3 de setembro de 2015

Do gênero polêmica(o)

Não postei ontem, mas essa não é uma polêmica. Foi um fato, uma eventualidade! Eu que não sou de fazer gênero, tipo não sei, não vi, deixa quieto, não é comigo, quem sou eu para opinar, acho que todos tem o direito e muitas vezes o dever de dar sua opinião, em outra ponta há que se evitar dar opiniões demais e menos ainda sem uma análise prévia. Para opiniões, sugestões, propostas e mudanças, que dizem respeito ao coletivo, em especial, com cunho educacional e social, em prol de um mundo melhor e mais igual, acho ser, além da ponderação, necessário muita sensibilidade. Essa introdução toda e o título dessa resenha é para falar sobre a polêmica, com polêmicas adjacentes, dos usos, significados e significâncias dos gêneros feminino e masculino, na comunicação escrita, falada, coloquial, erudita e todos os tipos e níveis de uso, bem como a questão sexual disso.
Vou dar minha opinião, usando como referência a seguinte situação: nasce o ser humano ou animal e ai no formulário, berçário, escrito ou falado ou é feminino ou é masculino. Macho ou fêmea. Quem determina? O órgão genitor ou em algumas espécies, algo estético (tipo o bico) que define o sexo da criatura. É isso que diz a placa do banheiro, que quer saber a lacuna a ser preenchida nos formulários, fichas de cadastro, inscrições. Não é uma afronta, não é uma pergunta, placa, determinante ou limitante da opção de sexual de ninguém. Mania de complicar tudo tem os adultos diz a décadas o pequeno príncipe. E não satisfeitos com serem complicados estão querendo complicar o olhar e processar das crianças.
Homem porque nasceu com as características físicas masculinas e mulher o mesmo. Cresceu e não se acha sexualmente do gênero que nasceu okay. Nada muda para pergunta homem ou mulher. Além do órgão sexual, o funcionamento interno, cerebral e tudo mais de cada gênero é distinto #fato e para tanto é preciso saber-se e declara-se de tal gênero para se ter um diagnóstico, um assento ou sei lá o que anatomicamente adequado e coisas do tipo. Certo?
Dizer a que gênero pertence não define o gosto musical, a religião, a opção sexual de ninguém. Banheiros para quem mija em pé e quem mija sentado, para que complicar e criar um terceiro banheiro misto? (desviar dinheiro público quem sabe e o tal discurso da mistura e práticas que cada dia mais separam tudo e todos, só acho). O que cada um faz com seu órgão mijador (com o perdão pela expressão) não é definido pelo banheiro que se vai. O que se fala, se cobiça, no banheiro ou fora dele é de fórum íntimo e modos a gente tem que ter até no banheiro da nossa casa. Realidade é que nos tais dos planos municipais de educação, dentre muitos pontos a serem discutidos, trabalhados, soluções e melhorias a serem postas em prática para ontem, o foco e debates fervorosos foram em todo país esses dia sobre a questão do gênero.
Vi outro dia uma matéria em que uma bonita se sentia ilegítima e vítima de preconceito por conta de no formulário para sei lá o que, não haver outra opção que não homem ou mulher. As Escolas por sua vez estão sendo direcionadas a ensinar às crianças que meninos e meninos não têm um sexo definido e a ordem e moda agora é introduzir banheiros unissex nas unidades de ensino municipais, em unidades de ensino particulares de todas as faixas etárias, em locais públicos e privados, enfim, a polêmica tomou conta das casas legislativas, está nas mesas de casas, bares. A bandeira de um dos lados é combater a chamada “ideologia de gênero” e querem limar dos textos qualquer expressão que guarde o risco de a escola interferir na opção sexual dos alunos. E nessa banheiros estão sendo usados de forma unissex por diretriz das prefeituras e crianças que tem toda uma questão de descobertas do corpo, do estético até o sexual, incluindo os tais ritos de passagem das idades com relação ao uso do banheiro, acessórios, higiene, que é diferente para os dois sexos.
Palco dado a enfrentamentos e questionamentos sexuais fora de época, práticas e exigências ceticistas e não libertárias que atropelam o simples: tipo crianças nesse adulto nesse, pessoas com sapatos aqui sem ali. Nada a ver com gostar de homens ou mulheres. Nascidos meninos ou meninas sem atropelar a fase ideal para despertar a questão do sexo seja de e com qual gênero for, não estimular o erotismo e a sexualidade sem a menor necessidade e nem razão de ser é que devia ser de gênero coletivo em detrimento do pessoal, com zero de questionamentos e gênero quantitativo de menos gente fazendo zoada e inventando moda #simplesassim e mais gente preocupado com a educação primária, do ensino fundamental, médio, valores assexuais, aulas dadas com excelência, acompanhamento dos pais ou responsáveis se as tarefas estão sendo feitos, cobrar e vigiar o não fazer uso do celular enquanto faz a lição de casa #complicadoassim e #issoéquemudaomundo.

7 comentários:

  1. Tina, falaste muito bem. As coisas podem ser simples ,mas há quem goste de complicar..

    E , bem oportunamente, vou te colocar o que o Neno, ao ter dois dias de aula, nessa semana cujo tema era esse, disse que falou pra professora ( aliás eu estremeço a cada resposta dele por lá!!) que considerava que haviam temas muito mais importantes para os alunos e para o Brasil do que ficar discutindo sobre isso...

    Ele é maduro e despeja o que pensa.

    Até sobre a política e inclusive teve comentários considerados inadequados, sobre política. A prof. disse que ele devia crescer pra falar sobre o tema.

    Mas provocou com vara curta, pois ele respondeu que estava crescendo e era bem informados pq lia, lia e lia...e que sabia muito bem do que acontece no cenário político do Brasil e mundo!

    Então, concordo contigo: há coisas que não precisam ser complicadas e pronto. Encaradas simplesmente ficam bem mais fáceis!

    lindo dia,bjs, chica

    ResponderExcluir
  2. É estamos mesmo em fase de mudanças e adaptações e quanto mais simples e natural tudo isto for acontecendo melhor.
    Se deixassem as "crianças" resolverem seria muito mais fácil.
    Bjs

    ResponderExcluir
  3. E há ainda tanto preconceito com as diferenças não é? Tina é sobre isso que falo hoje no blog ainda com um presentão que quero compartilhar com vcs. Vem lá? e já vou agendar minha participação na blogagem coletiva

    ResponderExcluir
  4. Menina...e eu nem sabia disso!!! Sério que haverá banheiros unisex, até em escolas? Uai!!! Gente...esta questão é tão, tão tão complicada hoje em dia de se conversar com uma criança!
    Meu filho vai para os 8 anos e anda percebendo as coisas e logo terei que ter a conversa (como diz minha irmã) sobre a tomada macho e fêmea, hehehehe, mas, enfim, como conversar hoje em dia se nada é mais tão simples, como ser macho ou fêmea. Óh Lord! Confesso que ando meio perdida...cresci na década de 70 e o modelo década de 80 da minha juventude era o que eu achava que seria a vida. Mas que nada...hoje não sei mais nada e temos que educar os filhos com os novos costumes e leis.
    Beijos Tina Flor! Fico feliz que a caixa mágica finalmente chegou por aí! Só alegria!
    CamomilaRosa

    ResponderExcluir
  5. Essa abertura que estamos vivendo, certamente evita, ameniza tanto sofrimento que houve no passado para as pessoas poderem se expressar, contar para e com a família.
    Mas, os excessos traz retrocessos. Financiar banheiros em escolas onde muitas vezes nem a merenda está de acordo, traz algo de ruim para o debate.
    O respeito, a aceitação do diferente, sim, sempre. Mas há de saber onde levantar bandeiras.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  6. Tá ficando complicado.Tem uma lei que o aluno tem o direito de ter na chamada (diário escolar) o seu nome ¨de guerra ¨
    Tá ficando complicado!
    beijogrande

    ResponderExcluir
  7. As pessoas adoram complicar bjbjbj Lisette.

    ResponderExcluir