16 de outubro de 2014

Down the rabbit hole

Imagem da internet
Eu sou fã de carteirinha, de ilustrações, objetos e acessórios em geral do filme Alice, da história como um todo, dos personagens (principalmente do chapeleiro e tendo sido interpretado por Jonny Deep, aumentou o gostar) e dos detalhes cenográficos, filosóficos e poéticos dessa história que é um clássico atemporal.
Nos moldes de hoje de resumir os clássicos não passaria de a história de uma garotinha, que segue um coelho branco, chega a um país de fantasia, e após viver diversas aventuras e conhecer personagens bizarros, ela descobre que tudo foi um sonho.
Mandar cortar cabeças é com a Rainha de copas, há quem veja nela uma caricatura da Rainha Vitória, outra correlação é com a Guerra das Rosas, uma representação da Rainha Margaret, esposa de Henrique VI, que disse: “Fora com a coroa, e, com a coroa, a cabeça”, dirigindo-se ao Duque de York e a sua tentativa de dominar a Inglaterra.
A rainha do conto não admite que suas flores sejam de outra cor que não vermelho e tem seu nome de cartas de baralho e um exército deles pois  gosta de jogar críquete, sendo que nos jogos ela sempre vence porque todos sempre trapaceiam ao invés de em favor próprio, a favor dela.
Não podia deixar de confabular o porque do fashion e doce chapeleiro ser chamado de louco. É que em tempos idos, lá quando a obra foi escrita e o seu autor tido como um louco, era utilizado mercúrio no processo da confecção das majestosas e imponentes cartolas e chapéus. O cheiro inalado pelos chapeleiros eram tóxicos e provocavam, frequentemente, problemas neurológicos.
Quem nunca observou ou se perguntou o por que dos números 10/06 que o chapeleiro carrega em um papel na cartola este é um pormenor que como muitos não aparece por acaso. O número é simplesmente o preço da cartola, 10 xelins e 6 péni (a moeda da época).
O Gato Cheshire, sorridente é um símbolo de medo, covardia, de consciência, que dá recados, que some e aparece ao bel prazer. E o nome Cheshire é o nome de um condado na Inglaterra e também uma expressão inglesa (há quem diga que por culpa do gato) aplicada às pessoas que sorriem largo.
Um dos personagens mais enigmáticos e queridinhos da história é o acelerado coelho. Sempre apressado e atrasado, com seu relógio ele simboliza o tempo, rígido e exigente, e marcam a quebra com a realidade de Alice, tal como ela a conhecia. Ele é o responsável por tentar a protagonista a entrar no tal buraco. Essa cena é fonte de várias reflexões e ilustrações: “Down the rabbit hole” se tornou uma metáfora utilizada para todos os que arriscam o desconhecido. 
Como o desconhecido é companheiro da caminhada de qualquer um, em qualquer idade, momento, lugar, meu cronicalizar e poetar para um bom explorar, o negar do que não vale a pena experimentar, nem mexericar e um incentivar do gostar do que é conhecido, um ver e ter como fantástico o cotidiano, o mundo real que temos a nossa volta.

6 comentários:

  1. Que belo passeio pelo mundo da magia fizeste no teu texto! bjs, chica

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  2. Tina, fiquei surpresa ao saber da loucura dos chapeleiros pela inalação de mercúrio, não sabia disto.
    Beijo!

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  3. A magia que existe dentro de nós ainda é a mais completa!
    Lindo, lindo!!!

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  4. oi Tina

    Eu gosto muito da Alice, estou lendo um livro ( O lado mais sombrio).
    Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real o superprotetor Jeb , mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...

    bjokas =)

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  5. Lindo teu versejar, e eu sou supseita para flar do mundo maravilhoso da Alce hehe

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  6. Ops, aprendi muito por aqui. Já li, vi ao filme e você trouxe para mim detalhes desconhecidos.

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