20 de maio de 2015

Sem noção demais para mim

Momento desabafar e resenhar. O caso é que eu não tô gostando do formato do jornal global, muita informalidade para meus gosto, gosto do novo, da descontração pontual, acho que tem que haver um produto para o público que gosta desse formato e tal, mas também há que se fazer valer o gosto de quem não gosta. Atender as duas demandas para falar em linguagem comercial.
Falando no comportamental, tem efeitos diferentes cada formato, influenciando maneira de falar, linguagens e posturas que vão para vida, tanto quanto da vida vai para tela, um veículo de comunicação é formador de opiniões, incentivador, espelho, então há que se manter um mínimo de formalidade, de hierarquia, de protocolo,  se não o caos vira a palavra de ordem e ai, para voltar a ordem, depois do desprogresso, não é fácil não #ficaadica.
Sou da ideia de que quando quero ver um jornal quero ver notícias, credibilidade, transparência, imparcialidade, opiniões criticas, embasamento, seleção interessante. Penso que kkk em pleno ar, falta de postura, de uma linguagem produzida e polida,  de respeito é fundamental. Se a notícia anterior for de catástrofe, a seguinte não pode ser de baile funk, por respeito, coerência, cadência de informações e sentimentos. Vale para missas isso também, é, missas em igrejas, seja o nome qual for noutras religiões. Tá numa agora de citar os mortos e falar de dor e perdas e na sequencia parabéns para os aniversariantes, canto de alegria. Não dá!
Vale o tom apropriado para o dito seja onde for, no privado e no público, vale a roupa apropriada para ocasião, o brinco, a gravata, a tatoo não chamar mais atenção que a notícia dada no caso de telejornais, vale o chamar pelo nome e não por apelidinhos, ou assim sendo não ser anunciada e conversada no ar a nova ou escolhida maneira de se chamar a moça do tempo, como papo de bar em sua sala ou quarto, sem você ter escolhido estar no meio dessa resenha, que veio da rede, onde há que ser considerado, muitos não circulam. Esse é meu sentimento e meu gosto e acredito haja quem pensa e sente como eu, assim sendo precisamos ter nosso produto, precisamos falar e sermos ouvidos. Ou não?
Corrigindo, podemos escolher não estar no meio dessa resenha, após ou no ato da percepção desse novo tom, muitos de nós podemos e ficamos ali ouvindo aquele locutor que só fala besteira narrar os jogos de futebol, esportes em geral. Por aqui os comentaristas até declaram o time para que torcem, chegando ao ponto de quando o jogo é com o rival ou do rival, se acharem a vontade para fazer comentários. Um absurdo para com o  telespectador que tá torcendo para seu time, num momento de tensão ou distração, ter que ficar ouvindo opinião, e chacota.
Do mesmo modo, quando escolho assistir uma novela o faço porque quero ficção, descontração e não pesos extras. Não gosto do exagero de fazer desse canal uma ponte para vida rea. Tem ainda a atual repetição, ainda com o sabido de que há muitos outros canais.
Se a pessoa quer ver mistura e informalidade é só assistir ao Esquenta, por exemplo que eu adoro e respeito quem não gosta. Um programa de política e denúncias de problemas sociais como o CQC é um formato interessante, para variar, no estilo informal para quem gosta, vale ter mais como ele, mas há que ser tido como um produto diferente.
No Telejornal, assim definido, cabe um quadro com crônica, com sátira até, mas o todo, com comentários preconceituosos e pessoais do âncora nas matérias, que se desculpa na internet e nessa do a vontade vai pisar na bola de novo, é demais para mim. Pronto falei!

6 comentários:

  1. Falaste bem. Também estou achando o tiozinho muito saidinho e afetado para um local de notícias...

    Falta a naturalidade.Está tri forçado cada gesto, cada chamada e risada. beijos,chica e lindo dia!

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  2. Então o sue jornal não é esse jornal que está arraigado nos costumes.
    Eu demorei a me desgarrar dele, mas já faz anos que girei o seletor de canais ( bem, na verdade só mudei o número pelo controle, ou foi mesmo um clique em alguma setilha! ) e fui para no Jornal da Cultura com um apresentador e dois comentaristas que trazem na maioria das vezes um viés que a gente nem cogitava enxergar. Só para te dar um gostinho, tem dias que Mario Sérgio Cortella está na bancada. Precisa dizer mais?!

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    1. Ah! Aguei! E desaguarei por lá ;)

      Marido na verdade é que é apegado rsrsrs
      Mas já tendo abandonado essa nova novela do horário nobre (aqui o noveleiro é mais ele que eu), acho que tem chance
      A Cultura está nos meus favoritos, seta para cima e vai

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  3. oi Tina

    Percebo que qdo ligamos a TV só nós decepcionamos.
    Não assisto mais novelas, pq não acrescentam nada (roubo, mentira e traição) isso vivemos e vemos no dia a dia, não preciso sentar para assistir isso.
    Falta magia na TV, falta uma visão nova a cerca das coisas...
    bjokas =)

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  4. Creio que a TV está precisando se reciclar. A grande maioria dos programas, novelas e telejornais não conseguem alcançar um bom nível.
    Abraços, Élys.

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  5. Tina, bom ler você.
    Sobre esse assunto, nem precisou dar "nomes aos bois"...Para bom entendedor..., né? rs
    Beijo e vou continuar lendo.

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