10 de agosto de 2014

Pulo e emendas

Não é a toa que poesia rima com magia
Com terapia, sabedoria
Poemas são borboletas encantadas
Sem origem, pouso, porto
Presentes tanto em jardins quanto em estradas
Acompanham as primaveras
Verões, outonos e invernos
Todas as flores, todas as eras
Há poesia no olhar de quem se ama
De quem se espera
De quem nem conhecemos e em quem vemos quimeras
Na chegada, na partida, no centro, num canto
Todo dia ou vez enquanto
Nascem em casulos e voam como borboletas
Não chegam, nem se vão
Estão em nós, a dois, a sós e no meio da multidão

Pulei a sexta! Sem tempo, muitas atividades, nada programado e com uma data especial no domingo, resolvi postar nesse dia, que a maioria está de bobeira, flanando, tricotando e vim tricotar e emendar o blá blá blá na segunda, para já pegar no tranco. 
Especial é a data de hoje pois nasceu nela um escritor amado e uma amiga amada. Falando em emenda, alguns dias seguintes a minha ida sonhada a Bienal de Sampa, em que vou conhecer pessoalmente essa amiga, vou participar de um Colóquio de Literatura Brasileira que vai acontecer aqui em Salvador na sua quarta edição e que até me inscrever não sabia o que significava Colóquio (quem não sabe, como respondi outro dia a uma amiga, a internet tem dicionário além de face, perdãozinho pelo desaforo). 
A partir da participação como ouvinte farei o que muitos fazemos, irei pela primeira vez a dois lugares que sempre penso e ir e nunca vou, que tenho vontade, mas tá ali, sabe como é? Muito feio isso! 
Um esteve ali, ao lado (ao lado mesmo) da escola onde estudei da alfabetização ao 3º ano do ensino médio e não entrei lá, achava lindo o casarão, nada aconteceu lá que eu tivesse tido a oportunidade ou conhecimento para ir, por curiosidade, nem que fosse no jardim da frente, foi ficando pra depois. O lugar é a Academia de Letras da Bahia. O outro lugar é nada menos que a Fundação Casa de Jorge Amado, casario azul e infante no Pelourinho, por onde eu já passei muitas vezes e nunca entrei. E muita coisa acontece lá, mas nunca vou. Ansiosa!
Pois bem, para Jorge meu salve, para minha amiga Ana meu aceno de lenço laranja. Para ambos a poesia abaixo da ilustração, tirada da minha pastinha de escritos ainda não divididos, como quem tira um papel de carta da coleção e escreve para alguém querido.

9 comentários:

  1. Tina, adorei a poesia e fizeste bem em mostrá-la.Linda demais! E que bom, quanta coisa boa pela frente.Bienal em Sampa, conhecer a Ana Paula e ainda esse Colóquio. Procurei o link e vi que será bem legal mesmo! Como é bom ter coisas boas pela frente. Só fiquei na dúvida se o niver da tua amiga é a Ana Paula e é hoje! Me "enfronha", tá/rs ! Abração aos papais da casa, da família e ao que por aqui passarem! chica

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  2. Entre esperas e quimeras e ainda um papel de carta. Que lindo tudo o que você escreveu!
    Beijo para ti e também para a enfronhada joaninha!

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  3. Um dia comemorado com poesia é um dia feliz! Parabéns pela participação no colóquio. Será com certeza tudo de bom!
    Abraço!

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  4. Linda poesia,mas tudo que escreves é pura poesia! Bastante animado e felizes vai ser esses momentos e encontros!!
    Beijos
    Amara

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  5. Tina, amei a imagem, sempre com muito bom gosto!
    bjs
    Amara

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  6. Puxa Tina, que experiência interessante!
    E gostou da bienal? E o colóquio, valeu à pena?
    Adorei o poema e a foto é linda.
    Bjs

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    1. Ainda irei, dia 24
      O Colóquio será a partir do dia 26
      Depois resenho aqui :)

      Bjs e obrigada pelo carinho de sempre

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  7. Os dias passam muito rápido e eu também gostaria de ter mais tempo para todas as atividades e coisas que gostaria de fazer. E às vezes é tão simples... basta abrir a janela ou atravessar a rua. Tá ali pertinho, precisa apenas dar dois passos.

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  8. Que linda poesia retirastes da sua caixinha de escritos! Quanta meiguice, Tina. Parabéns! :)

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