8 de julho de 2015

Sobre ler, tipo ler mesmo

Dizem as estatísticas, conduzidas por muitos interesses que está se lendo mais no Brasil. Seria de se comemorar não fosse os tipos de leitura (ok, cada um tem seu gosto, mas tem certo tipo de leitura que não devia contar, assim como outras não contam e deveriam, assunto muito polêmico, melhor voltar para estatística). Pois bem, anda-se lendo mais e menos. Isso ai! Parece complicado, mas é bem simples, sugiro um teste rumo a resposta, mande um texto grande por zap e você receberá uma cara com tapa olho e outros memes escritos só li metade.
Além dos livros lindos cheios de ilustrações e frases apenas em rodapés, tá na estatística os modinha de colorir que as vezes não tem naaaaada escrito, livros tipo faça suas listas, escreva você mesmo e ainda as leituras midiáticas, que só é possível serem lidas na internet, com som e interações diversas. Novos leitores, novos livros, que fazendo uma média aritmética das páginas escritas dos livros antigos, por pessoas que liam, vezes, dividido e sei lá como se faz contas desse tipo, acho que estatisticamente, esse se estar lendo mais é meio fake. Nunca se leu tanto e nunca se escreveu tanto e tão errado e resumido é uma estatística também e bem mais real.
A pergunta é: O que se lê e escreve? Um pouco de tudo, tudo que todo mundo lê, tudo muito superficial, mais ou menos as três opções. Hum? Segundo o estudo Retratos da Leitura no Brasil, caiu o número de pessoas que gostam de ler jornais, revistas, livros e até textos na internet em seu tempo livre. A leitura específica de livros então puxa o número ainda mais para baixo. A quantidade de pessoas que leram pelo menos uma obra inteira ou parte dela nos últimos três anos no Brasil é uma das menores do mundo.
Uma das questões problemas desse nó cego é que é preciso não só ler, mas entender o que se lê e a tal da leitura fragmentada tornou os leitores mais superficiais. TL-DR é uma sigla em inglês para, traduzindo: Longo demais - Não li. Reação típica dos tempos atuais e o uso tanto critica o autor por seu falho poder de síntese, quanto redimi o leitor preguiçoso, o faz parte de uma maioria e ainda justifica qualquer má interpretação ou conclusão que ele tire a partir de uma leitura diagonal do que foi extenso demais. Enfim, isso tudo é demais ou seria de menos, para mim.

7 comentários:

  1. Acredito que cabe ao autor conquistar os leitores. Há textos que podem ser longos, mas o tema atrai, o modo de desenvolver nos prende. Outros, podem ser curtinhos e passamos por cima... Tuuudo depende! bjs, chica

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  2. Tina queridona, oi. De acordo com a Chica.

    Cabe, e aí esta a separação que há, ao autor "prender" seu leitor do início ao fim da trama. Há livros que queremos devorar e chegar logo ao fim de tão empolgantes e emocionantes são. Outros, temos que, em um exercício quase hercúleo, fazer força para chegarmos ao epílogo e tantos mais que, diante de uma narrativa enfadonha, repetitiva e cansada, largamos porque nada dali nos servirá na vida.

    Agora, tocou em um ponto crucial: brasileiro anda com uma dificuldade enoooorme de compreender aquilo que lê. Não consegue, efetivamente, fechar entendimento em um texto, por exemplo, de 4 simples parágrafos!

    Culpa de... não ler!
    beijos mais.

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  3. Será que está se lendo mais?
    Infelizmente os livros são caros, e as bibliotecas não andam cheias de gente buscando leitura.
    Acredito que as pessoas estejam usando a internet como meio de leitura, mas a qualidade de muitos textos apresentados são duvidosas.
    Saberemos se tão afirmação é verdadeira qdo observamos as escritas das pessoas, a forma de linguagem e sobre tudo as opiniões formadas.
    Quem lê escreve melhor, fala melhor e expande suas opiniões.

    bjokas =)

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  4. E como tem sido assim, vejo pelas crianças com quem trabalho, a metade delas só tem contato com o livro na escola dai sempre envio um livro para casa e um caderno onde registram oq ue compreendera, e a bibliotecária envia um por semana, ainda assim uns nao leem, outros nem sabem ler, uns não interepretam. Faço leitura compartilhada diariamnete na sala de aula, além d eum texto com interpretação diários, mas mesmo assim anda di´ficil a compreensão, falta incentivo em casa e os jogos, o computador, a tv e o celular tem sido mais interessante .

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  5. Acho que faltam livrarias de rua, bibliotecas no caminho, nas estações de trem, metrô, terminais de ônibus e sei lá se tudo isso daria conta de competir com os caracteres enxutos da web...
    Beijo!

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  6. Olá, Tina. Há tantas coisas que eu queria ler e não dá tempo... mas tenho lido sim, livros inteiros, posts inteiros. Às vezes, eu não consigo lembrar-me de tudo o que li, mas basta ler a primeira linha novamente e tudo volta. leio porque gosto, escrevo porque gosto. E quando eu gosto, eu comento.
    Abraços.

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