24 de setembro de 2015

Dos desacontecimentos

Outro dia me interessei por um livro da autora Eliane Brum, onde ela conta memórias de sua infância, sem nem saber que a contadora é bem conhecida. Na descrição e apresentação do livro alguns questionamentos como: "De quantos nascimentos e mortes se constitui uma vida? De quantos partos uma pessoa precisa para nascer?" Como repórter e escritora, Eliane, descobri, sempre questionou a forma como cada um inventa uma vida e cria sentido para seus dias e eu que vira e mexe penso nisso, observo, reflito sobre os sentidos que dei e dou a minha vida, aos acontecimentos, a quem são e como são as pessoas que me cercavam e me cercam, tirei ele da lista.
Meus desacontecimentos, que é o nome do livro, os dela, os seus, os nossos, apresentam e provocam reflexões, dentre elas o que acontece se não nos arrancamos do silêncio, como ela, quando se moveu no sentido da narrativa.
O tal livro, está no meu armário, para ser lido não com pressa, a espera de um momento meu, do acaso, no meu ritmo, no ritmo das demandas de fora e de dentro, quem sabe nesse final de semana eu foleio ou devoro.

7 comentários:

  1. Livros que falam o que precisamos, o que vem de encontro aos nossos pensares e viveres, deve mesmo ser lido lentamente..Pode até no início ser devorado, mas depois, voltamos pra degustar cada trechinho! bjs, boa leitura! chica

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  2. Oi Tina,
    Já li esse livro dela, eu amei. Li em apenas 2 dias. Fiz até um post no blog também. Vale muito a pena. Depois me conte o que achou.
    Um beijo.

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  3. Chegar aqui é sempre um acontecimento e puxa uma reflexão. Encontrar boas ideias e descobrir que precisamos colocar a felicidade no lugar certo, pertinho da gente. Obrigado pelas palavras, são sempre bem vindas.

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  4. Bons livros precisam ser lidos moderadamente, assim como um bom vinho a ser degustado.

    bjokas =)

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  5. Quando o livro é bom acabo relendo-o, mas quando não me prende se perde na metade...
    beijogrande

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  6. Ela é uma apreciadora de Manoel de Barros e isso já me cativa!
    Conheci a autora de leituras pela web de crônicas que ela publicava na revista Época. Tanto que gostei, que depois que ela deixou a revista fui ao encontro de um livro dela. Voltei com A menina quebrada. Envolvi-me completamente naquelas crônicas, na narrativa, na maneira de enxergar o mundo, especialmente nosso Brasil mais desconhecido.
    Um dia também lerei Meus desconhecimentos.
    E volto aqui e lá na Fernanda para contar!
    Beijo

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  7. Há livros que devem ser saboreados bem devagar, e depois, de novo e de novo...

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