17 de março de 2015

Da sabedoria na inocência

Já fiz aqui uma série de postagens de Dicas de leituras, de interpretações e bem querer de alguns livros e histórias como: O pequeno príncipe e Alice, buscando por esse nomes na barra lateral vai aparecer uma lista de publicações.
Desde pequena, gosto do príncipe pequenino do grande clássico e como sempre digo, acho que é uma leitura que deve ser refeita na adolescência, na fase adulta e na velhice, sendo que em cada fase ele e tantos outros livros se recheiam com nossas vivências e mudança de olhar. Alice eu passei a gostar depois de grande.
Eu acho que ao lermos e fecharmos um livro, deixamos coisas nele e ai ao abrirmos está lá as mesmas palavras e ilustrações e o novo visto nas mesmas palavras e ilustrações, o que deixamos, as vezes mudanças, as vezes linearidade, as vezes nenhuma nova percepção e assim após lermos de novo, deixaremos algo novo ou mais de uma coisa nova e assim o livro vai ficando cada vez mais cheio, como que com anotações.
Em nova leitura por exemplo (que é mais de uma vez por fases) o nome Pequeno Príncipe me remete diretamente a uma amiguinho de blog, que o blog leva esse nome e que o amiguinho é um príncipe pequeno e gigante em alegria de viver, em simpatia, beleza, doçura. E esse mesmo amiguinho entrou e se estabeleceu no livrinho Pedro e Tina.
O clássico do principezinho é uma obra que mostra a inversão de valores que o mundo provoca e que a vida adulta tem como armadilhas e ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas. Todos tem preocupações diárias, demandas, buscas e muitos se perdem nesse turbilhão, deixando para trás a criança que foram e que pode ser uma ponte para a solução dos problemas, para um respiro, um suspiro, para sabedoria e prazer da inocência.
Dando as mãos a criança que fomos, as crianças com as quais convivemos e ao reler ou conhecer na fase adulta histórias infantis, damos as mãos a nossa meninice, sentimos o perfume de uma estrela como diria Manoel de Barros, ouvimos a voz de uma raposa, sentimos saudade de uma flor.
O livro é poético e escrito de forma simples e metafórica. O reizinho ou rainhazinha mandona, que muitos de nós nos tornamos ou somos invariavelmente em determinadas situações, é como o rei da história que pensava que todos eram seus súditos e não tinha nenhum amigo perto, como o prático contador, que não tinha tempo para sonhos ou como o geógrafo, que se achava o intelectual e nem mesmo a geografia do seu país conhecia.
A raposa vaidosa por sua vez, com seu jeito raposo, ensina o sentido de amizade e faz o príncipe perceber que o que mais gostava em seu planeta era ver o pôr-do-sol e cuidar de sua rosa e diante dessa simples percepção, que às vezes é invisível aos nossos olhos (que se acham tão atentos), está a valorização do bem-querer e com isso a vivência e a realização mais eficiente e prazerosa do que se tem, se é, do que nos faz felizes.
Já a relação ímpar que o pequeno príncipe tinha com sua rosa, como a que temos com algumas pessoas, lugares, ele se deu conta quando descobriu que as flores são efêmeras, Nós, adolescentes, adultos e muitas crianças sabemos que as pessoas são efêmeras, que nós somos efêmeros, que as coisas são efêmeras, falta o que para darmos mais valor a tudo?

5 comentários:

  1. Os valores, realmente, estão mais trocados do que nunca; quando se dá mais valor à beleza física, por exemplo, o que constrói a sociedade é um exercito de robôs, com direitos e deveres regrados até na aparência! abraços

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  2. Ler e reler esse livro é sempre uma boa escolha e também lembro do nosso Pedrinho do blog que é um doce! Belo post, mais um assim!! bjs, chica

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  3. Falou de pequeno príncipe lembro de Pedrinho, lindooo!!
    Um livro pode ter várias interpretações tudo depende do momento em que estamos lendo.
    E a cada momento descobrimos algo diferente, a visão muda é fascinante.

    bjokas =)

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  4. Sintonia de Alices hoje?!
    E encontrar Pedrinho, nosso pequeno príncipe gigante em alegria aqui nos blogs é especial!
    O livro, quando li em criança, não gostei, não compreendi. Foi preciso muitos outros abrir e fechar de páginas para amá-lo. Sempre, a cada leitura, um novo aprendizado.
    Beijo!

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  5. Pois é Tina, saber a gente sabe, mas esquece ou finge que não sabe...
    Bjs

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