25 de março de 2015

Tipo assim

Ilustração by Swanbones
Eu não sei se penso demais, observo demais, tenho senso crítico demais ou talvez seja poesia demais o que tenho e não tem cura, sei é que o coletivo está bem raso e não raciocina mais, não sente, não é coletivo.
Diziam nossos avós com a tal sabedoria popular (que anda meio emburrecida e renegada), que quando a cabeça não pensa o corpo padece. Nos dias atuais em que muitas cabeças não pensam e não tem filtro, as amizades, amores, corações, ações, andam padecendo e se empobrecendo.
Todo mundo com formações de grupinhos distintos que não se misturam, ou isolados nos seus quadrados, com práticas, linguagem e tratamentos rígidos que não cabem em contextos distintos.
É viral e congênita também a falta ou distorção de prioridades, penso que seja por não se saber para onde ir, por não valorizar as pessoas, as relações, por as vezes nem saber o que gosta, o que deseja, por mudar os quereres e gostares com facilidade. Se é longe, se a maioria não acha legal ou muda de ideia, se expõem fraquezas, não obrigada.
E assim é comum o uso de máscaras e aposta que tudo vai dar certo em alguma esquina, como que por milagre, pelo qual vale pontuar não se reza, além do não fazer por onde. Ouvidos, olhos, dedos cheios de informações, demandas, cliques, assuntos, possibilidades, amar, curtir. A vida na porta cobrando atitudes e geral empurrando com a barriga, ao sabor do tempo, das circunstâncias, conectados e desconectados com a realidade e demandas que fazem a roda girar. Responsabilidade é chato demais acham os adolescentes, nem imaginam as crianças, tem se encostando a esse muro os adultos, sem lembrar que a falta dela não aquece os pés nos dias frios, não faz ter comida em casa no inverno de cigarras e formigas.
E nessa, tá uma parcela significativa do mundo achando que está fazendo o necessário, se achando guerreiros, tri atletas, poderosos e na real vive-se em cordas bambas, fazendo malabarismo, sem a poesia do circo, deleta-se culpas ou noites mal dormidas, se ocupando e fugindo de se auto avaliar de refazer, de parar, de não maquiar ou fugir dos sofrimentos, porque, como uma das frases do pop e contemporâneo livro filme: A culpa é das estrelas, a dor precisa ser sentida. Chorar faz bem, como diziam os antigos. Muita alegria, sucesso, beleza, nada de coração na boca, frio na barriga, de sentimentalismo barato ou caro, de dar a cara a tapa, de se envolver. Para que tá feio!

4 comentários:

  1. A vida cobra atitudes e que sejam responsáveis e construtivas...Cliques, papinhos furados não hão de encher barrigas, pagar luz, água, condomínio e tudo mais!


    Gostei de te ler! bjs, chica

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  2. Está ficando feio mesmo... Tudo muito maquiado e pouco sentido no coração, na alma. Tudo rápido, sem deixar marcas.
    Espanto e frio na barriga fazem um bem danado!
    beijo

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  3. oi Tina

    eu sou muito sentimental, talvez por isso sofra um pouco.
    Me incomoda ver as pessoas agindo friamente sem se preocuparem com o próximo.
    Me incomoda ver o orgulho tomando espaço na vida de muitos e o amor sendo deixado de lado. Pq onde habita um não pode habitar o outro.
    E as relações vão ficando descartáveis, e o vazio nunca é preenchido.
    Vivemos em um tempo em que filhos matam pais, e pais matam filhos.
    O ser humano está perdendo o seu valor.
    E vamos torcer por um mundo com mais amor!!

    uma boa dose de amor pra nós neste dia

    bjokas =)

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  4. Bom dia, flor! Também vejo o mundo cada dia mais superficial. Vejo as pessoas se importando mais em ter. Não que ter não seja bom, é, mas só ter perde a graça. Ser feliz, ser bom, ser justo, ser honesto deveriam ser palavras de ordem, mas a gente sabe que são so palavras. Mesmo assim a gente torce por um mundo melhor, com pessoas mais humanas e porque não dizer com mais amor, como disse a Bell.
    Beijo

    querendoserblogueira.blogspot.com.br

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