21 de maio de 2015

Das memórias, arcos e flechas

Aos novos leitores, sugiro clicarem para ler sobre post no tema: aqui e aqui, vale para os leitores de sempre ou quando em vez. Para sincronicidade da coisa, referências, leitura e de escritos passados (que eu faço muito gosto e aceito comentários), para saber da arqueira que há em mim. Enfim! 
Na busca de um filminho novo para ver a dois, marido clica na descrição de um chamado: O doador de memórias. Alguma referência ao nosso ver com o pop Divergente, não divergimos e escolhemos assistir. Eu adorei e recomendo. Várias reflexões, observações, paralelos, várias  flechas me flecharam e outras eu lancei e eis que ao pesquisar sobre para resenhar, baseado num livro, a editora do mesmo é a Arqueiro.
Mais de 11 milhões de livros vendidos no mundo essa história, para médios e grandes eu categorizaria. O doador de memórias, de Lois Lowry, é uma história onde se conseguiu construir um mundo “ideal”, onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. E todas as pessoas para terem essa ausência de coisas ruins, tem ausência também de amor, desejo, alegria sem ser condicionada e padronizada.
Os habitantes dessa pequena comunidade, são completamente satisfeitos com a vida ordenada e pacata que levam e conhecem apenas o presente, as memórias do passado do mundo que vivemos, são apagadas da mente. Há porém um único indivíduo encarregado de ser o guardião das memórias, sua função é ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos de idade é definida pelos dirigentes a profissão que cada indivíduo irá seguir, sendo as opções administrativas e colaborativas e filhos e pais algo definido não gerado, sem o conceito tradicional de família, apenas as células, sendo casas onde vivem os grupos familiares, não lares (hoje em dia já há esse formato, lamentável observação).
E eis que um garoto, de nome Jonas, recebe a honra de se tornar o próximo guardião e no seu difícil treinamento tomamos conhecimento de detalhes do conceito de viver sem memórias, é possível fazer paralelos, reflexões, acompanhar a coragem do garoto, e do seu orientador e observar detalhes do universo extraordinário que vivemos e muitas vezes não valorizamos.
Deixo a dica do filme e do livro e a partir deles ou de suas experiências, vivencias, referências, as respostas aqui ou internamente ou em escritos e expressões artísticas ao gosto do freguês, para papos em mesas de bar ou no lar: Até que ponto evitar a dor pode nos tornar mais felizes? As diversas emoções, sonhos, desejos, incluindo as angústias e afins não é que dá sentido à vida?
O ruim aumenta o valor do bom é uma das reflexões, que um mundo ideal e Jonas, numa envolvente, filosófica, poética e pop história inteligente, envolvente e cheia de suspense nos convida. Post publicado, tipo flecha no alvo, vou aqui, sentir coisas diversas, viver e agradecer.

10 comentários:

  1. Olá! Coincidentemente estou lendo um livro que trata também do tema. "Não devemos fugir à dor e sim supera-la, numa busca pelo mais saudável constantemente! Amei o tema do livro, certamente vou procura-lo! abraços

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  2. Instigante esse tema que o filme e livro abordam. Creio que não podemos nos colocar numa redoma.Temos que encarar! Mesmo que por vezes doa! bjs,chica

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  3. Eu vi final de semana e gostei muito.
    Podemos perceber como os governantes agem em cima das mentes que não pensam.
    Um ótimo filme para refletir os valores da vida.

    bjokas =)

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  4. Oi Tina, fico feliz que tenha gostado do post, a mensagem que desejo passar é que o que define o desejo não é o objeto .

    Os desejos grandes são desejos que nos definem e dão sentido à nossa existência, e nem sempre são fáceis de realizar, exigem persistência, dedicação e paciência, os desejos pequenos são desejos facilmente intercambiáveis. Na vida temos os dois e não há problemas.

    O problema só acontece quando a pessoa fica somente nos pequenos, ou seja, voando de flor em flor sem pegar o pólen, por isso vemos tantas crises de vazio e depressão, a maioria não quer se comprometer com algo nem ter trabalho.

    Vou atrás do filme que você está indicando, fiquei curiosa.
    Pode compartilhar o post e linkar, fico muito agradecida.
    Grande abraço com carinho

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    Respostas
    1. Entendi assim e tb o que lá comentei
      Vou tentar montar um post com o post ;)
      Independente disso já compartilhei

      O filme ou o livro (imagino que mais rico) vale

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  5. Ah, esqueci de dizer, o filme Valente é um dos meus preferidos da Disney e fiz uma pequena análise psicológica dele lá no blog, já faz um tempinho, se te interessar, está na página filmes, ou se achar mais fácil na caixinha de busca.
    Bjs

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  6. Este livro me foi recomendado mas ainda não tive a oportunidade de ler.Viver sem memória para se evitar a dor ,não é o caminho.Seria bom se não houvesse guerras, violência, corrupção,mas para viver, todos os sentimentos são necessários,inclusive a dor.Bjs

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  7. Espremi a minha lista ( ah sim, tenho uma só para livros que quero ler, mudo, tiro, acrescento ) e ele coube bem lá! Gostei da indicação! Beijo.

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