30 de setembro de 2014

Que

"Uma nuvem, disse ela:
Umas vezes quer dizer chuva
Outras vezes bom tempo"
Disse Quintana que disse a ele uma senhora
Ai resolvi com Millôr emendar
"Olha!
Entre um pingo e outro
A chuva não molha"
Final de setembro, início da primavera
Aqui choveu
Deixo meu até ao próximo setembro
E bem vindo outubro
Que entre chuvas e sol
Luas e estrelas
Entre os inícios e finais dos meses
Definições e indefinições
Objetividade, lógica e poesia
Entre uma nuvem que chove
Ou qualquer outra coisa
Que entre um pingo e outro
Hajam arco-iris
Que entre piscadas
Passos firmes e topadas
A gente seja feliz

29 de setembro de 2014

De onde veio

Repito, de sempre ter ouvido, que quando uma pessoa tá sorrindo a toa, toda alegre sem nenhum motivo aparente, ela viu um passarinho verde. Não sei nem pesquisei de onde veio essa expressão. A gente fala e ouve tantas expressões sem saber de onde vieram, outras tantas sabendo, algumas muito conhecidas e usadas em todo canto, outras regionais e até familiares.
Semana passada falei aqui uma palavra que uso muito e como acontece as vezes, nem me dei conta que não era usada e talvez entendida por todos os leitores. Casquinhagem foi a palavrinha, que serve para sovinices, canguices, mãos fechadas, disposição a gastar dinheiro do tipo mergulhar na piscina com um comprimido efervescente na mão e voltar com ele inteiro. E como já postei uma série em sequência e pingadas de postagens com expressões nossas de cada dia, antigas, novas, nordestinas, espanholas (ditas por meus pais e avós) e a quantidade de descobertas é sempre ilimitada e sempre gosto de saber, de ensinar, de me divertir e as vezes me surpreender com as histórias por traz de tantas expressões que usamos sem nos perguntar de onde vieram. E como quem lê e comenta diz que gosta de saber e há uma boa interação, seguem algumas explica-expressões e semana que vem tem mais.
No tempo do Onça, tempo antigo, é uma expressão que uso e descobri recentemente que vem de no século 18, quando o Rio de Janeiro era governado por Luiz Monteiro, conhecido como o Onça, por ser severo e exigente, o estado era exemplo de leis cumpridas e fino trato. Passado algum tempo, os saudosos desse governo ao assistirem o desleixo com que a cidade era administrada, pelos cantos diziam: “Ah, no tempo do Onça que era bom!” 
Pagar o pato é uma que não falo mas é muito usada, deriva de uma antiga barbárie portuguesa, em que amarrava-se um pato a um poste e o jogador (covarde) montado em um cavalo devia passar e arrancar o pobre. Quem não conseguia pagava pelo animal sacrificado. Que horror! Não falava isso e agora que sei dessa historinha não falo mesmo. Sou dessas, que não veste tal marca porque fulana ridícula veste...rarara. No vocabular, deixei de falar que segunda é dia de branco após saber o significado racista da expressão.
Pensando na Morte da Bezerra, essa eu falo, quando alguém tá perdido em pensamentos, em estágio de meio lesado e nem nos meus dias mais curiosos me perguntei o porquê e lá estava numa listinha de explicações de expressões e já que falei da aberração da "brincadeira" com o pato, vou falar dessa. A origem e da tradição hebráica, onde os bezerros eram sacrificados como forma de redenção dos pecados. Conta-se que um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma fofa e dócil bezerra que foi sacrificada e após o animal morrer, ele se tornou uma criança triste e vivia se lamentando e pensando na morte da bezerra. 
Chegar de Mãos Abanando é o que muitos fazem em aniversários, festas em que cada um deve levar alguma coisa, tal e coisa, coisa e tal. E descobri, que a muito tempo aqui no Brasil era comum exigir que os trabalhadores imigrantes trouxessem suas próprias ferramentas. Caso viessem de mãos vazias, abanando, era sinal de que não estavam dispostos a trabalhar. Daí a expressão!
Pensei em parar por hoje, mas para quem ia ficar com vontade de mais uma não dar com os burros n'água, vou contar que a expressão surgiu no período do Brasil colonial, quando tropeiros que escoavam a produção de café, cacau e ouro, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros ou mulas e devido a falta de estradas adequadas e passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Tadinhos!

26 de setembro de 2014

Dia de lavanda

Todo dia é dia de lavanda, água de cheiro, boas energias, boas leituras e hoje sexta-feira é ainda mais, uma dia da semana aqui na Bahia de rituais, de vestir branco, usar lavanda para se perfumar e salpicar na água para que seja de cheiro, para lavar, benzer e bendizer. Dia de agradecer e pedir pelo que é bom por isso eu trouxe com orgulho, admiração e gratidão, pela lilás dedicatória na capa, riqueza e simplicidade dos ensinamentos, a indicação do livro: A lavanda como caminho, escrito por Cláudia B. Obenaus, a modelo da foto, blogueira e amiga.
No livro, lançado na Bienal de São Paulo, dicas e explicações sobre o poder dessa flor, uma aliada de cor viva e bela, tão delicada, tão acessível e poderosa no combate a ansiedade, usada e muito indicada para meditação e com forte relação com a espiritualidade e a purificação. O óleo de lavanda que entre outras propriedades é calmante, sedativo e analgésico é um tesouro e um coringa da aromaterapia.
Uma flor em um guia terapêutico, o conhecimento de uma pessoa que é uma flor de candura e simpatia em páginas, um tesouro na estante, uma boa leitura que torço seja circulante e transformadora é o livro de Cláudia. Clica aqui para conhecer o blog dela, ela e colocar lavanda em seus caminhos, na sua casa, na suas indicações de uso e de leitura.
Eu sigo aqui com a lavanda nos vasos carregados pelas baianas nos dias da Lavagem das escadaria do Bonfim, nas oferendas a Iemanjá, nos terreiros, lavanda na decoração, nos perfumes e cremes, nos óleos, nos aromatizadores de armários, nos incensos, como cheirinho de vó, como beleza natural que é, curas que promove, como símbolo de  proteção e energização. Até segunda!

25 de setembro de 2014

Aulinha de palavrinhas internéticas

Ganhei nem me lembro mais de quem essa figurinha
Amei e achei a cara desse post de hoje
Obrigada a quem me mandou que já devo ter agradecido
Mas agradecer nunca é demais né
Ao ilustrador, aplausos com patas de centopéia
Vamos a uma aulinha básica de internetês, não sou nenhuma mestra, nem entendida de palavrês internético e veemente contra o uso de palavras que são desse meio para bate papos e afins na linguagem escolar e comunicação interpessoal de uma maneira genérica (tipo a criatura falar com a avó como fala com a colega de 15 anos). Eu, por exemplo, falo muitas gírias, mas sou contra o uso das mesmas em determinados contextos. Tudo tem sua hora e lugar, como dizia um Padre que rezava missas na Igreja do Bonfim, não tem nada a ver ir de biquíni para igreja nem de paletó para praia.
Voltando ao vocabulês das redes sociais, sempre via a sigla -pap- em sites de artesanices e passei a usar a expressão no automático após descobrir que significa passo a passo. Aprendi e sempre ensino e me acho o máximo por saber, que até pouco tempo eu não sabia, o significado da sigla -tag-. Vale primeiro a explicação enciclopédica que parece mais a segunda explicação do professor de matemática quando eu dizia que não entendi a primeira, invariavelmente piorava. Vamos lá para uma explicação técnica: "Tags são estruturas de linguagem, de marcação, contendo instruções, tendo uma marca de início e outra de fim para que o navegador possa renderizar uma página". Oi??? esse rendenizar do final então. Corri para o moderno pai dos burros. Em tempo, rendenizar é o "processo pelo qual pode-se obter o produto final de um processamento digital qualquer".
A explicação para mim entendível é que são palavras-chaves, usadas para agrupar diversas mensagens que tratam do mesmo assunto. Todo usuário pode criar ou comentar uma Tag no no seu blog. Tags são a cereja do bolo e criadoras de álbuns no Instagram. O que determina uma Tag é o símbolo "#" que deve ser digitado antes do assunto desejado.
Acho sempre bom saber o significado, ensinar e usar palavrinhas novas e velhas, formais ou locais pouco usadas. Enriquece o vocabulário e é um toque de bossa. Falando em bossa e palavras, tive por mais de um semestre na época da faculdade um professor de Língua Portuguesa, um senhor, veterano na instituição, todo cheio de pose, garbo e cara fechada, que todo mundo corria para secretaria para fugir de sua turma e eu fazia questão de pegar, tipos desafio, por ser ariana ousada, para não deixar ele ficar naquela de temido e também porque o cabra tinha um vocabulário de juiz de Direito, falava bonito. E das muitas coisas que ele falava e eu não sabia o que era, eu pesquisava e eis-me aqui, explicando para arrematar, uma palavra aprendida de uma expressão que ele usava em quase todas as aulas: "erro crasso", assim como exigia em todas elas silêncio sepulcral.
Na Roma antiga havia o Triunvirato (muito chique essa palavra e com cheiro de aulas de história, que quem teve bons professores lembra, eu lembro: poder dividido por três generais). O primeiro dos Triunviratos foi formado pelo nightmare time (antônimo de dream time, time de pesadelos em bom português): Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante da vitória e arrogante de formação ele resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar e para piorar escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. E o pequeno povoado conseguiu vencer os romanos. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chama-se de erro Crasso. Adoro essa história!

24 de setembro de 2014

Feito com amor



Eis-me aqui com a prometida doce indicação da mais nova doçura de Salvador, a Feito com Amor, confeitaria artesanal que no cardápio (clica aqui para ver no álbum do face, adiciona no What´s ou manda e-mail), dentre as muitas maravilhas tem: Cookies de Canela com Chocolate, Naked Cake de Baunilha, recheio de Doce de Leite e Coco, cobertura de Chantilly e Frutas da estação. Tem Torta de Limão, Bolos com Glacê "Retrô" (aquele com gostinho de limão, que ninguém mais faz) e outros sabores "retrôs", inovadores e mistos (ao gosto do freguês) e sabores clássicos e caseiros como Bolo de Fubá, Bolo de Milho, Bolo de Aipim. Tem Torta de Coco Queimado, de Maçã e de Banana. Tem Bolos de Pote, Sequilhos, Broa, Rocambole com Estampa e uma infinidade de receitices, sabores, tamanhos, preços, tudo com um toque de arte e poesia. 
Esse: Tem isso e tem aquilo do meu anúncio ficou parecendo chamado de feirante ou de banquinha de quermesse. Amo shoppings, mas também amo feiras e quermesses e amava as barraquinhas de São João da escola, onde nós, Mel e eu, já vendemos muitos bolos e gostosuras em pratinhos margeados por babados e flores de papel crepom colorido.
Como diz Silvio Santos, eu provei, meu irmão provou, minha mãe provou (muitos risos). Vale provar e encomendar pela qualidade dos produtos, pelo compromisso, simpatia e doçura dessas empreendedoras (ela tem uma sócia, Manú) e também pelo meu depoimento pessoal, de uma das maiores docerias aqui do pedaço, não ter muitas vezes os sabores queridinhos, como a Torta búlgara com sequilhos por exemplo e o atendimento ser do tipo: - Nem sonhe que não tem! - Para conseguir achar esse sabor é difícil! Outra dia numa outra pop, após eu ir algumas vezes atrás de Torta de maçã com amêndoas, em falta total nas mil cafeterias aqui de Salvador (vou nas de bairro as tops), a moça disse: - Tem no cardápio senhora, mas nunca tem! Oi??? Fala sério! Vale conferir e por enquanto para quem não for daqui o sabor e a doçura da Feito com Amor também vai via Sedex. Oxalá vire uma franquia interestadual, quem por aqui passei já viu aqui e sabe que é bom.
Ah! Ia me esquecendo, já que o Natal já está dando as caras nos Shopping e temos a péssima mania de deixar tudo para a última hora, elas estão preparando um cardápio especial para esse adocicado período. Fiquem de olho na página do face que linkei lá em cima, porque sempre tem gostosas novidades por lá. Doce dia e doce vida!

23 de setembro de 2014

Doce mel

Amo mel! E você? Nem vem me dizer que tá de dieta, que engasga! Se quiser dizer diga, tudo bem! Nos idos de criança eu tomava mel todo dia quando das muitas vezes passava as férias na casa da minha Tia Nélia. Lá tinha sempre mel e se tomava uma colherada todos os dias. Teve uma época que tinha uma com uma rolha dentro, outra com formigas dentro, talvez uma dessas foi a que ficou com rolha e formigas e tinha a garrafa puro mel.  E ela sempre perguntava: - Quer de qual? A cada uma de nós, Helena e Marina as filhas e Eu a sobrinha hóspede que ficávamos em fila. - Do com formiga e com rolha, era a escolha mais comum, por graça e talvez por completude, tipo: queremos com tudo.
Toda essa contação foi uma divagação direto do túnel do tempo porque amanhã vai vir para cá a recomendação e contatos de uma nova Confeitaria aqui em Salvador (trabalhando por enquanto sob encomendas), com quitutes deliciosos, tortas tão lindas quanto gostosas, sabores caseiros, retrôs e moderninhos. A empresa é uma sociedade de duas moças confeiteiras e arteiras, uma delas minha colega dos tempos de escola, filha da "dona" da cantina, amiga de meu irmão, parceira da Plano3 filmes, sempre talentosa e simpática, de nome Amélia, mulher de verdade e apelido doce como ela: Mel.
Aguardem e preparem-se para imagens fortes, hoje nem ilustrei a postagem com nada comestível como pensei e não achei outra ilustração que encaixasse, para uma dieta dos olhos devido ao teor das gostosuras de amanhã. Pessoas tipo eu, formigas doceiras, vão aguar.
Falando em mel, adoro molho de mel com mostarda e dentre os molhinhos clássicos tipo rosê e branco que vem em cumbuquinhas com os petiscos nos barzinhos, veio com frutos do mar empanados em um que fui dia desses um molhinho de mel com pimenta calabresa, simples assim e delicioso. Não fiz a fina e lambiquei com camarões até o último vestígio do tal molho. Fica a dica! Brinde de leite quente, mel e canela e até amanhã!

22 de setembro de 2014

Guia para descobrir a natureza

Falei recentemente aqui da minha candura, exclamações e reticências a nomes de editoras, não tanto para comprar um livro, mas por observância e também pela escolha com paridades e poesia para quiça um dia eu consiga publicar o meu, ou os meus, já que sonhar é de graça e sou chamada de passarinha, vou sonhar alto.
Mexericando na net achei uma editora mimosa chamada: Planeta tangerina e eis que a capa do livro que me levou a ela é de cor laranja como essa frutinha de tantos codinomes, que só aprendi esse ano ser um deles bergamota. Cor que amam minha amiga Ana e meu irmão.
Irresistível não linkar um post alaranjado em que falei de um livro e escritor amado, para leitura ou revisita, clicar aqui. Um tangerinoso aqui, além do post sobre nomes de editoras que referenciei no inicio dessa escrivinhança. Clica mesmo sobre as palavras indicadas e hachuradas (adoro essa palavra pouco usada e tão escolar que significa sublinhar e que eu falava até buscar como grafar hachuriar).
Voltando ao livro, ele é um guia que tem uma temática que é a cara aqui do blog e de blogs amigos, além de comunicar em linha reta, curvas e atalhos com meu pensar. Lá fora é o nome do livro (esse das páginas ilustradas, aberto na ilustração) e nele somos convidados a refletir e a sair para fora de casa e levar conosco as crianças, os idosos, nossos cães, gatos, pois ainda que não moremos numa vasta ou até miúda roça, fazenda, casa, ainda que moremos numa barulhenta, edificada e grande cidade, sempre existe natureza lá fora. Não venha me dizer que não. Nem que seja uma flor que nasceu no meio do asfalto deve ter na sua rua ou na vizinha, se não tiver tem as nuvens, o sol, a chuva, a lua e as estrelas, pedras. Valendo as muitas vezes abandonadas, praças, árvores, praias, aves.
Um livro que incentiva o despertar da curiosidade pelo mundo natural, que inclui propostas de atividades de interação com a natureza, que é colorido e com lindas ilustrações (pelo foleamento virtual que fiz, não tenho ele, nem conheço quem tenha) e que tem a romântica e realizadora pretensão de ajudar as pessoas grandes e pequenas, trancadas em seus quartos, plantadas no sofá a saírem de casa e descobrirem ou simplesmente contemplarem a natureza e o mundo incrível que existe “Lá fora”. Achei muito boa a indicação, o tema e a proposta para uma segunda primaveril, com olhadas para os campos, para o céu, para folhinhas caídas no chão, para as flores nos caminhos, olhares fontanos, curiosos, sensíveis, com brilho e piscadas de vida.

21 de setembro de 2014

Salve a prima mais florida da vida

Bem vinda primavera
Que a natureza sempre se renove
As flores nos adornem
As abelhas façam mel
Que contemplemos as multicores
Sintamos os aromas e a brisa boa dessa estação
Cercada de belezas, passarinhos, borboletas
Que seja de paz e bem!
Amém!

20 de setembro de 2014

Dos gostos

Água com gosto de poste
Já parou para observar, listar, matutar e rir com as definições de gostos (sabores) pitorescas que dizemos e ouvimos? Quem nunca disse ou ouviu falar que tal coisa tem gosto de outra coisa peculiar? 
É eu abrir com gosto uma latinha de Fanta uva e meu marido diz que para ele o gosto desse refrigerante é de sabão. Tem quem diga que certos alimentos guardados sem tampa na geladeira ficam com gosto de guarda-chuva, coisas amargas ou de textura áspera tem gosto de poste e por ai lá vai. Eu sempre fico a pensar como alguém pode saber o gosto dessas coisas que se põe a comparar e quando decidi cronicalizar sobre esses sabores inventados, lembrei de meu avô e ai achei a cara do final de semana, um aceno ao domingão trazer as memórias dele e minhas para cá, já que domingo é um dia tão familiar. Quando alguém dizia: - Tô com uma vontade de comer uma coisa diferente! Ele com ar de boa ideia respondia: - Come casca de banana.

19 de setembro de 2014

Fotos com legendas multicores

Estão vivos, na lembrança, meus tempos de criança
Adolescência e juventude
Posso ver-me na varanda
Sentir a brisa do vento, admirar o azul do firmamento
Foto e legenda da participação de Majoli
Achei linda a foto assim que vi, sem nem mesmo ler a legenda
Após ler vi uma foto na poesia
Assim como tinha visto poesia na foto

Uma máquina de escrever
Um papel
Uma parede verde
E um pouco de inspiração
Essa é a foto e legenda de Nina
Tão simples, tão anos 80, tão inspiradora
Tão Nina e suas letras

As sombras denotam a existência
De algo verdadeiramente iluminado que está logo a frente
Essa é a participação do Luís Felipe
Que comentou sempre dar de súbito  com o que vai fotografar
E como foi convidado a buscar, procurou e nada
E eis que sua colorida, poética e florida participação
Através da foto, da legenda e do comentário
Veio da mesa onde ele estuda todos os dias

As fotos e legendas comentadas, que aqui por mim estão sendo divulgadas e resenhas, também estão lá no lado de fora do coração da Ana, escritora do livro Crônicas Gris, que traz várias crônicas, algumas com pinceladas encantadas, outras cômicas, outras reflexivas através de uma leitura fluente, com referências pessoais e genéricas de momentos, sentimentos e busca de sentidos desde os multicores cabelos de nossas infâncias e das infâncias a nossa volta aos fios gris. Uma busca que não deve cessar e que devemos cercar de poesia, colorir, ilustrar.

18 de setembro de 2014

Das metáforas

No vai e vem da vida, das palavras, reflexões, metáforas
"O jardim de caminhos que se bifurcam" é quase uma charada, uma parábola cujo tema é o tempo, como é o tema das tantas frases e referências a viagens de trem. Não falar a palavra tempo e querer dizê-la, não falar a palavra morte ou como me ocorreu de imediato quando comecei a cronicalizar, não falar a palavra rato, quando tem um que queremos pegar segundo indicação de Roberto, que a anos trabalha na casa de meus pais. 
Segundo ele, com descrição séria do assunto e relatos de sucesso na captura dos mouses, tem que colocar a ratoeira ou armadilha e não falar também essas palavras, usar sinônimos, falar frases que tenham o sentido e que não será entendida pelo rato eu acho, ou não emitirá energias negativas. Medo, respeito,  supertição no uso das palavras em casos de perigo, de problemas a serem solucionados e maus agouros em geral.
Omitir uma palavra recorrendo a metáforas é um modo de indicá-la sem alarde, como se faz com nomes de doenças graves ou males que no nosso entender ou sentir, não merece ser mencionado, chamado, pronunciado. Palavras, frases que falamos, na verdade que não falamos, por hábito, cultural, religioso, muitas vezes regional e familiar. Coisas de gente, da gente que me ocorreu falar. Por uma doce quinta, fagueira (agradável), faceira e faladeira ou não!
Disponível em: <http://dicionariocriativo.com.br/metaforas/doces/deleite>. Acesso em: 12/09/2014.

17 de setembro de 2014

Turismo e artesanato de Monte Verde

Divino da Loja Arte na Serra

 Arara da Loja Arte na Serra

 Anúncio dos Kukos da Loja Mont´Art Artesantos

Louça cerâmica da Loja Alpina Monte Verde

Tenho candura pelas Gerais, como chama as Minas uma amiga minha que vai por lá a visitar Seu Tonho e Dona Sebastiana na área rural. Pelo clima, verde, blogueiras amigas na redondeza, pela beleza que vejo por enquanto de cá. Essa introdução poética, vou emendar no contato feito comigo pelo Guia Roteiro de Turismo  para recomendar o simpático distrito de Monte Verde, localizado no município de Camanducaia, estado de Minas Gerais, conhecido por seu clima frio, do alto de cerca de 1554 metros, rodeado por montanhas e esplendorosa área verde que adorna a vista e a vida dos moradores e encanta turistas, principalmente nas estações mais frias do ano.
O local, divide com Campos do Jordão o número de visitantes e a fama de baixas temperaturas ( já chegou a registrar -14 graus). Os dois locais recebem o título de “Suíça brasileira”, graças a arquitetura, que faz desses lugares uma cidade europeia em solo Brasileiro. O artesanato, coisa mundial e muito rica nossa é muito valorizado na região e o Guia Roteiro de Turismo apresenta, com Meu Blog e Eu, de portas e janelas abertas, algumas lojas de artesanato na região.
A Mont’Art Artesanatos é uma das mais conhecidas de Monte Verde, onde há artesanatos em madeira, miniaturas, utensílios domésticos, lembrancinhas diversas e dentre elas o famoso termômetro de Monte Verde.
Sob o comando de Nelson Tavares Pacheco Júnior, a Mont’Art além de artesanices, desde o ano 2000, é um dos responsáveis por analisar e divulgar as condições climáticas de Monte Verde, pois a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia foi instalada apenas em 2004 e mesmos assim, Seu Nelson mantém a tradição e divulga os dados climáticos semanalmente. Adorei isso! A Mont’Art fica localizada na Avenida Monte Verde, 743, Loja 16.
O Arte na Serra é uma casa de artesanato com uma identidade ambiental, pois faz questão de trabalhar com materiais ecologicamente corretos. Com foco no artesanato em madeira é possível encontrar lá brinquedos e quebra-cabeças (daqueles que não se acha em Magazines dos grandes centros), utensílios domésticos, artigos de decoração e religiosos trabalhos em madeira. Pura arte! O Arte na Serra fica na Rua do Pinheiro Velho, 115.
Para finalizar a listinhas de artesanias sugeridas pela Roteiro de Turismo, a Alpina Monte Verde é uma loja que vende: xícaras, bules e pratos em porcelana. Belíssimas porcelanas húngaras e em cerâmica, além de relógios antigos, canecas de chopp, entre outros produtos. A Alpina Monte Verde fica na Avenida Monte Verde, 946.
Quem quiser saber mais informações, como:  restaurantes e pousadas, em Monte Verde, clica aqui.

16 de setembro de 2014

Para fazer chover

"Não é preciso falar de amor para se transmitir amor
Nem é preciso falar de dor para transmitir o seu grito"
Bem dito por Manoel de Barros
Emendo dizendo que não é preciso falar de preconceito para tratar o tema
É preciso não falar em cor para fazer ser a cor o que menos importa
É preciso educação, cultura, integração
"Assim como a lua tem muitas faces
No mundo, por vezes, faz inverno e outras vezes faz verão
Não podemos sempre estar felizes"
Ombela
Eu vi numa revista de uma certa livraria um livrinho que me encantou por esse trechinho acima, pela capa, pela descrição do conteúdo com referência a um assunto que eu já havia publicado aqui e que foi o da publicação de ontem. Ai juntei meu gostar e ter como que para adultos muitos dos livros infantis e cá está uma resenha e indicação pelos recados, pela filosofia, poesia, conhecimentos dispostos nas entrelinhas, pela beleza e simplicidade de Ombela, nome de uma Deusa que aprendeu a fazer chover usando as suas lágrimas e que aprendeu com seu pai que há hora para sorrir e hora para chorar e que suas lágrimas doces e salgadas podem encontrar lugares para ir e nutrir (a ela e ao mundo) todos os dias. 
Ondjaki é o nome do escritor, prosador e poeta, nascido em Luanda. Rachel Caiano é o nome da ilustradora e artista plástica, nascida no Brasil, que com formação em artes de palco dá um show a parte nas suas ilustrações. Uma lindeza o livro que foliei mas não comprei, foi para minha lista de desejos e veio para cá, como indicação.
Veio também e muito para cá, por conta da proposta da editora, que lançou o selo chamado de: Pallas mini , esse ano, com livros infantis tão delicados e interessantes quanto Ombela e que viram para cá em posts individuais, uma vez que achei ficariam perdidos dividindo espaço hoje com essa publicação única para tantas indicações.
A editora dedica grande parte de seu catálogo aos temas afrodescendentes, não por acaso ou sem cuidado, conscientemente, imprimindo nos livros o interesse pela valorização e conhecimento das raízes culturais africanas, cientes da escassez no tema, da falta efetiva de registros didáticos ao paradidáticos das tradições, lendas, costumes, religiosidade, filosofias, personagens, personalidades, pequenezas e grandezas africanas e da importância de tudo isso como parte de nossa nacionalidade, de nossas crenças, hábitos, referências.
Postagem para  fazer chover livros desse tema dentre os livros lidos por quem me lê, por crianças, adolescentes e adultos, para fazer chover pessoas que não vêem a cor da outra como rótulo de nada. Uma divulgação da Pallas e seu trabalho, de outras editoras menos pops, de bons escritores e ilustradores, populares ou não.
Para arrematar, mais uma lista aqui (com livros no tema de ninguém menos que Mia Couto). Oxalá que sejam lidos, que tenham exemplares nas livrarias e nos sites disponíveis, que sejam resenhados, divulgados, que chovam escritas, boas práticas, mistura como cura, africanidade como presença rica e forte em nosso país e mundo a fora, nas alegrias e tristezas, no que comemos, nas danças, nas estampas e nos livros, no reconhecer e valorizar das personagens e personalidades, da cultura da história já escrita e escrita em cada canto por esse povo que é nosso, que somos, como somos índios, orientais, indianos...universais.

15 de setembro de 2014

Preta Preta Pretinha

Quem é meu leitor assíduo, lembra de uma postagem que fiz (além de outras com esse tema e nas entrelinhas) sobre a necessidade de livros infantis com personagens negros nas estantes de crianças negras e de todas as cores, de personagens negros em filmes, desenhos animados e histórias contadas, sem caricaturas. Personagens, personalidades, ilustrações negras nos quadros e objetos de decoração de centros culturais, educacionais, nas recepções, nas casas. Clica aqui para ler ou reler. Pois bem! Estou a um bom tempo procurando, para a Pretinha de neve da foto, um dos livros que indiquei nessa postagem e indico sempre pois acho muito interessante, chamado: Pretinha de neve. Nada de ter na Editora, nem nas livrarias. Como pode isso?
Desse livro a história paralela (ou será perpendicular?), de que eu já me fantasiei de Branca de neve em peças, nos idos da minha adolescência, que fazíamos no prédio onde eu morava e de Pretinha de neve para contar a história para uma roda de crianças multicores. A minha amiguinha Lore se fantasiou de Branca de neve esse ano, no bailinho de carnaval de meu sobrinho Zaion. Ou seja, somos princesas gêmeas.
A Princesa Lorenza é filha de uma amiga e na foto, que ela está disfarçada de menina comum, no cavalinho do parque de areia, foi um dia que brinquei com ela como se eu tivesse 2 anos e a noite meu corpo me lembrou que estou me aproximando dos 40. Nesse dia eu prometi a mãe dela que ia achar um exemplar do dito livro nem que fosse num sebo.
E diante da dificuldade de achar o livro e da falta real desse tipo de literatura no mercado, enumerei no post linkado e vou trazer mais sugestões amanhã, nomes de livros com personagens pretinhas e pretinhos, com lendas e cultura afro, para que compremos para as nossas crianças, para dar de presente, para doar para centros culturais e grupos de incentivo a leitura, sem o sentido direcionado da cor da personagem, nem dá temática, naturalmente, assim como entendemos e somos eu e Helga (dona mãe de Lorenza), mães, tias, educadoras, baianas, amantes das tradições, valor e beleza da cultura africana.
Amanhã, como já cochichei, tem indicação livros (de um em especial) de uma editora que espero mude essa realidade, com rubra atitude e poder, cor do cavalinho  do parquinho, de São Jorge Guerreiro, da roupinha de Lore, de Iansã, vermelho amor e paixão, que move e faz transformar.
Uma semana de raça, graça, ginga e energias africanas, com axé da Bahia, positividade, transformações, permanências, animação, calmaria e alegrias.

14 de setembro de 2014

Do pouco que é muito

Um sorriso, um elogio
Uma palavra carinhosa de gratidão, de afeto
Um gesto de gentileza
É um dar e receber de paz, de luz
Ouvir alguém, dar um pouco de nosso tempo
Dar atenção
Muitas vezes, o que podemos comprar com dinheiro
Com pouco ou muito dinheiro
Não produz a felicidade de gestos, palavras, sentimentos
De pequenezas, coisas simples
Sabores, momentos, pessoas
Um bom domingo

13 de setembro de 2014

Resultado Colorido

Frida Kahlo e cores tem tudo a ver com o Concurso
Foto da internet 
Para apontar com o indicador o vencedor
Que rufem os tambores
E quem ganhou o livro Crônicas Gris
O marcador do meu blog com dedicatória
E resenhas com a foto e a legenda da participação 
Foram 3 participantes:
Nina, Majoli e Luís Felipe
Não conseguimos escolher uma única participação
Gostaria de agradecer em meu nome e de Ana Paula por todas as participações criativas e poéticas, todas as fotos, legendas e carinho. Para brindar, além de Frida, no tema cores, trouxe a história de um adolescente que criou um dispositivo portátil e de baixo custo que converte as cores em sons para quem não ouve. Como não compartilhar e aplaudir em azul celeste tal criação? 
Cada cor é representada por um som diferente e Matías, que aprendeu a programar vendo vídeos na internet, teve sua sensível motivação e inspiração nos deficientes visuais de uma instituição que realiza trabalhos de macramé e têm dificuldade para reconhecer as cores das linhas usadas. O equipamento além da utilidade em si, teve a preocupação do garoto de ser pequeno, para ser fácil de transportar e manusear. Ele considerou segundo a matéria (ver aqui) a possibilidade de alguns smartphones realizarem a conversão de cores para sons, tornando a máquina acessível a todos. A colorida invenção valeu o primeiro lugar na primeira edição Argentina da Feira de Ciência do Google. Com o prêmio ele pretende aprimorar seu dispositivo.
Que com o prêmio desse concurso colorido aqui do blog os ganhadores se inspire e espalhe além do habitual, cores, palavras e boas energias por ai. As publicações resenhadas e poetizadas serão publicadas aqui e na Ana na sexta-feira (dia 19). Inté!

12 de setembro de 2014

Movimentos contínuos



“Crocheta o melhor que puder
Um ponto de cada vez
Cada ponto é um dia na agulha do tempo
Depois de 12 carreiras de 30 ou 31 pontos
Terás 365 pontos
Em dez anos, cerca de 3650 pontos
Alguns são pelo direito, outros pelo avesso
Há pontos que se perdem
Mas que podemos recuperar
A lã que o bom Deus nos dá
Para crochetar nossa existência, é de todas as cores
Rosa como nossas alegrias
Negra como nossos sofrimentos
Cinza como nossas dúvidas
Verde como nossas esperanças
Vermelha como nossos amores
Azul como nossos desejos
Branca como a fé que temos nele”

Hoje vim compartilhar o link de um blog amigo, com fotografias da blogueira, introdução alinhavada de um poema colhido em algum canto por encanto e pontos em cruz  por mim descritos, dos trabalhos realizados por Flávia Bonfim, que administra o blog, oficinas de bordado, exposições, publica livros, fotografa circos, faz ilustrações e dá de brinde dicas e sorrisos nos diversos movimentos de realização dos seus sonhos e de arremate (com e as vezes sem a percepção das pessoas envolvidas), faz bainhas, cerzi, borda, aplica e customiza sentimentos, comportamentos e sonhos.
Trouxe a Exposição de um dos trabalhos que Flávia fez circular, na resenha da comemoração com minha mãe do dia das mães esse ano, clica aqui para ver ou rever. Essa resenha de hoje, resolvi escrever quando conheci ela pessoalmente, em uma outra Exposição, dessa vez das publicações dos livretos, ilustrações, quadrinhos e painéis de tema: O rosto é uma mapa, que amei a primeira vista e que fui com minha irmã, semana passada (ver aqui), prestigiar. Essa irmã que foi comigo, Susana, está participando de uma Oficina de bordado, fonte das fotos que ilustram o post. A mão tecendo pontos e o tecido sendo bordado da segunda imagem são dela. 
Como retalho aplicado com garbo (aqui), trouxe outro trabalho de bordado que minha amiga Chica me enviou o link via e-mail e que me apaixonei e usei a poesia de crochetar os dias, pois para mim é da categoria do costurar, assim como as artes do crochê, do tricô e da vida.
Por uma sexta-feira feliz, branca como a paz e a fé, forte e fina como linho, azul como a felicidade e os desejos, amarelinha, rosa, lilás, vermelha paixão e amor, costuradinha com linha boa, decorada de lantejoulas, vidrilhos, com remendos de contentos, chita, fitas, mãos que afagam, costuram, ajudam e tudo que for terapia, realização e alegria.

11 de setembro de 2014

Sobre livros

Em meados do mês de agosto falei aqui de não leituras e hoje vim falar das entrelinhas e bastidores do comércio de livros, que acho há tanto a ser revisto e mudado.
O livro: A culpa é das estrelas, por exemplo é classificado aqui no Brasil como literatura estrangeira e não como juvenil, isso porque é um potencial campeão de vendas e limita as vendas ser considerado "só" como juvenil. Vale a observação do quanto as pessoas tem limitações a rótulos. Eu por exemplo compro livros sem levar em consideração essa classificação, de crianças, de auto-ajuda, para mim não importa. Como quando recomendo ou dou de presente, para mim, o que importa é o conteúdo.
Mas as coisas funcionam nessa linha da classificação, as estatísticas se baseiam em definições estapafúrdias como certos assuntos e autores não serem considerados literatura. Paulo Coelho, por exemplo, tão conceituado fora do Brasil e aqui criticado mais do que valorizado e seus escritos definidos como leituras exotéricas ou categorias similares. Ler ele, tipo não vale.
Já fiz aqui e faço criticas a certo tipo de livros, assuntos, autores, ao que for de alguma maneira nocivo, mas defendo também que vale ler até bula de remédio e placa de rua. No quesito livros, vale o gosto pessoal, vale como leitura tudo que de alguma maneira informe, desafie o raciocínio, o conhecimento, vale fantasias, curiosidades, diversão, terapia, filosofias, poesias.
Existe uma logística muito grande entre escrever um livro, pagar para editá-lo, publicá-lo e fazer chegar as mãos de leitores e uma necessidade de investimento financeiro, reconhecimento do mercado, adoção coletiva da proposta geralmente hoje fruto de contatos e interação nas redes sociais, para que estejam nas prateleiras de uma grande livraria, que tem sua disposições geralmente por gênero e na entrada, uma vitrine e convite aos mais lidos.
Fui a um tempo atrás, numa livraria em Aracaju, que não me esqueço. Ela era muito menor do que as mais famosas e até hoje é a minha favorita, lá nada de categorias, os livros eram dispostos nas estantes do cantinho da entrada até o final por volta de toda ela pelo nome do autor e em ordem alfabética.
Aquilo do livro não ser próprio para crianças e ser indicado para elas, ou vice e versa é de se questionar e não seguir essas indicações. Tantos livros, já disse aqui e digo sempre, são para crianças, mas deveriam ser lidos por adultos, pois a muito a extrair dos personagens, da história, muitas lições para qualquer idade. Uma criança vê só as figurinhas e o básico que a poesia dessas obras contém, absorvendo ainda assim o conteúdo, mas um adulto tem o poder de extrair ao máximo e conscientemente, porque não então?
Outra questão é a casquinhagem das pessoas para comprar um livro. Sempre comparo a um lanche, a duas cervejas para os que gostam e nunca bebem só duas, a uma roupa ou outra coisa qualquer, que a depender, tem menos efeitos positivos sobre nós do que um livro. Não que futilidades não sejam permitidas, sim são e eu até indico, nada como bobagens as vezes. Dou livros de presente que custam o que custaria um perfume caro ou roupa e já ouvi muitas reticências quanto a não ser um presente que se goste de ganhar. Já ouvi de uma mãe, que ela sempre que ia ao shopping, esquecia de ir na livraria comprar livros para o filho. Pode isso? Tem os que dão chiliques e se desdobram em argumentação para o fato de um livro infantil custar o mesmo que um de adulto, não ponderando a parte imensurável do ponto de vista lúdico e do desenvolvimento, comparado a por exemplo gastar, sei lá, 500 reais num tablet pro filho de 2 ou 3 anos. Que muitas vezes quebra em uma semana, que dava para comprar 10 livros caros e inquebráveis...risos
Tipo bordado ou estampa nessa colcha cheia de retalhos rotos um outro ponto a destacar é não ser reconhecido e valorizado o trabalho do ilustrador tanto quanto é merecedor. Não se considera que a quantidade de páginas de um livro com 4 a 5 folhas, seja com figuras (que contem mil palavras e páginas) ou com figuras e meia dúzia de palavras, não deve ser parâmetro para o preço do livro. Há mais ali que nos infinitos e repetitivos cliques em eletroeletrônicos ou em muitas páginas que não dizem nada ao leitor. Não se considera além do livro ser um livro, que ele seja um objeto afetivo, uma forma de educar o abrir com cuidado, o não rasgar, não riscar, para ler, reler, tatear, ser infinitamente reutilizável se for bem cuidado. Parte da estante que diz sobre quem ali mora através dos títulos e autores, parte da nossa memória, objetos max mesmo sendo minis.
Para encerar falando de uma boa leitura, o livro Crônicas Gris de Ana Paula Amaral, é o prêmio do Concurso cultural que lancei aqui na sexta passada e que se encerraria nessa sexta, resultado no sábado, clica aqui e participa.

10 de setembro de 2014

Circulante

Foto de minha amiga Gê Visacri
Um meio círculo inteiro de beleza e uma fotógrafa inteira de talento
“Já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa
E rosas incríveis desabrocharem num copo d’água"
Recorte de uma filosofia poética de Marla de Queiroz que colhi aqui
Há tanto no pouco, nos pequenos gestos, nas pequenas coisas. Se observamos na natureza, nos acontecimentos, nas histórias alheias, sempre há lições de superação, adaptação, coletividade etc.
Comentar o que vemos além do que se vê, incentivar o olhar, a audição, o tato apurado, sugerir leituras, canções, intervenções, interações. Falar de algum evento que vai acontecer e não dá para gente ir ou não nos interessa mas sempre interessa a alguém, que vai ser onde você conhece muita gente, divulgar um trabalho sem nenhum retorno aparente por isso, uma imagem, um nome, tudo isso é um fazer circular, é um vai que volta de alguma forma eu acredito.
Eu já contei por aqui que meu filho desde bem pequeno ia numa antiga biblioteca pública, onde morávamos, no bairro onde nasci e cresci, a Biblioteca Monteiro Lobato. Já falei também da minha paixão pela Emília e paridades de personalidade, bem como candura por Dona Benta, Tia Anastácia (desejo de seus bolinhos de chuva), de meu gostar do Saci e para resumir, do gostar de todos os personagens, até da malvada e pirada Cuca, com reconhecimento do valor de todos esses personagens, das histórias e do conjunto da obra atemporal desse poeta escritor.
Clicando nas notícias literárias que sempre tem aqui na lateral do blog (abaixo no lado esquerdo), que as vezes penso que clico mais que os passantes, descobri que tem um município em São Paulo com o nome de Monteiro Lobato, bem como deve ter pelo Brasil afora nomes de bairros, praças, escolas etc. Clica aqui para ler a tal notícia e se for de SP ou passar por lá, participar do Festival que vai acontecer a partir de amanhã, ou lê a notícia e vê a programação quem for da área de educação para se inspirar ou quem quer que seja (pais, tios, avós) inspirar educadores na produção de dinâmicas e trabalhos made in Monteiro Lobato.

9 de setembro de 2014

Poesia de Kinder ovo

"Não sejas o de hoje
Não suspires por ontens
Não queiras ser o de amanhã
Faze-te sem limites no tempo
Vê a tua vida em todas as origens
Em todas as existências
Em todas as mortes
E sabes que serás assim para sempre
Não queiras marcar a tua passagem
Ela prossegue:
É a passagem que se continua
É a tua eternidade
És tu"
Tenho uma amiga, chamada Beatriz, que mora em um Kinder ovo, é sério, vê aqui. Eu acho o máximo os brinquedinhos desmontáveis, micros e super criativos desse ovo.  Comprei muitos para meu filho! Uma graça a parte são os tão minis, tão didáticos e ilustrados e manuais. O docinho ele nunca comeu, eu devorava e agradeço a Nossa Senhora da silhueta por não terem virado gordura localizada os tantos que comi.
Voltando para minha amiga, que publica diariamente bom dia, com ilustrações de abrir o apetite, lindas louças, flores, passarinhices, costurices e afins, ela publicou esse mês e resolvi dividir com vocês, esse poetar abaixo da moldura forrada de retalhos, com varal de arame no meio e nós duas em um retratinho em moldes de passarinhas, com um pregador de madeira pintado, tudo bem delicado para acompanhar as palavras de ninguém menos que Cecília Meireles, que categorizei como poema, oração, canção, para qual for o caso ou tudo isso junto e misturado. Minha saudação as duas, a tantas outras amigas blogueiras que publicam coisas lindas em seus blogs, que me inspiram, que divido com outras tantas amigas, com meus irmãos, mostro a minha mãe, me recheio e adorno.
Meu desejo de um bom inicio, meio e final de semana, com cheiro de grama, com gana de viver, artesanato, poemas, rimas, risos, reflexões e a certeza de que é a própria pessoa quem mais ganha quando aos montes ama. Sem limite, sem rótulos, além da distância, do tempo ou do que for.

8 de setembro de 2014

Sobre acreditar

Realejo fotografado ao vivo e em cores

"Quando estamos com dor de dentes
Sabemos que não ter dor de dentes é felicidade
Mais tarde, quando a dor cessa
Não damos mais valor à ausência de dor de dentes
A prática da atenção plena nos ajuda a dar valor ao bem que já está manifestado
Com a atenção plena, seremos gratos por nossa felicidade
E talvez sejamos capazes de fazê-Ia durar mais"
Trecho do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda"

O realejo diz que serei feliz, fala a canção e como no dito popular quem canta reza duas vezes eu cantarolo sempre esse trecho dessa música e como tenho afinidades nível parentesco com os pássaros, o do realejo não haveria de mentir para mim pensei ao avistar um no bairro da Liberdade em minha recente ida a São Paulo. Peguei dois reais dei ao moço que não era um senhorzinho vestido com suspensórios ou roupas antigas, nem era um homem tipo misterioso como um mágico, ele vestia uma camisa de partido político o que vetou sua aparição por aqui. Fizemos (Ana, Júlia e eu) mil perguntas, pedimos para tirar fotos e eis que no ritual realejesco que ele faz, saiu do gradil amarelinho um passarinho verdinho e faceiro que fiquei pensando deve cansar de ali ficar e papéis com mensagens nas gavetinhas pegar. Poeticamente falando é lindo um realejo, mas tive total preocupação com o animalzinho, que possa ser que seja (que assim seja) bem tratado e felizinho, mas passarinhos foram feitos para voar.
Dando assas a comparação, passarinho é como gente divaguei, e tem dias de cantar, sorrir, se exibir e dias de quietude, de troca de penas, tempo ruim, infelicidades, que como acredito são parte do todo, do bom, pois valorizam e redimensionam a tal felicidade.
Após receber a mensagem, que dobrada estava e assim foi guarda para ler em casa, como sugeri a minha amiga Julia, para ser lida em segredo, com atenção nas entrelinhas, com encantamento, sorri largo quando na fila do Yakisoba, Julia como que com um letreiro na testa que dizia, muito curiosa para ler minha mensagem, indagou: - E acontece mesmo o que tem escrito no papel?
Ana e eu respondemos em parceria com sorriso e atenção da senhorinha da frente da fila, que era como achar trevos. ver borboletas amarelas, como o horóscopo, que tudo tem um sentido e tudo é magia, traz sorte a medida que fazemos nossa parte, que buscamos e que acreditamos, porque acreditar é mágico e realizador.

7 de setembro de 2014

Gastrô Tinga

Recebi como sugestão de postagem de uma amiga leitora (adoro receber sugestões e ilustrações), uma reportagem que me apresentou as culinarices, talento e criatividade de um jovem chamado Timóteo Domingos, que com 17 anos se especializou em transformar as plantas símbolo da Caatinga em pratos saborosos e dignos de restaurantes de elite. Eu assisto a vários programas de culinária, para aprender afazer, conhecer ingredientes, pratos típicos dos lugares, para abrir o apetite, porque cozinhar é uma arte  e uma ferramenta de socialização, uma marca cultural e não resisti em trazer ele e sua história para cá.
Nascido no interior de Alagoas, esse garoto, segundo depoimento do próprio, aprendeu a cozinhar ajudando a avó em casa, como faz todas as crianças e jovens de famílias menos abastadas, por necessidade e por senso de coletividade que se aprende no berço (ou no chão frio revezando um só cobertor).  Desde bem novo ele também ajudava os pais na roça, como toda criança ajuda os pais nos interiores Brasil afora.
Quando a família dele se mudou para Sergipe (vale pontuar que adoro gastronomicamente Aracaju), a sorte do garoto de 15 anos, mudou. Brigadeiros de goiaba com umbu e mandacaru, Mousses de cacto, Pizzas com massa de palma e outras iguarias eram feitas por ele em casa e vendidas na escola (vendi muito pãozinho, sonho e banana real feitos por meus pais nos meus tempos de escola para ter meu dinheiro para lanches na cantina, queimados, barretes, que eram desejadas fivelas para cabelo na modinha na época).
Voltando ao menino cozinheiro e de atitude, agora com chiquetoso e merecido status de Chef do Sertão, ele ganhou dois concursos de culinária em 2013, foi convidado para estagiar em um restaurante de Maceió e além de na matéria que recebi e li, de outras por ai, dessa humilde postagem aqui tal e coisa, coisa e tal, ele está no primeiro semestre do curso de Gastronomia na Faculdade de Tecnologia de Alagoas, graças a uma bolsa de estudos (Oxalá que os bons e visionários sejam maioria).
Que o reconhecimento a ele e uso desses ingredientes e receitas sejam uma constância. Que como os índios no fogão e mesas humildes e granfinas se consuma e se descubra cada dia mais os valores nutricionais e saudáveis de cascas, raízes, folhas, sementes. Que a criativamente batizada Gastrô Tinga (gastronomia da Caatinga) seja um cartão postal de nosso país além de futebol e praias, que seja valorizada e disseminada a sustentabilidade e o lado social dessas receitas, desse fazer desse garoto e de outros anônimos, do que é descartado como lixo, ou parte da paisagem insólita da seca, ser alimento para quem tem fome.
Uma semana de independência, comida na mesa, criatividade, boas histórias, sabores, fazeres, realizações, paz e bem. Viva o Brasil e amém!

5 de setembro de 2014

Colorido concurso cultural

Na primeira sexta-feira desse mês das flores e cores, que caiu num dia desse mês que gosto muito e dia da semana aqui na Bahia de vestir branco, vou lançar um desafio multicor para o final de semana e semana. Está aberto o segundo Concurso cultural aqui do Blog, que espero seja tão colorido e concorrido quanto o último (ver aqui). Nesse concurso vale foto no instagram, blog ou face, com legenda poética e criatividade.
A publicação, seja em qual dos canais for, deve ter as hashtags: #crônicas gris, #coresepoesia, #coloridoconcursodomeublogeeu. Anotou tudinho? Põe então seu olhar poético no visor da máquina de fotos ou celular, dedinhos e conexão para funcionarem.
A proposta é interação, semeadura poética, incentivo a fotografia, escrita e leitura. Os participantes devem deixar aqui o link da publicação, mandar para meu e-mail (no Insta usando as # já dá para acompanhar), para minha visualização e de Ana Paula Amaral, parceira da escolha, escritora e amiga.
A publicação vencedora, vai ter a foto e legenda publicadas e cronicalizadas aqui e no blog de Ana, além de ganhar um exemplar do livro Crônicas Gris, escrito em crônicas, cores e poesia por ela (ver uma das publicações minhas sobre o livro aqui) e um marcador de meu blog com um recadinho no verso. A data para publicação e registro aqui nos comentários dessa postagem é até a próxima sexta-feira, dia 12 de setembro. Se avia!

4 de setembro de 2014

Vocabulês

Eu adoro saberes linguísticos, curiosidades regionais de vocabulário, palavrices, sotaques e tudo mais que quem é meu leitor ou convive comigo e me conhece sabe. Pois bem, quem não sabia ou quer saber mais sobre esse meu bem querer e tiver a fim de ler postagens no tema semeadas por aqui, clica nas palavras links a seguir: confuseirice, marcianice, sotaquice, poliglotice, palindromice, nordestice.
Para mim, novidade recente foi a descoberta de que bergamota é tangerina. Ganhei um creme para as mãos de bergamota, adorei o cheiro e fui pesquisar o que seria a tal substância de delicioso aroma, boba foi a minha descoberta. Sei ser mexerica também um nome dado a alaranjada fruta de gomos que denuncia o comedor ao abri-la e também após lavar as mãos por algumas vezes depois de pegar nela e confesso achar esse nome com um que de comer e danar a fuxicar, mexericar (risos). Será?  Me pus a perguntar, que esse codinome é por ela mexericar o comedor com seu odor? Huuummm!!! Viajei? Ou será que acertei? Ou uma correlação doida inventei?
Além das palavras que me lembro já resenhei e já me peguei pesquisando sinônimos Brasil afora, como mandioca, que é macaxeira que para mim é aipim, a palavra da vez é bombom, queimado como se chama muito aqui na Bahia, caramelo como é um clássico chamar, bala (gosto dessa não, tem um que de gangster, faroeste, me dá uma bala e puuuum). 
Quero saber como você chama essa guloseima de infância, que conheço como jujuba ou bala de goma. Não podia deixar de registar a canção que me pus de fundo musical enquanto escrevia esse blá blá blá a cantarolar: "Doce doce doce, a vida é um doce vida é mel". Pedaço do céu é mesmo a vida, que sempre lembremos. Pedacinhos de infância são bombons, que essas e outras doçuras, de comer, fazer, ver, a gente se permita sempre, para um recheado, colorido e rico viver e reviver.

3 de setembro de 2014

Sobre asas e estrelas

"Asas não envelhecem"
Recebi a recomendação de uma amiga, de um texto em homenagem ao apassarinhado e celeste Rubens Alves e me encantei com a candura e afeto das palavras, tanto que internalizei essa definição que está na legenda da foto, pois achei pura poesia, filosofia e com total sintonia com a pose, minha e de Júlia, no Parque Trianon em São Paulo, um passeio muito divertido que culminou em gangorra e balanço, não contando o escorrega pois ao esticar as minha pernas eu dava de cima ao fim dele. Desci mesmo assim, com as pernas encolhidas, mas desejei fosse possível abrir os braços como asas e descer até eu desejar parar.
Clica aqui para ler o texto da autora dessa linda frase, conhecer um pouco ela e seu blog que eu ainda nem conheço, mas resolvi trazer para cá e também linkar a minha singela homenagem quando o passarinho Rubens virou estrela, ver aqui e também uma outra publicação com asas e pó estrelar dele aqui.
De arremate segue uma explicação recheada de humildade e senso de coletividade que ouvi na viagem de ônibus do final dessa minha ida a Sampa, indo para o aeroporto de volta para Salvador, na tv que tinha no coletivo. Sempre faço referências e recomendações de quem conheço e de quem não conheço, quem reconhece e quem não, sem nenhum sobressalto de dividir o meu palco, pois como na explicação que citei, creio e pratico a teoria de que se a gente olhar para o céu nunca vai ver uma estrela sobre a outra, a espaço para todas, muitas, infinitas e cada uma pode brilhar igual a outra.

2 de setembro de 2014

Sobre esconder e valorizar

Imagem de alguma garimpagem de iluminuras que não sei a fonte

O esforço tem que ser escondido diz um ditado francês
Quando a gente faz um esforço enorme para fazer uma coisa
Um trabalho, uma apresentação
Escrever algo, arrumar, cozinhar, criar etc etc etc
Quando se trata de boas ações, é o recheio, cobertura e valor nutricional
Como bem reza, um dos ditados que prezo, pratico e prego
Não saiba sua mão esquerda o que fez a direita
Vale sempre porém, com ou sem cartaz
Valorizar o que o outro faz
As grandes coisas, médias e pequenas
As pontuais e as diárias
Não só para o outro, mas também para nossa percepção
Pelo valor das coisas grandiosas e das miudezas
Vale sermos colecionadores de pequenas semeaduras e colheitas
É riqueza pura
Abrir os olhos, ouvidos, apurar o tato para reconhecer
Post por um setembro setembroso, frondoso, carinhoso
Realizador, cheio de amor, miudezas e belezas
Com reconhecimentos de e para
O meu hoje é a meu pai
Um colecionador de bem feitorias sem palco
Que amo, imito e reconheço o valor que nem ele sabe que tem

1 de setembro de 2014

De consideração



Clicks de Sophie Gamand, fotógrafa francesa
A série de fotos das quais essas fazem parte se chama:
Flower Power, Pit Bulls of Revolution
São lindas fotos de cães da raça pit bull com coroas de flores
A fim de humanizar a raça
E desmitificar a violência atribuída a ela
Mostrando os olhares doces
Revelando a paciência dos animais com as fotos e charme com os arranjos
E seus comportamentos meigos e comedidos quando assim são criados

Considero o mês de setembro especial, pelas flores que anuncia e faz brotar e por uma data pessoal. Assistindo a um programa local dias desses, soube que uma denominação que muito usamos aqui em Salvador é própria nossa (dessas coisas que falamos e achamos todo mundo fala e entende). Aqui a gente diz quando um amigo é muito amigo, que é irmão de consideração, a filha de uma amiga irmã de consideração de nossos pais, é nossa prima de consideração, aquela senhorinha que ajudou a nos criar ou a avó que cuida como mãe são mães de consideração.
As fotos foram para ilustrar e para homenagear meus cães de consideração, Balu na casa de meus pais e os da casa de minha irmã e também em memória de meu cãozinho de lá dos idos de minha adolescência, que o nome era Tico.
Hoje tenho candura , em especial, pela mais doce de todas as criaturas caninas que me cercam: Hanami (de minha irmã), que tem nome de primavera e beleza de cerejeira em flor. A postagem é para compartilhar e semear o uso dessa expressão: de consideração e desejar um setembro de muita consideração e considerações. Minhas floridas saudações a todos os leitores, cães, gatos, passarinhos, borboletas, a setembro e a primavera!