16 de março de 2015

É o que temos para hoje

Dia desses recebi a indicação por zap de uma amiga, "Papo de homem", estranhei um pouco, mas lá fui eu ler e me identificar de cara. Aos que me leem e conhecem, o assunto não era futebol, nem concertar coisas ou ser brava, era alimentação, uma real e divertida (seria mais cômico se não fosse tão real) crítica a nova geração dos mimmis para comer, mulher eu acho tem um certo charme e tal (com limites e nem sempre, eu por exemplo sou de comer podrão, em barraca de feira e finesas em restaurantes gourmets, vale agradecer que o corpo ajuda na não dieta #xôolhogordo (muitos risos). Mas homem com mimimi não dá,  sou desse tempo e do tempo de tantas outras coisas chamadas de demodês que clamo voltem a tona.
Seja nos almoços de família, entre amigos ou de trabalho, tem o que não gosta de suco de laranja, o que nunca comeu beterraba, o que não come nenhum tipo de frutas, os carne ou carboidratos ou proteínas nem pensar, os tipo água com limão e gelo, com uma rodela de laranja, os não bebo comendo e uma infinidade de peculiaridades.
É sério que há crianças e adolescentes que nunca comeram coisas mega comuns, porque os pais não comem, porque intolerâncias além de patológicas estão na moda. Isto tudo, a meu ver deveria ser diagnosticado e tratado como doença.
Na casa de um tio meu onde eu passava férias, tudo que ia para mesa todo mundo tinha que comer, nem que fosse uma colherzinha de cada coisa e só era permitido levantar quando todo mundo terminasse. Deixar comida no prato, nem pensar, isso condicionava a só servia o tanto que iria comer. Deixar no prato em dias de mau humor ou rompantes, o tal prato ia para o forno esperar a próxima refeição. Radicalismos a parte, na minha casa o suco era de limão e pronto, não tinha a pergunta que suco você quer e você e você. Ao meu filho quando pequeno e até hoje, de minha parte, com mimos de mãe para o que ele gosta, nos dias de não gosta ou chatices, a minha frase é a mesma: Hoje você come sem gostar.
Não é necessária a ditadura do comer tudo ou abandono das preferências, mas esse refino exagerado, frescura para dar o nome mais apropriado, o não provar, o não valorizar por muitas vezes o custo e o trabalho em fazer os alimentos. Esse extremo de não tem tal marca, não vou comer, não vou beber , só com tal coisa em tal lugar, está estragando o paladar e a personalidade de muita gente. Vale o não gosto mas como, nunca comi e provo, não gosto mas sei que faz bem, a pessoa fez com todo carinho, é falta de educação recusar, o só tem isso é isso e pronto. Não gosta? coma menos como diz a sabedoria popular.
Sou do tempo de tomar chá para curar de um tudo e quando dizia que não gostava, minha mãe mandava tampar o nariz e mandar para dentro. Tempo de ir de galera para fila do mercado comprar leite importado sabe-se Paes Mendonça de onde e não ter essa de não gostar do sabor ou esmiuçar o rótulo. 

8 comentários:

  1. Tina,tive que rir, pois lembrei de tanta coisa aqui! Essas frescuradas estão demais! No meu tempo não tinha escolha. E com meus filhos, nunca perguntei: colocava na mesa e deu. Comiam tudo! Hoje, com netos, o mesmo!
    -É ISSO que temos.
    Quer, quer?
    Não quer, tem quem quer!!

    E nos restaurantes, buffets, só podem colocar no prato o que VÃO comer. Foi pro prato, não pode sobrar! Duronas somos? rs beijos,chica

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  2. Disse bem, disse tudo: "... estragando o paladar e a personalidade". É isso que vemos multiplicando assustadoramente por aí. Tudo seletivo, tudo não pode, só como se for assim ou assado, e temos aí mais uma forma de escravidão, que aliás, as indústrias adoram - vide o preço de inúmeros produtos seletivos.
    Beijo!

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  3. Bom dia Tina! adorei o texto, principalmente a frase "hoje você come sem gostar"...também sou do tempo em que é isso que temos para hoje e pronto!
    Quando ouço pais falando para seus filhos, aonde quer sentar, o que você quer comer, etc...fico arrepiada, mas são momentos e momentos...um beijo grande e boa semana!

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  4. Tina queridona, que crônica legal. Li e reli =0) Confesso a ti que acho certas coisas ridículas (dieta da chia, dieta seca-barriga do goji e agora vem aí dieta do feijão branco) e quem adere vai perdendo um pouco da alegria do convívio prazeroso do estar à mesa.

    Quando assisto um programa legal, chamado "Socorro! meu filho come mal", fico assustada com o que vem por aí... Crianças desrespeitando e desperdiçando comida e tratando essa hora, esse momento à mesa como uma tortura em família.

    Tenho lá as minhas chatices como Vegetariana, mas aprendi a entender que nem todos querem ser e respeito, mesmo, suas escolhas.
    Beijos mais

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  5. Me identifiquei, pq meu filho não come nada é chato pra caramba.
    Eu já falei qdo começar a namorar vai comer até pedra rs...

    bjokas =)

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  6. Bem assim mesmo. Hj em dia é um tal de não como pra cá, não gosto pra lá... Nunca experimentou na vida e não gosta? Como assim?
    Meus primos vieram passar dias aqui em casa e olha que uma tem 27 e o outro 20 e estavam nessa. Falei: desculpem mas aqui em casa é assim, eu fiz todo mundo vai ter que comer... quando fui ver nunca nem tinham experimentado e estava fazendo cara de nojo...
    Sábia Tina <3

    beijão minha linda, boa semana! Mandarei seu "recado" para o fotógrafo ;)

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  7. Oi querida amiga Tina, ótimo post!
    Tenha uma excelente semana, beijos e fique com Deus!!!

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  8. É verdade um dias desses meu sobrinho falou assim:
    Na cozinha gourmet de meu amigo fiquei só olhando a peça kkk.
    Então disse: senta e come. kkk.
    Boa semana.
    janicce.

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