25 de novembro de 2014

No modo privado

Eu tive um cyber surto nesse final de semana. Isso de a pessoa ser adicionada a grupos no Whatsapp sem a opção de aceitar ou não, com a deselegância que é sair do grupo, caso não queira participar e sem a opção de bloquear as mensagens dos tais grupos é motivo de uma sugestão pedido que pensei enviar para o administrador do aplicativo se é que existe um.
Mas me limitei a desabafar por aqui, uma vez que entrar e sair dos tais grupos é só um detalhe perto do que é estar neles. Entendo, em grupo, ser adequado e coerente compartilhar coisas de grupo, para o grupo. Assuntos privados e paralelos, trata-se no privado e paralelo. Estou errada? Se estiver desculpa minha confusão! Entendo também, que vale horário comercial para grupos comerciais e vale o bom senso para qualquer grupo. Eu não penso como a maioria, disso eu já tenho certeza (nesse e em muitos outros assuntos) ou questiono e a maioria não (faz e aceita tudo no automático).
Em um dos grupos avisei no privado a certa pessoa que ela estava se excedendo no teor das mensagens haja visto que eram desagradáveis para uma outra pessoa. Porque falei? Porque não olho só para meu umbigo, porque gostaria que se fosse eu a estar sendo incomodada alguém se manifestasse em minha defessa. O tão pouco comum, senso de coletividade e a tal sensibilidade para resumir. Pedi também, nesse mesmo grupo, moderação na quantidade de fotos, vídeos e imagens enviadas, por estar lotando minha memória e descarregando meu celular. Tendo ficado sem ele em momentos de necessidade por conta disso. Nem ai foi a reação.
Em outros grupos nunca me manifestei, mas em uns menos em outros mais, a problemática é a mesma em dias de nada para fazer ou assuntos paralelos de um e outro. Detalhe: meu zap é mudo. Não gosto de barulhos contínuos, não gosto na verdade de ser incomodada e me incomoda o assobio dos avisos sejam meus ou alheios, além de me irritar ver a fixação das pessoas com a chegada de mensagens do aplicativo. Tem quem se irrita com passarinhos cantando, vá entender.
Vi uma matéria no Uol, falando ser hoje esse ruído um dos primeiros de uma lista de incômodos auditivos em Sampa, junto a barulheira de obras, trânsito e outros, sendo necessário em empresas, ser norma, colocar no mudo os aparelhos e com a tela para baixo para não comprometer a concentração, desempenho e sanidade mental coletiva e privada.
Outro detalhe que me causa espanto é o assunto polemico da vez, causado pela minha no modo privado e publico cor favorita. Leio não nego respondo quando puder ou quiser é a minha prática com a tal marcação azul. Cara feia ou ansiedade alheia.
Enfim, meu cyber surto resultou em nada menos que eu sair de todos os grupos que fazia parte. Falar comigo pelo zap hoje só no modo privado. Simples assim e adorando assim. 
Muito legal, útil, prático, econômico o aplicativo, a possibilidade de fazer panelinhas, conferências e tal. O que f... é o mal uso, os tais excessos. O msn era o máximo, hj com mais ferramentas é o zap, o face sobrevive e não usar nada disso também sobrevive, não mata e nem engorda. Tem quem ainda escreve cartas, manda postais, quem pede aos pais da menina para namorar ela, quem liga para dar os parabéns a um amigo sem precisar aviso do dia por qualquer quinquilaria.
Tem quem não olha o tempo todo as mensagens, quem sai sem celular, quem viaja para relaxar e fica dias sem se conectar. Tem quem apaga as porcarias que recebe sem ver, quem avisa que não quer receber doa a quem doer, quem prefere bate papo no portão, quem tenha noção e porções extras para a falta de noção alheia. 
Até pouco tempo não tinha o tal zap, usei muito e uso para muitos fins mas saio dia desses se me der na telha, não sou de seguir fila, ser unanimidade, ser refém, deixar meu privado virar privada. Minha catraca é seletiva, tenho dito e tenho orgulho disso.

10 comentários:

  1. Tina, não tenho nada de ZAPs, Whattsapps ou coisas assim. Meu celular é do tempo da pedra,rs Só fala, nem foto tira!

    Assim, não estou nessa de grupos ou coisas assim.

    E nem permito, como tu, que minha intimidade e privacidade sejam invadidas assim no mais. Sou muito bicho do mato pra isso!

    Vejo minhas filhas que tem os grupos de mães dos amigos, grupos disso e daquilo e é uma encheção de saco. Mães abobadinhas que querm estudar por telefone pra fazer o tema dos filhos e tuuuuuuudo mais. Vejo cada situação. Mas VEJO, não me meto. mas pra mim, fora!!

    Acho que já temos tantas boas opções e não precisamos ficar com apitinhos daqui e dali nos chamando! É um porre! Mas, cada um ,cada qual, né? Respeitamos os que gostam, mas não precisamos compactuar! bjs, lindo dia! chica

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  2. Eu entre e sai de muitos grupos. Acabei causando atrito com os conservadores, mas fico mais livre só com as minhas páginas porque posso compartilhar e ser compartilhado também livremente, sem obrigações! abraços

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  3. Reconheço a utilidade do zap em alguns momentos em que resoluções precisam do aval de um grupo de pessoas. Tive, não suportei o barulho, ensinaram-me a silenciar, mas como você fui sendo adicionada sem me peruarem se queria ou não. Excesso de tudo e falta de bom senso com horários, fotos. Enfim, saí. Está se tornando mais um problema de comportamento, gerando uma ansiedade desnecessária com a tal marcação de que você leu e não me respondeu. Ferramentas que deveriam facilitar a vida humana tornam-se inimigos, vai entender...
    Beijo!

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  4. Oi Tina
    Felizmente não aderi a mais essa novidade que como disse é prática econômica mas enche e transborda ,tendo a pessoa que ficar ligada a mensagens a todo minuto_deusmelivre ;(( sem chance !!
    O mundo está perdido entre aplicativos que acaba tornando a vida é mais complicada e invadida pelos maus usuários.
    Bom desabafo Tina _ é isso aí ,nada de ficar a mercê de tudo que jogam encima da gente.
    grande abraço

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  5. Tina, olá!
    Que bom ler uma crônica tão chegada no cerne desses gadgets eletrônicos que, em um primeiro momento até contribuem, mas logo em seguida tornam-se uma doença sem cura. A coisa mas chata que há
    Concordo ipisis litteris com seu texto pontualíssimo e com as colocações da Chica.
    Eu não tenho whatsapp, facebook porque minha vida pertence, ainda, a mim pertence e o mínimo que eu preciso expor, já é o suficiente. De verdade.
    Meu marido tem por questões de trabalho o zap, mas mesmo assim já se estressou tanto que agora só no privado (bobear ele até desliga).

    Eu ainda não compreendi se são os péssimos usuários que detonam essas possíveis ferramentas do bem (não acredito que sejam criadas para espalhar caos e aborrecimentos), ou, se quando chegam nas mãos dos simples mortais ( escapando do mundinho nerd, endinheirado e descolado) a intenção primária dessas ferramentas é deturpada. Como apontou a Ana Paula, o problema esta na falta de comportamento, que "num tá nem aí" para o sentimento do outro, para o cotidiano alheio e faz de suas vontades, a soberania sovina ao demais.

    Eu já li alguns ensaios sobre o tema, que diz que essas ferramentas da web são interessantíssimas quando, bem no inicio dessas, ficam com apenas 6 dúzia de elencados. Assim que tornam-se populares, essa 6 dúzia abandona por saber que irá ficar "queimada" e sem sentido virtuoso.

    Beijos mais a ti e toas aqui. Paula

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  6. oi Tina

    Eu só estou eu um pequeno grupo, qdo me chamam eu digo que não tenho interesse, isso pq não dá para ficar carregando o celular de vídeos e mensagens bobas.
    Prefiro ser objetiva ao dizer que não quero participar, e caso me coloquem é claro que sairei.
    Um aplicativo que vem para facilitar e economizar tem atrapalhado muito a vida de algumas pessoas, em especial casais.
    Só aderi o whats agora,e na minha vida ele não tem feito muita diferença não, é claro que é gostoso falar com os amigos mas tudo que excede perde o limite.

    bjokas =)

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  7. Tina eu tinha esse Zap, mas ei lá como desapareceu do celular, tbm eu nem mandava mensagem, sou do tipo que se me manda mensagem , muitas vezes não vejo e ese leio vou e ligo , hehe não tenho paciência de escrever num mini teclado, até notebook tenho mas não uso prefiro o pc, sou agitada e ai me confunde se demorar para escrever minha mente pensa rápida demais e a mão não acompanha, como nem fiz curso d edatilografia (Oi?) rsrs, ás vezes erro , troco letras, mas prefiro escrever muito, não sei resumir dai não tenho whats app. HEHe
    Amei o tema por aqui, no blog tem super novidades , dicas d elivros, tbm vais amar, passa lá. Bjs

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  8. Tina!
    Pode compartilhar seu texto no face? Perfeito!!!
    Eu não tenho zapzap e sou bombardeada constantemente por isso. As pessoas não aceitam que eu tenha apenas telefone para ligar ou receber chamadas! Kkk
    Até minha mãe diz que se eu tivesse zap era melhor pra falar comigo, pode? Haha
    Eu respondo que se alguém realmente quer falar comigo tem que ligar porque eu sou daquelas que precisa ouvirá a voz. E pronto!
    Mas infelizmente meu esposo tem. E diz que por conta do trabalho não pode excluir o tal do zap. E mesmo que no silencioso, a tal da luz irrita. E já que você desabafou, Tina eu confesso, no quesito zap zap eu sou radical: queria que ele acabasse assim como o finado orkut. Pior, é que para cada rede social que morre, outras 10 aparecem. Mais invasivas, mais irritantes e que mais distanciam as pessoas. ; (
    Beijos!

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    1. Pode compartilhar sim no Face
      E volte mais vezes ;)

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  9. Tina, entendo seu incômodo, acho que há um exagero no uso da tecnologia. Eu quero é simplificar minha vida e não complicar, criar distrações que consumam tempo precioso do que é essencial, por isso não tenho nem face nem zap, e não sinto falta! Existe vida além...
    Bjs querida e ótima semana

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