23 de dezembro de 2015

Dos milhares

Minha irmã do meio e eu
"Se estivermos vigilantes
Não passará um só dia 
Sem que aconteça um milagre em nossa vida
Podemos inverter esta proposição,
Dizendo que, caso não nos aconteça um milagre 
Em qualquer dia de nossa vida
Será simplesmente 
Porque o teremos perdido de vista"
Rudolf Steiner
Olhos de ver 
Coração de sentir
E que ouçamos os guizos
Do expresso polar 
Do expresso da vida
Dos milhares de milagres da vida

21 de dezembro de 2015

Dica do dia:
Dar flores aos vivos
Motivo do post do dia
A ida para o campo de alfazemas celestial
Da minha amiga virtual Cláudia Obenaus
Que distribui flores, fé, gentilezas, sorrisos
Em vida
Postei aqui resenha sobre o livro dela
Postei no insta esse ano, essa foto
No dia do livro
Tenho dois exemplares
Os dois ela me deu
Um logo que foi lançado
Autografado, com dedicatória e carinho
Outro esse ano 
Para eu usar em minhas oficinas poéticas
"A tranquilidade se aproxima de nós 
À medida que nos aproximamos de nós mesmos" 
Frase dela
Tipo de gente perfumada, encantada
Sensível e bonita por dentro
Que desconfiamos comia flor
Foi ontem para o infinito
Ficou entre nós

18 de dezembro de 2015

Em dezembro

"Trocar presentes
Celebrar encontros
Lembrar dos ausentes
Rimar alegria com melancolia
Desde que me lembro
A saudade mora em dezembro"
Silvana Tavano
Deu saudade de blogar
E na melancolia
Entre saudades de quem se foi
Marcas do que passou
Sonho que tivemos
As boas novas
E o poder de cada novo amanhecer
Eis·me aqui
Para partilhar poetares
Para dizer oi
Para desejar boas festas
E continuidade das boas ações
Emoções, planos, metas
Partilha
Então bom Natal
Abraço tipo laço
Luz e encantamento de estrela cadente
Coração latente de fé e amor
Mirra, incenso, ouro
Paz e bem
Amém
Axé
Inté

5 de dezembro de 2015

Sobre olhar para o lado

Olhar pra cima e ver telhas, que pelas de cerâmica em dias de chuva pingam goteiras, as de fibra esquentam com e sem sol. Olhar para cima e ver teto de gesso, lage, outro andar. Ver de um tipo e de outro desejar. Valendo lembrar que tem quem olha e vê papelão ou o céu lindo e sua mágica imensidão e sob si, crianças, adultos, idosos, muitos Brasil a fora e adentro que não tem teto não.
Abri essa janela para postar aqui porque hoje é o dia do voluntário, para falar, divulgar o trabalho e propostas de uma Ong, da qual o irmão de uma amiga de meu filho faz parte.
Pesquisei sobre e além do vídeo (clica aqui para ver) que ela me mandou, trouxe uma Campanha feita pelo pessoal de Sampa, que achei muito boa e movimentou as tais redes sociais. Precisamos falar mais, publicar, questionar e fazer algo concreto, fazer sempre algo sobre a pobreza, além do período natalino.
A Ong  que se chama: Teto, vem  fazendo sua partese movimentando além do midiático contra à banalização do que é notícia, e vem alertando para a miséria no Brasil, com ações como a do vídeo linkado e a paulista de fotos de moradores de uma comunidade carente segurando cartazes com frases tipo: "Famosa é vista falando ao celular". As frases não são piadas, nem foram criadas para ridicularizar notícias banais, todas (cada uma mais surreal que a outra) foram notícias reais publicadas por diversos canais (jornais, sites grandes) na internet.
Uma delas, que deu muita visibilidade a campanha, foi sobre meu conterrâneo Caetano. Há alguns poucos anos, o portal Terra publicou a seguinte notícia: "Caetano [Veloso] estaciona carro no Leblon nesta quinta-feira", com fotos do celebre (sqn) momento. A banalidade da informação viralizou a "notícia" que, a cada ano, é lembrada por internautas com a hashtag: #CaetanoEstacionaNoLeblon. 
Então, tetos, olhar para além do umbigo, do fútil, noção, pessoas estrelas (pops ou simples) em notícias que inpirem e faça virar viral ser voluntário, que tal?

30 de novembro de 2015

Das férias do postar

Então, olha as ideias da pessoa em plena segunda-feira, férias. Se bem que sendo final de mês, último dia para ser exata, vale gente.
Ausência de visitas por aqui, de movimento em blogs vizinhos e as demandas de filho de férias, festas de final de ano, novos projetos, atividades, novidades que depois venho contar e motivos diversos pelos quais não dá para aqui diariamente, como de costume, postar.
O plano é só em dias pontuais  em dezembro e janeiro publicar. Conto com a compreensão de todos, sugiro a leitura aos  muitos posts aqui já publicados. 
Dado o recado, vou aqui para minhas férias com pouco descanso. Fui!

25 de novembro de 2015

Convite na bagunça

Aqui na bagunça da casa, minhas, alheias, coisas para resolver, fazer. Sem nada programado ou nos rascunhos para publicar com a devida dedicação, hoje e amanhã fica aqui esse convite a quem por aqui passar, ler e comentar posts passados.

24 de novembro de 2015

Do meu amar rio e mar

Disse em seus doces escritos para O Globo
José Agualusa, sobre Mia Couto:
"Para criar, para escrever
Ajuda muito estar criança
Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação"
Indignada com a poluição do Rio Doce
Do mar
Indignada por ser uma tragédia anunciada 
Indignada com o ser humano
Sobre o rio, mais afetivas e assertivas palavras de quem tem água no nome: "Quando um rio morre, morre tudo o que há nele, e todo o chão que ele atravessa. Surpreende-me que a tragédia do Rio Doce não provoque mais emoção e mais revolta, quer dentro, quer fora do Brasil."
Surpreendo-me 
E decepciono-me também caro Agualusa
Não foi acidente
Como beber, dirigir, ferir e matar
Também não é
Foto do Rio de Imbassai
Para desaguar meu pesar
Que nem fiz lá no Instagram
Para fazer pensar e se indignar

23 de novembro de 2015

Das caçarolas

Cronicalizei aqui dia desses sobre as minhas primeiras panelas, que tinham a Nicette Bruno e o Paulo Goulard de casal propaganda e na emenda eu ia prosear por cá sobre ser maioria chefs homens e ganhadores de concursos gourmet homens e meu estranhar dos tais não saberem e não se envergonharem de não saber fazer o trivial, tipo arroz branco e feijão e pior quem é do avental todo sujo de ovo não ser as estrelas das cozinhas e competições de panelas.
Enfim, eis que recebo uma resenha, um contar, com recantos paulistas e encantos baianos meus, do prosaico e poético de panelas velhas que fazem comida boa. Autoria de Ana Paula Amaral. "Conversávamos eu e marido no sábado da minha precisão em comprar panelas. As que tenho cumprem sua boa função de nos preparar o alimento, mas estão exaustas, desgastadas. 
Reclamei a ele dos programas Master Chefes, que nunca assisto, mas bem sei do espírito. Por causa desses programas, as panelas se elevaram na condição gourmet, ou talvez top, como se fossem modelo de passarela paga a preço de diamante. Mostrei a ele nos sites que consultei o nome pomposo que aparece: Zwilling. Uma panela, mais de quinhentos reais. Ele me perguntou se havia ouro ali. Não, respondi, há a França e seus chefes. Lembramos saudosos da loja de rua no centro de Guarulhos, onde o dono ficava ali na porta, com os braços atrás, nas costas, uma mão a segurar a outra. Utilidades domésticas, copos avulsos, colher e garfo soltos, escorredor de macarrão de plástico verde, prato Duralex e panelas, muitas, diversas. Soltas, que a gente tirava a tampa para espiar-lhe o interior. Será que alguém ali imaginava se o arroz do dia a dia caberia, ficaria bem branquinho ou tingido de açafrão?
Alguma dona vi bater com o ossinho do dedo no fundo da caçarola. Levou. Devia o som corresponder a algo que ela procurava.Tinha também os jogos em grandes caixas. Comprei lá em momentos distintos duas panelas e uma frigideira. Foi enterrar o dono e na semana seguinte os herdeiros venderam a loja que se tornou uma grande loja de cosméticos com o maior corredor de esmaltes da cidade. 
Era ele, o “Seu Mesquita” que mantinha viva a loja Mesquita, que tinha uma ou outra finura para presentear e comprar. Mas tinha de um tudo sortido, que tanto agradava sem ter nomes impronunciáveis como Zwilling. Afirmo, sem mesmo ter presenciado, que lá esteve Nicete e Paulo, a estampar com sorriso verdadeiro a tampa de caixa de panelas, a mostrar que o companheirismo e amor de quem divide o feijão, o macarrão, a farofa, a dificuldade passageira, são essenciais para se viver.
Nunca vi a caixa da panela da tal panela com ares franceses. Imagino porém, um chef carrancudo a dizer que tem pimenta de mais na quiabada. Nicette, foi-me a segunda Dona Benta que eu assistia com gosto com as crianças ainda pequenas. A pequena Nicette engrandecendo o sítio do pica-pau amarelo. Que tenham mais amor dentro das panelas do que glamour em suas etiquetas."

19 de novembro de 2015

Repique

Hoje não é meu aniversário
Mas é dia 19
Super auspicioso
Ai peguei esse print
E palavras emprestadas de Elisa Lucinda
Para dessa lona
E do sem lonas
Falar aos quarto ventos e todos os continentes de meu contentamento e ansiedade 
Respeitável público
Trupe Plano 3
Menino do Circo sem Lonas
"Ave rara de todos os céus
Soberano sujeito de suas possibilidades
Criança sorridente (hoje homem)
Domador de seus passos 
E ao mesmo tempo palhaço 
Estendendo seus sublimes braços
Tentáculos no universo
Sobre a lona dessa esfera
Para ser, se quiser
O maior espetáculo da terra”
Quiseram
Fizeram por onde
E lá estão em Amsterdã 
Hoje Jonas e o Circo sem lonas sendo exibido
E irmã fã exibida aqui, na torcida
#doserfã
#circomundo
#circoemmim

18 de novembro de 2015

Silêncio

"O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranqüilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo"
Trecho do repente Cordel desencantado
Pelo derrepente silêncio em Mariana
Que hoje, disse ontem na TV, por lá iria chover
E aqui na Bahia, cinzas onde era verde
A imponente e bela Chapada queima 
Carece de água
Dois extremos e avessos
Pelo calar brutal de vozes na França
Meio ambiente por inteiro descompensado
O bicho homem culpado
Rima com pesar tipo o calar de grilos
Na queima no Parque Nacional
Na lama de Mariana e no ataque a Paris
E em meio ao caos patrulha solidária 
Por qual tragédia é maior, mais sua
Nacional, digna de destaque no jornal
Banal uso da palavra, essas comparações
"Não tem altura o silêncio das pedras"
Disse Manoel de Barros
Barro
Fogo
Tiros
Silêncio
Ou palavras sensíveis
Atitudes
Doações
Hábitos ambientalmente corretos e coletivos
Tolerância
Orações

17 de novembro de 2015

Rá-tim-bum

"Rá-ti-bum", é som de batidas circenses que virou pop complemento do cantarolar de parabéns. O "rá" batida na caixa, os pratos fazem o "tim" e o bumbo faz o "bum". Já o bordão: "É pique, é pique, é hora, é hora", li por ai surgiu no ambiente estudantil da Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em São Paulo, na década de 1930. O "é pique, é pique" era uma saudação jocosa a um estudante chamado Ubirajara Martins, apelidado de "pique-pique", porque vivia aparando barba e  o bigode com uma tesourinha. Que tal?
O "é hora, é hora" era um grito de guerra de botequim, criado pelos estudantes para pedir uma nova rodada de cerveja em tempo e hora, devidamente gelada.
Devidas contações, cantemos, brindemos e saudemos a vida nossa de cada dia, com água que seja, agradecidos por ter água para beber e sempre com sede de saber.

16 de novembro de 2015

Sobre livros e borboletas

Recebi por e-mail a foto acima, após contatos por conta de uma postagem que fiz em 2014, cheia de visitas escolares e comentários ainda durante esse ano (ver aqui). Contação que transcrevi com minhas impressões, sobre um projeto realizado em 2011 lá na Escola Municipal Prof. João Bernardino da Silveira Junior, lá em
O projeto: De lagarta a borboleta, foi desenvolvido em duas turmas de 4º ano do Ensino Fundamental. Foram levadas para a sala de aula, umas vinte lagartas de couve, retiradas na folha e colocadas em um vidro de conserva com perfurações na tampa para que as crianças pudessem observá-las. As simpáticas verdejantes rastejantes eram de vários tamanhos, desde pequetiticas, até grandononas e comilonas. 
Questões problematizadoras surgiram, observações, colocações, interrogações. Curiosos e ansiosos diante das lagartas, que foram se acalmando e parando de comer, se preparando para entrar em outra fase. Durante esse período, foram feitas leituras de textos diversos, exibição de vídeos e registros individuais. 
A cada mudança, muitas resenhas, muita imaginação, contemplação, aprendizados, interação, a espera, o acompanhar e entender processos, transformações que dizem respeito à vida, das lagartas, deles e de todos os seres vivos. Professora e alunos curtiram os movimentos em crisálidas, rompimento da cutícula, o nascimento das borboletas e a libertaram as lagartas capturadas, com asas e cores ao meio ambiente.
De lagartas a borboletas é o processo escolar, que mais devia ser observado, enriquecido, desvirtualizado cada dia menos e não mais, poetizado. Fica aqui o registro, meu aplauso, o comparativo entre livros e borboletas, que possuem e dão asas, meu encantamento e meu desejo de melhores escolas, bons professores, diretores, alunos estimulados, acompanhados, com propostas e projetos que os envolvam com a natureza, uns com os outros, com sentidos e sentimentos, para que sejam pessoas melhores, por um mundo melhor.

14 de novembro de 2015

Sobre cores e dores

Arthur e eu
Sobre tolerância
Diferenças
Pelas cores da camisa do rival
E da Bahia
Serem as da França igual
Com a pureza da infância
E a beleza da língua francesa
Je suis pauvre, pauvre, pauvre
Du Marais, Marais, Marais
Je suis riche, riche, riche
De Mairie d’Ivry
Triste, triste, triste
De maré, maré, maré
Por Marais
Por Paris
Pelo mundo
Le Marais, um dos bairros mais antigos de Paris, que meu irmão me ensinou ser a origem da canção de nossa infância e me indicou ir um dia
E um dia mais ou menos assim disse Castro Alves
Senhor Deus
Dizei-me vós
Se é loucura
Se é verdade 
Tanto horror perante os céus
Era e é
Lamentavelmente
E com a mão estendida ao céu
Como a do poeta baiano na praça
Mais palavras dele
Por menos desgraças
"Auriverde pendão de minha terra 
Que a brisa do Brasil beija e balança
Estandarte que a luz do sol encerra"
Meu desejo de paz
Providencia divina
E esperança

13 de novembro de 2015

Por menos e mais

Relações não podem existir apenas no virtual. Vi uma matéria e tenho visto ao vivo, jovens e adultos que resolvem conflitos, fazem convites, dão notícias boas e ruins por escrito, via celular. Ótimo escrever, escrever errado como muitos escrevem é péssimo vale ressaltar, e só se comunicar e preferir se comunicar escrevendo, é frio, sem expressões faciais que são parte do dito e escutado, sem gestos, sem tom, que quando não combina com as palavras valem mais que elas, o uso de subterfúgios e mascaras por voz e ainda mais cara a cara é menor, mais perceptivo.
Contatos, trocas, papos olho a olho é outro nível de papo, dá e abre espaço para uma escuta mais generosa, fala mais direta e sincera. Podemos ser, ver, sentir melhor.
Nesse mundinho conectado há muitos contatos e poucas amizades do tipo parcerias, em que o movimento de um favorece o movimento do outro. Abaixo laços, nós na verdade, com competição, inveja, cobiça, birras, individualidades.
O mundo tá carente do cultivo de relações presenciais,  com naturalidade, fluidez. Viver e se socializar é menos sobre se exibir, parecer, vencer, ser macho, antenada, independente, sarado, na moda, sobre falar e publicar e mais sobre ser, permanecer sendo ou mudar por motivações amplas.
Você oferece sem receber em troca ? Você faz recomendações de livros, lugares, filmes conectados aos sonhos, gostos ou obstáculos de quem te cerca? Você reconhece e elogia os feitos significativos e também os sutis dos outros? Se pergunte? Recomende esses e outros tantos autos e multi questionamentos, aconselhe quem te cerca a ser mais, a falar, ouvir, interagir, desconectar do celular e se conectar uns aos outros.

11 de novembro de 2015

Das misturas

No Brasil, em sua imensidão e em especial no nordeste, crenças, cultura, imaginação, ciência e tecnologia, se confundem e se fundem. O pensamento brasileiro é sincrético, as tradições, os ritmos, a culinária, até a religião. Sagrado e profano, tragédia e comédia. Coceitos que se misturam a preceitos, prática a teoria, teses a poesia, sonhos a realidade.
Ignorar ou desconhecer essa característica quisa sorte, bondade de Deus, intermediação de Padinho Padre Cícero, Cosme e Damião, Iemanjá, Alá é no mínimo alienação.
"Tem certas coisas no mundo, que eu olho e fico surpreso: Uma nuvem carregada se sustentar com seu peso e dentro de um bolo d’água sair um corisco aceso", paralelo poético rimado do repentista pop Manoel Chudu para desejar me surpreender com menos racismo, preconceitos e faltas de respeito.

8 de novembro de 2015

Circo mundo



Ai
Fui na Banca eufórica hoje
Como antigamente se ia para ver ou não o nome na lista dos aprovados no vestibular
E meu nome não estava lá, mas estava
Na Revista Muito
No Jornal A tarde que saiu de manhã cedinho
Clica aqui para ler
Muito amor, orgulho, alegria
No detalhe
Meu sobrenome e o nome de meu irmão 
Os pés com asas de Jonas
De All star
Estrelas das lonas
Estrela por dentro
Rumo a Amsterdã
#gentequebrilhaqueamoquemerece
Para começar a semana
Com inspiração e alegria
Vai ficar aqui hoje e amanhã a publicação

7 de novembro de 2015

Do ser ou não ser simples

Complicado! Essa é uma palavra e exclamação que costumo usar para o muito de complicado que vejo e ouço e que resolvi usar para iniciat esse post sobre simplicidade, tema da blogagem coletiva do primeiro sábado de cada mês. Em dezembro, a propósito, pausa na blogagem coletiva, em 2016, talvez.
Sobre ela, a simples simplicidade, tenho ouvido e lido discursos (tipo rasos e tipo profundos), visto nome de livros, práticas que de simples não tem nada, pessoas, instituições, grupos, que pregam, descrevem, cantam, receitam a simplicidade produzida e entendida cada um a seu modo, conveniência e com uma listinha de intolerâncias. O simples na prateleira, colhido sem licença e com total descaracterização das pequenezas genuínas de Manoel de Barros, vestidas com a roupagem do tá na moda.
E com base na frase de Chorão "Quem é de verdade sabe quem é de mentira", eternizada em sua canção, é no todo que vemos os pedaços, uma fala ali, um gesto acolá, um outro escrito do mesmo autor, uma outra legenda da mesma pessoa,  um comentárioem, o silêncio, um suspiro amargo, entrelinhas onde a simplicidade que não é in natura, dá bolor.
O simples não se vende, divulga, ensina, é perecível penso eu, coisa que se é ou não é, sendo possível aprender e praticar sim, buscar, mas que não anda de mãos dadas com o posar, usar como cartaz. De críticas a Bela Gil, pelos seus churrascos de frutas e batata doce na lancheira da Escola da filha, passando pela sem pareja sugestão de quem se incomoda com passarinhos de que se abra a janela e deixe disso de se queixar por  bobagens, e como em tantos exemplos, onde a simplicidade é posta a prova, se choca com incoerências, inconsistências, simples assim de notar e sentir.
Textos e fotos publicados com legendas de puro amor e reconhecimento para os pais no dia dos pais, com os irmãos no dia dos irmãos, namorados, amigos e no dia dia a ligação fica lá perdida e não se retorna, para pegar um copo d´água para o outro muitas reticências. Exclamações aos montes, de amo, adoro, relatos de faço e aconteço, tudo dito e muito pouco praticado.
“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”, disse a complicada e amada Clarice Lispector. E querer muitas coisas simples, não será ser exigente e portanto complicado? E o que é simples para você é simples para mim?
“A felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade”, disse Quintana e é também pessoal penso eu, não há receita de bolo. Para mim por exemplo, é simples manusear um Smartphone, para tantos Seu João não. Para muitos Seu João  é simples plantar e colher feijão, para mim não.
Simples é uma palavra cheia de usos e significados, além da definição do dicionário, como poesia e filosofia, as palavras e práticas. Algo que ninguém ache digno de nota, de observância, pode representar, inspirar, desencadear ideias, sentidos simples, poéticos e filosóficos. Ser simples, creio eu, não significa evitar o complexo, o incomum, negar a profundidade, contentar-se com o trivial, comprar e vender a simplicidade como produto bem aceito no mercado.
Leonardo da Vinci disse que "a simplicidade é o último grau da sofisticação", e o primeiro da humildade eu diria e não objeto do anseio coletivo diante de um mundo cada vez mais complicado, em que o simples é atrativo e falso. A simplicidade é uma arte, sutil e difícil, por mais louco que isso possa parecer. Simples e complicado assim!

5 de novembro de 2015

De por onde andei

Hoje vou fazer como se diz serem ou devessem ser os blogs: diários.
Fui essa semana na casa de minha sogra e levamos eu e marido bolo, sequinhos e sorvete para o lanche. Após o lanche, nos estendemos até a hora do café e lá fui eu com minha cunhada e sobrinha comprar o pão e eis que vou ter que cortar o contar prosaico para pontuar que voltei já a caminho da rua para deixar o celular.
Medo de assalto, de perder o bem, da violência. Medo! É móvel o aparelho mas é perigoso usar por ai.
É perigoso ir caminhando, perigoso andar de ônibus e metrô, perigoso o momento de entrar e sair de um taxi, de casa, de um bar. Andar sem joias, nem mesmo bijus, relógios, bolsas grandes.
A pé e de buzu (ônibus) para a Escola e Faculdade fui, tarde as vezes em pontos de ônibus que hoje não sei ficaria nem um minuto, ficava muitos.
Colégio do Sagrado Coração de Jesus  é o nome do Colégio onde estudei da alfabetização ao terceiro ano do ensino médio, ele fica de frente a Escola de Engenharia e era vizinho ao Colégio Angelina de Assis (que não existe mais), onde fiz aulas de jazz (dança). E pertinho tinha (tem), após uma caminhadinha pequena o Convento e Colégio Nossa Senhora do Desterro que já postei foto do pátio aqui. Andava por todos esses lugsres, sabia os nomes, sabia ensinar quem perguntasse onde era, desde pequena, adolescente então me valia, ia e vinha sem terror. Bons tempos!

4 de novembro de 2015

Sem urgência nem unguentos

"Escrevemos com a urgência e a inevitabilidade com que uma nuvem derrama a sua chuva." Agualusa disse sobre ele e Mia, me representa e a Ana Paula, Calu e outras poucas sem fama, blogueiras, amigas, escritoras vizinhas.
Não preciso de um motivo, as vezes muitos para escrever, não preciso de álcool, café ou outra coisa qualquer, para me manter acesa, alegre, nem para me inspirar e desatinar a escrita. Rima, entendo, não é pertencente a tarefa escolar, cordel ou rap, rimar e coçar é só começar.
Tão carente de evolução quem acha que poesia é coisa de burguesia, falta do que fazer, viagem. Poucos likes no geral, dá poetar, lições de moral, esperto é quem vai a festa paga sem pagar e escritores polêmicos e de escritos sobre encomenda rimam com renda. Fatos fatídicos!
Vou parar de resenhar e dar a voz a Mia Couto, que tá na minha lista de livros e além do bem querer pelo escrever e por seu sobrenome, ganhou bônus comigopelo conteúdo de onde tirei a frase que iniciei o post, uma matéria de José Angualusa, publicada no jornal O globo. Segue escrito de Mia dos de minha concordância, de grande relevância, para arrematar com poesia, crítica, reflexão e elegância.
"Me entristece o quanto fomos deixando de escutar. Deixamos de escutar as vozes que são diferentes, os silêncios que são diversos. E deixámos de escutar não porque nos rodeasse o silêncio. Ficámos surdos pelo excesso de palavras, ficámos autistas pelo excesso de informação. A natureza converteu-se em retórica, num emblema, num anúncio de televisão. Falamos dela, não a vivemos. A natureza, ela própria, tem que voltar a nascer. E quando voltar a nascer teremos que aceitar que a nossa natureza humana é não ter natureza nenhuma. Ou que, se calhar, fomos feitos para ter todas as naturezas."

2 de novembro de 2015

Dos sem fim

E ai numa curva qualquer
Ao sabor do vento
Nuvem que passa
Pessoas que se foram
De quem lembramos ao olhar para o céu
E para a terra
Não subiram para as estrelas
A terra pertenciam
Frase do finado e por mim amado Saramago em Memorial do Convento
Aos meus amados já finados que por amados serem são imortais
Que aqui permanecem no que amavam
Nos que amam
Nas coisas, lugares memórias
Com vento que abranda a saudade
Com saudade
Presentes sempre
#pqnemsempreacabaquandotermina

29 de outubro de 2015

Não precisa de pilha
Nem de energia
Nem de wifi
"O verdadeiro analfabeto
É aquele que sabe ler e não lê"
Concordo plenamente com Quintana
Hoje dia nacional do livro
De livros encham-se as casas
Bolsas
Escritórios
Livros nacionais
Livros que agreguem valores
Olhares, sentires
Cheiro de papel
De alfazema
Ou outra flor guardada entre as páginas
Que nem a do clássico Planeta lilás
Que já representei no teatro
Por mais clássicos do jeitinho que foram escritos
Contos
Encantos
Literatura
Cultura
Receitas
O livro da foto, é da amiga Cláudia Obenaus
Que recomendo e adoro
E a revista, é a da Livraria Cultura
Gratuita e sempre rechedada de boas matérias e dicas de leituras
Para ilustrar o postar
E saudar os escritores amigos
Os queridos
E o livro, mais que objeto, que amo
E creio, os bons, abertos em asas
São como asas por dentro
E fechados, a cada leitura, são como raízes

25 de outubro de 2015

Ele e eu

Das muitas fotos juntos
Mesmo que ele não goste muito dessa
"Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa
Somos do mundo
Sempre fomos bons de conversar
Eu só espero que não venha mais ninguém
Aí eu tenho você só pra mim"
Ai a pessoa sem zap, porque o celular tá na assistência, não vai ter como mandar fotos antigas para o marido aniversariante, que faz hoje 4.1 e ela conheceu com 1.4, para ele guardar no celular dele, para relembrar os tantos aniversários juntos, mandar junto emoticons e mensagens como as muitas em muitos cartões, cartas e bilhetes que já dei e ainda dou, fotos com escritos no verso. Porque somos passado, presente e futuro.
Vai para o Instagram, mas ele não tem Instagram e nenhum de nós dois tem Face, nada pessoal Senhor Zuckerberg, na verdade de minha parte é pessoal sim (risos), enfim. Eis-me aqui postando fotos, com música de homenagem, tipo trilha sonora que comecei ontem, porque somos do tempo de parar as fitas K7 para copiar letras de música, porque romantismo nunca sai de moda e ele curte cafonices do tipo simples, divertidas. Post de parabéns, verdadeiro, real, cheio de amor. É isso! Rá! Ti! Bum! Paulo! Paulo! Paulo!

24 de outubro de 2015

Eu e ele

"Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro

Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro"

Eu me lembro é o nome dessa canção de Clarice Falcão
Com rima e confusão 
Que segue minha pessoal interpretação com correlação
É que amanhã é o dia do aniversário de alguém que eu me lembro
Conheci em dezembro
Ele me conheceu antes, só ele pra dizer o mês
Tipo como na música contamos coisas iguais diferente
E iguais igualzinho
Que eu lembro e ele também
Era manhã três da tarde é parte do apaixonar-se da música e nosso
Que nos descola do tempo e espaço
Coisas, dias, momentos, lugares pessoas
Por vezes vistos e sentidos de perspectivas diferentes
Com detalhes diferentes
Eu vi nele, ele em mim
Vimos um no outro
Vimos e vemos os outros
Como espelhos de nós mesmo
A anos
Amanhã mais de nós
De ser mais de um em cada um
Felicitações e emoções
Fazendo nesse final de semana desse meu espaço
Meu
Nosso
Posso?

20 de outubro de 2015

Do dia que é todo dia

Iluminura de um poeta amigo sobre um querido
"Medicina, lei, negócios e engenharia
São ocupações nobres para manter a vida
Mas poesia, beleza, romance e amor 
São razões para ficar vivo"
Frase do filme Sociedade dos poetas mortos
Dos meus prediletos
Li por ai, sem assunto para postar aqui, que hoje é o Dia nacional do poeta e ainda que dia de poeta seja todo dia, assim como dia da poesia, vale compartilhar, reverenciar, comemorar, parabenizar, elevar o ver, sentir, ser, escrever.Não há um decreto que oficialize o dia 20 de Outubro como Dia do Poeta, a data foi escolhida por em 1976, ano em que nasci, em Sampa, ter surgido o Movimento Poético Nacional, na casa de Menotti Del Picchia. O dia 14 de Março também é tido como o dia da classe dos que descrevem borboletas como cores que voam, pois se comemora oficialmente o Dia Nacional da Poesia, em homenagem a Castro Alves, que nasceu nesse dia.
Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, por isso pertence nos registros e ensinamentos das aulas de Literatura ao gênero lírico e seja lírica, clássica, contemporânea, romântica, realista, surrealista, de cordel, rimada ou não, são palavras com sentimentos mais que com sentidos, com entrelinhas, margens, silêncios, ecos diversos e muitas vezes bem distintos, com licença para inventar, criar, desconstruir, inventar.
Viva os poetas, sem muitos seguidores, tachados de mil formas, desde marginalizados a elitizados, os os reverenciados, os anônimos, os que amo em especial. Aos que viraram estrela a muito tempo e recentemente, fazendo o céu ser ainda mais poesia.

16 de outubro de 2015

Do ser com prazer secundário(a)

Isso de todo mundo ter papel de destaque não dá, tanto em histórias de livros, telenovelas, filmes, peças, quanto na vida real. Valendo a teoria e prática, de que é bom ser coadjuvante, passageiro e muitas vezes, o sendo, sem pretensões, ser o centro, o principal.
Importante sem se importar ou gabar, como eu flor do livro Planeta lilás numa das minhas atuações teatrais na infância, sem saber que eu era mais que só uma flor no meio do livro. As histórias inventadas e reais, antigas e novas, contadas e vividas, mostram as significâncias e relevância dos personagens secundários, como por exemplo na famosa, clássica e antiga obra de Homero: A Ilíada, em que Ulisses é o personagem principal, mas a ira de Aquiles tem destaque.
Simples, indiscutível e pouco explorado que Pinóquio não tem sentido e vida sem Jepeto, a história não tem os sentidos e sentimentos despertados sem a fada azul, o Grilo falante e sem a baleia.
O rastro de migalhas de Maria e João ou o caminho de ladrilhos amarelos de Doroty, são mais que caminhos, rotas, são símbolos, cenários, secundários, mas principais. Personagens principais sem secundários, histórias sem cenários, não existe o todo sem as partes. Para refletir, expandir e internalizar o olhar, abrir e fechar portas e janelas, sejamos principais ou secundário, pequenos ou grandes, importantes sempre.

15 de outubro de 2015

O tempo muda o espaço?

Andei muito de bicicleta de lá para cá nesse corredor
E nos blocos
Joguei baleado (adorava), futebol
Brinquei de garrafão, de pisa pé, de Mamãe posso ir
Skate, patins, bambolê, elástico
Lá no fundo a Arena Fonte nova
Em cima da quina do muro amarelo
No primeiro andar, onde por muitos anos morei
Respondendo a pergunta título dessa publicação, penso que as vezes sim, as vezes não, as vezes muito, as vezes pouco e na emenda, as pessoas também mudam, o sentir o olhar e as vezes não. Estar no mesmo lugar ainda que não seja exatamente mais o mesmo, perceber o que mudou, fazer paralelos do que era com o que nossos olhos estão vendo é uma vivência interessante, que pode ser divertida, reveladora, terapêutica.
Dia desses passando a pé (passo muito de carro e ônibus) pela entrada do prédio onde morei na minha infância e juventude, entrei para fotografar, pois poucas fotos eu tenho na área externa do prédio e queria entrar, sentir, respirar o ar ali, além de fotografar, pois foi lá que brinquei muito, foi lá que conheci meu primeiro namorado e marido e se não contei isso aqui já, inclusive que pessoas entraram depois de mim e fecharam o protão e não tinham a chave, emoções diversas), se já trouxe para cá uma das fotos ou foi só lá no Instagram que publiquei, agora já não sei e o tempo curto não me deixa pesquisar antes de postar para lincar. Resolvi uma das fotos colocar, afinal figurinha repetida não completa álbum, mas enfeita a porta de guarda-roupa, o caderno, cartinhas, blogs porque não! E o contar se foi repetido, amigos tem isso, contam e tem que ouvir as vezes as mesmas histórias.
E nesse fiar dessa história dessa foto que ilustra o post com o papo da introdução e prática minha de revisitar lugares, sempre que posso, que me dá na telha ou quando rola sem querer aproveito e recomendo, resolvi fazer ponte com uma dessas matérias, posts, histórias que descobrimos ou nos são apresentadas por alguém via web. Chronica Mobilis, descobri dia desses, é um projeto, uma performance interativa, um jogo com dinâmicas que acontecem simultaneamente dentro de um espaço de exposição e nas ruas, onde o público pode atuar como jogador ou apenas assistir à apresentação no espaço de exibição. A temática, eis a relação com a introdução e a minha pessoal contação, é o tempo e as diferentes maneiras através das quais percebemos e vivemos os lugares em diferentes momentos de nossas vidas. A dinâmica com as pessoas nesse projeto, que imaginei como deve ser, mas confesso não consegui visualizar exatamente, (clica aqui para saber mais) é através de situações vividas na infância, juventude e idade adulta, cada fase representada por memórias do passado a serem descobertas em diferentes lugares.
Essa experiência, jogo, projeto, fruto de um intercâmbio entre brasileiros e espanhóis (olha eu me identificando ainda mais), foi desenvolvido primeiro remotamente e depois presencialmente pela primeira vez entre outubro e novembro do ano passado e vem acontecendo por ai, aconteceu aqui em Salvador esse ano (perdi), vale acompanhar se se interessar, fazer contato.
Passadas algumas informações, feitas as devidas ponderações, que façamos reflexões, oportunizações individuais e em grupos, com intenções ou sem pretensões, com dinâmicas ou não, em família e até sozinhos. Vai lá dia desses no Colégio que estudou na infância, adolescência, rever o lugar, lembrar dos professores, que aproveito para pelo dia hoje, homenagear. Vai naquela mesma praça, naquele mesmo banco, naquele mesmo jardim e se cronicalizar ou poetizar, conta pra mim.

7 de outubro de 2015

Na rede

Ai
A gente mostra fotos da infância as visitas
Posta nas redes sociais
Sem a menor cerimônia
E os tais aborrecentes
Dentre os que curtem fotos
Publicam pelo dia das crianças alguma sua 
Meticulosamente escolhida 
Meninos 0,01%
Das fotos atuais
Normalmente, tiram 40, excluem 20
Editam 10 e só publicam uma
E se pai, mãe, tios publicam 
É mico bizarro, tosco, tipo nada a ver 
Ou amam 
Ou ignoram
Sem saber qual das opções será 
Resolvi ele na rede literalmente publicar 
Dos gols que fiz 
Da criança que dia desses estava por aqui

3 de outubro de 2015

O novo e o velho

A proposta tema de hoje: Algo velho e algo novo, semelhanças e diferenças, me levou dos coadores de pano aos de papel, água que ferve na panela e cafeteiras, de máquina de calcular com fita de papel e das comuns a tudo no celular, esse tudo inclui assumo-me digital, o relógio. Saiu com o único retrô troca pulseiras que tenho e só combina em cores com a roupa ou acessórios, porque a hora olho mesmo é no celular. O tal hábito.
Hábito também e ruim é o do objeto que escolhi hoje: negativos. Adolescentes queridos e pessoas já abduzidas pelos novos tempos sabem do que estou falando? Não botei foto para a xarada ser desvendada a miúde (mentira, não me organizei para uma foto produzida com capricho como desejava, um negativo, fileiras deles, em plástico contínuo, em modelos e tamanhos diversos, enrolados e tantos detalhes mais dos muitos que tenho, ao lado do meu celular e ou do computador, que são os negativos da atualidade e por as imagens serem claras e sem necessidade de revelação, revela-se o não imprimir e não guardar em outras mídias como prática da maioria e com a ela a possível perda dos registros fotográficos e o não mexer, nomear, fazer álbuns, tão viagem no tempo e gostoso que é. 
Pois é! É dos negativos de fotografias que vos falo, para quem ainda a ficha não tinha caído. falando em fichas, bem procurei no meu museu uma, que ao lado de cartões telefônicos que tenho e foto de orelhão, fariam pose ao lado de quem, de quem, de quem, do multifacetado celular.
Eu até fiz pesquisa, tipo trabalho escolar, conversei com um fotógrafo antigo e amigo sobre como os tais negativos viravam manualmente fotos reveladas e achei mágico, fantástico. Quem ficou curioso procura no Google ou no YouTube (tarefa para casa). E nessa de pesquisar descobri que dá para digitalizar os negativos (mais uma tarefa que inventei para mim (vale pesquisar também como fazer, mas, resolvi ser boazinha e lincar um vídeo explicativo, clica aqui). Existem várias histórias sobre a criação da fotografia, alguns estudiosos apontam Louis Daguerre como o pai da queridinha, enquanto outros afirmam que Joseph Nicephore Niepce foi o seu grande inventor.
E quem ai sabe o que é um Daguerreótipo ? Eu até essa publicação não conhecia a tal caixa mágica, mais precisamente o primeiro equipamento fotográfico fabricado em escala comercial da história. Criado em 1837 por Louis Jacques Mandé Daguerre e fabricado por Alphonse Giroux, apresentado publicamente em 1839, na França. O aparelho fixava a imagem capturada em uma placa rígida e espelhada, que precisava ser guardada com cuidado. Uma das fotos mais famosas da história este método é a de Edgar Allan Poe, preservada até hoje, com riqueza de detalhes e aparência tridimensional próprias da antiga técnica.
Depois de Louis Daguerre, inventor do equipamento de nome difícil,  muitos outros inventores buscaram aperfeiçoar a captura de imagens. Alguns grandes nomes são: Frederick Scott Archer, avanços na resolução das imagens usando emulsão de colódio úmida que barateou o custo de produção de cada fotografia;
Félix Nada, primeiro a capturar imagens aéreas e um dos primeiros donos de estúdio de retratos;
James Clerk-Maxwell, foi quem apresentou, em 1861, o primeiro método de fotografia colorida. Obtida através do uso de três negativos;
Richard Leach Maddox, inventor do método de fixação das imagens usando uma suspensão gelatinosa, que substitui a emulsão de colódio úmida, criando as primeiras chapas secas, que tornaram o processo de revelação mais simples.
Depois da criação de Maddox, a comercialização de negativos e a revelação de fotografias tornaram-se muito mais acessíveis, o que foi pontual para o crescimento do mercado e a expansão dessa forma de arte de forma comercial e pessoal pelo mundo.
Depois dele, destaque para George Eastman, empresário, fundador da Kodak (destaque foi para rimar com Kodak, decidi revelar).
De igual desde os tempos dos draguerreótipos, máquinas com pano preto por trás do retratista, câmeras Polaroide e tantas outras até as dos Smartfones, registro de momentos, de pessoas, de lugares, de coisas. De diferente, a armazenagem, a relação com o objeto foto, os usos, a quantidade. Filme de 12, 24, 36 era top e ali cabiam viagens, quando muito dois filmes. E chega, tenho coisas antigas e novas para fazer, ver, fotografar. Que seja positivo o final de semana e o saldo de aprendizados, diversão e interação dessa Blogagem. Para o primeiro sábado de novembro o tema é: Simplicidade.

2 de outubro de 2015

1, 2, 3...

Ai amanhã é dia da Blogagem  coletiva proposta por mim e Ana, um tema cada primeiro sábado de cada mês. Para o primeiro sábado de outubro, como eu disse no post do primeiro sábado de setembro, o tema bem poderia ser infância, mas ai seria muito óbvio e adultos, não crianças, são óbvios. Então, o tema é: um objeto antigo e um novo, algo em comum entre eles e algo bem diferente. Uma proposta mais elaborada e desafiadora. Posta e avisa!
Hoje no clima interação das sextas-feiras eu trouxe do blog de Ana, que levou lá pro blog dela do blog de Fernandinha, que viu no blog de Lolla, que ainda não visitei e, portanto, com quem ainda não troquei  três, quem sabe futuras trezentas palavrinhas (minha tagarela e eu).
Então, esse leva e trás todo é de um questionário tipo de época de escola (da minha época lá dos idos dos anos 80), até já falei aqui. Várias perguntinhas, cada um responde e todo mundo se conhece mais, uns aos outros e a si mesmo, todo mundo se diverte, anos depois vê e ri das respostas, muitas mudam, outras não. Chega de blá blá, seguem as tais perguntas e minhas respectivas respostas.

3 coisas que mal posso esperar:
Meu filho fazer dezoito anos (mães de adolescentes desejam isso nem que seja uma vez por semana)
Me encaixar novamente no mercado de trabalho
Ver, tocar, sentir a neve pela primeira vez

3 coisas que me dão medo: 
Raios e trovões
Violência urbana, multidões
Mar aberto porque não sei nadar, mas medo leve, tipo com marido ao lado e boais fico trank

3 coisas que me dão preguiça:
Acordar muito cedo
Gente chata
Atividades sequencias repetitivas (passar pilhas de roupa por exemplo)

3 coisas que eu gosto:
Conversar
Gatos e passarinhos
Ler

3 cheiros que eu gosto:
Café
Terra molhada, chuva no telhado
De praia (mar, protetor solar)

3 cheiros que eu não gosto:
Cigarro
Perfumes fortes ou fracos mais que eu não goste (dor de cabeça certa)
Brócolis cozinhando

3 comidas Gimme More (segundo Fê: aquelas comidas que comemos e sempre queremos comer):
Acarajé
Pizza, cachorro-quente, bolo (sim sou comilona e magra, uhuuuu, quase melhor que ser rica kkkkk)
Comida oriental

3 comidas prefiro a fome:
Carnes gordurosas
Peixes cheio de espinhas e Arraia
Vou usar a terceira opção para o ditado que tempero de comida é fome e preferir a fome é feio

3 redes sociais favoritas:
Blogs
Instagram 
Whats (com restrições a grupos e excessos)

3 redes sociais desgracentas (repetindo o nominho over, mas achei over rsrsrs):
Facebook (sentimento de que, de terra prometida, virou terra de ninguém)
Qualquer um de paquera
Qualquer um de baixaria

3 bebidas favoritas:
Suco de laranja
Suco de maracujá docinho e geladinho
Cerveja Preta e vinho tinto docinho (ah escolhi quatro, sou dessas rarara)

3 bebidas Urgh:
Whisky
Cerveja barata e quente (kkkkk, piada interna isso, é que eu só gosto das cervejas tipo especiais, de marca, leves e beeeem geladas, não sou obrigada a tomar cerveja quente kkkkk)
Água (um hábito que não tenho é beber a tal da água, por isso tenho pedras nos rins tenho pedras nos rins, só bebo tipo sede no deserto). Lembrei com essa contação toda (olha a tagarela) que adorava ir na casa de uma vizinha no prédio que morávamos na infância e adolescência, que fazia quitutes e tinha um Superzon, eu sempre pedia água lá, achava deliciosa.

3 coisas que eu quero fazer:
Viajar mais 
Voltar a fazer Yoga
Publicar um livro (vários para ser bem sincera)

3 coisas que eu deveria fazer:
Falar menos algumas vezes
Ser menos ansiosa
Dirigir (tentei, travei, tenho bloqueios, medos, sei lá, desisti, mas sei é ganhar asas ter carro e saber dirigir)

3 coisas que eu sei fazer:
Arrumações (isso de sei é tão autopromoção, consigo mais falar mal que bem de mim) rararara
Desenhar
Trabalhinhos manuais

3 coisas que eu não sei fazer:
Nadar
Fazer a sem opinião
Passar delineador (alguém pfv me ajude)

3 coisas que estão na minha cabeça:
Planos profissionais e familiares
Ganhar na mega-sena
E mil e uma coisas grandes, médias e pequenas, coisas na cabeça são bem eu

3 coisas que eu falo bastante:
Oxi
Não sou obrigada (é da vez), de sempre: painho, mainha, Marquinhos e outros inhos (me empolguei)
Pera

3 assuntos que eu falo bastante:
Comportamentos
Leituras
Desejos, planos 

3 coisas que eu quero:
Mais dias e notícias de paz e bem (resposta de miss)
Verba para comprar o tanto de livros que entram na minha lista a cada ida a livraria, indicação etc
Tempo sobrando para ler os livros e não fazer nada sem acumular coisas por fazer

3 coisas que me acalmam:
O mar
Meu marido (quando não me irrita)
Café

3 coisas que me estressam:
Gente sem noção (de coletividade, de modos, de respeito...)
A má vontade das pessoas, o tudo por interesse e a falta de interesses sem cifras
Celular de marido cair na  caixa ou chamar e não atender 

3 coisas que eu vou fazer essa semana (que vem):
Seção de acupuntura
Ir para apresentação de um Projeto de Redação na escola do filhão
Ir no correio postar coisas e carinho para amigas blogueiras

3 coisas que eu fiz na semana passada (essa semana corrente, olha eu customizando o questionário dos outros, bem eu):
Revi meu irmão viajante recém chegado de viagem
Fiz uma cartola de papel
Escrevi vários posts para revisar, finalizar e programar

As respostas foram em parceria com marido gente, pense na pessoa perguntando sobre si mesma a outra pessoa, eu. E as respostas na lata! Quem gostou da brincadeira reponde no seu blog e me avisa pra eu ir ver e claro, comentar. Para fechar, na sincronicidade do falar pelos cotovelos, matraca solta e filosofias, vou dar a voz a Emília: "As grandes gratidões são mudas". Grata pelo brincar que além de fazer por respostas, mais de mim conhecerem, a mim me fez rir, pensar, daqui a anos ver as respostas de agora, as de sempre e as que mudarão. Pois a vida é um rosado de piscadas, bem poetizou a boneca de pano por mim amada.

1 de outubro de 2015

Do não ter idade

Ai o post de boas vindas a outubro que publiquei mais cedo, ficou mais de romance e felicitação ao aniversariante de fim do mês, que de ode aos idosos e o não ter idade ser criança ou adolescente. Do privado para o público eis-me aqui para recontar a história que vi no programa pop da tv aberta matutino. Sem muitas delongas, nem voltas, Dona Augusta, 85 anos em encontros de auto-estima, resolveu ensinar uma colega, Dona Severina, 77 anos a ler e escrever. 
Dona severina sempre assinava a lista de presença no final, com o polegar e não tinha vergonha disso, tinha mesmo era vontade de saber escrever, achava bonito, tento ir par escola já com idade avançada após o dia todo na lida na roça, janta posta em casa e cozinha arrumada, mas para as tarefas não tinha tempo de fazer e o cansaço fazia par com o querer.
Não tem idade a amizade, a empatia, o fazer o bem, o querer, o saber, ler, escrever, ser, estar e fazer valer o mais que humano em nós. Então tá tudo dito e como na canção entoada por minha conterrânea cheia de boas energias e energia, eu acredito num claro futuro, de música, ternura. aventuras, bem aventuranças pessoais e alheias, com esperança e menos gente em cima de muros.

Dos para sempres

"Há em cada adolescente 
Um mundo encoberto
Um almirante e um sol de outubro"
Frase de Machado de Assis
Pelo meu aniversariante do mês
Eterno e terno adolescente para mim
E porque hoje é o Dia dos idosos
Que ainda não é o caso do meu amado
Mas será e ao seu lado quero estar
A foto é do corredor do prédio
Onde fomos adolescentes
E onde nos conhecemos e tudo começou 
“O problema não é crescer, mas esquecer”, diz a garotinha para o senhorzinho aviador da animação que conta a história do Pequeno Príncipe e que encantada ao lado de meu marido namorado vi no cinema dia desses. Crescer é inevitável, esquecer é opcional. E caso não seja, pela idade avançada ou pela malvada doença que é estreitada com o esquecimento, tá valendo. Não vale e chega a ser desperdício, quiçá pecado, por avaria, falta de tempo ou desatento esquecer-se pois cresceu, do menino ou menina que fomos, de quem conosco brincou, cresceu, vive e viveu.
E mesmo quando parece de que nada se lembra as criaturas com a tal doença ainda sem cura, lá ficam, como vi num filme, já ouvi profissionais falando e li, músicas no sótão bagunçado, além de nomes de pessoas muito queridas ou detestáveis. Porque o que nos marca faz marcas.
Não tendo doença, nem o tempo, nem a distância, nada tira de nós o que sentimos, vimos e o que é bom vale mais que sentir, vale lembrar, reviver, dividir, multiplicar, somar, saborear, ver, pegar e assim diminuir a distância entre a criança e adolescentes que fomos e sempre podemos ser.

23 de setembro de 2015

Pingos de ideia vizinha

Love Rains Down on Me by Amanda Cass
Na leva de ideias boas, emendando na de ontem, trouxe outra do quintal de uma blogueira vizinha, chamada Bia Hain, clica aqui para ler o post e visitar ela, que fez ilustração e tudo para apresentar a tal ideia que dá ideias, que vou contar tipo ciscado é uma técnica muito utilizada em escolas: a "Chuva de ideias".
Pega a galocha, sombrinha, guarda chuva, capa e se molha comigo que adoro banho de chuva, poças e galinhas. O que galinhas tem a ver com isso? Além de estarem nessa ilustração que fiz impressão para marcador de páginas, estava uma ontem, das fashions de angola, no blog de outra vizinha blogueira, achei que dava liga e graça, então botei elas no meio da resenha.
A proposta é assim: Um tema é dado e os alunos falam palavras que venham à cabeça e as palavras vão sendo registradas no quadro. Depois escolhe-se algumas e produz-se um texto. Quem por aqui passar deixa uma palavra após ou antes de comentar, que um texto vou criar, com rima, prometo tentar.
A Chuva de ideias é conhecida também como: brainstorming (tempestade cerebral), termo utilizado em teses, artigos e monografias, sendo uma das fases iniciais dos mesmos. quando o autor anota suas ideias sobre o assunto sobre o qual irá escrever. Há ainda o uso corporativo do brainstorming por empresas em dinâmicas e reuniões de equipes, para através da variedade de pensamentos, bancos de dados pessoais de palavras, registros, sentimentos, se desenvolver estratégicas e solucionar problemas.

22 de setembro de 2015

Das boas ideias

Hoje resolvi trazer 1.010 Maneiras de comprar um livro sem dinheiro, não tá vendo lista nenhuma, nem link, pois é, é que esse é o nome de um projeto que está em sua terceira edição lá em Goiás e funciona mais ou menos assim: A cada livro arrecadado, a organização do evento coloca uma instrução para uma ação que o comprador deve realizar para levar o livro para casa. Simples assim! O preço pode ser cantar uma música, abraçar um desconhecido e cada “consumidor” pode levar somente uma obra para casa não entendi bem por que já que no último sobraram livros, enfim, minha mania de perguntar e querer saber mais.
Para essa edição mais de mil livros estarão disponíveis e o grupo que deu vida ao projeto, contou que viu a ideia na internet. A ação original foi criada em Barcelona, na Espanha, em 2011. No Brasil, o projeto foi realizado pela primeira vez por jovens de Belém. Quem gostou levanta a mão!

18 de setembro de 2015

Hoje
Sem muitas palavras
Essa imagem da foto tirada por mim
Foi o que resolvi compartilhar
Com referências e reverências
Que depois conto nos comentários
Peço a quem por aqui passar
Para descrever a imagem
Ou só contemplar 

1 de setembro de 2015

Oi setembro

Foto de uma escultura que me chama
Me encanta 
Nesse dia parei só para tirar essa foto  
Para completar 
A praça tem azul no nome 
Para um girar de boas vindas 
Para o mês da chegada dela nas praças
A primavera 
De vários bem quereres meus
Muito amor então 
Circo e pão 
"Viver sem amor 
É como não ter para onde ir 
Em nenhum lugar
Encontrar casa ou mundo 
É contemplar o não-acontecer 
O lugar onde tudo já não é 
Onde tudo se transforma 
No recinto onde tudo se mudou 
Sem amor andamos errantes 
De nós mesmos desconhecidos 
Descobrimos que nunca se tem ninguém
Além de nós próprios 
E nem isso se tem"
Palavrices de Ana Hatherly 
Com toda minha concordância 
E desejo de simplicidade com elegância
De leveza, belezas 
Floresceres e ser mais que ter 

27 de agosto de 2015

Sonhos e realidades

Esse mês o curta Sonhos, da produtora que meu irmão faz parte (clicar aqui para ver e ler sobre o curta e colocando a palavra sonhos na busca tem mais resenhas), recebeu em terras paulistanas, dois prêmios no Festival ComKids Prix Jeunesse Iberoamericano: Segundo lugar na Categoria 7 a 11 anos e o Prêmio da Diversidade.
Esse tal Prêmio da Diversidade é concedido à produção mais inspiradora, com abordagem inovadora e responsável, que envolve direitos, respeito, inclusão e diferenças para crianças e adolescentes. Sonhar e realizar! Açúcar com canela! Reconhecimento numa categoria do que de fato o trabalho da Plano 3 filmes para mim representa e faz bem.
Do papel principal e açucarado desse curta e de tantos outros, parte da trupe, ex-eterno menino, hoje um rapaz, meu amigo Jonas Laborda, com quem tenho fotos, mas ainda não consegui um autógrafo, estará no comecinho de setembro, como cores e alegria de primavera, estreando nessa peça que o resumo acima fala por si, por mim e para qual convido aos soteropolitanos leitores e passantes a irem. Dias 3 e 4 de setembro às 20h, 5 e 6 de setembro às 17h , no Teatro Gamboa Nova.
A peça, da Companhia Novos Novos, através do circo, discute dentre temas adjacentes, um que permeia diversos problemas contemporâneos e fonte de diversas soluções: a tolerância. "Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e levam o público a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade, como guerras, ditaduras e imperialismo, uso do poder para a destruição, racismo, dentre outros."
Trecho descritivo entre aspas que recortei por ai e para aqui trarei descrições minhas, linhas e entrelinhas, imagens, histórias, sonhos e realidade de lá, a admiração vou levar no bolso, o bem querer carrego no coração por ele, por meu irmão e todos dessa trupe que é espetacular, todos tão diferentes e iguais.

23 de agosto de 2015

Das memórias fotográficas

Lembro de manusear e imaginar montar álbuns de fotos como uns que tem na casa de minha mãe, de um tempo em que se colava as fotos num papel grosso que eram as páginas dos álbuns, com cantoneiras ou cola por baixo mesmo, um papel de seda separava e protegia as imagens. Tinha uns com uma folha autocolante que destaca-se, põe o retratos e põe a folha transparente e adesiva por sob a foto e ela veda a imagem colando nas bordas do papel listrado e adesivo. Tenho desses com minhas fotos e fotos de meu filho. Os das folhas de papel para colar as fotos, com e sem papel seda hoje tem nome estrangeiro e pinta de novidade, de artesanato, mas é um clássico.
Imprimo e monto álbuns com as tais fotos digitais, para ter em mãos além dos aparelhos, para não se perderem com a modernidade em aparelhos e mídias que pifam e ficam desatualizados, para olhar e tatear o objeto foto. Dar de presente, fazer ser presente momentos passados, sem compartilhar com ninguém, sem legendas, com anotações no verso as vezes e com versos e prosas que fazem reviver, sorrir ou chorar de volta para cena que ali foi registrada.
Um encontro para ver fotos impressas tentei marcar entre amigos, não deu muito certo, meu irmão teve a mesma ideia em separado ou talvez na sintonia do que não se captura com máquinas de fotos, não se explica, se sente, é e se perpetua sem precisar de álbuns, posts, palcos. Fotografias, filmes, espelhos em e entre nós, ele e eu, ele e as memórias dele, eu e as minhas, cada um e as suas e seus likes, seguidores, contatos, papel seda a proteger, separar e tempo a juntar tudo, cabendo a nós dar sentidos e valor. Por um domingo de fotos de domingo, fotos em casa, em família, parques, praças, sorveterias, praia, neve, rede. Das de guardar nma memória, para publicar, fazer  álbum, fazer valer e celebrar o viver.