5 de agosto de 2015

Mais ou menos ?

Sabe mais que não é mais, tipo hoje se lê mais dizem as estatísticas, mais de muita coisa solta, mais de tudo e menos de cada coisa, menos os clássicos, menos com atenção, menos se processa o que se lê, menos se tem opinião crítica e não tipo imediata e polêmica. Menos se internaliza e mais se publica, compartilha. Fragmentos, diversidades que não somam ou se ligam sem liga, muito que sobra, conteúdos pesados, ou leves não do tipo poéticos, mas leves tipo isopor.
O ranking dos mais lidos, cujo pódio é hoje ocupado pelos livros de colorir para adultos, já foi liderado por Harry Potter, por alarde também foi brevemente por “Toda poesia” de Leminski, por tons cinzentos, vampirices e afins e as obras sobre temas "cabeça" estão lá, tão, tão distantes do topo da lista há muito tempo. Talvez desde o tempo que era obrigado ler na escola. Aqui cabe meu opinar, de que obrigar também é educar, o que vai breve virar transgredir de tanto que tudo é solto e livre. Que mal há em dizer hoje esse é o suco, o almoço, tem que tomar? Opressão! Ditadura! Ou amor, ensinamento de valores diversos em um gesto que parece ser de ordem e é.
Qual o impacto do tudo escolhido e moído pra descer fácil, do vale livros qualquer que sejam? Os jovens gostam do que  prende, do tenso, do que comunique com o que eles querem, as leituras mais densas exigem do leitor um engajamento intelectual e um pensamento criativo, que  não atraia, que vende, que não se propõe enfeitando o pavão ou por obrigação a serem lidas, uma vez que desenvolvem maior capacidade de análise, de busca e aquisição de conhecimento, de senso crítica e até inteligência emocional e social
Super acho válido livros de ficção, de fantasia, haja visto só como parâmetro que a geração nascida entre o fim dos anos 70 e o fim dos 90 se tornaram leitores após os livros do pop bruxo  Harry, que tomaram gosto pelo hábito da leitura e passaram a ler outros livros. Assim como os livros para colorir sem palavras, levam leitores para as livrarias e de lá livros cheias delas saem a tira colo.
Livros são fontes de conhecimentos, registros históricos, sociais, são fonte de ludicidade, de entretenimento, da reprodução e construção de histórias, despertam emoções e daí cabe a reflexão que existe uma tendência de tornar tudo muito fluído, de fácil acesso, como se dificultar, cutucar, sacudir a roseira dos interesses enlatados dos leitores fosse tarefa inglória e sendo vale pelo resultado que promove em cada um como indivíduo e assim seno na sociedade, pelo menos é o que eu acho, não que ninguém tenha me perguntado. De alguma forma eu venho observando que o leitor jovem e adulto vem sendo enlatado, infantilizado no sentido negativo da palavra, vem sendo tirado por baixo, sem capacidade de compreender, de absorver o que não é midiático, sem necessidade de variedade de estilos.

7 comentários:

  1. Bom dia Tina Flor! Olha eu aqui bem cedinho, hehehehe!
    Então...aqui em casa vc sabe, devoradores de livros!
    Para minha filha já fui logo dando Meu Pé de Laranja Lima e Dom Quixote como um dos primeiros livros a serem lidos...ela tinha 9 para 10 anos. Mas confesso que a Turma da Mônica sempre esteve presente aqui em casa e agora encanta meu filho de 7 anos que tenta ler os balõezinhos, e por aí vai!
    Deixa te contar...ontem minha filha correu para biblioteca para pegar um livro que a escola pedia, prova desta semana. Mas o livro estava esgotado, então ela, na modernidade, baixou o livro de cento e poucas páginas no Tablet...e de no final da tarde me disse: -Terminei mãe!
    Eu fiquei surpresa com a velocidade e pedi a história...que ela me contou em detalhes e acabou descobrindo na internet que o autor tem outros livros e já baixou os outros e já está lendo mais do que a escola pediu! Pois é...devoradora de livros minha filha!
    Ui, falei demais, Beijos Tina... e vamos que vamos as vezes enlatados pela modernidade e as vezes buscando as raízes!
    CamomilaRosa

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  2. Aqui tenho um devorador também e lê muito, sabe até as vírgulas. E escolhe cada título!!!

    Na escola, acho que isso está melhor. Antes, no meu tempo, tinha que ler aqueles escritores clássicos chatos pra danar!

    Detestava. Ia pra enciclopédia e fazia os meus resumos.Pior: me saia bem!rs... Acho então que nem as freiras professoras liam aquelas velharias chatas e pior IMPOSTAS!!!

    Mas hoje, vejo títulos, mais escolhas, mais coisas boas de ler e que os cativa desde cedo.

    Neno aqui, e livros de temas que nunca me interessaram: guerras mundiais, coisas assim, além daqueles da escola.

    E lê pois adora tudo.

    Agorinha mesmo, depois de dar tchau pra ele que ia à escola ,com Kiko o levando, chego aqui na sala e encontro um folder de uma livraria daqui e dentro um recadinho: NÃO JOGA FORA!

    Claro que dali, chegará um novo pedido de livro pra aumentar minhas contas com a livraria,rs. Mas vale esse $ investido! bjs., chica

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  3. A leitura aqui por parte do menino/ adolescente escasseou. De leitor voraz está agora no patamar de leitor somente para as solicitações escolares.

    Acho que cabe à escola impor essa leitura mais densa, os clássicos, hoje reeditados com capas mais atraentes e acima de tudo, o professor tem que permear aquela leitura de significado, encontros e não ser apenas o livro chato que tem que ser lido.
    Quando a escola pediu que fosse lido Dom Casmurro, achei que Bernardo fosse detestar porque eu tinha detestado na escola, mas deu-se o contrário: ele ficou intrigado, envolvido com toda aquela dúvida e disse ter amado o livro.
    Concordo com você que muitos livros que "explodem" entre os jovens, são de conteúdo e vocabulário raso.
    Beijo!

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    1. Ótima ponderação Ana!

      Os livros paradidáticos nas escolas precisam ter direcionamento das mensagens transmitidas, dos simbologias, contextualização histórica, social. E assim sendo não querer taxar Monteiro Lobato disso ou daquilo, por exemplo.

      Em casa e pela vizinhança, devemos fazer isso também,penso eu, tipo, ao darmos um livro a alguém, dizer a mensagem que quis transmitir, o que fez lembrar da pessoa, dar a ela, contextualizar, ainda que seja lembre de você pela capa e ao menos a capa assim, já terá uma referência, um valor diferente.

      Esmiuçar os livros trabalhados nas escolas e faculdades, fazer pontes com o novo, fazer pesquisas dos autores e seus estilos
      Não só leitura e prova e cada um que entendeu o que entendeu e que fique por isso mesmo.

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  4. Qdo eu estudava tinha tantos livros para ler, e agradeço aquela obrigação.
    Pq se a criança não é estimulada a leitura, ela fala mal, escreve mal e acaba também ficando distante do universo de criatividade.
    Meu filho lê muito pouco, tem livros que nem leu ainda, por pura preguiça.

    bjokas =)

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  5. Ontem à noite quando resolvi "furtar" uma tag (sim, #SouDessas rsrsrs) de uma blogueira nova que conheci no Facebook, quase tive uma síncope ao vê-la completar a frase Eu nunca...
    Sua resposta foi... li um livro! O.o
    Como assim???? Um ser humano NUNCA TER LIDO UM LIVRO!!! Só pode estar de brincadeira!
    Eu AMO Harry Potter e fico bem chateada quando educadores afirmam que isso não é Literatura. É sim, o vocabulário da J. K Rowling é muito bom, nada raso, apenas contemporâneo e não vejo nada demais na contemporaneidade. Sei de muita gente que começa com HQ´s para depois ir exercitando a leitura dos mais clássicos. Os clássicos são importantíssimos e tem sim, gente que como eu, misturou tudo e adorou Memórias Póstumas de Brás Cubas, a Metamorfose, O Cortiço, O Ateneu... desde cedo. Mas que também nunca deixou de lado a leitura leve. Acredito que deva haver o equilíbrio.
    Quanto à "ordens", concordo com isso e inclusive assisti meses atrás uma palestra do Professor Marcos Crivella (acho que é esse o nome, nem liga, não sou muito boa com nomes) em que ele disse que os pais precisam impor limites desde cedo, mas infelizmente, esperam pelos professores que se deparam com crianças totalmente mal educadas que já fica difícil impor limites. Ele citou algo bem parecido com o que cita no post. Deu o exemplo de levar uma criança à uma praça de alimentação e a diferença entre o "Sente-se aqui" e "Aonde você quer sentar?", rs. Pais precisam ser pais e não "amiguinhos" dos filhos. Isso eu concordo plenamente.
    Quanto a devoradores de livros, tenho percebido isso no Wattpad e devo confessar que o que era alegria, se tornou preocupação e a afirmação de que "quantidade não é qualidade". As pessoas estão exaltando autores nacionais (o que é certíssimo, porém...) que possuem erros crassos do Português. Óbvio que um erro de ortografia e grampatica aqui e ali é normal, mas "seje", "enteressado" e a típica confusão de "mas e mais" para mim é inadmissível para quem se diz escritor.
    Caraca, escrevi um post aqui para ti. rs.
    Beijos.

    Rivotril com Coca-Cola

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    1. Adoro comentários tipo posts

      O cara da palestra é Mário Sérgio Cortella
      E concordo com ele qto a pai e mãe terem que ser pai e mãe

      Qto aos erros citados e outros do gênero, não dá né rsrsrs

      Qto ao misturar é o ideal, conhecer para poder escolher, para opinar

      Enfim,
      Vou parar se não faço outro post rsrsrs

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