31 de maio de 2015

Giros, matemática e reflexões

Que me desculpe a maturidade, mas girar em cadeiras de rodinhas é fundamental, li por ai em um meme com a cara do Chapolin Colorado e amei, tanto que dei like, compartilhei e ainda trouxe para cá para o mês encerrar e junho saudar.
Perguntei a marido se a cadeira dele do escritório é de rodinhas e ele disse que era mas que não tinha espaço para girar a coitada e o coitado, tipo passarinho em gaiola. Muito chato isso eu pensei e ai lembrei do filme que vi ontem pela milionésima vez, que talvez até eu já tenha indicado aqui ou cronicalizado sobre. Onde o fundamental deixa de lado detalhes, como tem que ser. Para mim é fundamental uma cadeira de rodinhas ter espaço para ser girada ou pelo menos andar, se o espaço é apertado e fixo devia ser uma cadeira fixa (momento surto por cadeira do marido poder girar rararara).
O homem do jogo é o nome do filme e eu adoro filmes de histórias, reais ou inventadas, de professores, jogadores e times de basquete, beisebol e futebol americano. Sempre há além das regras dos jogos, lições de vida, maneiras de contagiar. Me contagio com o fazer em grupo, com os detalhes relacionados ao jogo da vida, onde nem sempre ganhamos, nem sempre perdemos, mas temos sempre que estar aprendendo a jogar.
No filme, o técnico do time tinha uma quantia pequena para pagar os salários dos jogadores, um dos menores orçamentos do campeonato, um terço do valor da folha salarial do New York Yankees, mas mesmo assim o time dele com  ajuda de um simpático e inteligente assistente, fez história, mudou as regras de contratação e táticas do esporte e chegou tão longe quanto os Yankees no campeonato e a chave para este desempenho foi começar levantar estatísticas de desempenho dos jogadores no campo.
Toda essa explicação sobre o valor de atletas baratos, que possuíam boas estatísticas nas posições que jogavam e encaixados no time no momento certo do jogo faziam a diferença, recaem na pergunta: Porque são baratos jogadores assim? Um dos exemplos era de um ótimo jogador que não era valorizado porque era engraçado. Sério isso? Sério! E quantas vezes características pessoais, comportamentais e até físicas não excluem um bom profissional do mercado, uma pessoa legal de um grupo. Sentir alegria em girar na cadeira não faz de ninguém idiota, ou faz, e daí?
Posso achar idiota quem não daria tudo num dia estressante por uma boa girada em uma cadeira de rodinhas. Para a análise estatística do filme, a dupla se baseou nos estudos e teorias de Bill James, um ex-combatente do Vietnã formado em literatura inglesa e economia, que estudava o beisebol.  Em 1977, James publicou um livro e nele introduziu, pela primeira vez, as estatísticas e as fórmulas para medir o desempenho dos jogadores de beisebol dentro de campo.
Para arrematar tipo Chapolin, direi eu que o uso das estatísticas não está presente apenas no beisebol, movimentos friamente calculados, estão presentes cada vez mais na maioria dos esportes, nas empresas, na decoração, no conforto, prazer e praticidade num mesmo patamar. E as estatísticas dos no caso de atletas, equipamentos, espaços físicos, permitem que se conheça melhor os pontos fortes e fracos, além de mostrar o melhor caminho para o desenvolvimento. E se vale para atletas vale para a maratona da vida, trabalho, relações, coisas, basta fazer as devidas referências. 
A matemática não é só exata, é linda, mágica, há poesia nela, você não percebe não? Sugiro assista ao clássico Disney:  Pato Donald no pais da Matemática (locadoras, tv, Youtube, procura, procura), essa animação me fez amar a matemática e o filme: O homem do jogo também. Ficam as dicas!

6 comentários:

  1. E olha que eu não via beleza alguma me matemática quando menor, até hoje não sou tão boa, mas é preciso ver além da visão. Bjs e tem muito desejo de domingo pra lhe inspirar no poesia, passa lá, bjs e tenha uma semana abençoada

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  2. Um giro essa despedida de maio! Que venha junho com bandeiras juninas, quentão e muito mais.
    Aprendi a amar a matemática também quando nela enxerguei poesia, amigos cronistas, etc!
    Beijo.

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  3. Adorei,Tina e o bom humor e brincadeiras fazem até a dura e certinha matemática ficar melhor! linda nova semana,bjs, chica

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  4. Só fui entender a importância da matemática burro velho.
    beijogrande

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  5. Eu nunca gostei de matemática.
    Vou procurar o filme, não sei se Pedro tem o DVD!
    Fiquei curiosa!

    http://friendsforeverdecor.blogspot.com.br/
    http://olharsimplesmente.blogspot.com.br/
    Beijos
    Amara

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  6. Bom dia, Tina. Gostei muito do texto.
    Sabe, eu tive uma cadeira de rodinha. Era uma antiga cadeira de escritório, inglesa, que ganhei de presente já usada. Ela ficou muito tempo aqui. Mas era grande demais, e acabei me desfazendo dela...

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