10 de outubro de 2014

Da água que passarinhos não bebem

Não sou noiada no quesito não ingerir bebidas alcoílicas, nem mesmo condeno alguém tomar um porre uma vez na vida ou mais de uma vez se for o caso ou o acaso. Muito menos o hábito social de bebemorar e confraternizar, desde de que isso não seja um pré-requisito para socialização, nem um vício nocivo a saúde física e mental e sou veemente contra a mistura de álcool e direção, bem como o consumo de bebidas alcoólicas por jovens, que cada dia mais cedo e em mais quantidade consomem álcool e outras drogas, porque não se verbaliza e se categoriza o álcool como uma droga, sendo que ele é. Sou também totalmente contra a mistura explosiva de bebidas alcoólicas com energético e do consumo individual dessa bebida popular e consumida como se fosse água.
É triste ver jovens na porta das escolas em plena luz do dia, fardados ou com as camisas sob os ombros e uma lata de cerveja na mão ou garrafas de batida e copinhos plásticos. Gosto de ver adolescente fardado comendo cachorro quente e refrigerante antes do almoço com um que de se minha mãe sabe disso me mata. Comendo pipoca, churros, pastel, caldo de cana ou tomando o bom e velho refresco com salgado a preços de figurinhas. Tem seu lugar os que comem açaí, pedaços de melancia ou outras frutas, onde se vende fatias em carrinhos de mão.
Porta de escola é lugar de comércio de lanches desse tipo, de bancas de revistas, ambulantes vendendo pulseirinhas, adesivos, canetas, lápis, cds de game e não bebidas. Mas cadê o poder público, as escolas, grupos de pais para exigir uma mínima distância desses tipo de pontos comerciais e de vendas perambulantes nas imediações das escolas? Que eles trazem ou arrumam quem traga, é verdade, mas quanto mais dificultado for o acesso do que é ruim, mais difícil fica o mal se alastrar e se sentir a vontade.
Indo para a faixa etária dos que já deviam ter noção e que cada dia mais aumenta a fila dos que não tem, hoje em dia é mais fácil você chamar a atenção dizendo que não bebe ou que não quer beber do que sair literalmente com uma melancia pendurada no pescoço. Não beber ou é coisa de evangélico, ou é porque se está tomando remédio (isso para quem se importa com isso) ou porque vai dirigir ou vai ter prova e trabalho cedo no outro dia, porque está no horário comercial, não valendo esses critérios para muitos e sendo massivo o incentivo a quebra de todas essas regras.
Já ouvi as frases que seguem inúmeras vezes: - Você não vai beber nada? Ai não vale! - Não vai beber? Não existe isso!  - Você vai ter que beber! -  Beba só um golinho para se animar, relaxar! - Fica chato todo mundo bebendo e você não! Vou pular comentar sobre cada uma delas e registrar o rótulo que se põe nas pessoas que não bebem e que deveriam ser postos nas que bebem demais, nas moças, meninas, mulheres lindas e charmosas que ficam bêbadas, que perdem a compostura, ficam sem batom no meio da noite e com bafo de onça. Homens com panças de urso, comportamentos e falas inapropriadas. Onde está a beleza disso? Muito sem charme e glam, sem falar do desperdício do investimento e esforço na academia, gastos em roupas caras e perfumes, sofrimento e cuidados com a boa alimentação, tudo entornado em álcool. Heloooooouuuu!!!

7 comentários:

  1. Muito bem abordado o tema. Nas escolas e imediações deveria haver fiscalização. Agora, recentemente, na praia, vi pessoas trocarem o café da manhã por cerveja. Não imagino isso!

    Aqui tomamos uma caipa de vez em quando, uma cervejinha, mas sempre acompanhada de belisquetes,sempre com parcimônia.

    Mas o que vejo é que tantos confundem FESTAS com ENCHER A CARA. Um nojo. Mas, quem quer se ralar, se rale! Nós temos nossas escolhas mais saudáveis! bjs, lindo fds! chica

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  2. É lucrativo, muito lucrativo - para o governo, que arrecada os impostos e para os gigantes da cervejaria que não poupam esforços para colocar na cabeça que você tem que beber para ter amigos, uma vida bacana.
    Como bem disse a Chica, parcimônia não faz mal a ninguém; infelizmente o que vemos são excessos que estão destruindo vidas e isso porque nem sabemos o que se passa com as famílias...
    Beijo.

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  3. oi Tina

    Parece que quem não bebe e não fuma é careta.
    As pessoas riem, e muita gente faz isso só pra ser aceito.
    Todo vicio é uma desgraça, pq vc começa e não tem limite para parar.
    Eu particularmente não gosto, vivenciei experiências desagradáveis com membros da minha família. E o fato é que o vicio não leva a pessoa para lugar algum.

    bjokas e um feliz dia das crianças pra vc =)

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  4. Tão triste toda essa situação... Mas hoje tudo parece tão comum entre alguns, agem como se fosse normal.
    Acho absurdo venda de bebidas próximo a escolas... Mas quem deveria estar cuidando disso simplesmente finge quem não vê!

    Mulher bêbada é o fim... não consigo nem comentar!!

    Faço das suas as minhas palavras <3

    Beijão, simplesmente sou sua fã!!

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  5. Excelente tema e reflexão amiga! bjs Roseli

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  6. Helooo MESMO,Tina! Essa maneira de viver é no mínimo auto destrutiva. Assino embaixo em seu excelente texto! Serve de alerta e reflexão! bjs,

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  7. Eu, como boa entendedora de "baianês", sei que farda é o uniforme escolar. Tem que explicar, ô xente.
    E o incentivo à bebida não tem nada a ver. Ainda ontem comentava com o meu sobrinho que mora nos EUA: se você for pego com uma lata de cerveja na rua vão para a delegacia prestar esclarecimento. Se estiver dirigindo, perde a carteira. E lá, sem carteira de motorista você não é ninguém.

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