14 de julho de 2014

Apertando o pause

Eu estava conversando outro dia com umas amigas e falávamos de que a um tempo atrás quando apareceram os primeiros casos e informações sobre a aids a doença era considerada o mal do século e hoje com mais cuidados e com os avanços da medicina, há menos casos e sobrevida para os infectados, em contrapartida o alastramento do câncer é assustador, muitos casos, variações, muitas causas morte por causa desse mal. Há ainda um outro grande mal, alastrador, o consumo de drogas, que leva em vida e para o além muita gente, principalmente e lastimavelmente muitos jovens. 
Um assunto meio sombrio para começar a semana eu concordo, mais o mundo não é cor de rosa e o mal que creio seja o do século de fato e que leva as drogas e que para alguns estudiosos leva a doenças como o câncer, a depressão e outros distúrbios é a ansiedade. Tem gente, por exemplo, que nem curte o final de semana planejando e sofrendo com os problemas e afazeres da semana,
Por coincidência (ou não), eu estava ensaiando escrever sobre o assunto e flanando pela livraria, vi um livro de auto-ajuda de um autor que já li alguns livros em momentos de necessidade de ajuda e vale dizer: foram muito úteis. Augusto Cury é o nome do autor e o nome do livro: "Ansiedade, como enfrentar o mal do século".
A ansiedade parece ser muitas vezes uma bandeira, que não se sabe, pesa carregar e sendo reconhecida como nociva é mais fácil lidar com ela. Vale também pontuar nos outros, mesmo sendo passível de critica ou mesmo que seja ignorado nosso alerta. Não é sadio estar em junho há pensando no carnaval, em plena segunda pensando na sexta-feira. Vale fazer planos, ter sonhos, ser animado, mas não confundir e desmedir tais sentimentos. Agitações mental, corporal e verbal exageradas e constantes, elucubrações de detalhes, sofrimento por antecipação, fazem tudo ficar mais pesado, complicado, com menos sabor, faz  dormir e acordar cansado, dá dor de cabeça, de estômago, diminui o nível de tolerância e aumenta a expectativa nos outros, aumenta os defeitos dos outros e das coisas, distorce a realidade, impossibilita uma visão fontana das situações e uma curtição ou aprendizado das vivências.
Precisamos aprender a lidar com filas enormes, pessoas lentas, barulhos, precisamos aprender a lembrar das coisas sem anotações, a ficar sem eletro eletrônicos, sem informações constantes, precisamos fazer faxinas mentais para sobrar espaço para não pensar em nada, não fazer nada. Precisamos pausar de vez enquanto e também olhar para trás, reviver e valorizar coisas da infância, apertar o rew como nos tempos das fitas cassetes. Isso faz bem, redimensiona o que temos, faz com tudo não seja tão fugaz, com que não esqueçamos as coisas com facilidade
Considerada pelo psiquiatra Augusto Cury como o novo mal do século, a tal da ansiedade acomete grande parte da população mundial e no livro ele dá uma explicação básica de como funciona a mente humana e propõe práticas para desacelerarmos nossos pensamentos, gerirmos nossas emoções e usufruirmos dos benefícios de uma vida com pausas e desaceleração. Vale para quem se reconhece muito ansioso(a), para dar de presente a jovens, adultos e até idosos que estão numa de tudo ou nada.
Sejamos como Rita Apoena que disse viver tão intensamente o momento presente, que quase chega atrasada ao momento seguinte. Meu desejo de uma semana de intensidade, moderação, pausa, paz e bem.

12 comentários:

  1. Ótimo texto e tema. A ansiedade anda bem espalhada nesse mundo. Eu sou ansiosa, porém, tenho domínio sobre ela. Não deixo que ela estrague programas, dias, coisas assim.

    Saber pausar, apertar o botão, se não conseguirmos sozinhos, preocuremos ajuda e um livro pode ser legal, com boas dicas e reflexões sobre ela! bjs, uma semana linda ! chica

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  2. Precisamos mesmo apertar o pause especialmente em tempos de informações por todos os lados que querem nos arrancar do presente e já nos levar para o carnaval, para 2018...
    Sabedoria de Rita Apoena de viver tão intensamente o momento e quase chegar atrasada para o próximo! Deixo anotada a sua dica de livro e levo para esta semana o comprometimento de moderaçào, paz e pausas!
    Beijo

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  3. Oi Tina

    Eu ando ansiosa, com a cabeça cheia de coisas, e sei que isso não faz bem e não dá paz tb.

    bjokas =)

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    1. Faz uma faxina Bell! Já!
      Mudanças radicais ou aos poucos e vai enfeitando e com novas energias e espaço livre esse momento lotação sem paz vai ser passado.
      Compra o livro, é baratinho!
      Dá notícias!
      Abraços cheios de nada, de ar, de asas \o/

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  4. Ainda não cheguei ao ponto da Rita Apoena, Tina, mas com o passar dos anos, deixei de ser ansiosa. Meu mantra é "eu vou saber lidar com qualquer coisa que acontecer". Eu sei, claro, que não é tão simples assim de se resolver, mas se a gente aprender a se gostar e a confiar no próprio taco, muita coisa melhora ♥
    beijos

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  5. Sabe Tina, chego a sentir pena de pessoas muito ansiosas, porque na verdade elas não vivem, não curtem nada. Não chego a ser como a Rita mas, procuro estar presente por inteiro em cada momento da minha vida...
    Também gosto muito do Augusto Cury.
    Bjs

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  6. Excelente post..vou comprar esse livro.Bjs, Roseli

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  7. Tina,
    já na imagem, voltei no tempo e revi as fitas gravadas ao som do rádio de casa, meu quarto, minhas horas livres entre livros e músicas, cantorias e jogos...tempo de pausas tão férteis e que nos acalentavam a alma.
    Excessos só tem nos trazido descompassos.Irei procurar o livro.
    Grata pela partilha. Adorei!

    Bjkas,
    Calu

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  8. Oi Tina adorei o post eu ando ansiosa mas é com coisas que quero terminar logo, metas que desejava e quero cumpri-las logo mas que só depende de mim. Por coincidência pra esse meu momento estou lendo o livro - Nunca desista de seus sonhos do mesmo autor.

    Ah vendo essa fita lembro meu tempo que gravava as músicas da rádio que gostava em fitas. <3

    Beijos

    Aline
    http://comprasdemulheres.blogspot.com.br/

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  9. Olá Tina, que texto difícil!
    uma feliz semana beijinhos Pedro

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    1. Verdade Pedrinho!
      Assuntos de gente grande complicada.
      Beijos estalados:)

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  10. Por uma série de motivos posso considerar que 2014 é o meu "ano sabático". E estou aproveitando cada momento.

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