31 de julho de 2014

Do espetáculo da vida

Extra! Extra! Vida com manual!
Quando salvei essa imagem vi nela as páginas picotadas de livros escolares
E revistas antigas
Era destacar, dobrar, colar e voilá
Também fiz com lápis em cartolina e folha de duplex (cartolina durinha)
Os desenhos ensinados por meu pai, para recorte e montagem
E na escola as maquetes que saiam lá de casa já saiam com nota dez
Janelas vazadas com papel celofane imitando vidro
Portas que abriam e fechavam, com maçanetas de bolinhas de durepox
Tijolos desenhados por fora nas paredes
Telhados de palha, de telhas desenhadas ou telhados de papel ondulado
Fazíamos também casinhas para o presépio e para brincar
E também caixinhas
Eu, particularmente fiz e recortei muitas bonecas
E uma infinidade de roupas e acessórios para elas
Quando escrevi essa postagem visualizei na banquinha de jornais a noticia
Quem legal saísse num jornal:
Vida com manual
Um guia prático
Bom falar e ouvir falar, bom ler sobre mansidão, soluções, aspirações, mas também é bom refletir  e trazer a tona o que nos tira da rota, cutucar feridas, trocar confissões sobre os medos das tempestades que atravessamos, dos papéis que assumimos e dos que nos são impostos e que não vem com manual de instruções.
O ser humano varia do desejo de ser ilha a ser universo, uns mais outros menos, momentos de desejar que o mundo não passasse das fronteiras do quarto a ir ao espaço. E para os dois tipos de desejo, cada passo, cada rota é cheinha de desafios e renúncias e saber lidar com essa mistura de desejos, nossos e de quem nos cerca, o que queremos, não queremos, podemos e não podemos, é um desafio e tanto.
O palco da vida bem podia ter marcações de onde e como devemos atuar, técnicas de troca rápida de figurinos, cenários que mudassem de acordo ao nosso momento, placas, luzes ou avisos sonoros de quando entrar, sair, falar, calar. Vale a reflexão de que temos sempre o ímpeto de ter o papel principal e por vezes melhor nos cabe ser meros coadjuvantes, sem muitas responsabilidades, que ficam de boa na coxia, enquanto o personagem principal se desdobra. Bye! Bye! Julho! E bem vindo agosto, ao gosto de cada um.

10 comentários:

  1. Adorei a imagem, saber das tuas habilidades com as maquetes que aqui em casa saem horrorosas,rs e das tuas sobre o palco da vida e nossas atuações nela!!

    Já fim de julho e é quase hora de pra casa voltar! Sem a menor vontade de todos nós aqui,,,Mas é a vida.Trocaremos e cenário!!! Segunda-feira tuuuuuuuuudo recomeça!bjs praianos,chica

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  2. o tempo está voando, né? não dá para acreditar que já passamos da metade do ano!
    Essa imagem é realmente lindinha e a gente não gosta de um papel, né? :)
    Beijos

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  3. Eu adorava cortar essas casinhas para brincar e tinha várias bonecas de papel.
    Que sdd amiga,deste tempo inocente em que a gente se divertia com tão pouco.

    bjokas =)

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  4. Um dos meus passatempos preferidos quando criança: recortar e criar bonecas e outros mundos de papel. Que delícia!

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  5. E eu fico aqui mastigando suas palavras... Que venha agosto e que nos traga coisas boas!!!

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  6. Olá, Tina,
    boas lembranças desse tempo. Era maneira de criar e brincar que quase não custava, nada que se compare à vida de nossas crianças hoje.
    Taaaaantas bonequinhas de papel, com vestidinhos e conjuntinhos pra trocar, tantas casinhas, até carrinhos!
    Minha filha mais velha ainda teve um pouquinho disso, em revistas antigas que eu só encontrava numa loja. Agora, só se for em feiras de "velharias", onde também encontrei umas, há tempos.
    bjo amigo e boa entrada em agosto

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  7. Que lindo texto e linda reflexão, Tina!
    Não sou muito boa em maquetes, mas me esforço nesses trabalhinhos que as meninas trazem da escola. Se vc morasse aqui perto, bateria lá na sua casa, com certeza! Beijos! :)

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  8. Não queria comprar o Manual da Vida porque eu gosto de ser "do contra". Gosto da improvisação, do inventar. De ser diferente e correr atrás de mudanças para renovar.

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  9. Oi Tina!
    Belíssimo texto para reflexão...saudades do tempo de criança onde as caixas de fósforo viravam casinhas e iluminavam a nossa cabeça com ideias e sonhos...amei! beijos e boa noite!

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  10. Olá, querida Tina
    Não tive manual de instrução para viver com mais qualidade a minha vida mas Deus apiedou-se de mim e deu pra dar um giro total... Ainda bem!!!
    Bjm fraterno de paz e bem

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