2 de dezembro de 2014

Das faltas e sobras

Sabe aquela situação da pessoa na fila, na hora de passar no caixa ficar escolhendo o que vai levar? Nos falta paciência, é uma falta de noção (tudo) e as vezes sobra coisas que não dá para levar. Para muita gente essa é uma situação nunca vivida e portanto não compreendida.
Eu já vivi isso algumas vezes, evitava ser na hora de passar as coisas o momento de escolher o que dava para levar dentre o que precisava, por que o dinheiro não dava, por ter esquecido o cartão e o dinheiro na mão ser pouco e também sem muita cabeça para as contas, já pedi ao moço ou moça do caixa que quando chegasse em determinado valor avisasse para eu deixar para trás os itens restantes.
Já fiz também compras passando cheque para dois ou três meses depois (faz anos que não preencho e assino um cheque, interessante como não se usa mais e como usamos tanto, tem uma geração inteira quem nem sabe o que é isso, já pode ir para o acervo junto a disquetes, fitas k7 etc).
Enfim, para mim passar as compras que preciso ou simplesmente quero ou meu filho e marido querem, sem preocupação com o valor, assim como ir no mercado ou padaria todo dia comprar supérfluos é um luxo.
Hoje com cartão de ticket alimentação recheado do maridão, dinheirinho sempre num potinho na cozinha, na carteira, cartão de crédito sem muita limitação para gastos extras, compro além do que precisamos, compro o que gosto e sempre digo que isso é uma bênção. Compro vez outra também coisinhas para meu pai e minha mãe que tanto não puderam comprar para mim e meus irmãos e que ainda se privam hoje, nem tanto por precisão, mais por hábito. Contei tudo isso porque estava desejando comer divido com minha vó, pêssegos em caldas e não tendo achado nos supermercados e minha mãe também não, ai ela me ligou domingo retrasado dizendo que foi no mercado e esqueceu o cartão, só tinha vinte reais e teve que escolher o que levar. Ela levou o pêssego. Como não amar?

8 comentários:

  1. Que bom que conseguiste matar o desejo do pêssegos em calda e são bons mesmo. Interessante tuas divagações até chegar ao assunto. É bem assim mesmo! Quantos cheques, cheques pré datados passamos! Lembro muito bem! Hoje raramente os usamos! bjs, lindo dia! chica

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  2. Engraçada como a vida é e nos ensina e nos prega peças e nos dá a chance de repensarmos, em minhas divagações com teu texto, lembrei minha infãncia onde minha mãe com salário mínimo não podia nos comprar tudo e nós eu e minhas irmãs sempre tirávamos feijão do silo, uma espécie de de depósito e vendáimos para comprar pão, doce e fazer um bolo para nossa mãe quando chegava do trabalho cansada, sem forno nem muito menos fogão a gás, fazpiamos numa forma furada no emio sobre uma lata em cima do carvão e com amor ficava tão gostoso. Cresci trabalhei, e em SP com tickets e vales refeições sempre comprei o que queria e superfluos afins. Hoje aqui o salário menor, só compro o que preciso e aprendi assim a não desperdiçar e a esperar que deus nos dê achance de voltar a comprar também os sonhos, os desejos como o pêssego em caldas. amo te ler e me escrever em teus textos!

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  3. A vida é uma grande lição né Tina?
    Já aconteceu várias vezes de chegar no caixa, abrir a bolsa e cadê a carteira dona Fernanda? Tinha esquecido em casa :(
    Aprendi a ficar atenta...
    São lições aqui, outras ali... umas mais simples outras um pouquinho mais complicadas, mas que no futuro fazem toda a diferença na nossa vida!!

    Um pêssego em calda <3 Como é bom ser amada né Tina?
    Gosto um tantão de vc!!!

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  4. Tina querida, oi.
    Vou parafrasear um bocadinho algumas de voces aqui, porque sua crônica fez-me relembrar velhos tempos de infância e meu pai tendo que manter a casa com 5 filhos, em pleno anos 60 . Ato heroico, de amor e dedicação absoluta aos rebentinhos.
    Quanto vezes os biscoitos desejados por nós 5 ficavam no imaginário e nas prateleiras...
    Hoje, com mais folga orçamentária heheheheh, procuro sempre, ao ir ao supermercado, o fiel da balança, relembrando sempre que um determinado dia de minha vida meus desejos tiveram de ser cambiados por outros, mais atrativos ao bolso de meu pai por assim dizer, e nem por isso minha infância foi menos alegre e feliz, ou menos gostosa.
    Beijos mais. Paula.

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  5. Oi Tina

    Fato é que estamos vivendo momentos difíceis, aqueles que fazem compras e enchem os carrinhos, podem ser considerados em uma situação de luxo rs...
    Pq hj em dia vc vai com o dinheiro e no outro dia o produto já aumentou.
    Mas as coisas gostosas da vida, vale a pena a gente se esforçar para ter.
    E muitas delas são pequenas e dão tanto prazer...

    bjokas =)

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  6. Ain... que fofa!

    Eu já passei por isso também. Logo que me separei, minha situação financeira ficou caótica. As vezes tinha 50 reais para comprar comida, pois o restante ia para aluguel, água, luz... enfim
    Eu morria de medo de passar no caixa, como até hoje sinto medo da espera da aprovação do cartão. Mesmo sabendo que ali tem dinheiro entro em pânico. Eu levava uma maquina de somar e ficava somando tudo, fazendo os arranjos até dar os 50 reais que eu podia gastar.

    Beijocas

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  7. Dizer o quê? Situações tão corriqueiras! Só quem as passa, sabe! Muito bem descrito! Interessante me deu vontade de comer pêssego em calda e eu comi! Que delícia! Um abração!

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