9 de setembro de 2015

Do calar

Ilustração de Adrian Borda
Ficar em silêncio por dentro ensina e incentiva a prática da meditação, algo para se fazer sozinho ou não. Ficar em silêncio da boca para dentro e para fora em momentos a dois, pensar juntos separados em sintonias magicas vale tentar e praticar, vale calar em meio a um grupo, entre uma opinião e outra, entre um barulho e outro, estar e curtir estar e ficar em silêncio enquanto lava o carro, a louça, num banho de rio ou quando se está de frente ao mar, não pensar alto, nem baixo, não se queixar, nem mesmo cantarolar, não falar nada e não pensar em nada. Fixar o olhar em algo e sentir a própria respiração, dar um pause.
Até as letras de músicas e suas melodias fazem pausas e só o momento de dormir não basta para oxigenar nosso cérebro, vale muito, tenho refletido, cada dia mais, responder as coisas não respondendo. Silencio como resposta, como forma de se fazer entender sem palavras, como maneira de reconhecer o outro e nos vermos ouvirmos nos espaços e ecos que o não falar provoca. Não opinar como forma de se posicionar e o legítimo disso. Os recados contidos no calar.
Dentro desse universo que diminui o barulho, os ruídos, os excessos de informação, que abre espaço para pequenas observações, para contemplar e divagar, interagir com com alguém por alguns minutos ou horas em silêncio é um privilégio e sinal de intimidade, de respeito, de troca valiosa através de olhares, gestos, do momento de sossego dividido. Saberes compartilhados, tipo  o que o outro quer, gosta, precisa, sem perguntar e o outro sem responder demostrar satisfação. 
Olhar no olho, olhar para o outro quando o outro não estiver te olhando e fazer de tudo para não chamar a atenção, para o que não é dito,  se destacar, florescer, ser. Creio que tem imagens e sons que só ouve, vê e entende quem cala e sente, quem junto consente e contente faz um ou muitos minutos de silêncio. Post escrito baixinho, sussurrando entre as falas e opiniões de ontem e as de amanhã, para oxigenar a mente e o coração, para sugerir praticar o calar.

6 comentários:

  1. Essa calar se faz necessário por vezes e o silêncio pode muito falar. Aprender a estar em silêncio, mas não só de boca pra fora...Mas daquele que silencia dentro,para a mente repousar e acalmar! bjs, lindo dia! chica

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  2. O silêncio tb fala...

    bjokas =)

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  3. O silêncio, muita vezes, consegue expressar o que sentimos. Mas a palavra amiga de boas vindas que recebi da querida Tina trouxe alegria e conforto. Obrigado.

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  4. Às vezes o silêncio é um esvaziar-se para novamente ser preenchido.
    Cheio de silêncio a ilustração escolhida por você. Desnecessário palavras.
    Beijo!

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  5. Por vezes o silêncio diz mais que mil palavras, Linda reflexão. No blog tem novidades e dica de livro

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  6. Bom dia Tina. Vim pela janela da Ana Paula e já vi que vou ficar, caso você não se incomode e goste da pitangas. hehehe

    Olha, o silêncio é necessário e pode ser um bom companheiro. Ouvir bater o próprio coração acalma.

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