16 de abril de 2015

Eu, sempre rente

No cantinho do sofá, com tanto espaço
No mesmo sofá apertado com outro vazio ao lado
Ler o mesmo cardápio, tendo dois
A ilustração não sei de quem é
Mas essa descrição é bem minha cara
Lembro de nomes de livros da minha infância e aborrecência e não lembro das histórias de alguns, tipo um bem infanto chamado: Rente que nem pão quente, talvez pela graça e rima do nome, ou talvez por eu andar rente que nem pão quente as paredes quando caminho, as paredes ou armários ou o que seja, não ando pelo meio, meus passos usam as margens. Descoberta sorridente a minha, foi ao pesquisar, ser um livro de poesia para brincar.
Meu marido acha graça e sempre está a observar esse meu caminhar, que  topa com quinas as vezes e que quando pequena (é de sempre o hábito), eu andava rente aos portões das casas nas idas para o colégio ou passeio na praça com meu avô e avó ou meus pais, que conversava com os cães já cadastrados e amigos de algumas e os nem tão amigos e sempre tinham que me lembrar: Nessa casa tem cachorro! Se afaste desse portão que você não sabe se tem cão! E lá ia eu numa de fazer das grades arpas quando cães não haviam, passando a mão por capôs de carros e muros espelhados de água da chuva e enxugando depois no short, calça ou saia, sem nem disfarçar.

9 comentários:

  1. "rente que nem pão quente", quem não lembra desse? Legal te ler, saber de teus hábitos e sapequices desde menina! bjs, lindo dia! chica

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  2. Amei a rima do texto com a ilustração tão delicada, tão cheia de afetos.
    Revelar-se assim num texto, um pouquinho, pelo cantinho, especial!
    Beijo

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  3. Eu confesso que sou bem desastrada rs....

    bjokas =)

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  4. Gostei da expressão, tantas coisas que vai se perdendo na nossa mania d efalar, as expressões dos mais velhos que quando ouvimos lembramos nossa infância. No blog tem uma oração vem ler e agradecer comigo

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  5. Tina gostei de te encontrar, gostei do seu lugarzinho e adorei sua reflexão.bjs

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  6. Gostei de conhecer a Tina menina, sapeca... Fiquei imaginando você chegando em casa, sempre com as mãos e os shorts sujos e quem sabe o rostinho tambem. Delicia de infância!
    Bjs

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  7. Como a Chica sempre diz, gosto de ler-te. O texto de hoje é muito bacana, mas " rente que nem pão quente" não conheço e nunca antes havia ouvido! Viu, como você traz novidades? Beijocas!

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  8. Que linda ilustração acompanhando a poesia...romântica!
    Rente que nem pão quente, soa bonito, uma brincadeira de criança.
    Que criança especial você deve ter sido...
    Bjs

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  9. Tao bom lembrar de momentos da nossa infancia! É muito saboroso... e eu viajei lendo sua poesia...

    Ah quem puder me seguir ficarei muito grata, começando agora nesse mundo de blogueiras e amandoo...
    http://diamantenegroraro.blogspot.com.br/

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