27 de agosto de 2015

Sonhos e realidades

Esse mês o curta Sonhos, da produtora que meu irmão faz parte (clicar aqui para ver e ler sobre o curta e colocando a palavra sonhos na busca tem mais resenhas), recebeu em terras paulistanas, dois prêmios no Festival ComKids Prix Jeunesse Iberoamericano: Segundo lugar na Categoria 7 a 11 anos e o Prêmio da Diversidade.
Esse tal Prêmio da Diversidade é concedido à produção mais inspiradora, com abordagem inovadora e responsável, que envolve direitos, respeito, inclusão e diferenças para crianças e adolescentes. Sonhar e realizar! Açúcar com canela! Reconhecimento numa categoria do que de fato o trabalho da Plano 3 filmes para mim representa e faz bem.
Do papel principal e açucarado desse curta e de tantos outros, parte da trupe, ex-eterno menino, hoje um rapaz, meu amigo Jonas Laborda, com quem tenho fotos, mas ainda não consegui um autógrafo, estará no comecinho de setembro, como cores e alegria de primavera, estreando nessa peça que o resumo acima fala por si, por mim e para qual convido aos soteropolitanos leitores e passantes a irem. Dias 3 e 4 de setembro às 20h, 5 e 6 de setembro às 17h , no Teatro Gamboa Nova.
A peça, da Companhia Novos Novos, através do circo, discute dentre temas adjacentes, um que permeia diversos problemas contemporâneos e fonte de diversas soluções: a tolerância. "Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e levam o público a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade, como guerras, ditaduras e imperialismo, uso do poder para a destruição, racismo, dentre outros."
Trecho descritivo entre aspas que recortei por ai e para aqui trarei descrições minhas, linhas e entrelinhas, imagens, histórias, sonhos e realidade de lá, a admiração vou levar no bolso, o bem querer carrego no coração por ele, por meu irmão e todos dessa trupe que é espetacular, todos tão diferentes e iguais.

23 de agosto de 2015

Das memórias fotográficas

Lembro de manusear e imaginar montar álbuns de fotos como uns que tem na casa de minha mãe, de um tempo em que se colava as fotos num papel grosso que eram as páginas dos álbuns, com cantoneiras ou cola por baixo mesmo, um papel de seda separava e protegia as imagens. Tinha uns com uma folha autocolante que destaca-se, põe o retratos e põe a folha transparente e adesiva por sob a foto e ela veda a imagem colando nas bordas do papel listrado e adesivo. Tenho desses com minhas fotos e fotos de meu filho. Os das folhas de papel para colar as fotos, com e sem papel seda hoje tem nome estrangeiro e pinta de novidade, de artesanato, mas é um clássico.
Imprimo e monto álbuns com as tais fotos digitais, para ter em mãos além dos aparelhos, para não se perderem com a modernidade em aparelhos e mídias que pifam e ficam desatualizados, para olhar e tatear o objeto foto. Dar de presente, fazer ser presente momentos passados, sem compartilhar com ninguém, sem legendas, com anotações no verso as vezes e com versos e prosas que fazem reviver, sorrir ou chorar de volta para cena que ali foi registrada.
Um encontro para ver fotos impressas tentei marcar entre amigos, não deu muito certo, meu irmão teve a mesma ideia em separado ou talvez na sintonia do que não se captura com máquinas de fotos, não se explica, se sente, é e se perpetua sem precisar de álbuns, posts, palcos. Fotografias, filmes, espelhos em e entre nós, ele e eu, ele e as memórias dele, eu e as minhas, cada um e as suas e seus likes, seguidores, contatos, papel seda a proteger, separar e tempo a juntar tudo, cabendo a nós dar sentidos e valor. Por um domingo de fotos de domingo, fotos em casa, em família, parques, praças, sorveterias, praia, neve, rede. Das de guardar nma memória, para publicar, fazer  álbum, fazer valer e celebrar o viver.

22 de agosto de 2015

Pq sim

Ai no dia que é a Festa do Folclore nas Escolas, fez-se festa em mim receber essa foto de uma amiga minha mirim  Lore, figurinha repetida aqui, minha sobrinha emprestada Pretinha de neve. 
Eu branca que nem acaçá (ver o que é aqui quem não sabe), meio hispana, ia toda fantasiada de baiana, me achando e ela, ontem foi assim, em total sintonia com a fantasia, tem fatia italiana. Detalhe para destacar que somos, as duas, igualmente meio baianas
baianas. A foto veio para cá para meu ode ao dia festivo de hoje porque na palavra Folclore, tem Lore e também para aproveitar e ilustrar a data com nossas metades e inteiros, espelhos da mistura, da essência e excelência do não preconceito de cor e credo. Da riqueza da cultura como cura, guia, ponte através de suas celebrações, tradições. lendas, lições de valores, traços de identidade regional que nos formam. Raízes e matizes. Saci branco. Sereia negra. Porque não? É baiana quem se acha. Quem ama rendas e colares de contas, respeita e vê poesia em todos credos, cores, todo bem, quem tem axé, samba no pé, folclore na veia. Quem tem o candomblé como cultura, além da fé.

21 de agosto de 2015

Por comer pé de moleque 
Porque é o dia da festa da Semana do Folclore nas escolas
Se não é
Deveria
Comer acarajé só de desculpa para comer além de sempre
Comprar doce típico do sertão no meio do calçadão
Alfelis é aqui na Bahia o nome desse grudinho tipo rapadura mole
Que nunca perguntei do que era feito
Nem amargurei por questões de higiene
A doçura. poesia 
E figura do senhorzinho que vendia na porta da minha Escola 
Era e é de fazer bem por dentro e fora
#dasdocesmemórias
#pqhjésextafeira
Para além de Iemanjá, Iara saudar
Porque uso acessórios de baiana
Tenho até hoje um colar
Que na infância usava para no dia da festa me fantasiar
E se achar uma oportunidade
Brinco de roda
Rodo bambolê
Só na infância?
Porque?
#criançaforever
#doamarfolclorices

20 de agosto de 2015

Para decidir

Dando uma folga no tema Folclore, esse é um post que remenda eu ser fã do Chapeleiro maluco do clássico, o incorporado por Johnny Deep e de um igualzinho a esse da foto que tenho, feito por uma amiga amada, chamada Amara, que quer um novo nome para seu blog de artesanias e ai, nessa de ter que decidir, ela e eu pensamos no que Alice disse ao amigo Chapeleiro: “Quem decide o que é apropriado? Se o apropriado fosse usar um bacalhau na cabeça você usaria?”
Tudo a ver comigo, que adoro essa história e suas filosofias, cenografia e todos os personagens e suas personalidades, figurinos e adereços (ver aqui, aquiaqui), ser proposta aqui a escolha de um novo nome para o blog, além do que sou declarada e conhecida amante de nomes.
Nos bastidores dei algumas sugestões, é que eu e ela nunca tomamos café ou chá juntas, mas nos sentirmos comadres, vizinhas de porta sabe? E porque mudar de nome? Ora! Para aumentar a muitesa!
E foi, vale contar, em um vai e vem de e-mails e coisas pelo correio já comum entre eu Amara e seu neto Pedrinho, que um dia, em que a poesia tinha escapado de mim, chegou aqui o tal do meu Chapeleiro para me dar alegria e me encher de poesia.
Vale contar também. que nesse blog que vai mudar de nome, o Chapeleiro e outros bonecos e bonecas recheados e adornados de memórias, arte, decoração, histórias, poesia, são parte do que essa minha (nossa) amiga artesã faz, costurado, reforçado e bordado com seu ser vô, mãe, fotógrafa amadora, escrevedora, seu ter amar e mar no nome.
Pois então, cá está aberta a votação para escolha do novo nome. Quem por aqui passar, ou sempre está a acompanhar e quiser opinar, de cara ou depois de pensar, por sintonia ou magia, escolhe um nome dentre os que seguem, estamos esperando até quinta-feira que vem paracom o nome mais votado ser oblog rebatizado. Os nomes são: Poesia em retalhos  - Artesanias e Poesias - Do amar costurar.
Compartilhem entre as amigas, contatos, para votação ser movimentada e as visitas e encanteiria com as artes dela ser semeada por ai.
Por aqui, por hora, a espera das escolhas, deixando a porta aberta, escolhi algumas palavras do meu aparentado de loucuras para encerrar. "Se não temos a chave, não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir. Então, do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?"
Abre ai a cachola, mexe os dedinhos, toma um chá para inspirar, pode se soltar no comentar, pode ir lá e vir cá, pode tipo com cafezinho de mentirinha em xícara de brincar de casinha virar de vez e já votar. 

19 de agosto de 2015

Das fatasias e realidades

Bicho de Sete de Cabeças e Outros Seres Fantásticos é o nome de um livro de Eucanaã Ferraz e André da Loba, pela Companhia das Letrinhas. O livro tem personagens brasileiros ao lado de estrangeiros, uma mistura bem interessante, agregadora, fantástica e inteligente. As ilustrações, por sua vez são um show de criatividade e foram criadas pelo artista plástico português André da Loba e não é no estilo desenhos ou pinturas, são esculturas fotografadas, que foram feitas especialmente para o livro.
Achei ele no meu garimpo folclórico, mais um livro pra minha lista que já está na categoria de Fábulas eu vir a ter todos os listados. E nessa descoberta descobri o poeta Eucanaã. Tantos livros legais e diferentes eu pensei tem por ai que a gente nem conhece, não são pops, estão por ai na prateleiras físicas e virtuais e compramos o que tá avista por preguiça de remexer e ir atrás de algo novo, diferente,interessante. Vale para os livros que compramos para nós, para os que compramos para dar de presente.
A origem dessa expressão está na mitologia grega. A lenda diz que um monstro chamado Hidra, tinha sete cabeças que ao serem cortadas, renasciam. Dessa forma, matar esse animal era uma tarefa muito difícil, e daí a associação. Dica de leitura data, história de expressão contada, embora de fácil interpretação associada, aroma de quitutes de baiana, cores dos colares, pulseiras e que renda positivamente, com benção de água de cheiro, o dia de hoje para todos nós.

18 de agosto de 2015

Senta que lá vem história

"Jogue uma peneira sobre um pé-de-vento
Sempre há um saci escondidinho lá dentro
Aí, bem devagarinho
Pro danado não escapar
Tente tirar seu gorrinho
A sorte do Saci vira azar
Sem o capuz vermelho
O Saci pára de aprontar
Falei ontem aqui do meu bem-querer pela Semana do Folclore e prometi trazer postagens sobre o tema. Esse trechinho de uma poesia, que é uma receita para pegar Sacis, tem uma apresentação e caracterização muito boa do danado, sem muitas ressalvas e cortes politicamente corretos. Eu já trouxe o poema todinho para cá mais de uma vez, compartilho sempre por ai, mas ainda assim não resisti de trazer hoje um trecho, sem saber exatamente de quem é a autoria, valendo ainda assim  ao meu ver, a divulgação do escrito, com minha admiração a quem escreveu.
E eis que enquanto eu garimpava mais materiais, lembrei das Revistas em quadrinhos de Maurício de Souza, muitas do Chico Bento, por ser ele do interior, fonte que preserva várias lendas e tradições folclóricas. Lembro de uma edição do Cascão, com a capa cheia de personagens de Fábulas, uma do Chico com a Vó dele, Dona Dita, sentada numa cadeira de balanço, contando causos e uma galera sentada em volta dela no chão. Edições comuns, Almanaques e umas grandes, com capas diferentes. bonitas, temáticas sobre. Eu li na escola, nas bibliotecas, na casa de minha Tia Nélia, em casa, na casa dos outros. Comprei  muitas para meu filho, meio que para mim também e ontem me ocorreu de me aproveitar da fase adolescente, que renega a infância e objetos afetivos e peguei para minhas prateleiras alguns Gibis.
Eu acho, só acho, que toda criança, de todas as gerações deveriam ter tido, devem ter e devem seguir tendo pelo menos um livro sobre lendas do Folclore brasileiro, além de revistas. Fica as dica! Seja para presentear, para ter um na estante e ou para passar a sugestão a diante.
A definição do 22 de agosto como Dia do Folclore Nacional, por curiosidade e para conhecimento, foi oficializada pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1965 e assim a cultura popular desde lá, ganhou mais um dia para ser celebrada, reverenciada, sendo uma das muitas vias e oportunidade pontual de passar a cultura folclórica nacional de geração para geração. Em muitas Escolas aqui do Nordeste, principalmente as menores  e centros culturais são realizadas atividades diversas, apresentações, exposições de trabalhos manuais, escritos, leituras, danças, cantos, brincadeiras, com o objetivo de valorizar e preservar a riqueza cultural de nosso folclore e muitas cores, beleza e lições envolvidas seja nos recadinhos dos contos, seja nas diversas formas de arte e linguagem trabalhadas, interação, integração, no sentimento de pertencer as tradições, de manter vivas as memórias dos antepassados, o ser brasileiro, criativo, multirracial, cultural, além fronteiras, muito além de credos e do digital, tal e coisa, coisa e tal.

17 de agosto de 2015

Por mais Folclore

Eu amava, na época de Escola, a Semana do Folclore. As tarefinhas com sereias, o Saci, a Mula sem cabeça, baianas, o Curupira, o Boitatá e todas aquelas histórias, coloridos, trabalhos, apresentações. Sábado dia 22 é o dia do Folclore e vou tentar até lá trazer posts dentro do tema. A palavra Folcore, para quem gosta de importação, me admirei pesquisando, tem origem no inglês, formada pela junção de folk (povo) e lore (sabedoria ou conhecimento). Folklore, então, significa sabedoria popular e é uma palavrinha que tem pareja com a nossa na grafia e pronúncia, com igual significado.
Hoje trouxe a origem do nome Folclore e essa ilustração que amei e não lembro se ganhei, se achei e guardei, sei que não tenho a informação da autoria. Estava aqui nos meus guardados e resolvi usar em referência a encantada Iara, ao quão rico é para as crianças ter todo esse imaginário apresentado, de forma lúdica, conduzida, criativa.
Postagem que saiu tarde, fora do horário de costume, mas cheia de costumes, bem querer, fazer circular e desejar mais cultura popular nas Escolas, faculdades, nos grandes centros, valorização e culto a data, menos mimis religiosos e de aversões e versões psicochatas dos personagens e lendas populares de nosso país, tão rico de histórias, lendas, símbolos e simbologias que nos representam através de um rico e variado conjunto de costumes, provérbios, manifestações artísticas em geral, por meio da tradição oral, festejos, crenças, tradições. 

13 de agosto de 2015

Por vida longa a Cultura

Hoje a minha publicação é para pedir assinaturas em uma petição em prol da Emissora de rádio e TV, Cultura, que cá está o canal no painel de favoritos da minha TV por assinatura, com todos os canais abertos de uma mensalidade salgada disponíveis.
Assisto, recomendo, meu filho assistiu muito Cocoricó, Castelo Rá-tim-bum. A garotinha Kika e suas perguntas e respostas de assuntos diversos, um cara cientista parceiro de outro vestido de rato que faziam experiências científicas. O Pequeno urso, desenho poético e cheio de lições para os pequenos e os grandes telespectadores que se perdem da criança que foram e dos valores de amizade, família, amor a natureza, tradições.
Eu assisti muito na minha infância por serem poucos os canais e por gostar do que passava e hoje ainda assisto. Dentre as minhas preferências estão os Curtas e docs da Plano3 que tem espaço lá e outros tantos docs sobre cultura popular, escritores e recantos do Brasil a fora, o Roda-viva, o Viola Minha Viola (música e cultura sertaneja tipo sertaneja mesmo) e o maravilhoso Café Filosófico. E eis que ontem em um dos perfis do Instaram que sigo vi um chamado para assinatura da tal petição.
De lá do site que tá colhendo as assinaturas, trouxe trechos do texto de chamada e explicações, segue abaixo. Clica aqui para ir lá e assinar
"Somos de várias gerações que na infância, na adolescência e na idade adulta tivemos a oportunidade de ter acesso a uma programação – de rádios e de televisão pública – orientada pela promoção da cultura nacional e local. Conteúdos que ao longo de décadas foram produzidos por equipes formadas por profissionais (jornalistas, radialistas, artistas, técnicos) que buscavam a excelência. 
O resultado deste trabalho foi reconhecido nacionalmente e internacionalmente, com muitos prêmios e com uma audiência cativa que consolidaram historicamente as rádios e a TV Cultura de São Paulo como uma alternativa aos meios de comunicação comerciais.
As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis, como o Rá-tim-bum, e na de musicais, como o Fábrica do Som, Ensaio e o Viola, Minha Viola, dando espaço também à difusão de curtas-metragens, com o Zoom.
Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e terceirização da programação, com a degradação de seu caráter público e da sua qualidade. Vários programas de referência da emissora foram extintos, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cocoricó e Bem Brasil. Outros tantos sofreram risco de extinção, como o Manos e Minas e, mais recentemente, há a ameaça de acabar com o Viola Minha Viola, líder de audiência da emissora, e o Provocações. Além disso, o premiado Quintal da Cultura perderá a participação dos artistas e será reestruturado para ser apenas um espaço de veiculação de desenhos animados. 
Esse processo vem acompanhado de demissões em massa e de precarização das relações de trabalho, tanto na TV quanto nas rádios, com estrangulamento da equipe de jornalismo e radialismo; enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis.
O mais recente ataque à estrutura da TV foi a retirada do seu sinal das antenas parabólicas, excluindo 30 milhões de pessoas de acesso ao canal!
Meu Viva a Cultura, a Cultura Viva e uma maior valorização de nosso país, partindo de nós e cobrando a manutenção e reconhecimento do que é nacional, de qualidade, do que é tradição,representação de nosso povo, hábitos, costumes, da memória da TV, do rádio e com elas nossas memórias afetivas, nossa história e cultura, nossas raiz e asas além de modinhas e foco no capital. Pequena, mas eis minha colaboração, além de assinar e divulgar em outros canais essa tentativa de salvar a emissora, que quisá floresça em outros movimentos pela causa. Que nos cause espanto, indignação e provoque adesão e ação esse e outros tantos descabimentos. E tenho dito!

11 de agosto de 2015

Click de Chica
Céu do Rio Grande do Sul Tchê
“Aquele que pintou o céu 
Azul tinta guache
Com certeza usou cotonete
Porque pra onde a gente olha
Há resquícios de algodão.”
Poema de FelipeAndrade
Descrição que amei
#dapoesiadascoisas

4 de agosto de 2015

Por mais de humano em nós

Eu falo, falo, falo e sou a chata do sai do celular, sai do computador, me dá atenção, meu zap é mudo  ele não me chama, consulto ele e nada de áudios (salvo exceções) pra lá e pra cá, quer falar: liga. E nada de usar palavras dos outros o tempo todo, quero mensagens pessoais, quero receber ligação no dia de meu aniversário, se não der para o abraço real e caloroso, vale para o Natal, ano novo. Filme no cinema sim, sim, sim, na semana de lançamento de preferência, esperar chegar na tv não é igual.
Tenho necessidade de que a pessoa olhe para mim e eu olhar pra pessoa quando eu tô falando. Mania isso? É o que dizem, chatice, traço de sei lá o que, que tem até nome psico-comportamental agora (ou sempre teve e eu e geral desconhecia com muito prazer) para esse hábito rotulado como perfil de personalidade de precisar olhar e tocar o outro nas conversas presenciais, que cada dia menos tem de presença. Eu sigo achando de bom tom, o olho no olho, a troca de emoções e atenção. E não aceito a desculpinha masculina de que o sexo oposto não presta atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, que se dispersam diante da tv ou em pensamentos mil, nem que adolescente é assim mesmo, que isso e aquilo. Dar atenção, escutar de verdade é amar e assim sendo, cada um que se vire com sua dispersão.
Lembrei  ontem de um livro que peguei a muito tempo atrás emprestado de um amigo e li por alto, chamado “Inteligência emocional” e fiquei com vontade de ler todinho depois que vi uma matéria sobre uma pesquisa que dizia que a metade do século 20 foi regida pela Inteligência racional,  na qual os saberes diversos determinavam as possibilidades e capacidades das pessoas, nos anos 90 a tal da Inteligência emocional imperou como via de acesso a melhores condições profissionais e pessoais de vida, já no século 21, dominado pelas mídias digitais e aparelhos móveis, a Inteligência digital tem ditado as regras e causado deficiências sociais. Interagir, ser sociável, afetuoso, reconhecer sentimentos, saber se comunicar no gogó, nas atitudes, se desenvolver em sociedade e promover o desenvolvimento social e tudo isso que aprendíamos naturalmente, está sob o nocivo efeito frio das tecnologias, redes sociais, comércio digital, diversão digital, tudo impessoal, sem emoção, sem envolvimento.
A necessidade de recuperar essa interação não é papo saudosista anos 80, ou romantismo em tempos de web, nem nada da minha cabeça, maneira de ver, viver ou desejo que assim seja. Cientistas mundo a fora em diversos estudos e publicações indicam que empatia e reconhecimento de emoções precisam passar a ser ensinados nas escolas. A que ponto chegamos hein! Viver em sociedade é o que faz do homem o animal mais desenvolvido está nos livros (ou estava) e na prática faz crescer, se desenvolver emocionalmente, do ponto de vista patológico, comportamental, espiritual, comercial, profissional, afinal networking presencial, postura, gestual, o saber lidar bem com pessoas, além de impressionar, é crucial para obter resultados, para fazer acontecer.
E nessa, de ser mais prático puxar papo, render, dar de parabéns a pêsames, fazer pazes, romper relacionamentos, fazer convites, vendas e tudo mais pelos aplicativos e redes sociais, por ser mais fácil dizer o que se quer sem ter que lidar com a expressão do outro, com os artifícios de poder fazer uma preparação do que vai dizer, do fazer uso indiscriminado de cópias, por esse meio de se comunicar dar espaço ao uso máscaras, perde-se muito da naturalidade, da autenticidade.
E assim, tem se driblado e anulado o produtivo enfrentamento das situações positivas e das adversas, os sentimentos e riquezas dos contatos diretos. É o chamado, pelos estudiosos comportamentais, de analfabetismo emocional, devido ao qual, está sendo necessário ensinar empatia para crianças, jovens e adultos, com o objetivo de resgatar o valor e a necessidade de desenvolvimento das habilidades humanas, de interagir, sentir, se expressar com gestos, resolver conflitos, ser mais que um contato, ser colega, amigo, casal, ser filho, neto, sobrinho, multiplicar, dividir, construir significados, contemplar detalhes, sons, sabores, desconectar, fazer nada, ouvir o silencio, olhar no olho, tocar, ser tocado, sentir aromas, sentir a dor do outro mesmo sem compreender, concordar, ler emoções, desapegar de teorias, largar de tantos ses, mimos e mimimis, ser mais que benefícios financeiros ou status oferecidos e almejados, estatísticas, provas, minorias que se unem em defesas pessoais e politicas, ser diferente não em correntes, ter identidade, personalidade, ter sentimentos, sentir, se alegrar, entristecer, demostrar, ser mais, melhor, ser menos público e mais privado. Estar em público, em praças, praias, casa de mãe, vó, irmãos, amigos, presentes e sorridentes ou chorosos, com braços, abraços, falta de espaço para tanta gente junta, espaço de sobra para momentos a dois, espaço de sobra para as crianças correrem, para sermos crianças sempre, para os adolescentes saírem dos casulos, para circular calor humano e mais de humano em nós.

1 de agosto de 2015


Ai, na programação, tem Blogagem coletiva marcada para hoje, primeiro dia do mês de agosto, tema: Receita, a gosto, com ou sem frescuras. E por sintonia, recebo esses dias o pedido por parte da Editora Grafset, de cessão de um de meus textos publicados aqui, que segue abaixo, servido como receita de entrada, para fazer parte de um livro didático da Rede pública de ensino, de João Pessoa, a circular entre as mãos dos alunos do Ensino médio no ano que vem. A pessoa aqui, é claro que adorou, de se lambuzar.
Receita de bem-viver

Ingredientes:
Muita Calma
Um pouco de coragem
Uma pitada de fé, de qualquer marca
3 momentos de alimentação (sadia de preferência)
1 momento de descanso
1/2  falar e 1/2 ouvir
100 gramas de grama, céu, rio, mar ou um passarinho avistado ao longe
Sorrisos e gargalhadas a gosto
Afeto com gosto

Modo de fazer:
Calma na hora de levantar, pensar, falar, agir
Sempre mesclando com coragem e fé, para render
Se alimentar é o recheio, porque saco vazio não fica em pé
Descansar como massa de pão é indispensável
Falar e ouvir sem exagerar para não desandar
Contatos com a natureza são a glace
Sorrisos e gargalhadas dão cor e vida
E afeto dá a liga

Como prato principal, vou servir a banana da terra com açúcar demerara e canela, a da foto que ilustra o post, preparada e servida com carinho na Pousada Jasmins do Poetas, lá em Imbassai, preparada com esmero por seu Carlito, dono do Local e Dona Rosa, flor de pessoa. adorei, comi de me fartar e nas bordas, acompanhei o cortar de um das minhas porto alegrenses e alegres companhias, das fatias da banana em uniformes quadradinho minis, talvez para render, talvez para descer arrumado, vai saber (risos), sei que rimos e rendeu o tal picotar da banana, observado com graça pelo vô Kiko que é uma pedrinha a mais na minha cartela vai ser bingo ir na Itália, pois se metade das pessoas lá forem fofas como ele, além do sotaque e meu desejo particular tipo lindo deve ser tudo lá, os lugares históricos a visitar e muitos desejos gastronômicos.
Na casa de mãe e de vó, sempre ataquei as bananas da terra em fatias mais finas que essas da imagem, fritas em pouco óleo numa frigideira e ainda quentes e salpicadas generosamente com a deliciosa misturinha de açúcar com cabela, quentinhas e crocantes, minha preferência sempre pelas mais torradinhas. Não saboreio a tempo as danadas de boas, pois confesso tem coisas que a gente sabe fazer mais só come na rua pela trabalheira ou meleira que faz,pela poesia ou por embora fazer igual não sair igual feito pela gente.
Clica aqui e aqui para ver  alguns dos meus muitos posts com referências a receitices, a meu ver sendo o comer e fazer, histórias como ingredientes, sempre fonte de nutritiva poesia. Para fechar, tipo o café ou sobremesa, deixo uma dica de leitura, que está na minha lista, indicação de minha irmã: Doces lembranças é o nome do livro, da escritora Margareth Abrão.  Um livro, conforme diz na sua descrição nos sites das grandes livrarias, “d e doces lembranças, em que as receitas se misturam aos sentimentos, as palavras se aqueçam no afeto e o coração é o ingrediente principal. Cada receita deste livro é um retrato de família, uma página de nossas vida, conserva o calor, o sabor e o afeto.”
Para próxima Blogagem coletiva, em parceria com a amiga escritora e blogueira Ana Paula Paula, convido a todos os sempre presentes, os quando em vez e os passantes. O tema é: Foto da infãncia. Abre os álbuns, caixas, envelopes, baús, viaja no tempo e põe na nuvem no primeiro sábado de setembro, cheio de primavera a se anunciar.