o melhor jeito de comer pinhão? Varia o costume de lugar para lugar e entre as famílias, foi o que assuntei, enquanto aguei a espera do prometido. Vale pinhão na chapa do fogão a lenha, pinhão cozido e uma tal de sapecada de pinhão, que como já sou bem sapeca, não arrisquei ver a receita. Cozido com uma folha de louro na panela de pressão, tipo castanha portuguesa foi minha opção.
Com a valorização da cultura e consumo da semente, muitas festas regionais têm acontecido e com elas novas receitas elaboradas e mais gente provando e aprovando o pinhão. Quem ai conhecia, viu, comeu ou ouviu falar do tal? Vou trazer fotos dos meus outro dia para pegar pelo estômago quem ler esse post e quem perder.
E quem leu até aqui deve estar se perguntando o que os cogumelos tem a ver com pinhão, eu explico. Junto com o prometido pinhão, vieram folhas de outono, raminho de alfazema deliciosamente perfumado, folhas para chá e costurices, dentre elas, uma bolsinha de tecidos azuis com o bordado de um cogumelo que descobri lendo lá no blog da costureira fada e amiga Camomila Rosa, serem parte de sua imaginação quando criança. Clica aqui para ver e saber.
E eis que passeando na minha pausa junina, avistei esses cogumelos e fotografei para o post e para ela, como sintonia, com gratidão, carinho e desejo de sabores e amor em nossas panelas, flores nas janelas, amizade, chazinho de canela, pipoca na tigela e uma sexta feira divertida, benta e bela.

11 comentários:

  1. Pinhão é muito bom!Aqui no Sul gostamos muito ! Camomila sempre querida e deve ter adorado! beijos,chica

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  2. Olá,
    as vezes esqueço que muitas coisas que temos por aqui outras pessoas desconhecem, que pais maravilhoso cheio de lindas tradições. O pinhão realmente traz lembranças da infância, adorei sua comparação. Parabéns pelos presente e gostou do pinhão? O ruim é tirar a casaca né, esse processo dava muitas brincadeiras no tempo de criança.
    Bjos tenha um ótimo fim de semana.

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  3. Eu também nunca comi pinhão, não temos eles por aqui. Mas milho temos de montão e eu agradeço as receitas que enviou.

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  4. verdade, Tina, na Bahia não tem pinhão, tanto que meus conterrâneos sempre levavam um contrabando quando voltavam de São Paulo, hahahaha

    Eu não gosto, de jeito nenhum, nem do sabor e nem do aspecto, mas cresci com a minha mãe fazendo uma panelona de pinhão todo inverno. Agora em junho vi muito nos supermercados ;-)

    bom fim de semana
    beijos

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  5. Olá Tina,Eu no Brasil não conhecia o pinhão daí, mas parece-me ser idêntico ao daqui em Portugal, que é semente do pinheiro, árvore típica mediterrânica.
    Aqui usa-se comer como aperitivo e principalmente em doçaria, como as nozes, as amêndoas, etc. Mas não se pode comer porque o preço é proibitivo, hehe
    Adorei seu texto, porque os alimentos têm história mesmo, e há taaaanta coisa que a gente nem sabe. Eu adoro descobrir frutas e comidas diferentes.
    Bjo amigo

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  6. Taí, eu é que nunca imaginei que não se comesse pinhão na Bahia. A gente acaba mesmo achando que tem em todo lugar...
    Eu conheci na infância e o melhor de tudo é que minha me entregava na mão devidamente descascado. E depois adulta me encantei ao receber uma pinha inteira e poder abrí-la e ver todinhos lá dentro.
    Especial esta família perfumada que te presenteou! Beijo.

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  7. Tina, tu não sabe o quanto a gente aqui no sul ama e come pinhão!!! Não pode faltar!! O meu preferido é na chapa, mas cozido na panela de pressão tb n pode faltar!!!
    Fiquei curiosa pra saber se vc gostou?

    Amada e delicada sua amiga!!

    Beijãoooo sua amada

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  8. Tina, linda Tina Flor!!! Que legal...amei os cogumelos em fila!
    Que bom que você curtiu e gostou de tudo, fico muito feliz! E os pinhões fizeram sucesso, lá da chácara de mamãe Alfazema para Salvador!
    Obrigada pelo carinho Tina, isso vale muito!
    Beijos, nutellas e elos mágicos!
    CamomilaRosa

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  9. Que lindo Tina e Camomila Rosa!
    Amo pinhão e realmente é uma comida aqui do sul, tão comum e tão invernal...pinhão no fogão à lenha, paçoca de pinhão, pinhão ao lado da lareira. Só mesmo a querida Rosana para fazer estes carinhos tão especiais... amei a postagem! beijos e bom fim de semana!

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  10. Oi Tina,
    Sou louca por pinhão, faço cozido na panela de pressão com uma colher de sal, porque pinhão sem sal não tem gosto de nada…
    Também adoro risoto com pinhão.
    Agora cogumelos, não gosto. Já tentei de tudo quanto é jeito, mas eu e eles não nos entendemos.
    Achei curioso saber que por aí não tem pinhão, ele é tão presente aqui em São Paulo que a gente pensa que tem em todo lugar.
    Bjs querida e ótimo final de semana

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  11. Pinhão pra mim tb remete á minha infancia nessa época junina! Minha avó adorava e sempre cozinhava pra nós ; uma delícia! Lindo texto,Tina! bjs,

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