28 de fevereiro de 2014

Por mais concórdia

Quem concorda comigo que essa foto de Nilton Fukuda
Desses pés descalços, essa corda pendurada
Esses passos de um frade no centro da grande São Paulo
É poesia ainda que em desarmonia?
Essa discordância da imagem, me remeteu a palavra: concórdia e a percepção de que não é comum o uso dela, não a vejo em escritos, não a ouço além de na letra do Hino do Senhor do Bonfim, quase hino da Bahia: "Dai-nos a graça divina, da justiça e da concórdia!". 
Aposto inclusive que tem uma pá de gente que nem sabe significado exato dessa palavra, por seu pouco uso. Para isso mudar, trouxe ela para cá, para se popularizar como vocábulo e na prática do seu significado. Fica inclusive a sugestão, de que cada um use em seus blogs, crônicas, textos, papos, esses dias que seguem, nos próximos, sempre ou quando em vez. Com pontuação, chamando a atenção sobre o pouco uso e prática, a francesa ou abaiana, ao gosto de cada um.
Do latim concordia, sem o acento pingado no ó, essa ilustre palavrinha significa harmonia, entendimento, circunstâncias e sentimentos de concordância que contém paz, que buscam e promovem conciliação. 
Nessa mesma mão e de coração desejo uma sexta-feira de concórdia, harmonia, paz por dentro e por fora para quem por aqui passar, para fevereiro encerrar e março começar.

27 de fevereiro de 2014

Desejinhos nada básicos

Para desejar, vai que nossos pedidos são atendidos
Penso que temos que caprichar
Vamos então comigo listar, desenhar, visualizar e vibrar?
Que tal um trampolim para pular momentos difíceis?
Paredes que mudem a cor de acordo ao nosso humor
Chinelo que vire bota ou tênis se começar a chover
Uma bolsa que avise o que vamos precisar ao sair
Uma chave de abrir cabeças e corações
Um balanço que leve a gente grande
E volte com a gente pequeno de novo
Um apagador para quem vê cabelo em ovo
Um relógio que pare nos bons momentos
E um aspirador de maus pensamentos?

26 de fevereiro de 2014

Multi

Fonte da imagem
Essa bailarina tem corpinho de pregador de roupa
E bracinhos de palitos de fósforo

Gosto de coisas multiuso, multifaces, multicores
Como fitas de tecido que podem enfeitar o cabelo de crianças
E de gente grande também
Compor uma fantasia, virar colar e artesanatos em geral
Podem enfeitar o varal no quintal
Podem substituir cadarço de sapatos
Adornar presentes, ambientes
Fechar sacos, caixas
Fitas coloridas, lisas, estampadas, finas, largas, aramadas
Dependuradas, enroladas, trançadas, fazendo laços
Gosto multi de fitas
Pregadores também são assim versáteis
E em casas populares e também nas granfinas, fecham pacotes
Em cordas, secadores de chão ou teto, penduram roupas
Bonecos, sapatos, papeizinhos com recados
Desenhos para secar
Que pregados pelas pontas dançam pra lá e pra cá.
Seguram as contas que chegam
Ou com ímãs atrás, grudados na geladeira seguram listas
Bilhetes, avisos, lembretes
Com criatividade e colagens viram brinquedo de crianças
Ou só sendo o que são
Pregando um no outro e fazendo uma varinha de condão
Colocando na roupas delas e ensinando a tirar e botar
Enchendo uma lata, tampando e se pondo a sacolejar
Em resumo, eles fazem bonito na arte de segurar e variar

25 de fevereiro de 2014

Carnavalices

Duas postagens apenas para o Carnaval é o que resolvi
Por estar em plena Salvador Bahia e por aqui sobrar esse assunto
Além de estar o tempo todo em todo canto a festa na TV
Mas, para o blog entrar no clima, ainda que no tom de sair da rima
Da globeleza, sua vinheta, caracterização e falta total de renovação
Vou usar o tom de zoação, nada de poesia
Grito de carnaval é a festa hoje aqui nesse quintal
Bloquinho da limpeza e puxões de orelhas na geral
É que cada dia tem pelas ruas menos confetes e serpentinas
E mais mijo e gastos além do que se pode
Valores absurdos para camarotes, camisas, pulseiras para festas fechadas
Trilhas sonoras que nada tem a ver com carnaval
Não precisa ouvir marchinha os que gostam de novidades
Mas bem podia se tocar cada coisa a seu tempo
Forró no São joão, coral no Natal
E falando em mandar mal
Do público e pessoal
Comportamentos além do tom e medidas
Muita bebida alcoólica e outros consumos que são uma droga
Nocivas e mascaradas no status de moda
Para sair dessa e nos acudir, vou o papo colorir
Com a porção cultural e lúdica da comemoração
Bailinhos infantis e os dos tempos dos clubes
Máscaras e fantasias
Animação, danças e cantorias
Que espantam os males e mexem o esqueleto
Muita água para refrescar
E curiosidades didáticas para arrematar
A data oficial, não os muitos dias antes e depois de folia extra, tem origem católica e é oficialmente 47 dias antes do domingo de Páscoa. A expressão em latim "carne vale", significa: "adeus carne" e representa a tradição de que terça-feira de carnaval é o último dia que os católicos podem comer carne. Embora o comércio tenha o hábito de fechar as portas do sábado até a terça ou meio-dia da quarta-feira de cinzas, não existe nenhuma lei federal que institui esse período como feriado nacional, sendo que alguns municípios e estados possuem uma legislação própria.
Na real ou na imaginação, para quem já está no papel de folião ou para quem está se preparando, de vestir ou de sonhar, qual a sua fantasia?
Uma dica: se estiver de baixo astral, aproveita que é carnaval para soltar as bruxas, rodar a baiana, pular da prancha, sorrir por fora ainda que não esteja sorrindo por dentro, que nem os palhaços por muitas vezes fazem. Façamos da tristeza confete, é só jogar para cima e deixar o vento levar \o/

24 de fevereiro de 2014

Olha o resultado

Essa é a poética criação vencedora
Do Concurso cultural Semeando Poesia
Parabéns Su de Maria!
Uma, dentre as muitas, criativas, inspiradoras, ilustradas produções
Feitas por quem interagiu e agiu na busca de poesia nas palavras
Nas sensações e sentimentos
"Minhocas arejam a terra
Poetas, a linguagem"
Um paralelo do perpendicular Manoel de Barros
Que peneirei para representar a certeza
De que cada poesia arejou quem as fez
Quem ajudou, incentivou, leu, compartilhou
Bom e necessário tirar a poesia do status de cult ou de infantil
E também manter ela nesses dois terrenos
Há poesia em todo lugar, basta olhar, sentir, semear, regar
E não é difícil rimar, basta tentar, praticar
E é além de um desafio, como ser rio, de interações participar
Fluímos por entre os obstáculos e desaguamos pelos caminhos livres
O mundo prático e objetivo cobra que a gente não pare
Que a gente ande na moda, dirija, saiba usar tecnologias
Esteja bem informado, conectado, tenha bons modos
Já a poesia é casa da mãe Joana, Maria, Sebastiana
Não exige nada
Não precisamos estar agasalhados, nem com roupas leves
 Não é imprescindível para poetar estar de frente para o mar
Sob um céu estrelado, ao luar
Não precisamos de protetor solar, nem de óculos escuros
Não é pré requisito estar alegre nem triste
Pode-se estar em cima do muro
Basta ter olhos atentos, coração aberto e asas por dentro

23 de fevereiro de 2014

Cheiros, reinos, arcas e ligações

Cheiro de suco de laranja em garrafa térmica de levar para escola foi o cheiro que senti quando um moço lavou o sofá aqui de casa mês passado. Gosto desse cheiro e outros que sinto por vezes em situações inusitadas. 
Já contei por aqui que tenho intimidades com palavras e números, agora declaro minha relação, inventiva eu diria, com cheiros. Tem por exemplo uma camisa social de meu marido que quando passo a ferro sinto cheiro de chocolate, tipo sendo fabricado. Alguém ai já passou na porta de uma fábrica de chocolates ou visitou uma? Aqui em Salvador, na cidade baixa, tinha uma de uma marca chamada Chadler. Que cheiro bom no ar ao passar pela rua onde ela ficava!
Do nada, por vezes, sinto cheiro de flor, será olfato de passarinha que sou e não sou? Cheiros vindos de reinos espirituais quisá! Voltando para meu sofá, está hospedada debaixo dele, no forro, caída pela lateral uma tesourinha de unhas, que após pensar e executar artimanhas para resgatá-la, resolvi deixar ela lá, de bico fechado, ou aberto, vá saber. Esse fato sempre me lembra de um desenho animado da época da infância de meu filho que a temática era o mundo que há nos fundos de uma cama ou sofá, não lembro ao certo, onde devem haver reinos, uns muito, outros pouco povoados, de brinquedos, restos de comida, linhas, papeizinhos e coisas do arco da velha, o nome do desenho é o que mais gostava: O rei do mundo baixo.
Sobre a imagem da ilustração escolhi por ser um sofá pitoresco, com um quê de ligações, histórias, reinos, hábitos de velhas arcas.
Diz o povo e o Google que: Do arco da velha, se refere a coisas fantásticas, incríveis, eu uso e sempre usei e soube que se refere a coisas antigas, velhas. Descobri que uma das fontes da expressão, que originalmente seria "arca da velha" e não "arco" é a história bíblica de Noé, quando depois do dilúvio, Deus criou o arco-íris para demonstrar a sua aliança com o ser humano, e que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. Assim, "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o homem e explicasse o porquê do arco-íris ser também conhecido como o arco da aliança.
Uma explicação alternativa para a origem da expressão é que antigamente senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas. Um domingo de coisas do arco da velha, modernidades, lembranças e semeaduras de futuras recordações. Até amanhã!

22 de fevereiro de 2014

Miojo não!

Para sair dos códigos de barras e marras
Foi o nome que dei a essa ilustração que pesquei por ai
"A tecnologia não deve ser descartada
O que não pode é ela nos submeter"
Frase que recortei das tantas que ouvi, aplaudi e assinei embaixo
Ditas por Mario Sérgio Cortella, filósofo e educador 
Em vídeo indicado por um blog vizinho
Clica aqui para assistir, ri, rir para não chorar, refletir, mudar, compartilhar
Concordo com tudo que o palestrante diz e o que diz nas entrelinhas e dentre as muitas necessidades destacadas é urgente que eduquemos nossa paciência e a dos outros. Vivemos num mundo despamonhalizado, um mundo de pessoas, comportamentos e valores tipo miojo. Um mensagem mandada pelo celular tem que ser prontamente respondida, uma pergunta em meio a um gole d'água, a internet conectada assim que o computador é inicializado e se não estiver funcionando o cara da companhia ou alguém em casa com habilidades internéticas tem que parar na hora o que quer que esteja fazendo. Tipo caldo de cana, põe a cana e sai o suco, senso de urgência latente, barulho e informação 24 horas. Pausa, reflexão, espera, educação parecem ser coisas fora de moda. Responder a e-mail´s que não foram lidos por falta de tempo ou desprezo mesmo, retornar a ligações, ser gentil é demodê.
E eu, nesse quesito, sou no tempo das cavernas, de almoço demorado com papo durante e depois, com a TV desligada as vezes, de sair para almoçar sem hora marcada para voltar, tipo em restaurantes de forno a lenha. De saber do que gosta meu marido, das coisas genéricas e das bem pessoais e específicas, e também o que gosta meu filho, sobrinhos, irmãos, amigos.
Atendo ao telefone do marido fazendo intermediações, presença pessoal no móvel modo de se comunicar, sem o: Alô, bom dia, boa tarde, boa noite, quero falar com fulano, ele pode falar, com quem eu falo e comunicações preliminares contidas nas ligações para os telefones fixos. Procuro saber e memorizar os nomes dos colegas de trabalho dele, de suas esposas, filhos, gostos, bem como do moço da padaria onde vou todo dia, da moça do salão.
Miojo não. Sou do gosto, aroma, folha em volta, amarradinho da pamonha, do tempo necessário, fogo gasto e doçura da ambrosia, da massa de macarrão feita em casa com molho de tomates frescos, de alho amassado no pilão, de catar pinha (anona, fruta do conde) para fazer suco, do certo, saboroso, saudável ao invés do prático e vou muito bem, obrigada!

21 de fevereiro de 2014

Menu e oração

Que tal
Uma porção de amnésia
Um prato cheio de fé
E uma dose de café
Tem vezes esse trio cai bem não é?
Em momentos de amargor, dores, aperto
Peça e faça bom proveiro
Para arrematar e no final de semana orar
Uma boba, nordestina, mista e eficaz oração
Nossa Senhora da rapadura
Enchei nossas vidas de doçuras
Nossa Senhora do gps
Nos mostre o melhor caminho
Senhor Google
Nos dê as repostas
Heróico Buzz Lightyear
Nos ensine a ver e a ir ao infinito e além
Amém!

20 de fevereiro de 2014

Por cores e poesias

Passando para deixar, desejar, evocar
Um piado, um punhado
 Um cirandar, um circular
Voares e pousares de cores para alegrar
Para aliviar as dores, os maus olhados, os dissabores
Para adornar e despertar amores
Para que em tudo haja e se não houver coloquemos cores
Amanheceres branco paz
No vaso florzinhas lilás
Meio dia alaranjado
Com aroma de capim verdinho molhado
Para o entardecer céu rosa chá 
E uma noite de estrelas douradas tom de mel
Em meio ao azul marinho
Em nosso caminhos de dia ou de noite
Trens cor de prata lustrada ou lata velha enferrujada, cor de tamarindo
Nas cores há vínculos: um lembrar, um sentir, um desejar
Ou vários
Referências, marcas de nosso lugar, de nossos gostos, hábitos
De viagens e até de hiatos
O branco do papel seda que envolve as maçãs
Da saia e turbante das baianas
O pardo de envelopes e também do papel de embrulho da padaria
Terra, cor romã, cor também de doces de compota, cor de portas
Cores de muitos tons
De ontens, hojes e e amanhãs
E aqui, hoje, acaba o prazo para participar do Semeando
Feliz com o volume de sementes
E com a oportunidade de promover um concurso cultural
De incentivar a escrita, a rima, a poetação
A produção de ilustrações e de interações
Grata e na expectativa de novas parcerias
Para encerrar meu desejo de muitas cores, poesias e alegrias

resTINGA

Em resumo, restinga é um espaço geográfico formado por depósitos arenosos paralelos à linha da costa, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha. Com essa referência vou usar de minha localização geográfica: os mares e marés da Bahia e desse canal que alcança diferentes pessoas e comunidades, para recortar o tinga, do restinga e dar uma desabafada, acompanhada de sugestão.
Tenho ensaiado trazer para cá o assunto racismo, por conta do ocorrido em campo com o jogador Tinga, mas em meio a tantas manifestações, do telegrama do ministro a faixa do time rival, passando por frases, imagens e textos ímpares que li por ai, resolvi deixar passar um tempinho, porque brasileiro esquece rápido demais das coisas, o mundo na verdade está assim deixando passar tudo, um assunto é rapidamente substituído por outro nas redes sociais, um recado deixado ou uma homenagem é engolido por uma enxurrada de propagandas, bobagens e outros recados e homenagens de temas diversos. O que passa na tv, no rádio, o que está estampado nos jornais, o que falamos com alguém que finge estar prestando atenção mais só mexe com a cabeça ou diz hum hum, por muitas vezes não é lembrado no dia seguinte, ou pior, não é lembrado horas depois. Há casos bem graves!
Sempre recomendo filmes e livros por aqui, porque gosto e também porque sei do trabalho que há por traz de cada produto da sétima arte e das edições e produções dos impressos, que de maneiras diversas com materiais meticulosamente preparados, passam seu recado de uma forma competente, tocante, reflexiva, transformadora. Quem nunca se sentiu modificado após um filme, uma cena, uma leitura, uma frase, um personagem?
Recomendo que seja exibido em sala fechada com os imitadores de macacos presentes no estádio de Huancayo, os filmes: Um sonho de liberdade e Invictus, um atrás do outro, com pausa só para ir ao banheiro e beber água, um de cada vez, porque quem tem um comportamento feio daqueles não tem modos.
No mais uma batidinha de folhas e um banhinho de pipoca na saída da exibição, um abraço gostoso de uma mãe preta daquelas de roupa alva, cor de paz, com cheirinho de alfazema no cangote e nas mãos aroma de quitutes de adoçar até a mais azeda das criaturas, além do sorriso largo do tipo de se sorri junto sem querer. Para fechar uma batucada, com samba de roda, moleques e meninas que tem o samba no pé e no quadril, um bolinho de Iansã (acarajé) com um pouquinho de pimenta para dar o tom do pedido quente de desculpas em coro ao Tinga e a Deus.

19 de fevereiro de 2014

Para semear, pois o tempo vai fechar

O tempo vai fechar
Mexa-se
Poeme-se
Ponha-se a escrivinhar
Desenhar, fotografar
Disimbucha com rima pra participar
E deixa aqui o link do poetar
Não aqui nesse recado
Nonde dá o aqui avermeiado
No post do Concurso, dia 10 lançado
Onde tem tudo explicado
É mió ocê se aviá
Modi que amanhã o prazo para participar 
Vai se esgotar

Xiiis!

Recentemente postei aqui sobre a modinha dos selfies e eis que foleando uma revista, em uma matéria com o título: Olha o passarinho! (expressão que também já passou por aqui), li sobre uma tradição anual do clássico dicionário Oxford de escolher um termo da língua inglesa, considerado pela sua popularidade e uso: a palavra do ano. E a de 2013, que rufem os tambores...foi...Selfies. E por unanimidade. Caso raro, foi pontuado na matéria, todos votarem numa mesma palavra.
A fotografia para mim e para muitos traz consigo mais do que aquilo que captura e que depois pode-se ver. Uma foto não somente capta imagens do mundo, mas registra,  resumindo ou alargando, os detalhes fotografados e os movimento antes e depois do click.
Narcisismo para alguns, bobagem ou mania para outros, eu acho que o auto-registro dos selfies, em oposição aos temíveis 3x4 são legais para a gente se olhar cara a cara além do que vemos ao escovar os dentes ou ao tirarmos e pormos maquiagem e penteados diante do espelho. Vale o montante, nem pouco, nem muito (na medida), como catálogo de nossas mudanças, cortes de cabelos, roupas, sorrisos, caras feias, como marca de nossa presença, de onde estivemos e para onde fomos.
É interessante refletirmos que nossa série de auto retratos contém o antes e depois, além do que está ali e isso é um registro de nossas memórias com nossas expressões e pensando num título para a postagem, me ocorreu o clássico: Xis! Pedido e dito em cliques atemporalmente. Não descobri o porquê da escolha da pronúncia da letra, mas descubro outras curiosidades do mundo fotográfico, que adoro. Seguem revelações!
Fotografia é uma palavrinha de etimologia grega: fós - luz, grafis - estilo. Por definição é basicamente a técnica de criação de imagens por meio de exposição a luz, fixando o capturado em uma superfície sensível.
O hábito de tirar fotos se popularizou como produto de consumo a partir de 1888, quando a empresa Kodak abriu as portas com seu discurso de marketing onde todos podiam tirar suas fotos, sem necessitar de fotógrafos profissionais com o lançamento da câmera tipo "caixão" e dos filmes em rolos substituíveis, criados por George Eastman. Tenho alguns aqui :)
Atualmente, a tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia, nos quesitos equipamentos, acesso, ferramentas de edição, usos etc. Ma s equipamentos e métodos antigos ainda são usados como forma de arte e de perpetuação.
A fotografia pode ser utilizada no processo de registro e investigação do cotidiano, de resgate e perpetuação do passado, a fim de se observar apenas ou se divertir com os momentos documentados, além de múltiplas finalidades pessoais, sociais, históricas geográficas, econômicas, educacionais, culturais e o muito que cabe em uma única foto.

18 de fevereiro de 2014

Medida certa

Não é sobre a campanha global
Para boa forma física com educação alimentar e exercícios meu post
É sobre saber criticar, sem ofender ou se exaltar
Percepção do que é sinceridade e do que é deselegância
Saber receber elogio sem se gabar, com humildade
"Difícil não é fazer o que é certo
É descobrir o que é certo fazer"
Robert Srour 
Tudo parte de um mesmo pacote
Que cabe numa prática: medir
Medir o impacto do que dizemos e fazemos
A expectativa do outro, a ser suprida ou diminuída
E não vale se encaixar na maioria como carta de alforria
O erros coletivos não nos eximem da sentença
Sejamos cada um e juntos como sal ou açúcar
Na medida, nem muito, nem pouco
Quem dera meteorologia ouvisse pedidos e conselhos
E não fosse consequência dos mal feitos da humanidade
E o clima não estivesse tão severo nem para calor nem para frio 
Nem para chuva nem para seca
Na medida
Brisa boa então para quem tá com calorão
Chocolate e pés quentinhos para quem tá com frio
E a prática da medida certa para tudo 
Em qualquer tempo e a qualquer hora
Vumbora?

17 de fevereiro de 2014

Neologismos dos outros, meus e seus

Palavras inventadas e intervenções artísticas de Jorge Menna
Já disse por aqui que adoro palavras inventadas, pratico por gosto inventar e por contágio por vezes involuntário adoto criações alheias. Sei de quem fez um dicionário com os seus neologismos, foi o poeta escritor Marcílio Godoi, na sua encantadeira obra de invenção de palavras, o Pequeno dicionário ilustrado de palavras invenetas, que dei de presente a um amigo menino palhaço ano passado, que como já era, ficou ainda mais encantado.
Conta-se que um certo cabra, tradutor de ofício, para valorizar-se diante de um editor, estufou o peito e com voz de importante declarou: "Domino várias línguas, inclusive a de Guimarães Rosa". Entre as invenções mais célebres de Guimarães destaca-se: nonada, palavra de abertura do romance Grande Sertão Veredas, que significa “coisa sem importância”, fusão de “non” (do português arcaico) com “nada”.
Além de sentido, penso que todo criador e repetidor das palavrices inventivas tem gosto pela sonoridade tanto quanto pelo significado delas. Autodenominado por uma palavrice: “manobreiro” de palavras, o poeta Manoel de Barros é brilhante praticante de inventar ou como ele diz, desarrumar palavras. Sou fã!
Seguem peneiradas para apreciação, palavras por alguns mestres inventadas, inevetas, irreverentes e latentes de sentidos e sentimentos, para gente se contagiar e se por a palavras inventar. 
Arreleque (asas abertas em forma de leque), circuntristeza (tristeza circundante), suspirância (suspiros repetidos), coraçãomente (cordialmente), descreviver (fusão de descrever com viver), fluifim (ideia de que o som e o sentido das palavras deveriam caminhar juntos). Todas essas são criações do mestre Guimarães.
Nadezas, transvê (ver além), invencionática (a arte de inventar em contraponto a informática), palavrezes de Manoel.
Estupendo (Camões), repensamento, não-domingo e roupa de missa (Drummond), desmiolamento, apenasmente, patrasmente (Dias Gomes), urubuservar (Chico Science). 
Para arrematar, frases e reflexões de um estudioso e praticante: "Renovando a língua se pode renovar o mundo". “Invento palavras para que digam coisas que nenhuma outra diz”. Declarações de Mia Couto que defende a criação e recriação da língua, prática que é culturalmente fértil e ainda possibilita a mediação, a troca, a sintonia entre as diversas classes através de palavras. Acentuo e pontuo com meu desejo de uma semana fértil de neologismos dos outros, meus, seus, invencionismos, colheitas e proveitos. Vamos que vamos!

15 de fevereiro de 2014

Com exemplos


Poeme-se
Por fora
Dentro
Sopre
Seja
Catavento


Se até pedra poesia tem
Poeme-se também

Poeme-se
Ilustre-se
Cronicalize-se
Não aliene-se
Internalize-se
Solte-se

Transforme
Decore
Desafie-se
Voe por dentro
Poeme-se!

Contudo
Com tudo
Por tudo
Poeme-se mundo

Dó Re Mi
Po E Me Se

Quem tá ai?
Tô aqui!
Revele-se
Poeme-se

E aqui foi proclamado e aberto na segunda-feira
O Semeando poesia
Parceria minha com a Poeme-se e o Escrevendo e Semeando
Para participar desse Concurso cultural tem que poetar e rimar
E quem quiser ilustrar
Para ver as regras e detalhes é só aqui clicar
Que nem professor em tarefinha escolar
Que dá um exemplos depois de explicar
Resolvi deixar aqui semeados
Ao sol, chuva e brisa do final de semana
Alguns poetares
Como que fosse para o Concurso
Para fazer funcionarem os pulsos
E brotarem poetares por dom, gosto ou impulsos
Vou deixar para adornar
Servido para mim por uma amiga com uma xícara de café
Um menorzinho de um poetar de Viviane Mosé
"A maioria das doenças que as pessoas têm
São poemas presos
Abcessos, tumores, nódulos, pedras
São palavras calcificadas, poemas sem vazão
Cravos pretos, espinhas, cabelo encravado
Poderiam um dia ter sido poema, mas não
Pessoas adoecem da razão"
Água com gás para finalizar:
Não quero ninguém doente!
Nada encravado, dor de ouvido ou de dente
Então, para ser, estar e me deixar contente
Poemem e tenham um final de semana cadente

14 de fevereiro de 2014

Por mais cores e vida

O tigre é mais forte, valente e imponente 
Mas quem vive mais é o camaleão
Diz um ditado oriental 
Que ensina que se adaptar, ser flexível 
E por vezes se camuflar para se manter longe dos perigos 
Vale para longevidade de bicho 
E de gente também
Fica a dica!
Do mundo da moda dos designer de móveis
Essa cadeira me encantou pelo azul
O que tem a ver com tigres e camaleões?
Foi assim:
Busquei por camaleão num site de imagens
Essa imagem então apareceu entre muitas
E eu, contemporânea do Onde está Wally
frequentadora na infância de uma praça cheia de camaleões
Além da minha fértil imaginação
Me pus a procurar um camelão camuflado por entre o verde
Você conseguiu achar? Não?
É que o nome desse modelo de cadeira é camaleão
Boa, observante, divertida, criativa e azul sexta-feira
Com adaptabilidade, um pouco de descanso, um pouco de agito
E aproveitando a animação desse dia da semana tão adorado
Quero muitas produções para o Concurso Cultural 
Aberto aqui essa semana
Poete, poeme-se, ilustre-se e pinte o 7

13 de fevereiro de 2014

Dá para acreditar e fazer

Seguem trechos de um e-mail que recebi de uma amiga blogueira, no momento ausente pelas idas e vindas da vida. Ela botou para funcionar numa zona carente de onde mora uma biblioteca pública, a Ler é bom,  para onde já mandei alguns livros, menos do que eu gostaria e se perto de lá morasse iria presencialmente colaborar, ler, confeccionar cartazes, carteirinhas, fazer dinâmicas de grupo e receber mais, com certeza, independente do que eu pudesse levar.
Não sai mandando o que tinha ou vi pela frente na Estante virtual, um sebo virtual com muitos títulos, fácil de acessar, comprar, entregar em outro endereço que não seja o nosso, muitas vezes sem ter que pagar frete e pelo valor valor baixíssimo dos livros vale a compra mesmo com frete.
Lá garimpei livrinhos com temáticas específicas como livros com personagens negros e sobre a cultura negra, indígena, lendas populares, com passarinhos (para contagiar a garotada com meu bem querer), com histórias de superação, com problemas comuns na infância e adolescência, para reconhecendo e discutindo eles, eles terem outro peso e se conhecendo o inimigo ter maior capacidade de enfrentá-lo.
Segue as palavras de Carol, histórias conectadas a foto da postagem, a minha satisfação, emoção e certeza que de que pouco em pouco, gota a gota, como ondas, podemos ser mar, aumentar a amplitude do outro, ser gaiola aberta, asas, pousos.
"Hoje foi o dia da meninada conhecer a história do pássaro da chuva. Passei o livrinho para minha irmã que preparou as aulas para os pequenos.
Descobri uma forma das crianças terem um maior contato com livros: escolho e entrego o livrinho antes para as 'tias' prepararem as histórias. Minhas irmãs e as crianças estão adorando. 
Comentários feitos pela minha irmã sobre a aulinha de hoje:
"As crianças adoraram ver as gravuras do livro. Uma menina pediu para ser a ajudante e passar as páginas do livro. Um menino todo alegre disse:  - Olha! Ele é da minha cor!"
Minha irmã disse que a concentração e o silêncio para colar os palitinhos que ela distribuiu foi incrível. Ela também disse que muitas crianças desenharam a chuva e também escreveram o canto do passarinho. 
A Yasmin, ao ver as caixas com palitos, perguntou, encantada, se os palitos eram mesmo para ser colados. Minha irmã confirmou que sim, que ela tinha comprado para isso. A Yasmin, com um sorrisão, disse: - Nossa tia, você gastou dinheiro com a gente?
Palitinhos fazem alegria! Dá para acreditar?"

12 de fevereiro de 2014

Por todo mundo poliglota

Perdão aos menores de plantão, pelo gesto da ilustração, mas é o que a tia aqui, já grandinha e portando autorizada, tem vontade de fazer quando alguém fala em códigos digitais, adolescentescos, pós-graduados, quando falam grego comigo e por ai.
Penso que "devemos ser poliglotas dentro de nossa própria língua" como disse e defende Evanildo Bechara, gramático da primeira e única gramática que comprei na época da faculdade. Linda! Capa branca, cheirando a nova, com as páginas colando e a capa tão afiada que era preciso cuidado para não se cortar. Era tida como a melhor na época e foi roubada na sala de aula, de cima da minha carteira, na mesma semana em que comprei, o que me deixou desolada. Vez ou outra penso em comprar uma igual para repor a perda e também para ter no meu acervo.
Memórias a parte, como dizia um padre que rezava missa aqui no Bonfim, não se vai para igreja de biquíni nem para praia de paletó e isso vale de referência para as palavras que usamos na fala e na escrita. Crianças e adolescentes entre si tem sua linguagem própria que não deve valer para o diálogo com os mais velhos, sendo adaptável a cada grupo: família, professores, desconhecidos.
Isso vale para todas as idades, para locais diferentes em que estejamos, para as diferentes situações interpessoais. Eu por exemplo, particularmente, não acho que cabe em meio aos telejornais ou no final, comentários informais, gírias e regionalices como virou moda.
Me incomoda também os profissionais de determinadas áreas que falam com seus amigos e em situações informais como se estivessem em seus escritórios, consultórios ou em reuniões. Usando e abusando de palavrês técnico e delongas que se aplicam a grandes corporações, termos cultos ou chulos, exigência de nossa compreensão e conhecimento do que não temos obrigação de saber e conhecer.
Então é isso! Do ponto de vista da boa e versátil comunicação, acho que é atemporal, coerente e urgente sermos poliglotas em nosso idioma e nos demais. E tenho dito!

11 de fevereiro de 2014

Pequenos e grandes

Cartaz de Pequeno, produção da Plano 3 filmes

Esse é o pequeno Zaion Chaplin com sua bengala
Pegar a da bisavô é de gosto dele
O avó inventivo logo fez uma sob medida e personalizada
E o recém pedestre anda de bengala pela varanda da casa da avó
E ao inaugurar seu presente com a tia babona aqui: clicks
E essa suspendida de sobrancelha que me fizeram ver Chaplin

A lenda

"Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência"
Charles Chaplin

O cartaz lá de cima é de umas das minhas produções preferidas da Plano 3, parte por eu conhecer, ter pisado, ido a festas de largo, missas e ter histórias de família no lugar onde a filmagem foi feita (No Santo Antônio além do Carmo), parte grande por ser mudo e cheio de recados, caricaturas, detalhinhos de época, do mundo do cinema, por ser preto e branco e colorido para quem vê com cores e poesia, com ligeirezas e ao mesmo tempo leveza.
"O garoto", filme referência do curta é um tesouro e esse ano é o centenário de nascimento de Jackie Coogan, o eterno menino travesso que emocionou o mundo ao lado do grande astro. "Tempos modernos" é por sua vez um filme muito utilizado em dinâmicas empresariais e graduações, em meio aos muitos produzidos com histórias simples e emocionantes encenadas pelo talento, gestos, trejeitos, olhares provocadores de riso e choro, contemplação e reflexões de Charles Chaplin. Que ao meu ver deveriam ter mais cartaz nos tempos atuais, pois as mazelas e lições de moral dos filmes, vergonhosamente são atemporais.
O que não é muito contemporâneo contudo é a magia, a inocência, a doçura dos personagens do ator palhaço, que encho a boca para dizer, era ariano, nascido em abril, no dia 16, lá dos idos de 1889. O grande Chaplin, tinha uma grande facilidade de cativar, de passar recados sem palavras, de transmitir mensagens sem a barreira do idioma, com abordagem de temas universais, como o amor, a amizade, a fome e a fé.
Produções e ator que a muito já partiu, mas segue presente em cada lona de circo dos grandes aos mambembes, presente no cinema e na imagem caricata de dezenas de gerações. Acho que Chaplin não nasceu: estreou, não morreu, virou estrela, na verdade seguiu sendo.

10 de fevereiro de 2014

Concurso Cultural Semeando Poesia

Jorge Amado disse e eu assino embaixo
"Cultura é o povo. Cultura somos todos nós."
Dito isso, poesia é cultura e todo mundo pode poetar
Então, de megafone na mão e com ilustração, anuncio e proclamo
Produção e execução a três mãos
É que a Poeme-se, loja, projeto, semeadura de poesia no dia a dia 
Tem agora produtos escritos desenhados e semeados 
Pelo poeta ilustrador Alexandre Reis
Em verso, prosa e passaversos por aqui sempre presente
Clica aqui para ver, comprar e compartilhar os produtos

Juntos, fizemos brotar essa proposta cultural e poética
Mais que um concurso cremos possa ser o desatino de um curso
Ou transbordar, infinito e particular da terapia de poetar
O prêmio será um Kit Poeme-se Escrevendo e Semeando
E para participar tem que poetar
7 palavras usar
Rimar
Pode compor algo com a poesia e fotografar
Pode desenhar
Tem que a palavrinha Poeme-se usar
E sua poetice com a descrição do concurso publicar
Ufa! Fiquei sem ar!

Segue bem explicadinho para todo mundo entender e participar

Regras:
Fazer uma poesia com 7 palavras, sendo uma delas a palavra Poeme-se;
O conjunto de palavras tem que rimar;
Pode ser ou não a composição acompanhada de um desenho feito a mão livre, pode ser escrita em um papel, na areia, em um cartaz, quadro de avisos, bordada em tecido, pintada, apenas digitada e publicada, o que cada um imaginar, produzir, fizer brotar;
A poesia na forma escolhida deve ser publicada e compartilhada, devendo o participante publicar a produção com o nome do Concurso e a descrição poética dele que consta aqui ou uma descrição personalizada;
O participante deve ainda deixar nessa postagem ou na Fan page da Poeme-se o link da publicação com sua participação.

Prazo e resultado:
Valem publicações de hoje dia 10.02.2014 ao dia 20.02.2014
O resultado será publicado e divulgado no dia 24.02.2014 aqui, pela Poeme-se e pelo Alexandre

Premiação:
Um Kit Poeme-se Escrevendo e Semeando
Publicação especial da criação pela Poeme-se e por mim

Poetando e filosofando para terminar
Poesia não se faz com pensamentos
Mas com sentimentos
Não há sentidos, teorias, objetivos
Não é preciso saber, entender, racionalizar
Apenas ver, ouvir, ler , escutar e se encantar
Poesia é encantamento
Além do momento
Dos acentos
De reconhecimento
Do comum entendimento

9 de fevereiro de 2014

Pela segurança das crianças

Tudo a ver com domingo
Crianças na praia, em praças, nos shoppings
Acompanhadas, cuidadas, vigiadas pelos adultos
Mas como reza a sabedoria popular
Crianças as vezes nos cegam
É numa fração de segundo, num descuido, em meio ao inesperado
Pode acontecer o impensado
Para não acontecer
Pensar antes, como na iniciativa da imagem
Crianças com pulseirinhas de identificação
Vale também crachás
Um papel guardado no bolso dos maiorezinhos
Com o nome, telefones, nomes dos responsáveis, endereço
Vale ainda que em tempos modernos
O velho ensinamento aos pequenos no número do telefone de casa
Lugar onde moram, ficar parado no mesmo lugar
Falar com alguém com a farda do lugar onde estiverem
Em casos de se perderem
Assim como não falarem com estranhos
Vale pela segurança das crianças
Fica a dica!

Um domingo ainda mais azul


 



Domingo para mim é um dia azul
Gosto tanto de fazer tudo, como nada
E no domingo passado dia 2 de fevereiro
Foi um domingo de azul mar
Dia de saudar, pedir, agradecer a Iemanjá
De cultura popular
Fé, festa, proza e poesia
Acima fotos com a magia do azul do céu e mar de Salvador
Da minha oferenda
E da criativa e linda oferenda de um desconhecido 
Que gentilmente pousou para foto
Sorridente e orgulhoso 
De sua florida e apassarinhada embarcação
Que sendo de papel é biodegradável
E que tendo ele sido tão agradável comigo 
E com muitos que passavam
Creio o pedido dele tenha ganhado um upgrade
Dizem que quando o mar leva rápido a oferenda
Conseguiu-se a rainha encantar
Pelo meu barquinho rapidamente naufragado
Odoiá!

8 de fevereiro de 2014

Vibre!

Foto tirada por meu irmão
Marcos Bautista
Escolhida para ilustrar, fazer vibrar
Para catar ventos e distribuir cores
"A exclamação é como uma roupa especial
É só colocar para deixar tudo mais vibrante
Transforme períodos simples do dia em exclamações"
 Frase de um marcador de páginas da Livraria Cultura

7 de fevereiro de 2014

Deus é simples, sejamos também

"Nós complicamos demais a vida
E por esse motivo sofremos tanto
Deus é simples
Prefere os caminhos inusitados
Olhe ao seu redor
Veja o que é pequeno, humano e torto
Ele costuma se esconder nestes lugares"
Maravilhosa e pertinente reflexão do Padre Fábio de Melo
Que eu trouxe para compartilhar
E desejar uma simples, atenta e benta sexta-feira
Dia 7, um número mágico e bíblico
Ver aqui sobre ele e eu

6 de fevereiro de 2014

Para encarar, concertar e se orgulhar

Falei aqui, na verdade escrevi, sobre prendas manuais que na minha opinião vão além de treino das habilidades. Apesar dos pesares e das maravilhas contemporâneas acho que vale praticar e preservar velhas práticas e hábitos. E além de fazer artesanato, fazer reparos é um convite a não descartar e com isso produzir menos lixo, não se desgastar e gastar com prestação de serviços.
O mundo tem concerto e as coisas também. Clica aqui para ver uma matéria bem legal sobre por mãos as obras. Lembro que meu pai tinha e ainda deve ter, um livro grande, pesado, de capa dura, amarela com letras pretas, dentro muitas ilustrações e instruções sobre: Faça você mesmo. Prateleiras, gambiarras, reparos de todo tipo, do fácil ao difícil e eu pequena com visão fontana e ariana já se achando doutora dos fáceis, espiava os mais avançados concertos de olho nas dicas extras e experiência de S. Guillermo.
Legal e para quem não sabe, atual, além da moda da reciclagem, é um movimento prol concerte em casa. Em muitos países de onde as modas vem de jegue para cá e em comunidades com menos visibilidade na mídia, a prática é levada a sério, como economia, independência, rapidez nas soluções, como lazer também e feita cada um no seu canto ou em conjunto. 
Hoje o universo de possibilidades e acesso a peças de todo tipo, que podem vir de qualquer parte do mundo via correio, facilita e barateia o que as vezes não mensuramos podemos economizar e concertar. Basta virar hábito resolver as coisas simples como apertar um parafuso folgado que nos faz deixar uma cadeira escanteada, encarar os pequenos reparos que a primeira vista parecem monstruosos. O primeiro passo é ter boa vontade e disposição para dar um jeito no que tiver com defeito, uma boa ajudinha é o pai, mãe, avô, vizinho prendado e também o apoio virtual onde há vídeos, passo a passo, grupos, manifestos de concertadores.
Para entrar na moda e sair desse labirinto do "Sai mais barato comprar outro que concertar", clica, aqui, aquiaqui e pesquisa por ai. E se não tiver, providencia uma caixa de ferramentas, aqui tem de gente grande e de brinquedo dos tempos de infância de meu filho, que era um concertador de mão cheia, mestre de obras prontas como dizia meu pai, com ferramentas de todos os tipos, das plásticas as motorizadas, com luzes e barulhos e que apesar de marteladas serem a solução preferida, ele sabia o nome de todas as muitas ferramentas, para que serviam e desenhava elas, esquemas de concertos e construções.
Aprender e inventar técnicas de segurar e deixar secar o que está colando ou pintado, como pregadores, cordão amarrado, filhos desocupados é parte do processo. Marido diz que sou um boa herdeira de Seu Guillermo no quesito concertos e afins, habilidades de Pereirão, apesar das unhas sempre impecáveis. E não me venham com a conversinha fiada e afiada de não levo jeito, não sei e blá, blá, blá. Se mecham ai, desaparafusem, martelem, lixem, serrem, desmontem e montem bem montadinho. Sejamos curiosos(as), concertadores(as), atentos(as) nos reconheçamos capazes, comemoremos dizer: Fui eu que concertei! Deixa que eu resolvo! Isso é moleza pra mim!

5 de fevereiro de 2014

Eu, uma blogagem coletiva e 7 bilhões

Um livro viajante pousou em minha estante
7 bilhões seu nome
A autora: Rita Maçaneiro
Com ilustrações de Davi e Ju Maçaneiro
Falei dele por aqui
O projeto de fazer o livro viajar
E presentear a autora com anotações e comentários
Além do cheirinho, toque, energias de por onde passou
Foi da blogueira Ana Vi
Daqui seguiu cheirando a dendê
Com tsuro, marcadores e adesivos dentro
E passando na peneira a pequena grande história
"Viver é caminhar passo a passo
É parar no caminho para rir ou enxugar uma lágrima
Com o outro e para o outro"
O livro por ter como personagem um palhaço
De primeira já fez comigo um laço
Pelo que diz, por ter sido convidada para interagir
No papel de leitora, comentadora e aprendiz
Pelo exemplar dado a cada participante fiquei feliz
Para fechar um convite para hoje em conjunto postar
Eis-me aqui agradecendo e jogando tsuros para o ar

Para conhecer as postagens das outras anfitriãs do livro
Elas e seus blogs, é só clicar no nome de cada uma:
Ana Paula
Ana Vi
Liane
Danielly
Jussara
Mirys

4 de fevereiro de 2014

Por menos

Assisti dia desses a uma entrevista de Marília Gabriela com o neurocientista Rodrigo Bressan e peneirando apenas uns cristaizinhos do muito do que ele falou, é uma necessidade urgente e alarmante hoje da sociedade, cuidados além de com as doenças físicas (para as quais os tratamentos avançam). As doenças mentais tem uma grande lacuna de estudos avançados, seriedade na parte diagnóstica e executiva, falta de formação e investimento em profissionais e centros de atendimento, deficiência no acesso e tudo isso e outros fatores consequentes prejudicam a saúde mental individual e coletiva numa velocidade incompatível a que o mundo está adoecendo.
Além dessa constatação e alerta, o Dr. Bressan fez uma ponderação que eu julgo necessária se discutir, tanto no meio médico, quanto na mesa do jantar ou nos bares, que a necessidade de nos policiarmos quanto ao volume de informções que acessamos, buscamos, consumimos, pois segundo ele, entendido do assunto, nosso cérebro é limitado.
Sim! Mesmo com os avanços e seus milhões de circuitos, nossa capacidade de armazenamento e depuração é limitada. São muitos canais de tv, internet, celulares e outros eletrônicos, velhas e novas tecnologias que oferecem muitas informações. Muitos canais de comunicação, muitos compromissos pessoais, sociais, profissionais, muitas necessidades de consumo, muitas opções. Acesso muito fácil e rápido a tudo, o significado de uma palavra, uma localização geográfica, qualquer tipo de resposta em um clique, um infinito e múltiplo universo de informações, acessados por pessoas de todas as idades, desde a infância ou de repente, após ter-se vivido dentro de um universo mais limitado.
E daí? O que acontece, em inglês: over load e em bom português: sobrecarga,. Trocando em miúdos, um leque de sintomas: cansaço mental, falta de atenção, agitação, desânimo, deformação de valores, falta de limites, falta de foco, competição, busca por não se sabe o que, sentimento de estar como popularmente se diz: de saco cheio o tempo todo, como a ave da ilustração de penas cheias ou como baiacus em estado de alerta, gatilho sempre a postos e disparado por nada, comprometimento de espaço com informações inúteis, tomada de decisões por impulso ou por influências externas, doenças mentais e físicas.
E assim caminha a humanidade, sem querer saber de passos de formiga, de dizer não, de cultuar o silêncio e a reflexão. E eu sugiro, cá com minha nenhuma formação na área de neurociência, apenas como observadora, em linguagem bem leve e acessível, tipo desenho animado, que cada coloque peneiras nos olhos, nos ouvido, nos dedos (para os compulsivos cliques) e uma bem grande no cérebro, para filtrar tudo que há, para se limitar por escolha, por gosto e pelo que o doutor falou, por recomendação médica, porque assim como na moda, na alimentação, na vida, tudo demais é sobra, menos é mais.

3 de fevereiro de 2014

Para escolher

"A semana começando 
E antes de preparar o café e ver meu jornal
Eu vou no varal 
Recolher a minha Felicidade 
Que foi lavada e cuidada de véspera
Alias desde ontem eu já havia decidido: 
É com Felicidade que vou me vestir a semana inteira"
Erick Tozzo escreveu, escolheu, desejou
E nas entrelinhas aconselhou
Que assim façamos!
Que assim seja!

2 de fevereiro de 2014

Por...

No dicionário: içar, é um verbo transitivo
 Palavrinha que soa a assobio
E vale por erguer, levantar, alçar
Icemos nossos olhos aos céus
E ao mar, ainda que para isso tenhamos que os olhos baixar
Pois tanto se erguer quando se curvar é bom de se praticar
Para agradecer, pedir, orar
Se deixar encantar, relaxar, desligar
Para o bem, além do infinito e do particular
Icemos olhares e gestos de bons desejos uns aos outros
Alcemos vôos e mergulhos rasos ou altos
Juntos ou soltos
Todos envoltos de proteção
Determinados na ação de o bem semear
De ser alegre e aos outros alegrar
De por bons mares navegar
Salve o azul de céu e mar!
Salve o branco da paz!
Salve a doçura, a fé e a força da cultura popular!
Benza-nos Deus e Odoiá Iemanjá!

1 de fevereiro de 2014

Oração por bons cidadãos

Para começar fevereiro
Para de janeiro a janeiro
E para amanhã maneirar
Nas oferendas para Iemanjá
Senhor!
Ajuda os sem noção
A não jogarem lixo no chão
A dividirem o pão quando sobrar
A falarem sem rosnar
A ajudarem e não terem vergonha de precisar
Que as cidades tenham prédios gigantes
E casas com árvores no quintal
Que o bem vença o mal
Que o mal não tenha cartaz e tenha punição
Que crianças joguem, acessem internet, vejam televisão
E também façam esportes, bagunça, interajam
Se alimentem bem e sejam fortes,por fora e por dentro
Faz os idosos serem mais valorizados e respeitados
As praças serem preservadas
Os patrimônios públicos serem motivo de orgulho
Que haja boa prestação de serviços
Bom atendimento e comportamento
Paciência, gentileza, educação
De cada um, dos grupos, das empresas
Que eu seja e veja cada dia um bom cidadão